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Onde está a direita?

Dos vários fenómenos sociais extraordinários que resultaram das reformas levadas a cabo pelo actual Governo, e também do modo simbólica e politicamente viril como o Primeiro-Ministro assumiu a chefia, não há nada que se compare ao que aconteceu à direita: desapareceu. No PSD os loucos tomaram conta do hospício, a custo lá foram metidos nas celas, porém não se calam e ameaçam voltar para acabar de vez com o partido. Entretanto, os enfermeiros de serviço não encontram sequer as ligaduras, quanto mais os comprimidos. No CDS, há muito que todos se demitiram, mas só agora começaram a contar uns aos outros. Para além destes partidos, temos a direita dos negócios, onde o dinheiro não tem ideologia. Segue-se a direita das ideias, que convive tranquila e galharda com um monaquismo de veludo, ganhando o pão na universidade e variegados institutos públicos e privados. Digna de nota é também a direita publicista, mas os magnos exemplos de Rebelo de Sousa, Pulido Valente e Pacheco Pereira apenas confirmam o evangélico preceito que avisa contra o serviço a dois senhores. Entre escolher a solitária reflexão ou o apoteótico espectáculo, estes pantomimeiros correm para o palco, onde fingem não envelhecer. Resta a direita da cultura popular, as famílias abastadas ou remediadas, mais as geográfica ou historicamente porque sim, onde a política é um assunto sujo e difícil, e, por isso, o que dava jeito era ter um senhor com ar sério a tomar conta disto e a manter a corja na ordem.

Falta uma direita inteligente e corajosa, capaz de pensar a politica como prova de carácter. Uma direita que não se limite a ser de direita.

A ferrugem da Ferreira

O discurso da Ferreira é um falhanço que compromete os envolvidos na estratégia do PSD, desde a Comissão Política ao Pacheco Pereira, passando pela Presidente e demais conselheiros. Tudo figuras com vasta experiência de quem se esperava muitíssimo mais. Este acontecimento com que se inicia o ano político dos Sociais-Democratas — antecedido pelo sofrível trabalho de afrontamento aos incompetentes incrustados no partido, ocorrido durante o período de silêncio, fenómeno que acalentou a esperança de ver surgir uma verdadeira novidade política em Setembro — poderia ter sido a 2ª oportunidade para uma 1ª impressão. Mas para surpreender e relevar numa sociedade cada vez mais matura na descodificação da retórica usual, o discurso necessitava de ser corajoso e inteligente. Não o foi. Antes, foi uma prestação ao nível de um comentarista. Há algo de inacreditável no facto de ser possível ao PSD, e em Setembro de 2008, desperdiçar tanta credibilidade. Mas quem é esta gente que nem sequer sabe como fazer oposição a um Governo reformista?…

Enquanto o PSD não acertar contas com a sua própria responsabilidade nas disfunções políticas dos últimos 30 anos, não conseguirá pensar Portugal. Por exemplo, enquanto os dirigentes do partido fundado por Sá Carneiro se limitarem a reclamar o seu nome sem lhe quererem imitar o carácter, não chegarão a sair da Madeira. E enquanto o PSD não renovar os talentos intelectuais, afastando os que persistem em continuar a lógica simplista e tribal do nós contra eles, maleita ainda do século XX, não conseguirá criar um projecto político que una os portugueses.

O PSD, não tendo razões para ser o partido da Ferreira, é agora o partido da ferrugem.

Que fazemos?

No começo desta quinta-feira, estava à conversa no Largo de São Domingos. Noite amena, permanente corrupio de gentes, a cidade misturando decadência e palpitações. De repente, a conversa é atravessada por gritos de alarme. Dez segundos a olhar para os lados da Rua Dom Antão de Almada e a explicação aparece em passo de corrida, levando uma sacola na mão. São dois hobbits com capuzes a cobrirem-lhes a cabeça. Passam a Ginginha, viram a esquina para o Rossio e param a vasculhar o roubo, encostados na primeira montra. A poucos metros estão uns poucos de taxistas que se ficam pela observação calada. A pessoa com quem converso pergunta Que fazemos? Os gritos de aflição continuam e estão mais próximos. Eu nada respondo. Não me apetece correr, muito menos tocar naqueles dois seres. Sim, não me apetece fingir uma preocupação que não tenho, e muito menos arriscar fosse o que fosse por causa daquele prejuízo. Um opiáceo torpor cívico reconforta-me, iliba-me, expondo a completa inutilidade da minha eventual intervenção. Entretanto, numa concatenada sucessão de movimentos, a situação conhece o seu desfecho. Aparece a vítima, uma mulher de 50 ou 60 anos. Tem a obesidade da miséria, as banhas da cintura a saltarem para cima das calças de fato-de-treino, aspecto deplorável, despenteada. Move-se a custo e continua a gritar, sem saber para onde se dirigir. Os taxistas avançam para o local onde estão os pertences deitados ao chão, sinal de que a parelha de artistas tinha seguido viagem. Eu vou ter com a senhora e indico-lhe para onde ir. Um homem jovem, que estava num banco próximo a expelir com grande animação aquilo que me parecia ser um discurso em árabe, levantou-se e veio a correr acompanhar a senhora até aos taxistas, onde ficou a falar igualmente animado. A minha conversa continuou. Muito mais tarde, vejo a senhora a rir e a ser abraçada com carinho por um taxista sorridente, folgazão, como se fossem velhos conhecidos.

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Isto é o que não pode ser escondido sobre Sarah Palin, façam lá os Republicanos o que fizerem, e aquilo que vai enterrar definitivamente McCain a partir desta noite, sem falta

A voz da senhora, o timbre, o fraseado, os meneios. Não dá para entregar a vice-presidência da maior força militar do Universo a quem fala como se estivesse a passar a mão pelo cachaço a dois eleitores do Alasca meio trôpegos de frio, ensopado de rena e Duck Farts.

(atenção, falo do Universo conhecido, mas importa realçar que já conhecemos bastante do Universo todo, incluindo zonas muito mal frequentadas como a Quinta da Fonte, e ainda não apareceu exército com maior orçamento do que aquele à disposição do Americano)

wikiHow

Já o enalteci, mas merece novo destaque: wikiHow. Esta biblioteca de saberes práticos contém, actualmente, mais de 40 mil artigos, duplicou num ano. Será muito? Será nada se não tiver o que procuramos, e nada será se o conteúdo não servir. É escusado dar exemplos avulsos, em especial de ninharias, pelo que salto para um caso que me interessa sobremaneira: How to End a Controlling or Manipulative Relationship.

Em Portugal não se fala da violência doméstica, a qual tem como mais usuais alvos as mulheres, mas que também se estende a idosos, crianças e vizinhos. Em Portugal não se fala nisto porque Portugal é um país de cobardes, temos de começar por o reconhecer. E não se alivia esta vergonha com a constatação de não estarmos sós na cobardia, de noutras partes do mundão a situação ser igual; e nalgumas vastas zonas ser até bem pior. A cobardia consiste nisso de se abusar dos fracos, chegando anualmente à morte em dezenas de casos, provocando incontáveis agressões físicas e psicológicas, e mantendo milhares de pessoas diminuídas, fragilizadas, em constante sofrimento, perda de saúde e alienação de direitos. Ora, grande número destes casos entram na categoria das relações de manipulação, ainda consideradas normais pela enorme maioria da sociedade. Junta-se os ignorantes aos abrutalhados, polvilha-se com os cínicos, e temos uma cultura cobarde, que varre as histórias de violência doméstica para debaixo do tapete do esquecimento. Casos como os de Albarran, Tallon e Pinto da Costa são apenas 3 átomos da molécula que está na parte final do fim da extremidade da ponta do icebergue. Interessa destacá-los por o seu perfil revelar figuras que não carecem de informação nem instrução formal, indivíduos em quem se delegam responsabilidades públicas e cívicas. No entanto, os seus comportamentos de violência doméstica não se diferenciam dos de um alcoólico sem a 4ª classe. Tal é a desvairada magnitude do problema que ele chega a encontrar cúmplices e coniventes em todos os eixos da sociedade, do pobre ao rico, do iletrado ao intelectual, do crente ao ateu, da direita à esquerda. A propósito, veja-se o que diz um passarão.

Pois bem, este wikiHow sobre o fim de uma relação de manipulação está cheio de bons conselhos. É uma síntese da literatura usual em formatos deste género jornalístico, com a vantagem de estar focado na decisiva mensagem:

Controlling and manipulative people are often produced by external factors such as abusive parents or clinical mental disorders. You cannot hope to change or rescue such a person, as much as you may care for them; the best help you can give them is to (A), refuse to be their victim, and (B), direct them to professional help.

No fundo do fundo, é isto: querer bem a alguém jamais passa por se aceitar ser sua vítima. É precisamente ao contrário.

in-tempestivos_Agosto

Desde os que continuam em diálogo aos que nunca sairão do monólogo, passando pelos que não têm nada para dizer e afirmam-no, há de tudo como nos blogues:

O dia de reflexão de Francisco Louçã21 de Janeiro de 2006, 2 comentáriosLuis Rainha

Toupeiras e outros animais furiosos30 de Janeiro de 2006, 16 comentáriosLuis Rainha

Uma excelente ideia6 de Fevereiro de 2006, 51 comentáriosRui Tavares

Portugal tem as centrais nucleares mais seguras do mundo…20 de Março de 2006, 59 comentáriosNuno Ramos de Almeida

Portugal: queremos ‘isto’?19 de Abril de 2006, 152 comentáriosFernando Venâncio
-> Actualização: o nosso amigo Ant.º das Neves Castanho acaba de deixar um repto ibérico neste conflito fronteiriço, o qual veio introduzir elevação numa conversa onde portugueses e espanhóis têm andado em bulhas infantis como bons e bíblicos irmãos.

Um new look para o empresário português9 de Agosto de 2006, 50 comentáriosLuis Rainha

Coisas infelizes numa revista chamada Happy10 de Março de 2007, 33 comentáriosJosé do Carmo Francisco

abrir o livro23 de Agosto de 2007, 36 comentáriosValupi

Eight bad reasons to have sex

Uma delícia, esta diatribe oferecida pela CNN. O original está em The Frisky, revista digital que é um exemplo a seguir pelos que andam à procura das elusivas audiências femininas.

Mas o que me encantou particularmente no texto foi esta expressão proverbial, Misery loves company, seguida de aplicação concreta, good luck getting him out of your apartment. É que também pode haver más razões para proteger alguém, e essa lição ser das mais difíceis de aceitar, sequer entender, por uma mulher.

Uma coisa pouco séria

O Presidente da República dispõe de 16 milhões de euros para despesas anuais. É uma quantidade olímpica de dinheiro, como diria o comandante Vicente Moura. Parte dele serve o alto propósito de proporcionar remunerações e salários adequados a pessoal altamente qualificado. A Casa Civil, por exemplo, regista 40 nomes. 40 nomes equivalem, mais coisa menos coisa, a 40 cabeças. Se acreditarmos na sentença que sentencia estarem duas cabeças melhor habilitadas a pensar do que apenas uma, começamos a fazer contas com optimismo calculado. Atenção: para rapidez e simplicidade aritmética, não há necessidade de sair do conjunto “Casa Civil”: 1 presidente + 40 assistentes = 41 coisas, mais cabeça menos cabeça.

Donde, a pergunta: onde vai buscar o Presidente algumas das frases que profere publicamente enquanto Presidente? Tomemos estas:

É preciso uma estratégia muito adequada para que a imagem de país seguro não seja alterada.

A onda de crimes aumentou significativamente.

Não há dias sem assaltos.

Deixo a matéria da concretização a quem tem essa competência.

A onda de assaltos e crimes violentos é uma coisa muito séria.

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Os Republicanos, afinal, pensam como gajas

Durante 2,7 segundos parece uma escolha inteligente. Repeti a operação várias vezes, sempre com o mesmo resultado: 2,7 segundos. Nesse espaço de tempo, iões de sódio e de potássio agitam-se frenéticos criando belas imagens no meu córtex: vejo o aproveitamento da saída de cena de Hillary, indo lá buscar votos que hesitam em votar Obama, vejo a vantagem dos Republicanos em serem capazes de surpreender e de aparecerem como modernos (até ousados) para um público urbano carente de mudança, e vejo a elevação da condição feminina junto de uma sociologia apoiante conservadora e com largas bolsas arcaicas. Só que ainda estão por inventar os 2,7 segundos que durem 2,8 segundos ou mais, acabando aqueles por acabar. Segue-se uma plácida constatação: os estrategas Republicanos, afinal, pensam como as gajas — são oportunistas e superficiais. Não sabendo o que fazer para vencer Obama, resolveram juntar-se a ele. Viram a oportunidade para um brilharete mediático, finalmente!, com a escolha de uma fêmea, e foi aí que deixaram de pensar. Se a política é apenas mais uma forma de espectáculo, nisto estamos todos de acordo: não poderia haver nada mais espectacular do que ir buscar uma mulher sem os mínimos de experiência política para a função e, como se não bastasse, aparecer coberta de alvos fáceis, muitos. Sarah Palin, para além de não fazer a menor ideia do que implica o cargo para que está a concorrer, tem defendido ideias sobre armas, aborto, mulheres, exploração de petróleo em reservas naturais e ensino do criacionismo nas escolas que deixariam Ronald Reagan corado. Mas mesmo que ela não fosse uma caricatura ambulante da piroseira americana, e tivesse algum mérito digno de atenção, as hillaryanas jamais votariam numa ex-miss que conseguiu chegar a Governadora. Porque há limites para o que uma mulher considera ser justo nesta vida.

Não só esta senhora não vai conseguir retirar votos a Obama, como irá levar à perda de votos para McCain. A eleição terminou.

Malucos do riso

Até a mítica competência autárquica comunista se deixa entusiasmar com esta vocação nacional para a comédia. Na edição de sábado do DN, as declarações do presidente da Câmara são ainda mais engraçadas, pois tentam fugir à responsabilidade — a própria e a de todos os camaradas envolvidos na façanha. Carlos Humberto chega ao ponto de corrigir de 12 para 10 minutos o atraso, o qual disse ter esta origem:

Mas as pessoas atrasaram-se um bocadinho, porque, quando chegou o momento de clicar, as primeiras tentativas não entraram, talvez porque estivessem a entrar algumas ao mesmo tempo. Quando se conseguiu, passavam dez minutos.

Que maluco, e que riso.

Sabes para que serve um feriado? – II

Do nosso amigo Marco Alberto Alves, recebemos estupendas sugestões:


A hipocrisia dos Feriados é igual, quer se trate dos ditos religiosos (todos católicos), quer dos ditos civis (nem todos de Esquerda).

O que não quer dizer que todos os “celebrem” da mesma forma hipócrita, evidentemente.

Do meu ponto de vista pós-moderno, liberal e reformista, que é no fundo o que eu mais sou, acho que a hipocrisia poderia ser erradicada a contento de todos e do seguinte modo: cada Trabalhador teria o seu PLANO PESSOAL DE FOLGAS (P. P. F.), que poderia escolher livremente (ou, vamos lá, com os constrangimentos mínimos possíveis em função da natureza do seu emprego) de entre o somatório de Sábados, Domingos e Feriados actuais (ou legalmente definido).

Ou seja, partir-se-ia do princípio de que o P. P. F. faria parte integrante do contrato laboral, como o Salário e outras regalias e condições, permitindo assim ao Trabalhador, como ao Empregador, ajustar de forma eficiente os horários de laboração.

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Encontrar+se

Tenho a sorte de ser amigo da Filipa Palha. E Portugal tem a sorte de ela ser nossa amiga. Porque esta portuense criou a Encontrar+se, associação dedicada ao desenvolvimento, implementação, avaliação e investigação da reabilitação psicossocial das pessoas com doença mental grave. Artur Santos Silva e Miguel Veiga, dois homens que dispensam apresentação, conferem solidez e prestígio institucional à iniciativa. Iniciativa que começou com uma espectacular campanha contra o estigma: UPA. Sem qualquer apoio do Governo, do Ministério da Saúde ou do Conselho Nacional de Saúde Mental, a Filipa conseguiu reunir este grupo de anónimas esperanças em começo de carreira: Zé Pedro Reis (o qual concebeu o projecto musical), Paula Homem, Pedro Tenreiro, Nuno Rafael, Mariza, Xutos, Sérgio Godinho, Rodrigo Leão, Clã, Mão Morta, Camané, Rui Reininho, Xana, Boss A.C., Paulo Gonzo, Cool Hipnoise, Jorge Palma, Dead Combo, J. P. Simões, Balla, Tiago Bettencourt e J. Mário Branco. Ainda não chega? Então, espreita a Comissão de Honra. Desde 2007 que há músicos e profissionais de comunicação (de agência de publicidade a agência de meios, passando por produtoras de vídeo) a entregar — gratuitamente — o seu tempo e talento para a campanha ter peças gráficas, filmes, espaço mediático e canções originais. Vou repetir: canções originais, cujas letras versam sobre a problemática da doença mental. Sim. Do caralho.

Discutir a importância da saúde mental e da reabilitação do paciente com patologia grave é daqueles tópicos que melindram por os julgarmos evidentes ao ponto de não justificarem gasto calórico na conversa. Afinal, esgravatando na ramagem quotidiana, constata-se que é ao contrário: existe estigma, existe abandono, existe violência sobre os doentes e dos doentes sobre a família, vizinhos e estranhos. Visto pelo lado económico e familiar, e fazendo as contas aos milhares de indivíduos afectados em Portugal, é uma calamidade não conseguir reduzir o seu período de inactividade profissional ou social, nuns casos, ou não os conseguir recuperar para a autonomia, em muitos outros casos. Perde-se dinheiro, perde-se saúde, perdem-se vidas mantendo a inércia defendida pelos inertes. Chega de perder mais tempo.

Em Portugal há outras Filipa Palha, com outros nomes, género, idade, competências, percurso, esperanças. Mas com a mesma coragem e alegria. É com elas que vamos partir para os novos descobrimentos: encontrar o caminho legítimo para a independência, fintar o Adamastor que nos afunda num medo colectivo.

Tens aí uma hora, dezasseis minutos e vinte sete segundos? Dá cá

Randy Pausch partiu no mês passado. Depois de saber que poderia morrer a qualquer momento dentro de 6 meses, fez esta apresentação pública em Setembro de 2007. Falou dos nossos sonhos de infância e da possibilidade de os realizar. Se fores como eu, sabes que o teu tempo vale mais do que o teu dinheiro. Se o vamos gastar, ao dinheiro ou ao tempo, é inteligente procurar lucro imediato, retorno do investimento a prazo ou um sentimento de jactante exaltação por o esbanjarmos como imperadores. Como acontecerá, e às três variantes, a quem puder dispor de 1h16m27s para gastar na palestra supra.

Se gostaste, brinde.