Gostava de dizer isto antes de morrer, disse ela

Eu ’tou enervada com o Sócrates. Eu ainda não deixei de estar enervada com o Sócrates, e queria só dizer uma coisa em relação à suposta licenciatura dele. Agora saiu um livro do Rui Verde, que foi o subdirector da Independente, e que mostra provas… Portanto, o mesmo homem que aqui há uns tempos sancionou, dizendo que não houve nenhuma irregularidade, agora está a mostrar provas concludentes de que houve trafulhice administrativa. Bom, mas independentemente disso, e agora se é verdade ou se não é verdade, eu gostava de dizer, gostava de dizer isto antes de morrer, que para mim não é preciso ir às Freeports e òs Faces Ocultas e òs enriquecimentos ilícitos da família dele para eu ter vergonha deste primeiro-ministro, se é verdade, de facto, que ele mentiu na licenciatura.

Porque é assim: eu não sou formada, não sou licenciada. Durante uma vida inteira, há 40 anos, que eu estou a dizer – que é uma coisa incómoda e chata – “não sou doutora”, “não sou doutora”. Corta a conversa, não é relevante, as pessoas dão-te um honoris causa por simpatia e tal. Mas, de qualquer maneira, há um escrúpulo das pessoas dizerem “não sou doutora”, porque as coisas ou são ou não são. Agora, este tipo, que não tinha necessidade disto, ter feito isto, para mim é nojento. Nojento. Não tem explicação.

[…]

É vergonhoso. O mau exemplo que se dá às crianças, não é? Eu tenho poucos exemplos, mas tenho um ou dois, não é? Agora quando os exemplos vêm desta coisa… Enfim.

[…]

Porque é que não é relevante, a gente ter um tipo que é primeiro-ministro, que é um exemplo de uma nação, que mente e diz que é doutor? Que se vá julgar isto, porque isto chama-se burla, e a burla é passível de processo.

[…]

Nada foi investigado exaustivamente até ao fim, nada foi levado a julgamento.

Rita Ferro, a partir do minuto 12

__

Rita Ferro não acredita na palavra de Sócrates nem nas entidades que investigaram os casos lançados contra ele. Em vez disso, diz que o homem falsificou documentos para se poder apresentar como doutor. E diz que a família de Sócrates enriqueceu de forma ilícita. Daí a angústia da Rita Ferro com o sofrimento das crianças, sujeitas a estes exemplos vindos de um primeiro-ministro. Que será das nossas crianças? Que mazelas irão marcar as suas inocentes almas como resultado de Sócrates não ser um verdadeiro doutor? Algo devia ser feito, um bom exemplo devia ser dado: processá-lo por burla, por exemplo. É que aquilo que não vai parar aos tribunais não é investigado exaustivamente até ao fim, explica a Rita Ferro – embora omitindo, e também aqui por causa da sua preocupação com as crianças, a parte em que o fim mesmo final, esse tal fim que resolve definitivamente o problema levantado pelo primeiro-ministro-não-doutor, implicaria um grupo de caçadores lado a lado frente a uma parede, corda grossa pendurada num pinheiro ou uma cadeira ligada à EDP. As nossas crianças não precisam de saber já desta parte da resolução do problema, têm tempo para irem aprendendo com a gente séria.

Rita Ferro é paga pela estação pública de televisão para insultar, ofender, difamar e caluniar um número indeterminado de pessoas, incluindo variegadas autoridades. Incrivelmente, esse não é o mal maior. A seu lado estava um Herman José que tentou introduzir racionalidade na situação, mas o qual acabou por alinhar no mesmo registo, tendo verbalizado que também ele poderia contar casos de supostas ilegalidades ou crimes de políticos, não podia ser era frente às câmaras. E ainda isto não é o mal maior, incrivelmente. Tendo o programa ido para o ar no dia 11, e estando nós a 14, ninguém sequer registou a ocorrência, quanto mais protestar. O que tem como corolário a fortíssima hipótese de já não estar em vigor o Estado de direito. Nem magistrados, nem partidos, nem sindicatos, nem ordens, nem grupos cívicos, ninguém se importa que Sócrates – alguém que não consta ter perdido o estatuto de cidadão – seja perseguido e vexado na RTP em modo de pré-linchamento. O mal maior é esta cumplicidade silenciosa com os pulhas.

A Rita Ferro repete o que milhares e milhares de infelizes continuam a balir fruto de uma campanha imparável que serviu, e serve, os interesses de Cavaco e do PSD. Mas também os interesses do PCP e do BE, que se juntaram febris para a matança da honra de um adversário transformado em inimigo a abater por todos os meios porque não se deixava assustar ou comprar. O Portugal da Rita Ferro, essa mixórdia de videirinhos hipócritas e de inquisidores vermelhos, suporta quase tudo menos aqueles que perderam o medo.

37 thoughts on “Gostava de dizer isto antes de morrer, disse ela”

  1. A discreta conferência ia provocando a explosão do planeta e tornou-se rapidamente no mais importante acontecimento decorrido em Poitiers desde o Charles Martel. E as considerações da notável pensadora não ficaram em nada atrás das de Freitas ou Portas…

    Também gostei da anedota (aos 28:25), levada muito a sério pela Rita Ferro, sobre o deputado brasileiro — incógnito em todas as «notícias», como está bem de ver — engolido por uma cobra sucuri, com fotografia e tudo: «”O povo começou a rir, e até rolaram no chão gargalhando, quando eu contei que o engolido foi um político”, disse o pescador».

    «Cá não teria acontecido isto», remata a Rita, toda convencida. «Há sempre alguém a querer ser herói»…

    Pois. Onde é que ela terá descoberto aquilo? No Correio da Manhã? É só olhar para a foto: ou a serpente tomou um par de Alka-Seltzers de acção rápida, ou meio deputado conseguiu fugir…

  2. Está giro, o debate político do país nestes tempos recessivos que correm. Para a semana, publicação do Orçamento de Estado na Nova Gente.

  3. Cá, mas isso Rita Ferro não diz, os que cometeram a fraude do século andam à solta, enquanto nós pagamos o esbulho ao país do BPN. E também não a preocupa uma alta figura presa e acusada já de assassinato. Isto não choca as criancinhas. Também não fala do caminho triunfante de Isaltino a caminho da prescrição, sem que o presidente di Supremo saiba porque é que ainda não está “dentro”. Tudo isto são banalidades, face a simples boatos sobre Sócrates (e familia, que no caso de Sócrates também conta o que fez o pai do avô do bisavô da sua avó).
    Nunca um PM terá sido tão escrutinado e investigado como este. Até foi espiado, com telefone sob escuta aos seus amigos e sabe-se lá que mais ainda. Como nada foi encontrado resta a calúnia mil vezes repetida nos meios de comunicação social dos mesmos que levantam as calúnias. Mas estes actos não são inocentes. Servem de cortina de fumo à completa inoperancia da magistratura perante uma avalanche monstruosa de crimes da fina flor do cavaquismo, que emerge do submundo das negociatas mafiosas.
    Esta senhora e estes programas são muito convenientes.
    Serviço público de televisão. Mais correcto será “serviço pulha de televisâo”.

  4. Ola,

    Não sei quem seja essa Rita Ferro. Mas porque tenho às vezes que te fazer as vontades, la fui visionar uns segunditos a partir do minuto 12. Não vi muito.

    Eu que votei contra Socrates desta vez, depois de ter votado nele nas eleições anteriores, e de não ter problema de espécia alguma em admitir que possa voltar a votar nele no futuro, caso ele se apresente com um programa(*) que eu julgue ser bom para o pais, tenho apenas a dizer o seguinte acerca da merda da puta da trampa da conversa da licenciatura que ja não posso ouvir.

    Mesmo que o Socrates tivesse feito trafulhice – como ainda não vi ninguém demonstrar -, ele beneficiaria da minha indulgência. Com efeito, no pais da doutorite, onde uma porcaria de uma licenciatura continua a ser um sinal de casta, ainda que esteja mais do que provado que é perfeitamente possivel, e mesmo corrente, encontrarmos asnos acabados com uma licenciatura passada pelas melhores universidades do mundo ou mesmo do sistema solar (nem me vou dar ao trabalho de fazer a lista), eu daria sempre um desconto a quem, no inicio da sua vida politica, por fraqueza, tivesse cedido à norma social tacita (e estupida) que quer um “dr” beneficie do privilégio de poder falar mais alto que o seu adversario se este não puder escudar-se com um titulo semelhante.

    Daria sem problema o beneficio da duvida, e mesmo um indulto, a um homem politico que vi no resto da sua carreira sempre pouco preocupado com a questão, capaz de debater problemas de fundo, o que implica colocar-se ao nivel de qualquer dos seus interlocutores e saber ELEVA-LO às exigências do debate em igualdade.

    Ja aqui referi uma vez, mas não me parece inutil repetir, a historia do Moro Giafferi (um dos mais prestigiados advogados franceses do século XX) respondendo ao bastonario que se queixava de ter sido maltratado por ele : “mais, mon cher confrère, pour moi, vous êtes beaucoup plus que le bâtoniier des avocats de Paris. Vous êtes… mon égal !”.

    Ora bem, o que a Rita Ferro demonstra na peça, e o que é perfeitamente deseperante, é que ELA não consegue ultrapassar a visão provinciana do mundo que quer que as pessoas se dividam em doutores e futricas, eleitos e pacovios, finos senhores e labregos inoxidaveis.

    O que significa que, contrariamente ao que constato em Socrates quando o ouço falar, a dita senhora Ferro não tem a mais palida ideia, nem longinqua, do que possa ser a ciência, o saber, o rigor, nem acerca dos elementos que, em principio, deviam nortear as universidades quando elas conferem graus académicos. Desconhece, perfeita e definitivamente, que o saber não precisa do titulo de doutor para impor o seu valor, e que o titulo de doutor não deve, sob pena de completa inconsistência, apartar-se daquilo que lhe pode dar alguma seiva.

    Um pais cuja população é capaz de se apaixonar pela questão de saber se a licenciatura de fulano de tal, por mais importante que seja o cargo que ele ocupa, é ou não legitima, é um pais que confessa não ter nenhuma possibilidade de reconhecer o que é o saber, ou o que é o rigor, ou o que é a ciência, e que julga preferivel reocorrer para tal a sacerdotes revestidos do prestigio que confere o além : Roma, Paris, Oxford, o Céu…

    Um pais desses merece continuar por muito tempo a viver de joelhos e a chafurdar na merda de que se repasta.

    A seguir ao confisco generalizado das televisões, sou favoravel à extinção definitiva dos graus universitarios e a uma lei que obrigue todos os cidadãos portugueses, sob pena de prisão, a tratarem-se mutuamente por Labrego Silva, ou Labrego Ferro.

    Isto põe-me completamente fora de mim.

    Boas

    (*) Programa : palavra raramente utilizada nos fados de Coimbra mas cuja definição pode ser encontrada nos dicionarios comuns

  5. A Rita Ferro é neta do António Ferro, não é? Sim, o tal que fazia de “Relvas” do Salazar.
    Pois sim… teve boa escola! Com um avô daquele calibre, estavam à espera de quê?

  6. Foi para isto que foi rejeitado o PC IV. Um espanto… Eu conheci a Rita Ferro na Revista Ler mas era outra pessoa.

  7. coitada da rita ferro. agora a sua referência é o rui verde, o meliente que cometeu ilegaludades de muitos milhões e está sentado no banco dos réus. bastava alguém ter feito essa referência no programa para liquidar a rita ferro e o seu revanchismo. mas para esta gente que se socorre dos skins para difamar, tudo é possível.

  8. O “pugrama” é uma merdice decadente. Um engraçadinho enjoativo a repetir pela enésima vez as mesma piadolas, uma qualquer rita gorda exagerada de traços e de “cumbersa” e, por ultimo, uma bacana expert na vulgaridade com uma enorme preocupação de mostrar os atributos físicos- sobretudo as glândulas mamárias- televisão de merda!!!

  9. Quando li o início da conversa pensei que era alguma dona de casa ou mulher a dias a telefonar para um daqueles programas mixurucos das tv’s, ou mesmo uma velhota analfabeta a divagar nalguma rádio local…depois, qual não é o meu espanto quando constato que é Rita Ferro.
    Essa mulher casou com algum homem das obras? Que mentalidade atrasadoide, credo!No passado li algumas coisas dela e ela não era assim tão ignorante e saloia.
    Realmente a conversa da licenciatura de Socrates e da perseguição que lhe movem é nojenta e tão paranóica que essas pessoas só a muito custo, com tratamento psiquiático intensivo, podem, talvez, voltar a ser normais.
    Que bom que existe este blog, pois aqui descubro muitas coisas que a Comunicação Social anda a ocultar!

  10. Ena, tanta cera gasta com tão ruim defunta…

    A Tiazinha (ou tiazona, quero é que ela se foda) Ferro vá lá tratar dos seus nervos, ou então vá morrer cedo e bem longe! Mas vamos, então, também a este peditório.

    O grave é o que refere o João Viegas, com toda a razão (e a citação é deliciosa, obrigado…), embora eu ache que não seja caso para ele danificar demasiado as suas conexões neuronais com esta insignificância: Agentes e Engenheiros Técnicos a passar-se por Engenheiros, como Mestras-escola dos cursos de Regentes escolares a fazerem-se tratar por senhoras professoras, ou Regentes agrícolas a deixarem-se tratar por sô Doutor Veterinário sempre houve e sempre há-de haver, cada vez mais, em Portugal. O Sócrates é apenas o campeão da popularidade desses exemplos todos…

    Mas o que me preocupa muito mais é a terrível hipótese admitida pelo Val, em Valupi, de o Estado de Direito já não esteja a vigorar em Portugal. Isso significaria, por um lado, que eu afinal não sou tão perverso quanto ele suspeitava (haha) e, por outro, que os nossos bravos “Oceanos” passariam a ter ordens do capitão-de-equipa para, de vez em quando, poderem afinal dar uma ou outra sarrafada mais violenta nos sarrafeiros, como já me parecia necessário.

    Porque, muito mais grave do que a suposta trapalhada administrativa relacionada com a data da conclusão da Licenciatura de José Sócrates – e o primeiro Licenciado deste País que não tenha nenhuma trapalhada legal no seu percurso académico que atire a primeira pedra (eu, um santinho, só fiz Álgebra Linear e Geometria Analítica, já no 5º Ano, em nome de um aflito Colega meu, no Técnico – tudo bem, Rui Alberto? -, isto para além de ter plagiado por inteiro, como centenas de outros, o trabalho prático indispensável para concluir Electrotecnia Geral – um grande abraço, Prof. Matosa, que saudades da surreal discussão desse “nosso” trabalho num dia 31 de Julho, da qual saímos todos com um “merecido” 14!) -, faz mal, muito mal mesmo ao País, à Nação, às nossas Crianças e à nossa sanidade mental, nervosa e moral assistir ao espetáculo grotesco diário, nos nossos meios de informação e propaganda, do ódio espumoso, da violência premeditada, da ignorância, da mentira, da falácia gratuita e da pura desonestidade intelectual, que corrompe lenta e inexorávelmente a Alma dos pobres, desprevenidos e incautos espectadores, em especial dos mais vulneráveis – os ignorantes, os embrutecidos, os idosos e os jovens.

    Autêntico espectáculo de “variedades non-stop”, em que se distinguem os mais diversos “artistas”, desde verdadeiras “estrelas”, como Medina Carreira, aos intérpretes mais secundários, como os crespos e quejandos, e onde a Tiazorra Ferro, entre outras nulidades, tem por vezes a “honra” de fazer de mera figurante. Ou seja, uma figurona gaiteira a fazer figuração triste.

    Pá, força nessas canetas, Oceano!

  11. O programa em referência é uma bosta defecada por três cavalgaduras decadentes:o Herman, prostituta velha, a serigaita magrelas de galdéria, a Tiazona Ferro em dona(mamalhuda e atrongada) de bordel. O escândalo é ser pago com o dinheiro de todos nós. Ainda por cima, chulos deste regime como já o foram do outro.

  12. Não sei o que é pior… a vossa obsessão em defender o Sócrates e a sua governação desastrosa, se os anti-Sócrates a culpabilizar o Sócrates por tudo o que está mal no país, se a vossa obsessão pelos críticos socráticos ou ainda a vossa indignação por não publicarem mais artigos a falar dos podres da direita, nomeadamente sobre o Cavaco, (sim porque esses sim são os maus da fita, e tudo o que se falar contra eles é verdade, já sobre os socráticos e afins é pura difamação ou campanha negra sobre pessoas de bem).

    O Passos e afins faz tanta borrada porque não se dedicam a opinar sobre o que o realmente interessa e não sobre a grande frustração das vossas vidas… o Sócrates ter perdido as eleições e pior que isso ter tido menor percentagem de votos que o Santana (outro que vos tira horas de sono).

  13. Coitada da Rita.
    A esta hora o avô dá cambalhotas na tumba, ele, que foi um mestre da propaganda salazarista, mas que tinha o bom gosto de se expressar convenientemente, não misturar doutores com engenheiros, nem era pessoa de vulgaridades como a neta.
    A Rita que não é doutora mas que foi professora – como é estranho este país em que para ser professor não é preciso ser doutor, mas para ser engenheiro tem de se estar inscrito na Ordem – tem uma pena das crianças porque aquele maroto do primeiro-ministro que agora anda nas filosofias em Paris, terá (segundo ela e mais uma data de brilhantes investigadores que nada conseguem provar) disse que era doutor!
    Claro, que a Rita se esqueceu que está a mentir, pois o homem nunca disse que era doutor, e talvez por isso também esteja a dar uma mau exemplo às crianças pois é muito feio mentir, sejam eles doutores, engenheiros, polícias, criados de lavoura ou até eu.
    Mas, não estaremos nós também a dar demasiado valor àquelas cabecinhas ocas que são pagas com o nosso dinheirinho para fazer programas da treta abençõados pelo Relvas & Cª?

  14. Sócrates seria um optimo candidato a presidente da República segundo Mário Soares.

    Mas não quis candidatar-se e deu o lugar a ele, Mário.

    O que levará este embusteiro a atirar com uma boca destas?

    Estranhíssimo!

  15. Estranhissimo é tanta gente a saber dos podres de Socrates e familia, a encher páginas e páginas e horas de debates televisivos com isso e nem um único processo lhe levantaram até hoje.
    O homem até foi escutado! Parece-me perfeitamente razoavel que continue ainda hoje a se-lo, e com tanta fobia á personagem que por ai vai,com tanto escrutineo do diploma, das contas dos familiares, de com quem saiem , de com quem vivem, em que restaurante comem, etc etc como é possivel não haver um processo que seja, mesmo pikeno, assim digamos, uma simples multa de transito?!
    Caramba, mas até nisso a direita é incompetente?!

  16. A sra acha que é escritora. Revela, de facto, algumas fraquezas preocupantes. Embora tenha esticado as peles e retirado um naco de papada (razão pela qual tem sempre a mão à frente do buraco que ficou, hoje mais disfarçado) ainda não há muito tempo dizia sentir ainda o apelo da maternidade. Ora como há muito tempo é uma mula velha com a madre seca, não se compreende muito bem donde lhe virão estes delírios. À falta de prozac, quem paga é o sócrates, claro.

  17. Num programa de sexo, na extinta radio club, que rita ferro participou, um ouvinte ligou para lá dizendo que fazia minete. Comentário de rita ferro: abençoadas mulheres que o tem como parceiro!! Eheheheheheheheh………

  18. Antes do 25 de Abril, os candidatos a um emprego no Estado tinham de se declarar afectos ao regime e desapoiantes de esquerdelhices subversivas para conseguirem o lugarzinho. Nos luminosos tempos que correm, aos candidatos a benesses (do Estado ou outras) basta uma simples oração de exorcismo e ódio ao demónio Sócrates para que portas, portões, cancelas e janelas se escancarem e o futuro lhes ejacule nas sôfregas bocarras generosas bem-aventuranças! É uma versão moderna de oração ao São Judas Tadeu, uma espécie de Simplex para putas e cabrões! Puta que os pariu, que se afoguem nas malditas bem-aventuranças antes que sequem, pois não vai chegar para todos!

  19. Depois do que fizeram ao pai, um homem exemplar, e ao Herman arrastando-os no turbilhão de lama da casa pia, chegarem a este ponto é caso para dizer que cada qual teve o que merecia!

  20. André Castro, a Rita Ferro de que aqui se fala não é filha do Ferro Rodrigues do PS, e sim do falecido António Quadros, intelectual liberal e filho do António Ferro que fundou o antigo Secretariado Nacional da Informação de Salazar.

    Quanto a esse notável humorista que se chama Herman José, é bem verdade que escapou por pouco à gigantesca e vergonhosa montagem que dá pelo nome de Processo Casa Pia, graças a um erro de cálculo do energúmeno que o tentou involver e enriquecer à sua custa. Pareceu-me reconhecer o recuo que essa experiência sinistra lhe deve ter proporcionado quando o ouvi, embora timidamente, duvidar da veracidade do dilúvio de aldrabices, calúnias e golpes montados mediáticos despejados sem escrúpulos sobre Sócrates, o caso mais extraordinário de difamação sistemática que alguma vez nos foi dado observar na política portuguesa, que já de si, e desde longa data, não é o local mais salubre da nossa vida nacional…

    Dou uma grande importância a esse dilúvio ininterrupto e sem precedentes que viciou de inúmeras maneiras o funcionamento da justiça e dos media, e enganou dolosamente a opinião pública, porque criou um mal estar no convívio político que prejudicou em muito a possibilidade de formação de frentes comuns perante as dificuldades.

    O problema dos portugueses, ternas criaturas de fados e brandos costumes, como de todos os outros, é que a par das suas qualidades, têm também os defeitos das suas qualidades.

  21. Acabo de ver, estarrecido, o link que alguém lá atrás deixou em que um tal Luis Pedro dá provas de uma imbecilidade superior à do atrasado chauffeur de praça que tantas vezes nos cai na rifa. O que me pergunto é isto: que miserável país é este em que imbecis deste jaez tem direito a sentar-se à volta de uma mesa duma qualquer televisão para vomitar alarvidades como as que ouvi. Uma lástima especialmente se nos lembrarmos que é pelas palavras destas bestas que a maioria do nosso povo forma a sua opinião.

    Mas pior que este imbecil do Luis Pedro foram as incríveis palavras ditas por Freitas de Amaral. A este senhor, deixo a pergunta retórica: Onde foi que perdeu a vergonha, senhor professor? Assim mesmo, com letra mínúscula. A maiúsla sente-se mal a anteceder o seu nome!

  22. Caro Conde Zaroff, se todos os condes, viscondes e barões fossem como tu, eu acho que equacionava a possibilidade de reciclar a minha visceral alma republicana!

  23. Só se for noutro planeta! Ou então está a confundir-me com o atuneiro espanhol do mesmo nome, neste momento efectivamente ao largo de Marrocos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.