O improvável não é impossível

Manoel de Oliveira fez 103 anos há uns dias. Em 1981, iniciou-se o período de maior e melhor actividade da sua carreira. Quanto mais não fosse, apenas por nos mostrar que a vida pode recomeçar aos 73 anos e depois continuar num crescendo de frenesim criativo, a nossa gratidão já daria para encher muitos filmes.

14 thoughts on “O improvável não é impossível”

  1. Tudo isso é verdade, só é pena que Manuel Oliveira, sendo um tão excelente fotógrafo, seja um tão mau realizador de cinema. Ainda há dias o comprovei ao ver um dos seus últimos filmes, “Singularidades de uma rapariga loura”.

  2. Manuel Loureiro, “mau” e “não ao seu gosto” não são necessariamente sinónimos. Além disso, se é mesmo tão mau, pelo menos é matreiro, que conseguiu enganar a comunidade cinéfila internacional!

  3. Subscrevo, mesmo sem apreciar Manoel de Oliveira. O que contudo, admito, pode apenas resultar de uma persistente indisponibilidade da minha parte (espero que não para sempre…) para prestar a atenção devida à sua obra. Como diz e bem o Ant.º Matos, se tantos críticos e cinéfilos internacionais o apreciam, enaltecem e premeiam…

  4. Oxalá que ele consiga fazer um filme sobre arroz cor-de-rosa!

    (Eheheh é assim que diz a Olinda, Dona pouco inteligente e metediça!!. Eu tratava-te dessa saúdinha com uma ponta…nela cor-de-rosa…)

  5. Goste-se ou não se goste do trabalho de Manoel de Oliveira, agora classificá-lo de mau realizador, quando toda a comunidade cinéfila o enaltece… haja bom senso

  6. atravessar, como uma avenida comprida, os séculos. gostava tanto de conversar com ele, tantas histórias vividas que deve ter para contar e ainda outras tantas por inventar. e tenho a certeza que havia de gostar de arroz cor-de rosa. :-)

  7. Mas viram os filmes dele ou a vossa opinião é apenas baseada no que têm dito ou escrito alguns críticos e cinéfilos nacionais e internacionais? Ele é realmente um excelente fotógrafo, não é peco a escolher os argumentos, mas como realizador, particularmente na direcção de actores, a sua pior faceta, deixa muito a desejar.

  8. Eu nunca vi um único Filme dele. Mas não faço gala nenhuma disso e um dia ainda hei-de tentar ver. E até posso chegar à mesmíssima conclusão do Manuel Loureiro, é muito provável (gostos nunca se discutem, mesmo podendo educar-se…).

    Mas tenho respeito pelos críticos e pelo gosto de tantos cinéfilos, a nível internacional, e não pretendo de todo competir com eles, pelo que nunca diria isto: “têm dito ou escrito alguns críticos e cinéfilos (…)”. E o problema está no “alguns”. É que, sejam lá quantos forem, valerão sempre mais do que eu e o Manuel Loureiro, ainda que eventualmente possam não conseguir alterar-nos (ou educar-nos…) o gosto…

  9. sabes, Manuel Loureiro, um dos motivos porque prefiro os livros aos filmes é por os últimos estarem completamente em sintonia com o meu ritmo de pensamento e nos filmes do MO isso também quase que acontece. é, assim, uma espécie de quase, porém apenas quase, similitude.

  10. Ola,

    Não vi todos, de longe, mas gostei muito da maior parte dos que vi. Vale Abraão, ou a carta (a partir da princesa de Cleves) são das mais geniais adaptações literarias que vi, nomeadamente por deitarem uma luz agidissima e justissima sobre a obra adaptada, muitas vezes a partir de ideias que me parecem ser das mais geniais que um cineasta alguma vez teve (a Dona Bovary a cochear, o cantor abrunheira no papel de sedutor da princesa, etc.). Sem esquecer o genial “je rentre à la maison”…

    Outros, muito francamente, escaparam-em ao ponto de achar que eram completos fracassos (mesmo quando a ideia era a priori interessante : por exemplo por o Padre Antonio Vieira a falar o português de Portugal pronunciado por um actor braisileiro, e vice versa).

    Acho que não perdem tempo se forem ver… mas é claro que sera prudente irem na disposição de quem não vai propriamente assistir ao ultimo filme de James Bond.

    Boas

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