26 thoughts on “Pondo os problemas na Zona Euro em perspectiva”

  1. É… Para qualquer «pós-ideológico» ou niilista que se preze, como o valupetas, os problemas económicos e sociais não têm qualquer relevância ou são pequenos demais quando comparados com a imensidão do Universo. Por isso refugiam-se na contemplação do infinito cósmico, com a esperança de se fundirem nesse todo e de atingirem o Nirvana.
    È a perspectiva de quem vive alheado da vida…

  2. pois este Ds é um contraponto excelente, bem hajas pá!, pelo que acrescentas na contra-mão, e muito perseverante, caraças! Assim ficamos com uma dialéctica à maneira, deixa cá ver dialética, vai melhor se calhar assim.

  3. Ah, eu gostei muito de ver as estrelas, galáxias, clusters, e sei lá, mas acho piada a ele. E acho que tu também, que ele nunca é mal educado mas não se cala.

  4. §,
    ou és muito distraído ou andas muito provocador. Se há ser que me repugna nesta caixa é o ds . ” nunca é mal educado???”. Vá lá, tás a brincar, não é?

  5. pois é Edie, já aranjei trabalheira, é as duas coisas: depois na cama lembrei que ele contigo já foi mal educado, não sei onde há não sei quanto tempo, porque a minha capacidade de acompanhar o Aspirina é alternada. Eu também já andei à pantufada com o Ds, e não consigo chegar a um projeto politico realista, que não uma ditadura, com o que abduzo do pensamento dele, agora posso estar a abduzir ao lado, ou então vem um neutrino dar uma trufa num fotão – danadinhos dos neutrinos que vêm de trás sem se dar conta e o fotão fica laser. Ainda assim quem é do contra acresce valor e leva com cada uma e não desanda. Depois, é verdade que eu ainda utilizo a lei da contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção dominantes para olhar para as coisas…

    mas deixa pra lá, vamo-nos redimir no cosmos, depois já se sabe que no contraponto tem caos, depois ainda tem o cais,

    o filminho do Honda está magnífico, poça que engenharia genial.

  6. §,
    deixa para lá, quando falei na má educação nem me estava a referir só ao meu caso.Não importa.

    E então não é que ando a ler uma pesquisa do mircea eliade sobre o yoga e as suas origens filosóficas e não é que os danadinhos já falavam nos neutrinos há um porradão de tempo? O comportamento é descrito tal e qual, mas com aqueles termos difíceis de soletrar por nós, ocidentais…

    Depois passaram-se muitos anos, volta, mais reviravolta e vêm os físicos quânticos com a mesma conversa. Mas enfim, isto é tudo conversa de gente alienada que quer ser feliz, como o milton no cais, e que tem uma perspectiva muito diferente (to say the least) sobre o papel da matéria e da sua dialéctica na essência do ser.

    Pronto, fim de discurso. Abraço.

  7. Antes de mais, §, obrigado pelo cumprimento.
    Agora passemos ao esclarecimento que é devido, no que diz respeito à boa ou má educação.
    Dizes tu que te recordas de eu ter sido mal educado com esse ser de «cabelos longos e ideias curtas» que dá pelo nome de ediota. Fui e continuarei a ser, mas tenho que te dizer que só estás recordado de metade da história. É que a dita ediota, que agora deu em virgem ofendida e em muito respeitadora dos bons costumes e das boas maneiras, a primeira vez que se dirigiu a mim mandou-me para o caralho. Mais, se estiveres mais atento aos comentários da dita ediota repararás que o habitual na tipa até é ser rude com muitos comentadores do blogue (principalmente se atacarem o Pinto de Sousa). Mas a última cena que me vem à memória até é uma zanga entre ex-comadres, entre a dita ediota e a Olinda (ou sinhã). Portanto, isto da má educação é tudo muito relativo. È uma questão de perspectiva, como diz o Valupetas.
    E isto que é dito a propósito da ediota, pode ser dito a propósito de outros mais, que por isso recebem uma resposta à sua medida. O último foi um maluquinho que tinha acabado de fugir do Júlio de Matos, que disse para eu ir resmungar para a minha taberna.
    Mas o tipo que merece o 1º prémio do cinismo e da hipocrisia é o próprio Valupetas. A partir de certa altura disse que não me respondia mais ( e como eu fiquei triste, meu deus…) por eu ter dito que o Pinto de Sousa, especialista em propaganda, em impostura e manipulação, era um novo Goebbels. Não gostou da comparação, o menino sensivel, de coração grande e que leva tudo muito à letra. É um tipo que leva as coisas tão à letra e que se expressa de uma forma tão literal, que quando ele me mandou largar o vinho pela primeira vez, fiquei a pensar que «Pinto de Sousa» era um vinho cujo consumo em excesso fazia mal à saúde. Mas afinal foi confusão minha: «Pinto de Sousa» não é nenhum vinho, só faz mal é à saúde dos seus apreciadores… Mas aprendi a lição: agora sei que o Valupetas é um tipo bem educado, que não manda indirectas, mas que diz as coisas de uma forma directa, respeitosa e como elas devem ser ditas, e que portanto quando se dirige aos outros apelidando-os de imbecis, de tolos, de rascas, etc, etc, é isso mesmo que quer dizer. Porque mal educados e indelicados são aqueles que não respondem às perguntas ou aos pedidos dos outros, não é? E disso não se o pode acusar, pois até quando lhe falam em alhos, o gajo generosamente e na falta destes responde com bugalhos….
    Despeço-me pedindo desculpas pela minha má educação, mas por mais que tente não consigo ter a correcção nem o nível que transmitiram ao Valupetas lá no colégio de jesuítas onde ele estudou, e a que ele já nos habituou…

  8. pronto, também se isto não fora assim não seriamos portugueses, então o Asterix não foi inspirado em nós?

    quanto ao resto: também reli o Mircea Eliade, O eterno retorno, há bem pouco, não dei por nada dos neutrinos, mas também como não têm massa acho que não era mesmo para dar, a menos de um esticão num fotão.

    Estou a ler Crises em Portugal – sec.s XIX e XX – muito bom, mas ainda só vou nem a meio.

    Também eu queria voltar a ser feliz, despreocupado da sobrevivência primária, e ainda consigo todos os dias um pouco ma non tropo.

    Não vale a pena preocupares-te com o Pinto de Sousa, Ds, o ciclo é por demais evidente: passou de uma vitória com maioria absoluta para outra com maioria relativa (nessa eu votei nele, se te lembras), a seguir perde as eleições e falecem dois familiares próximos imediatamente… Sou incapaz de vasculhar as cartas astrais dos outros, mas tudo indica que está na fase descendente rápida de um Quarto Minguante, e ainda terá 4 ou 5 anos pela frente, os dois últimos chamam-se ‘fase balsâmica’ e o lema é jejum e penitência.

    Quanto ao resto, de facto aprecio a tua presença por aqui porque temos pela frente uma fase histórica que não consigo perceber os contornos, e uma voz marxista é pertinente cá para mim, ainda por cima creio que és mais ou menos desalinhado, o que é melhor.

  9. mas quanto ao euro? Parece inevitável que passe da estricção à ruptura, dez anos depois da fundação. Cá para mim é a história da guerra do dólar contra o euro que teve uma teorização que me convenceu já em 2002/3, por um tal Said Barbosa Dib, e teve um momento decisivo na invasão do Iraque em 2003. Paradoxalmente a Europa é ‘dirigida’ pelo gajo das Lajes. A natureza paradoxal da verdade, dizem os dialécticos.

  10. Fraco marxista este DS, só um grande ds-atino pode levar alguém a chamar Goebbels ao Sócrates.

    Marxista, alguém que não sabe história e tem destes ds-trambelhos cognitivos?

    Também não admite que Sócrates se chame Sócrates, se queira chamar Sócrates e seja conhecido por Sócrates. Patético.

    É como se um ds-atinado escrevesse sistematicamente Barreirinhas em lugar de Cunhal ou Anacleto para se referir ao Louçã.

    O fulano vem a um blogue para insultar todos os dias o seu autor. Se não gosta, porque não ds-anda daqui? Se não tem maneiras, que ds-opile!

  11. então, mas depois das fofocas não vamos falar do euro? Aquele estelamento todo é altamente inspirador. Portugal é atlântico pás, e Cabo verde ainda tem o Escudo, não é o nosso mas não deixaram esquecer o nome. Seja como fôr o que me interessava era se não devia ter outro nome, embora para regressar tem de ser ao antigo por causa da conversão, embora realmente se calhar dá para regressar ao futuro, hoje em dia pode ser. Nós também já tivémos o real na I república, se bem me lembro… O português foi a moeda mais poderosa da Europa no tempo de Manuel I. Pau luso?

    Esse é assunto que me interessa.

  12. ds-arre!-anjinho, tu não sabes ler, ou és, como o Valupetas, da escola de tradição literalista? Não projectes nos outros a tua própria burrice, e procura ver (e ler) as coisas no seu contexto.
    Olha, mas já que falas em Barreirinhas e em Anacleto, tenho que te dizer que andas muito desatento em relação às intervenções do teu mestre cheio de «nível» e «classe». Quantas vez é o que gajo já tratou o Louçâ por Anacleto? Não sei, mas até já foram bastantes. E a última dele foi chamar o Louçâ de Napoleão. É um ignorante em História,o gajo, pá! Para além de não respeitar a memória de todos os portugueses mortos durante as invasões francesas!
    Portanto, vamos lá ver se percebes uma coisa: eu tenho as maneiras que quiser, e não é um parvalhão ou cagão como tu que muda de «identidade» conforme as conveniências, que me vai dar conselhos nessa matéria.
    Quanto aos insultos já me expliquei: isso é uma coisa muito relativa. E é por isso que me despeço com um grande bardamerda para ti.

  13. DS, ora diz lá: S-ó-c-r-a-t-e-s, Sócrates, a ver se consegues. Mais um esforço: V-a-l-u-p-i, Valupi. Depois podes tocar a sanfona marxista, que já soa doutra maneira. Boa?

    Não é uma questão de “classe”, coisa que como marxista deves abominar.

    Mas há um velho debate sobre essa questão: uma sociedade sem classes deve ser uma sociedade sem classe?

    Depois há classes que não devem nem podem ser abolidas, diga o que disser o preâmbulo da Constituição. Por exemplo, entre os primatas superiores, ainda com macacos à mistura, há a classe dos hominídeos. Destes destacou-se a certa altura o Homo Sapiens – clube a que, com altos e baixos, pertence a esmagadora maioria dos comentadores deste blogue. Um dos traços distintivos do homo sapiens é a cultura no sentido lato do termo, envolvendo aspectos materiais, intelectuais, emocionais e espirituais, incluindo a capacidade de relacionamento social e de controlo da agressividade. À parte isto, bardamerda para ti também.

  14. Ehhhh…
    Ó ds-arre!-anjinho, onde é que adquiriste esse teu altíssimo nível cultural e onde é que aprendeste essas coisas todas sobre «classe vs classes», sobre os primatas, os hominídeos, os macacos, os orangotangos, os chimpanzés e o homo sapiens? Foi na primária, ou foi mesmo no jardim zoológico de onde saíste?

  15. olá Ds, vamos então, se quiseres, começar uma conversa, que aliás é retomar – enfim, não procuro nada a não ser progredir um pouco.

    Utilizo o dispositivo marxista de análise da evolução das sociedades mediante a reunião dialéctica das forças produtivas no contexto das relações de produção, claro que é um feixe de forças produtivas num feixe de relações de produção o que só complica, a escravatura e o servilismo ainda andam aí, embora os assalariados sejam dominantes. Para simplificar foco-me só nas relações de produção dominantes.

    Bom, mas então o que eu vejo é o seguinte, dentro da profecia marxista: o capitalismo financeiro internacional sem rosto nem nome (para nós comuns cidadõs eu não consigo nomear nem um dos mauzões tirando os bancos centrais) deu cabo: 1/ dos socialismos de Estado, foram à falência, tome-se 1989 como referência, 2/ os estados sociais, estão a ir agora à falência.

    Na lógica externa junto dos credores vão à falência, na lógica interna aas forças produtivas ficaram esmorecidas ou entaladas dentro desses sistemas que se revelaram demasiado inertes ou indolentes ou pouco competitivos dentro do paradigma dominante, onde elas desabrocham mesmo que seja à força é na China e assim.

    Se vem colapso e depois vem revolução e virá aí o ‘verdadeiro’ socialismo não sei, mas por agora é o triunfo incontestável dos capitalistas financeiros que nem sabemos quem são.

    Ainda por cima diz-se que o quotidiano das bolsas e dos bancos é governado por algoritmos que já nem se sabe onde vão pegar, e que os homens limitam-se a deter o poder de shut down, o que já não é nada mau, se é que um algoritmo malandro não dá a volta àquilo – tinha um filme que tinha lá um cientista que por causa do amor às crianças saiu do limbo e puxou pelos neurónio até por o computa a jogar ao galo consigo próprio… e entender que havia jogos que não podia ganhar.

    No entanto um socialismo mundial com as experiências concretas de socialismo que houve por aí é uma coisa terrível, bigbrotheriana até mais não. Se ao menos houvesse soma. Portanto, quando quiseres, se quiseres, diz alguma coisa. Isto será uma conversa longa e intermitente, poeirar muita pedrinha para sacar uma pepita, se é que.

  16. Pois eu acho que já disseste tudo. Fizeste uma análise 5 estrelas daquilo que se está a passar.
    Quanto ao que aí vem, nem eu sou profeta, nem penso que o Marx pretendesse definir de uma forma fechada e positiva o que é o socialismo (pois, caso contrário, não era um materialista, mas sim um idealista, como ele acusou os socialistas utópicos de o serem), tendo-se ficado pela conhecida expressão da sociedade sem classes e pouco mais. O seu alvo principal foi a critica do capitalismo, e a defesa da sua superação.
    A teologia negativa diz que não sabemos o que deus é, mas apenas o que não é. Com o socialismo, pode-se dizer, verifica-se o mesmo: não sabemos o que é, mas sabemos o que não é, e não é o capitalismo (ou o feudalismo, ou o esclavagismo). E daqui decorre que o socialismo, e mesmo a social-democracia, não é nada daquilo que defende a «esquerda» moderna. A «velha» social-democracia, como é sabido, opunha-se à visão marxista segundo a qual o socialismo se atinge por via da revolução, defendendo antes a via reformista. Ora, esse dito «reformismo» nada tem que ver com o «reformismo» do Pinto de Sousa ou personagens semelhantes. Porque este segundo «reformismo» tem, e teve, em vista a neoliberalização da sociedade, e sendo assim a construção de mais capitalismo (o oposto do reformismo original). O que nos remete para a análise que tu fizeste.
    Portanto, no curto e médio prazo a questão é saber se as pessoas se resignam e aceitam o rumo que as coisas estão a seguir, e se os partidos são agentes activos e cúmplices com esse rumo. E para já, de facto, é que se tem passado. Este rumo, lembre-se, é aquilo para o que o Marx chamou a atenção: a acumulação de capital e consequente empobrecimento relativo e absoluto das pessoas. E, sendo assim, é caso para dizer que só a via revolucionária defendida por Marx é que realmente poderá alterar as coisas. É o tal determinismo histórico a funcionar, porque as revoluções não avisam quando chegam, mas simplesmente acontecem, quando têm de acontecer.

  17. pois, lá está, és uma mais-valia como sempre achei. Agora é assim: eu sou mariquinhas, sofro com o sofrimento dos outros, e já que não consigo abraçar o mundo todo gostava ao menos que Portugal ficasse rico de repente sem sequer se saber por quê, porque tenho um carinho irracional pelo povo português. É que vais ver que é mesmo verdade que entre o lítio e a retoma do ouro e o lagosta e o lagostim, Portugal deve ter imenso petróleo pré-sal como dizem os brasileiros, que é lá muito no fundo é a única coisa que percebi.

    Quanto ao sistema: claro que são todos cúmplices, a menos de umas idiossincracias, é que nem é por mal, deriva por assim dizer da conectância do sistema, tem de ser assim. Resta o exemplo inultrapassável do Mandela para ficar aceso.

    Bom, mas tu continuas aí portanto está bem.

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