Todos os artigos de Valupi
Flagelos do passado
O Miguel recordou em boa hora a permanente, impante e vexante vigarice a que se resume o exercício presidencial de Cavaco – A miséria é quando o homem quiser – mas devemos recuperar as nobres e honradas palavras ditas nesse tempo em que a fome assolava os portugueses:
Trezentos mil. Ou melhor, pelo menos 300 mil. É este o número de portugueses que ainda passam fome. O número que “nos envergonha a todos”, segundo o Presidente da República. Cavaco Silva lançou o alerta a propósito da iniciativa “Direito à Alimentação”, que quer distribuir as sobras dos restaurantes por 4500 instituições de solidariedade e assim matar a fome às famílias carenciadas.
“Relativamente à fome faltam dados e temos de nos limitar ao que dizem as instituições que apoiam as famílias carenciadas, nomeadamente o Banco Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses, antes da crise”, explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que entretanto chegou aos 300 mil ao longo deste ano.
“Pelo que temos ouvido, pelos apelos de instituições de apoio social, é possível que este número esteja a crescer”, acrescenta o especialista que tem estudado a pobreza em Portugal desde os anos 80. E mesmo assim é difícil incluir neste número a “pobreza envergonhada” que não procura ajuda.
Há pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em Portugal + Cavaco Silva diz que devemos ter vergonha de haver fome em Portugal
Isto foi em Dezembro de 2010, parece que havia uma campanha presidencial em curso enquanto o Governo socialista andava a tirar às famílias o dinheiro com que compravam os bifes para ir construir linhas de TGV e aeroportos por tudo quanto era sítio. Três meses depois, Presidente da República, PSD, CDS, BE e PCP decidiram que estava na altura de acabar com a desgraça. Hoje, é inegável, já não podemos dizer que existem pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em Portugal.
Pelo Estado de direito os conhecereis
No final de Setembro aconteceu a Reunião de Alto Nível sobre o Estado de Direito na ONU, a qual juntou diversos estadistas, governantes e altos representantes de dezenas de países. Explicar a importância do evento implicaria ter de explicar o que é o Estado de direito. E ter de explicar o que é o Estado de direito não justificaria estar a explicar a importância do evento. Pelo que podemos ir por outro ângulo de abordagem: darei 51% das acções deste magnífico blogue a quem me indicar uma única notícia que tenha saído em Portugal acerca da reunião. Basta uma e ficam a mandar nisto, avancem seus bravos.
Por cá, só em parte do PS e em independentes se encontram genuínos, íntegros e feros defensores do Estado de direito, o que é manifestamente pouco e funestamente mau. À direita, na direita partidária e amoral distinta da direita intelectual e ética, reina um oportunismo e uma hipocrisia que os leva para a invocação do Estado de direito apenas na defesa do clã, passando imediatamente para o seu aviltamento desde que nisso vislumbrem algum ganho. Foi assim que os vimos a explorar a judicialização da política e a emporcalhar o espaço público com a cultura da calúnia ao longo dos últimos anos. Nos órgãos de comunicação social e na Internet estão guardadas milhares e milhares de violações do espírito e lógica do Estado de direito, assinadas por conspícuos ou anónimos cidadãos que se imaginam detentores da verdade e da justiça. O que os levou para essa exposição da indigência própria foram as paixões tribais deixadas à solta no combate político.
Mas é à esquerda que a baixa estima que o Estado de direito suscita na Grei atinge o seu mais caricato e prejudicial apogeu. Repare-se como o PCP não se refere a ele, antes fazendo da Constituição a sua bandeira e a sua última ligação a um regime que abomina. Os comunistas invocam a Constituição como fundamento ideológico, não como fonte jurídica. Para eles, todo o edifício estatal pós-25 de Novembro está contaminado e nas mãos do inimigo. Por isso não mexem uma palha na defesa do Estado de direito, o qual consideram um instrumento ao serviço dos usurpadores. Similarmente, o BE também não perde tempo com o bicho, nem com a Constituição por já estar tomada pelos rivais, preferindo construções abstractas e ocas como “esquerda grande”. O resultado é igual ao dos comunistas, um cinismo onde a perversão do Estado de direito até pode gerar sorrisos de gozo ou de satisfação, bastando para tal que a vítima seja o PS ou algum socialista detestado. A prova? Cavaco. O nosso agente em Belém cometeu o maior atentado contra o Estado de direito de que há registo na Presidência da República, sendo o assumido mentor de uma golpada destinada a condicionar actos eleitorais, e não vimos o menor sinal de indignação em comunistas e bloquistas. Meses depois, esta mesma rapaziada andava afanosamente a queimar calorias em comissões parlamentares nascidas das sistemáticas violações do segredo de Justiça e as quais geraram cenas degradantes no Parlamento. E meses antes esta rapaziada mesma já tinha andado noutra comissão de inquérito de braço dado com a direita a fazer tiro ao Constâncio enquanto os crimes e cumplicidades do BPN eram varridos para debaixo do tapete.
O Estado de direito realiza a consumação institucionalizada da Democracia e da República. Se o nosso sistema de ensino garantisse que os alunos só pudessem abandonar a escolaridade obrigatória depois de mostrarem saber o que é uma das mais belas ideias que a civilização conseguiu criar ao longo de milhares de anos de vagaroso e periclitante cinzelar, então, e finalmente, este seria de iure e de facto o melhor povo do Mundo.
Cineterapia

Cesare Deve Morire_Paolo Taviani_Vittorio Taviani
Eis o filme do ano, saído de duas cabeças que somam mais de século e meio. A longevidade não está aqui a ser invocada como argumento de autoridade. É só para humilhar a mocidade e a indústria: estamos perante uma fonte da eterna juventude.
Original é o que está perto da origem. Shakespeare foi original, Shakespeare está perto da origem. Logo, subir aos ombros desse gigante, com esforço ou graciosidade, e conseguir manter o equilíbrio no andamento, pois os gigantes nunca estão parados, é apanágio dos corpos fortes e das almas guerreiras. Porque a originalidade precisa de lutar contra o mundo. E vencê-lo.
Contar partes, pormenores, fragmentos deste filme a quem ainda não o viu é uma filha-da-putice. Mais vale contar o todo, a essência, o fim. Este: a arte liberta.
A esquerda dos oxímoros não esquece nem aprende
Vamos a votos numa quinta-feira: 25 de Abril de 2013
Só na última semana de Janeiro do próximo ano é que os portugueses descobrirão o que é o Orçamento de Estado para 2013. Ao verem quanto dinheiro a menos vão receber pelo seu trabalho e nas suas pensões, depois de tudo o que já perderam desde 2011, o despertar será violento e a rua irá entrar em tumulto ao longo de Fevereiro. Esse é também o mês em que Vítor Gaspar irá anunciar onde se farão os cortes dos 4 mil milhões de euros que vão ser retirados aos serviços que o Estado presta aos cidadãos. Fevereiro, e para nada já contando o que os partidos tenham a dizer ou a calar, é o mês em que o Governo vai cair. O choque de se constatar como aqueles fulanos que recorreram a todas as mentiras, conspirações e ofensas que conseguiram encontrar para levarem Portugal a perder a soberania – assim obtendo o escudo com que passaram de imediato à realização do seu plano escondido de empobrecimento da classe média e devastação da classe baixa – estão decididos a continuarem a sangria financeira e a destruição social fará o 15 de Setembro parecer um passeio de domingo.
Não admira que Jerónimo de Sousa tenha exibido o seu desprezo por essa inaudita manifestação de Setembro em que o Soberano se fez povo unido. Ver a presença espontânea, civilizada e patriótica das bases de apoio do PS e do PSD deixa qualquer proprietário da contestação andarilha a espumar de azia. O sectarismo desta esquerda que se profissionalizou no parasitismo da democracia não tem remissão. Se Marx os conhecesse fugiria esbaforido de conservadorismo tamanho. A cidade não é daqueles que estão contra o presente em nome de um passado sacralizado e de um futuro delirante, é daqueles que acolhem os contributos do passado e as sementes do futuro para fazerem do presente a sua casa.
É bom que haja quem despreze os pobres, quem diga que este país é de madraços e estroinas, quem nos queira castigar porque gastamos recursos públicos a tentar que a Educação e a Saúde cheguem ao maior número de pessoas, quem apenas consiga fazer política pelo ódio, quem ache que a Constituição não passa de um papel pintado com tinta. É bom, mas só porque é bom viver em liberdade. Quanto ao resto, já que se trata de referendar um modelo de sociedade e uma lógica comunitária que levaram perto de quatro décadas a desenvolver, o voto resolve. O voto é precisamente aquilo que o doutor receita para lidar com um Governo que conseguiu juntar a indigência intelectual, a escória das negociatas, o fanatismo ideológico e a violência dos tecnocratas. Uma proeza. E nenhum dia melhor do que o 25 de Abril para decidirmos se é com estes trastes que queremos continuar ou se está na hora de sair do pesadelo e acordar para a vida.
Yes, you should
As peripécias da reeleição de Obama, onde se conta a desilusão que foi o seu 1º mandato face às messiânicas expectativas geradas e também o cansaço com que chegou a esta corrida eleitoral, são uma lição para todos aqueles apaixonados pela cidade.
Não existe trabalho mais difícil do que governar em democracia, dificuldade agravada em período de crise económica e agravada quando as oposições são irresponsáveis. Isso faz com que a probabilidade de sucesso seja muito baixa, o que traz como malefício acrescido o crescimento das tendências populistas e de apatia cívica.
Mas o que seria o sucesso? O cumprimento do programa eleitoral? O cumprimento do programa de governo? A ser isso, seria um acaso. Porque a complexidade dos sistemas políticos, económicos e sociológicos ultrapassa qualquer capacidade de prever as suas circunstâncias futuras, inclusive as de curtíssimo prazo. Bem governar, pois, implica bem criar soluções para problemas que se desconheciam antes da eleição para o cargo. Só que as condições para descobrir e realizar essas soluções são as piores dado o constante estado de emergência nos Governos e os inevitáveis boicotes dos opositores.
Obama foi eleito em 2008 com a promessa de ser possível fazer milagres. Para os próximos 4 anos, basta que ele faça o milagre de levar o Mundo a voltar a sonhar para que o seu sucesso seja absoluto.
Gaspar corta radicalmente com a cultura política do PSD e CDS
É mesmo verdade: pulhas e chungosos encheram os bolsos com o Freeport
Freeport: o tempo em que as notícias corriam atrás dos jornalistas…
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Como apontamento de reportagem, lembrar que a equipa de jornalistas ao serviço da madama Moniz era um vero albergue espanhol, juntando reaças e comunas numa caçada desvairada e febril a Sócrates. Constituía um microcosmo da realidade nacional, onde víamos outras exibições públicas de entusiástica estima entre cripto-salazaristas e cripto-estalinistas. Alguns foram recrutados pelo dr. Relvas para ajudarem este Governo a chegar lá, a esse além-Troika sonhado. Numa versão simultaneamente mais inócua e mais estouvada, apareceu Bagão Félix a propor um Governo de coligação PSD-CDS-PCP em nome do derrube e ostracização de Sócrates. Valia tudo, pois, só tendo ficado por explicar que pastas o Bagão estava disposto a entregar à Soeiro Pereira Gomes – embora o Ministério dos Sindicatos e o Ministério das Manifestações fossem fortes candidatos a entrarem na história da governação em Portugal.
Sois isto, direita portuguesa?
Passos Coelho não mereceu do PSD sequer a confiança mínima para ser deputado em 2009. Em 2011, foi ele quem abriu uma crise política no pior momento possível para Portugal. Foi ele quem saudou como uma vitória a chegada de estrangeiros para meterem os indígenas na ordem. Foi ele quem falhou por completo o cumprimento do Memorando em 2012. É ele quem anuncia para 2013 o aumento celerado da pobreza e da miséria. É ele quem pretende acabar com o modelo social que foi reunindo ao longo de 30 anos o consenso dos partidos democráticos e da comunidade. Foi ele quem já anunciou pretender fazer não se sabe o quê à Constituição.
Este fulano, que nada produziu na vida para além de ter estado à espera do momento certo para ir ao pote, tem como braço direito no Governo e no carreirismo o dr. Miguel Relvas, lambe o chão que António Borges pisa, obedece sem piar a Vítor Gaspar e consta estar a ser aconselhado por Dias Loureiro.
Ninguém, nem o mais criativo escritor de romances fantásticos, podia ter imaginado que Portugal viria a cair nesta aberração.
Revolution through evolution
Sudden Cardiac Death Under Age 40: Is Exercise Dangerous?
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We Live Our Lives Within Our Media, Rather Than Simply With It, Expert Says
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Importance of Citizens for Building of a New Nation Brand
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More Than Good Vibes: Researchers Propose the Science Behind Mindfulness
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Bullying Has Long-Term Health Consequences
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Sport Makes Middle-Aged People Smarter
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This Is Your Brain on Politics
Sondemos
O Dr. Relvas demonstrou, está demonstrado pelo Dr. Relvas
“Não haverá aumento de impostos, de uma forma clara já está demonstrado, o programa demonstra-o”, afirmou Miguel Relvas aos jornalistas após o Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa.
O secretário-geral social-democrata defendeu que com o programa eleitoral hoje aprovado por unanimidade no Conselho Nacional do PSD fica “demonstrado de forma clara que há vida para além da ‘troika'”, constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia. “Fica demonstrado que há programas alternativos e Portugal tem todas as condições de poder olhar para o futuro com esperança e com a ambição de que o crescimento económico vai poder permitir ultrapassar as dificuldades que vivemos nos últimos anos”, argumentou.
“Não haverá aumento de impostos”, afirma Miguel Relvas
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Sabem que é uma coisa que me custa muito, é que a sensação que eu tenho é que ainda há uma parte do eleitorado que quer ser enganada. Ainda há uma parte do eleitorado que quer ser iludida, quer ser enganada e quer ser iludida.”
Ímpares estes pares
O programa Pares da República tem a curiosidade de reunir três figuras muito próximas de Sócrates: Lurdes Rodrigues, Luís Amado e Proença de Carvalho. É um felicíssimo encontro, em particular pelo confronto entre o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros com a ex-ministra da Educação, o qual nos dá a ver como uma mesma base programática de centro-esquerda pode acolher ampla diversidade de interpretação e solução para os factos e problemas comuns. Acima e antes de tudo, estas personalidades são exemplares cidadãos e notáveis portugueses que representam por palavras e actos um ideal de decência que espalha salubridade ética à sua volta. Um dia se fará a investigação e reflexão do que foi a passagem de Sócrates pelo poder e se explicitará quem era quem que o atacava e como e quem era quem que ficou ao seu lado sem vacilar, sem medo, com a sua dignidade inteira e refulgente.
Nesta edição, a prestação de Nogueira de Brito nunca subiu acima da mais desesperante banalidade, tendo ainda conseguido resvalar para o insulto. A diferença intelectual para com os seus parceiros de conversa é dramática. Quanto aos restantes, deixaram importantes ideias.
Destaques:
– Lurdes Rodrigues lembra que há quatro variáveis no processo de consolidação orçamental: despesa, receita, dívida e PIB. E que o Governo não toma medidas nas variáveis do PIB e da dívida, alegando que são inalteráveis e negando as mudanças no contexto internacional, apenas actua sobre a despesa e a receita. O resultado impede o crescimento e afunda a economia.
– Luís Amado realça que os dificílimos processos de ajustamento nacionais estão a ocorrer em simultâneo com um complexo processo de ajustamento Europeu, o que gera ainda mais incertezas e mais dificuldades interdependentes. Esta situação não tem paralelo na História.
– Lurdes Rodrigues recorda que o Governo PS começou logo em 2005 a controlar e a racionalizar a despesa no propósito de garantir e modernizar os serviços públicos, tendo-se atingido os défices mais baixos em democracia durante 3 anos. Este legado foi desprezado, quando não anulado, pelo actual Governo por motivos ideológicos.
– Proença de Carvalho partilhou o seu espanto pela incapacidade de se reformar a Justiça devido à falta de discernimento e vontade política e tendo em conta a gravidade dos prejuízos causados pela ineficácia e disfuncionamento do sistema judicial. Esta impotência causa-lhe ainda maior perplexidade dado o sucesso alcançado pelo Estado na prestação de serviços educacionais e de saúde.
– Luís Amado frisa que o modelo ocidental do Estado-providência a crédito ruiu devido às alterações económicas globais, obrigando à mudança de critérios do que seja o Estado social por via da necessidade de encontrar um novo paradigma de financiamento para as funções do Estado ao contribuinte.
– Lurdes Rodrigues chama a atenção para o potencial de criação de riqueza que os próprios serviços sociais prestados pelo Estado podem gerar.
– Proença de Carvalho teme que o actual Governo, pela sua incompetência, possa arrumar de vez com as ideias liberais em Portugal.
– Luís Amado defende o sentido de um compromisso político entre o PSD e o PS que conduza a um Governo de coligação entre esses partidos, deixando também o seu espanto por nenhum partido da oposição ter querido negociar com o PS um qualquer acordo a seguir às eleições de 2009 apesar da extrema gravidade da situação nacional.
– Proença de Carvalho expressa o seu pesar pela cultura da calúnia e do ódio que dominou a actividade política da oposição a Sócrates e ao PS e que muito prejudicou os portugueses por ter impedido consensos.
– Luís Amado declara que para si a grande missão, o supremo objectivo, da política em democracia é impedir a violência. E que a cultura da calúnia e do ódio em tempos de crise aproxima-nos da catástrofe.
– Proença de Carvalho deixa inequívoca a sua desilusão com Cavaco, de quem foi apoiante, porque o Presidente da República, numa situação de emergência logo após a sua reeleição, nunca procurou consensos.
Exactissimamente
Portugal está a sair da crise, garante Louçã
Tudo o que está a acontecer a Portugal começou naquele Memorando.
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Rejeitar o PEC é o princípio da saída da crise.
Catroga, o artesão
O economista Eduardo Catroga afirmou que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal “foi essencialmente influenciada” pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.
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Catroga reafirma influência positiva do PSD no acordo com a “troika”
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O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais “medidas penalizadoras para os portugueses” do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objetivos.
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Eduardo Catroga assume compromisso de que o PSD não vai subir o IVA
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«Tivemos uma reunião altamente frutuosa com a troika, que percebeu a nossa atitude diferenciadora, de defesa do Estado social. O PEC 4 ataca pensões, não falava em reduzir o gordo estado paralelo…»
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Catroga garante que não haverá despedimentos na função pública se o PSD for Governo
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Eduardo Catroga critica a atitude do Governo que se «apresenta como vítima e como vencedor de uma negociação que foi sobretudo negociada pelo maior partido da oposição». «O PSD deu um grande contributo para este processo. Portugal vai ter uma grande oportunidade para fazer as medidas que se impõem, para dar esperança», disse ainda.
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Eduardo Catroga insiste que os jovens licenciados deviam levar Sócrates a tribunal
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Repare: o Hitler tinha o povo atrás de si até à derrocada, até à fase final da guerra. Faz parte das características dos demagogos conseguirem arrastar multidões. José Sócrates, honra lhe seja feita, é um grande actor, um mentiroso compulsivo, que vive num mundo virtual em que só ele tem razão. Tem uma máquina de propaganda montada há seis anos, poderosa. E o PSD tem uma máquina artesanal no campo da comunicação.
Coisas que acontecem
O cão não é o melhor amigo do Soberano
Aqueles que atacam o Parlamento e os deputados, ameaçando invasões e agressões, são como os cães de que fala Platão na República: ladram às pedras que lhes foram atiradas, não aos que lhes atiraram as pedras.
A pedra é a ocasional política contra a qual protestam. Mas a mão não está no Parlamento e seus ocasionais deputados, sequer no ocasional Governo em causa. A mão é a do Soberano.
Só quem desconhece, ou rejeita, estar a soberania no Povo é que dispõe de tempo e energia para violentar as instituições democráticas em vez de estar a lutar para ocupá-las pelo voto.
Não digam que não foram avisados, digam que têm o que pediram
Um dos efeitos da crise global, que acabou por condicionar todo este ano de 2010, foi a séria crise de confiança que se abateu nos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas dos países do Euro. Esta situação, sem precedentes na União Europeia, levou à subida injustificada dos juros, e afectou todas as economias europeias. Basta, aliás, ver o que passa lá fora para se compreender a dimensão europeia desta crise que a todos afecta embora a alguns países de forma mais intensa.
A verdade é que todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros.
O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação. Com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir. O que está em causa é da maior importância. O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português e o próprio modelo social em que queremos viver.
Sócrates, Natal de 2010
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Em 2010, com um Governo minoritário por escolha da oposição e do Presidente da República, o primeiro-ministro ao tempo apresentava um diagnóstico da situação que foi apropriado pelo actual Governo logo após a tomada de posse. Igualmente anunciava que estava disposto, apesar da fragilidade política do seu Executivo, a tomar as medidas de ajustamento que se impunham pelo contexto. E deixava claro que o Estado social ficaria ameaçado caso o País não se unisse na sua defesa. O tal país, 3 meses depois, fez exactamente o contrário e entregou-se nas mãos daqueles que, à mistura com as maiores mentiras alguma vez ditas em campanhas eleitorais, já tinham deixado todos os sinais de se quererem vingar do 25 de Abril.
Como é que foi possível premiar com o poder tamanha violência e incompetência do casal Passos-Relvas? Como é que PCP e BE puderam alinhar com tal plano? Como é que os social-democratas e democratas-cristãos que existam em Portugal se deixaram ficar num silêncio cúmplice?
A miséria maior em Portugal é a da inteligência.
