19 thoughts on “Portugal está a sair da crise, garante Louçã”

  1. Coerentíssimo. Se o PEC IV era constituído pelas mesmas políticas recessivas que estão na base do memorando, então rejeitar o segundo implica rejeitar o primeiro. Caso contrário, seria incoerente.

  2. rejeitar o segundo implica rejeitar o primeiro
    rejeitar o terceiro implica rejeitar o segundo
    rejeitar o quarto implica rejeitar o terceiro
    rejeitar o quinto implica rejeitar o quarto

    … e por aí a fora como na canção dos elefantes que incomodam muita gente. enfim, um partido de implicantes rejeitadores. haja pachorra para aturar a garotada.

  3. É simples: tudo o que Louçã disse ou diz ou é mentira ou será.

    A verdade não mora ali.

    Mas Louçã é uma bússola valiosa que nos mostra por onde não ir. Temos que ver o lado positivo das coisas. O engano pode levar água ao moinho da verdade.

    Pode ser um elemento valioso para a comunidade: basta antentar bem no que ele diz e procurar decididamente outra coisa.

    Ele usa bem o verbo e sabe ser persuasivo. Tal e qual o Ângelo Correia, que acumula com videirinho, pés bem assentes em terra. Ninguém é perfeito, só o Louçã.

  4. Ó Zé, então, mantendo o raciocínio será assim:
    O povo rejeitou em 50% o BE nas últimas eleições.
    Como o BE continua rejeitando o mesmo das últimas eleições.
    O povo terá de rejeitar, de novo em eleições, o BE em 50%, dado que rejeitar o segundo implica rejeitar o primeiro.

    Ignatz, é isso mesmo a coerência do BE, rejeitado uma vez fica rejeitado para sempre, mesmo que se passem décadas e o mundo tenha mudado 180º. E o PC actual é o mesmo ou pior.
    Nem o Cunhal, que esteve à frente do partido tanto tempo como Salazar à frente do país, e foi, é, tão elogiado pela sua coerência (teimosia) e ortodoxo como Salazar, atingiu alguma vez um grau de burrice tão elevado como estes dirigentes actuais: percebendo a existência de diferença substancial, e não vendo “o mesmo”, mandou votar em Soares e até organizou um Cogresso à pressa e de propósito para o efeito.

    A dita esquerda ao PS delira de gozo com a sua “coerência” de rejeitar “o mesmo”. E “o mesmo” para tal gente é tudo que contenha um catrogal-pintelho de diferença relativamente à sua cartilha de cânones.
    Não é por acaso que a sua filosofia política é, precisamente, a redução dos indivíduos à igualitariedade, isto é, reduzir todos “ao mesmo”.

  5. Muito bem. Digam-me, quais os pressupostos para o que PEC IV funcionasse e os anteriores três não, ou seja, provem-me que o PEC IV iria funcionar (que as provisões macroeconómicas seriam as corretas -lembram-se da barreira dos 7% ter sido ultrapassada em novembro de 2010- e as políticas de austeridade a saída). Se conseguirem isso, prometo-vos que dou a mão à palmatória e retrato-me sobre a coerência de Louçã, caso contrário … bem, estou só de ouvidos.

  6. Ó Zé,
    Os pressupostos são vários, contudo o fundamental, donde todos os outros derivavam era o seguinte:
    Portugal tinha garantido um empréstimo sem troika.
    Só este pormenor faz toda a diferença. O Estado não era governado de fora e o governo ficava livre de aplicar um orçamento que conciliasse austeridade suavizada com actividade económica. Sócrates já tinha provado, depois de Santana deixar o país em recessão, que era capaz de dar a volta por cima. Aliás o país ainda hoje vive economicamente do que Sócrates deixou feito.
    Importante, também era o apoio directo dado por Merkel a Sócrates; esta confiava nele e, dado o seu apoio pessoal, estava directamente empenhada no sucesso. Nem ela, nem a UE queriam mais casos dentro da casa, queriam estancar a situação e Portugal, em custos, eram tremoços para a UE. Tanto que deu uma reprimenda a Passos e penso que ainda hoje o não grama por a contrariar e, sobretudo, por que ninguém gosta de gente que, face à própria incompetência, jogam mão da sabujice e lambe-botas permanentes.

    Não troika
    Um governo competente
    Apoio directo da UE e Merkel

    Estes três pressupostos faziam a “enorme” diferença do que é hoje e do que poderia ser
    hoje.

  7. Caro José Neves,

    “Portugal tinha garantido um empréstimo sem troika.”

    Ora diga lá onde está isso escrito? A única coisa que o pode levar a dizer isso é fé… em algo, ou alguém. Acha mesmo que naquela altura, quando a Irlanda e a Grécia, estavam sob resgate fmi/feef, iam dar a Portugal um tratamento diferente?! Iam emprestar-nos 80.000, 100.000 milhões de €?! A q taxa, 1%?!

    O pec IV serviria apenas para cavar mais uns meses o buraco (e à custa de juros de 8, 9, 10%…) e, entretanto, o tgv, o novo aeroporto, o parque escolar, a 3ª travessia do tejo, continuariam a fazer o seu caminho.

    Deixemo-nos de fantasias, Portugal tem hoje uma despesa que é o dobro de 1995, é insustentável. E em 2 nos corrigir o que deveria ser o trabalho de 20, só pode dar m*?*##.

    Não reconhecer esta realidade, é estar no mesmo barco do lunático Louça.

    Cumprimentos.

  8. @José Neves, tal como o @murphy diz e bem “O pec IV serviria apenas para cavar mais uns meses o buraco (e à custa de juros de 8, 9, 10%…) “. Repare, que o limite máximo (os imaginários e incomportáveis 7% já tinham sido ultrapassados). Não há nada que indique que aquilo (PEC IV) iria vingar, pelo contrário, já tínhamos os resultados dos outros 3 PEC em um ano. Portanto, reafirmo é coerente recusar o “memorando” e o “pec” e afirmar que um outro caminho a coisa poderia funcionar. Basta pensar que a questão não é o “grau da austeridade” (austeridade não é sinónimo de boa gestão e contas controladas) mas sim as políticas que a subjazem e são, como a realidade comprova, contraproducentes para enfrentar esta crise sem culpados.

    Deixo aqui as seis medidas alternativas a este OE 2013. Não é uma “panaceia” orçamental, mas é algo a ter em conta, sem dúvida: seis medidas fundamentais
    para salvar a economia
    .

  9. oh zé! se fizeres as contas essas 6 medidas servem para agravar o déficite, deves tar pensar que vai chover dinheiro este inverno ou que o tóino sala descobriu uma mina de ouro no alentejo. e já agora, a quem é o nadador salvador que nada com o mar nesse estado?

  10. ” se fizeres as contas essas 6 medidas servem para agravar o déficite”

    Podes demonstrar? Além do mais, ninguém afirmou que realizar estas políticas seria fácil. Agora o que eu sei é que a “política de austeridade” tem como resultado o aumento enorme do défice e, consequentemente, da dívida. Para não falar na hecatombe social e as suas consequências.

  11. basta leres o documento para veres que só contribui para a despesa e as soluções de receita que preconiza são inferiores aos gastos que sugere. interessante era fazerem um orçamento para se entender o que querem, numeros avulso tipo taxamos-os-ricos-e-vamos-todos-para-cancun já nem taxista acredita.

  12. Onde andava murphy quando as três instituições da UE, e a própria Merkel veio afirmar um acordo com Sócrates? E os jornais falavam de um apoio financeiro abaixo do que depois foi acordado com o memorando de ajuda. Não estava escrito mas estava acordado com os responsáveis da UE, não lhe chega? Não se lembra ou não quer lembrar-se?
    Os PEC anteriores não resultaram? Pois não, estava-se ainda no início do furação da crise e ainda toda a UE pensava que a crise ia com paninhos quentes. O IV já incluía um empréstimo ao contrários dos anteriores, e portanto permitia desenvolver uma política de austeridade mantendo toda a economia boa a funcionar.
    Penso que o murphy está a confundir despesa com dívida e acho que, precisamente porque já haviam três casos na UE que esta estava disposta a estancar mais casos connosco até porque eram tremoços para a UE.
    Dizer, murphy, com tanta certeza que o PECIV só serviria para cavar mais uns meses, isso sim parece-me muito mais um acto de fé na descrença.
    Claro, as obras consideradas boas para a economia teriam de ir em frente, até porque grande parte era financiamento da UE e outra parte tinha financiamento assegurado, porque só se pode pagar dívida mantendo a economia a funcionar ou criando condições para que se restabeleça rapidamente e crie riqueza. Ou acha que parar o país económico e aplicando só austeridade vamos a algum lado.
    E, sobretudo, com um governo capaz tínhamos hoje uma situação melhor muitos níveis acima.
    Ou o murphy também é dos que, fora do clã, é tudo “o mesmo”.

    O Zé diz que a questão não é o “grau da austeridade (austeridade não é sinónimo de boa gestão e contas controladas) mas sim as políticas que as subjazem”.
    Claro, são as boas políticas que determinam uma boa ou má austeridade como uma boa ou má economia como tudo o resto na governação. E uma graduação de austeridade pode ser a política certa se conciliada com economia viva. Quem lhe vendeu a idéia que austeridade não condiz com boa gestão e contas controladas? Acho eu que, precisamente, uma boa austeridade consiste exactamente nesse pressuposto.

  13. O PEC IV iria falhar como falharam os anteriores três. São as políticas recessivas (diminuição do rendimento, saque fiscal, fim do investimento, desemprego, diminuição das transferências sociais, etc.) que estavam lá inscritas que o feriram de morte. Factos, não suposições. Lembro-me que na altura, a oposição que é aqui vilipendiada (BE+CDU) recusara o PEC IV porque os efeitos eram destrutivos e evidentes. Em contraponto, promoviam uma “política para o crescimento” (semelhante à agenda de crescimento que anda na boca de Seguro) aliada a uma reestruturação da dívida. Curiosidades.

    Sobre o discurso do “apoio das instituições europeias”, é mesmo discurso de rodopio que com estas mesmas “instituições europeias” discorrem sobre o assassínio social que as políticas de Passos/Gaspar/Portas querem realizar. São parte interessada, e um dos maiores actores destas crises induzidas. Resolveriam, se se quisessem (Krugman dixit). Introduzir este argumento para sustentar ou fundamentar o PEC IV é o mesmo exercício espúrio se se o fizesse para fundamentar o memorando e os seus sucedâneos. A interpretação da realidade conta-nos outra coisa, mas, lá está, depende mais do observador do que o observado.

    O único empréstimo associado ao PEC IV que me recorde era um resgate disfarçado. Pois bem, parece que o Governo de então e a Comissão Europeia desmentiram-no. Se tiver como provar o que afirmou convictamente, por favor, partilhe.

    Da denominação “austeridade” aos seus resultados práticos há um desfasamento estratosférico. A realidade diz-nos, e eu tento escutá-la. Para além disso, boa gestão e contas controladas são boa gestão e contas controladas. Peço-lhe desculpa, mas não dou para a novilíngua do economicismo. Para mim, a “austeridade”, é um pacote de políticas anti-sociais que visam esmifrar o Estado de forma a retalhá-lo melhor para os “grandes interesses”. Nada menos, nada mais. É uma agenda prática de um determinado consenso com nome de capital.

    @Ignatz, deixe-se de fitas e de presunções. Poderias questionar que uma parte da receita seria de difícil (mas porra, até a UE está a preparar a taxação das transações financeiras) recolha mas agora mistificar e dizer que a só contribuem para uma maior despesa é estar de má-fé.

  14. zé, aprender a ler e de seguida, se tiveres tempo, a interpretar, depois volta a ler as 6 medidas que escarrapachaste aí em cima e se fores capaz quantifica a receita e a despesa que gerariam caso algum maluco as aplicasse. fitas & presunções são os teus ensaios de futurologia do passado e má fé é a reaccionarice dos comunas que acha estar tudo mal e depois não quer alterar nada.

  15. José Neves,
    “Onde andava murphy quando as três instituições da UE, e a própria Merkel veio afirmar um acordo com Sócrates?”

    com todo o respeito, só poderia andar por um planeta diferente do seu, porque esse anúncio nunca existiu. Mas posso estar enganado, se o demonstrar, claro.

    E repare, então a Merkel estava envolvida num plano que “… permitia desenvolver uma política de austeridade mantendo toda a economia boa a funcionar.”? Será que “essa” Merkel, foi raptada no 1º trimestre de 2010 e substituida por esta sósia actual “apaixonada pela austeridade”? Desculpe, mas não faz sentido.

    O que acho curioso é este mito à volta do “pec IV”, parece um novo tipo de sebastianismo, que seria a nossa salvação.

    Vejamos, desde 1995 até à bancarrota em 2011, os socialistas governaram 14 de 16 anos. Depois das eleições de 2009, que foram ganhas com as bandeiras do “reforço do estado social / mais investimento público” (quando já se sabia que isso era impossível) vieram os pec I, II, III… mas o IV é que era!

    Meu caro, este último parágrafo apenas contem factos, Portugal está económicamente estagnado há mais de 10 anos e o último ano é apenas a CONSEQUêNCIA das opções tomadas nos últimos 20 – 30 anos (incluo aqui o 2º governo de Cavaco) e não, como mta gente quer fazer crer, a CAUSA da triste situação do País.

    Fosse este governo, ou outro, estaríamos + ou – na mesma, pela razão que já indiquei (em 2 nos, corrigir o que deveria ser o trabalho de 20…).

    Aliás, não foi este governo o principal arquiteto do memorando, pois não?

  16. Alguém que afirma “desde 1995 até à bancarrota em 2011, os socialistas governaram 14 de 16 anos” não merece qualquer crédito numa discussão séria.

    Guterres governou de Outubro de 95 a Fevereiro de 2002 (seis anos). Sócrates desde Março de 2005 a Maio de 2011 (outros seis). Dá doze, pelas minhas contas, não catorze.

    Durão Barroso/Manela/Relvas/Portas/Isaltino & C.ia guvernaram de Março de 2002 a Março de 2004 (dois anos) e Santana até Março de 2005 (mais um). Dá três anos. Pelas minhas contas, a frase correcta será: nos últimos quinze anos, o PS governou doze e o PSD/CDS três.

    Tão correcto como dizer que, nos últimos 25 anos, o PS só governou em doze e esteve sempre em oposição nos restantes treze. Que pelas minhas contas são a maioria.

    E nos cinco anteriores contam-se três neutros (Bloco Central) e mais dois PSD/CDS (com a AD)…

    Já quanto à suposta “bancarrota” do Estado em 2011, aguardemos pela próxima bancarrota que esta quadrilha nos vai legar, que incluirá a falência do País e a ruína do Povo. E depois conversamos sobre factos da vida. Mas com uma calculadora calibrada, não com o lápis roufenho atrás da orelha do “murphy”…

  17. Caro “Barbeado, mas não rebarbado “,

    Tem toda a razão no balanço de governos (ou desgovernos…) entre 1995 e 2011, agradeço a correcção.

    Mas para o que está em discussão é praticamente indiferente. A não ser que, atendendo às responsabilidades do ps nos últimos anos, ache sério esta posição da maioria dos dirigentes socialistas de negação de qq responsabilidade pelo estado a que o País chegou…

    Se acha, estamos conversados sobre os ingredientes necessários para essa tal “discussão séria”.

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