Com amigos destes, não precisamos de inimigos

Muito pior que o complexo de superioridade dos países do Norte da Europa é o complexo de inferioridade dos nossos actuais governantes, que pedem ajuda a uns técnicos desconhecidos do FMI para cortar nas funções sociais do Estado. Claro que o fazem para não assumirem a responsabilidade das medidas que, sabemos, defendem há anos, ou seja, por cobardia política. E nem se apercebem, ou não querem saber, do ridículo a que expõem o País. Pedir ajuda para cortar nas despesas do Estado?! Mas isso é a única coisa que o Governo já mostrou que é capaz. Já que querem colocar-se, e colocar-nos, nessa posição de menoridade, peçam ajuda para aquilo que realmente não fazem a mais pálida ideia de como conseguir: pôr a economia do País a crescer. Faria muito mais sentido, pois é esse o segredo dos povos do Norte para manterem os seus ricos estados sociais.

Mas não, o Governo prefere dar-lhes razão e assumir que somos um povo de incapazes, de oportunistas e de desgraçadinhos todos a viver à conta do dinheiro do Estado e, por isso, sem a mínima hipótese de, sequer sonhar, aproximar-se deles através da criação de riqueza.

Já agora, peçam aos técnicos para fazerem a conta a quanto custa ao País o desespero, a falta de confiança e de esperança que resultam deste tipo de atitudes.

49 thoughts on “Com amigos destes, não precisamos de inimigos”

  1. Nem tomates têm para aguentar a responsabilidade! Será sempre culpa de outros, antes era do PS, agora será da troyca.
    Já que temos de aguentar a dita, sempre poupávamos algum (para os juros) se mandassem o governo, PR incluído, cavar batatas! Não precisamos deles.

  2. Estes tipos foram eleitos porque garantiram que sabiam governar, que a governar seriam uns ases, que eram os únicos que sabiam fazê-lo, e agora, um ano e quatro meses depois, confessam que afinal não sabem nada e entregam a governação a um bando contratado de mercenários estrangeiros, em outsourcing, que vêem o nosso Estado pela primeira vez e conseguem descobrir em meia dúzia de dias ou semanas aquilo que nós, raça inferior, não descortinámos em décadas, em séculos? E com essa descoberta-relâmpago esses técnicos maravilha vão “reformar” milagrosamente a porra do nosso Estado, enquanto a quadrilha do pote vai por lá ficando a ver passar os comboios, à espera do fim do mês para receber o ordenado?

    Se é tudo uma questão de competência “técnica”, que afinal a quadrilha do pote confessa não ter, se as luminárias confessam a sua incapacidade, a sua incompetência na gestão dos assuntos do Estado e dos organismos do Estado, apesar de lidarem diariamente com ele, e entregam a governação a um conselho de regentes estrangeiros, precisamos deles para quê? Pagamos-lhes os ordenados para quê? Deixamo-los continuar por lá para quê? E deixamo-nos governar por um conselho de regentes paralelo, estrangeiro, clandestino, sem rosto, porquê e para quê?

    O que está a acontecer é um golpe de Estado. Podemos adjectivá-lo de “constitucional”, mas isso não muda o essencial. Insisto: estamos a assistir, ao vivo e em directo, a um golpe de Estado, apoiado por forças estrangeiras. A questão que se põe é quanto tempo mais nos vamos limitar a assistir, sem nada fazer, porque uma coisa vos garanto: este caminho não tem conserto, o resultado só pode ser o desastre total, e parece-me que o melhor mesmo é, desastre por desastre, afastar rapidamente a quadrilha do pote e seu exército de quadrilheiros assessores, “especialistas” e “equivalentes”, nacionais ou estrangeiros, escolher outro caminho e tentar evitar o afundanço completo. Se possível eleitoralmente, mas friso o “se possível”, dado o completo desaparecimento do poltrão a quem competiria concluir ser essa a via que podia e devia viabilizar.

    Convém também não esquecer que um golpe de Estado, porque ilegítimo, legitima sempre, como é evidente, um contragolpe.

  3. perfeitamente de acordo.
    mas a guida não quererá dar o devido relevo ao excelente comentário de Joaquim Camacho, aqui acima?

  4. No livro «Uma noite em Lisboa» de Erich Maria Remarque o herói queixa-se de que os artigos de fundo dos jornais alemães são uma vergonha. Passaram 70 anos e eles aí estão…

  5. O Joaquim tem razão em quase tudo o que diz. No entanto quando diz que este governo garantiu que eram uns ases, só convenceu quem ou não sabe ouvir, ou quer ser convencido.
    Concordo que por vezes é dificil ouvir o que se diz e que se prefere ouvir apenas o que se quer. Por outro lado ja o Goebels dizia que uma mentira muitas vezes repetida se torna em verdade, e Portugal esteve sujeito a uma campanha eleitoral que durou 6 anos. Se tiver duvidas veja o debate Passos Coelho/Socrates que pode encontrar no youtube. Não precisa de o ver todo, bastam os primeiros minutos, e poderá verificar que o que foi dito por Jose Socrates é exactamente o que está a acontecer.
    Eu cá por mim sempre tive muita dificuldade em acreditar em salvadores da patria, iluminados, D. Sebastiões e afins.
    Agora há ainda uma outra coisa que eu gostaria de dizer é que por favor não desculpem este governo, estas pessoas, sob a capa da incompetencia, do desnorte, da falta de comunicaçãp, e de todas as outras desculpas que já ouvi. Porque eles são competentes, estão perfeitamente conscientes e focados na sua tarefa. Todas as decisões e contra decisões, todas as informações e contra informações, comunicados e contra comunicados a que nos tem habituado nestes ultimos tempos, têm um proposito que tem sido conseguido: distrair-nos dos verdadeiros objectivos. E enquanto dizemos malvados que não sabem o que estão a fazer etc.etc.etc. eles continuam alegre e olimpicamente passando, pisando e atropelando um país que está de rastos até á destruição final.
    Concordo consigo que na verdade isto é um golpe de estado.
    Mas parece-me ser recorrente em Portugal. D.Afonso Henriques teve D. Teresa e Fernão Peres de Trava que preferiam estar sob o jugo de Leão e Castela. D. João I teve Leonor Teles e seu Vasconcelos só para dar 2 exemplos.Ao longo destes 900 anos de nacionalidade sempre tivemos os que preferem vender o país a quem melhor servir os seus interesses.
    A nós, calharam-nos estes. Antonio José Saraiva dizia que Portugal nunca foi um país de grandes (entenda-se Nobrezas, burgesia etc) foi sempre um país de pequenos ( entenda-se o povo) e que esta era a sua força. Espero que assim seja. E que os pequenos se revelem no seu melhor, porque já não temos muito tempo.
    Sabia que nos conselhos de ministros se fala em inglês??? É no minimo sugestivo, não acha??

  6. Ao fim de tantos seculos de historia,perdemos a dignidade!os poetas , navegadores e mais gente que levantou bem alto o nome de portugal,neste triste momento da nossa historia estão às voltas no seu túmulo sagrado.

  7. a nobreza do antonio jose saraiva,desprezava o dinheiro,e por isso o derreteu,para depois andar a comer à custa do povo,atraves do rei.Uns trabalhavam e não comiam,outros comiam e não trabalhavam,era este o grande pais do Saraiva.

  8. Joaquim Camacho, o Governo foi eleito e nada do que está a acontecer é surpresa. É verdade que Passos Coelho fez exactamente o oposto do que prometeu, mas muito antes de ter sido eleito primeiro-ministro já era evidente para muitos de nós quais eram os seus objectivos. Só se espanta quem esqueceu que mal chegou ao poleiro do PSD a única ideia que teve foi a de alterar a Constituição, que cobardemente meteu na gaveta, tal como agora, chama técnicos estrangeiros para fazerem o que ele cobardemente não quer assumir. Mas a sua incompetência e cobardia política só se revelaram após a eleição deste Governo? Não.

    Dizer agora que estamos a assistir a um golpe de Estado, de certa forma, é desresponsabilizar os que nele votaram, e os que contribuiram para a queda do Governo anterior, ignorando todos os avisos acerca das consequências da vinda da troika. Estes técnicos estrangeiros vieram a convite e foram muito desejados, na altura não faltou quem dissesse que já vinham tarde. Portanto, para mim, isto é tudo menos um golpe de Estado.

  9. Continuo a dizer que isto é um golpe de Estado. Mas nem por isso deresponsabilizo não só quem neste governo votou como também todos os que se abstiveram. Porque quem cala consente…. Quem não vota não se importa tanto lhe faz, esta-se nas tintas…portanto têm tanta responsabilidade como os outros que suspiravam pelo FMI.
    Mas também não desresponsabilizo, quem sabendo melhor que ninguém o que se preparava, compactuou com a queda do anterior governo. Toda a Assembleia tinha conhecimento da proposta de revisão constitucional do PSD. Toda a Assembleia sabia que se o governo caísse o PS perderia as eleições. Toda a gente sabia que uma crise politica era fatal para Portugal. No entanto também foi muito aplaudido o comentárrio que mais valia uma crise politica, e a entrada do FMI do que o PEC 4. No entanto esse conhecimento não evitou que PCP e BE se aliassem ao PSD e CDS e fizessem cair o governo, para ver se á babugem aproveitavam mais alguns votos!!! Sera que o BE pensaria que ia ter a a maioria??? ou o PCP que finalmente assim chegaria ao governo???. ou afinal são amigos do peito?? Desresponsabiliza-los??? Nunca!!
    E repito isto é um golpe de estado com a convinencia desses partidos, e de quem neles votou.

    Agora em resposta ao Nuno deixe-me dizer-lhe que não percebeu bem o que disse. Sugiro que reveja a Historia de Portugal e veja quem ajudou D. Afonso Henriques a fundar Portugal, quem pôs D. João I no trono, quiçá tambem a revolta da Maria da Fonte e talvez perceba o que eu quis dizer.
    No que se refere a “.Uns trabalhavam e não comiam,outros comiam e não trabalhavam,era este o grande pais do Saraiva.” esse é grande caminho por onde este nosso governo nos leva.

  10. Ana,concordo com 99 % do seu texto,mas não subscrevo a tese do “golpe de estado” que o joaquim tambem levantou. Se houve golpe, foi eleitoral com as mentiras.O que está a acontecer depois da vitoria, era previsivel,faz parte do adn da direita.Só lamento que os Buiças,tenham emigrado.Nota: não me canso de dizer que “golpe” eleitoral teve como arbitro miguel sousa tavares,quando decretou a vitoria (no debate) de passos coelho,para encerrar o fim de ciclo de socrates, para poder vender o livro que estava em banho maria.Esta atitude na minha opinião é que foi um autentico golpe, mas de teatro tragico! para o pais.Lembro que socrates estava taco a taco nas sondagens.Este tema é incomodo para muita gente, mas para mim não .Fomos atraiçoados,por quem não esperavamos. O dinheiro para alguns comanda a vida! e os outros que se lixem.

  11. Guida e Ana, é um golpe de Estado no sentido em que estes tipos, mal chegaram ao pote, desataram a fazer, a mata-cavalos, tudo o que tinham jurado que não fariam, sem uma amostra, milimétrica que fosse, de escrúpulo ou vergonha, assim subvertendo completamente as regras eleitorais que em princípio legitimariam a sua eleição e permanência no poder.

    Não estou de modo nenhum a “desresponsabilizar os que nele votaram”, mas essa questão é para mim perfeitamente secundária. O que quero agora é livrar-me deles, antes que nos enterrem de vez. Quanto aos que “contribuíram para a queda do Governo anterior”, não os esqueço, mas também essa questão é agora relativamente secundária, desde que contribuam para o objectivo principal: livrarmo-nos da cambada.

    Afirmas, Guida, que “o Governo foi eleito e nada do que está a acontecer é surpresa”. Não foi surpresa para ti nem para mim, que me fartei de avisar para o que aí vinha. Pessoas com quem lido no dia-a-dia, permeáveis à avalanche merdiática a que assistimos até a máfia se ver livre do Sócrates, olhavam para mim como se tivesse Alzheimer ou fosse extraterrestre.

    Eu sei que é comum a maioria dos políticos, de esquerda ou de direita, faltar a promessas eleitorais, mas na maioria das vezes acreditam com sinceridade que conseguem cumprir o prometido, o incumprimento é geralmente involuntário e fruto de circunstâncias que não previram. A quadrilha que estamos a analisar é de um campeonato completamente diferente, de uma espécie até hoje totalmente desconhecida, pois o que fez foi mentir deliberadamente, conscientemente, desavergonhadamente, “elevando” a coisa a um expoente até agora inédito, de um descaramento inacreditável, obsceno, pornográfico. Parece que saíram de um meteorito atafulhado de bactérias infecciosas com origem em Marte! É um Governo de vigaristas como este país nunca teve, numa dimensão que ninguém (excepto eles) julgou alguma vez possível. Não creio que seja correcto dizer que é o pior Governo desde o 25 de Abril, pois mais rigoroso será dizer que é o pior Governo desde a época em que o Afonso Henriques andava às turras com a mãe, ou mesmo o pior que já houve por aqui desde o Condado Portucalense. Atrevo-me a dizer que é a pior “governação” que este cantinho da Lusitânia já conheceu desde a ocupação romana, ou árabe, até mesmo desde o Neolítico. Esta trampa que nos controla os destinos é a escória das escórias e não merecemos o que nos está a acontecer.

    E também vos digo que o golpe de Estado não começou agora, mas sim muito antes das eleições, com toda a estratégia de cerco judicial e merdiático a que os Governos do Sócrates foram sujeitos, ao estilo “Schock and Awe”. Nos últimos meses do segundo Governo, cheguei a ouvir o Merdina Carreira, em desespero porque o objecto do seu ódio nunca mais caía, a sugerir descaradamente a inevitabilidade de um golpe de Estado militar.

    Insisto: ao subverter a Constituição que jurou cumprir, ao destruir o Estado que jurou defender, ao fazer diariamente, deliberadamente, tudo ao contrário do que prometeu, o Governo eleito está a levar a cabo um golpe de Estado, o que legitima o uso dos meios que forem necessários para os varrer para a sarjeta de onde não deviam nunca ter saído, pois duvido que o poltrão que poderia afastá-los convocando eleições esteja para aí virado, depois de ter sido o principal responsável pelo seu desgraçado advento. Exceptuando, aliás, um ou outro peido via “Livro do Trombil”, parece, até, que Sua Excremência passou à clandestinidade.

  12. Nuno CM, é um golpe de Estado em câmara lenta, mas a “velocidade” não lhe muda a natureza. Devagar, devagarinho, à velocidade pornograficamente exasperante da língua do Vítor Gaspar, esta escória está a fazer o que o Pinochet conseguiu enquanto o Diabo esfrega um olho com tanques, aviões, fuzilamentos, bombardeamentos, assassínios e torturas.

  13. Ana, essa conversa da treta do PEC IV só convence os socialistas e é para convocar eleitores.

    PCP e BE tinham votado contra três PEC. O que aconteceu no IV foi que terminou a aliança entre o PS e o PSD e o CDS-PP como tinha havido nos anteriores. Foi essa a mudança que existiu e não outra. Mudança temporária aliás como se viu logo no OE seguinte e nas mexidas no já gravoso código laboral de vieira da silva, tudo matérias onde o PS viabilizou as propostas vindas da maioria embora nada acontecesse se votasse ao contrário.

    O problema do PS não são nem o PCP, nem o BE. São as políticas que defendem. Ou seja, mais mesmo, mais do que temos agora: Assis dixit, ainda esta semana no Público.

  14. oh nanómetro! há bués, no tempo em que os camaradas vascos falavam às massas, os comunas diziam que a rapaziada agora federada no bloco fazia o jogo da reacção e do imperialismo. agora, que acabaram as massas e as bjekas estão na mão do pires de lima, são aliados na luta contra o ps, o que é que terá mudado? na volta passaram-se todos para a direita e ainda não tiveram coragem de dizer aos eleitores.

  15. NM, deixe-me só dizer uma coisita, pequenina.
    Nem o PSD é o Benfica, nem o PS é o Porto, nem o BE é o Belenenses , nem o PCP é o estrela da Amadora.
    Estamos a falar de politica, e sobretudo estamos a falar de Portugal. No futebol o que interessa é a Taça e é cada um por si.
    Na politica interessa que o objectivo de TODOS seja Portugal.
    Se vir uma criança em risco de ser atropelada vira as costas e diz: não é meu filho, só merece o que lhe acontecer, ou agarra a criança e tira-a do perigo??
    Pense que a criança é PORTUGAL a qual todos temos o dever de proteger.

    Só para terminar o debate diga-me uma coisa, se concorda activamente do fundo do coração que o melhor para o país foi a queda do governo anterior e a eleição deste, então queixa-se de quê??? Certamente que nada tem de queixar-se, aparentemente o filho que atropelaram não era o seu e só mereceu o que lhe aconteceu.

  16. Ana, pois não são. mas vocês por cá falam no PS como se fosse o glorioso. Essa é a argumentária tonta do doentio Cavaco, que pessoas bem intencionadas com a mesma informação chegam à mesma solução. Engana-se.

    Não vos passa pela cabeça que haja quem defenda outros caminhos e rumos que não passem, como defende Assis, e defendeu quem aprovou Maastricht (não foi o PS), Lisboa e a adesão ao euro (atacada por vermelhos como ferreira do amaral).

    A vossa argumentação é toda conversa de claque. Quanto às posições políticas concretas e práticas tomadas pelo PS no código laboral ou no orçamento de 2012, nada dizem.

  17. Ignóbil, regressa à pocilga, pá, que eu estava a conversar com a senhora e tu não tens modos para entrar nos salões nem argumentos para entrar nas discussões. Ainda por cima tens alma de bufo sempre a perguntar onde vota o pessoal. E já percebemos todos que sabes abreviar o metro. Só te falta perceber que também podem ser iniciais do meu nome.

  18. Joaquim Camacho, quando estamos com gripe, mesmo daquelas do piorio, não dizemos que estamos com pneumonia, ou cancro dos pulmões, porque temos medo e, apesar de nos sentirmos malíssimo, sabemos que podemos ficar muito pior. Com a saúde não se brinca. Já com a política, como se não fosse igualmente determinante para o nosso bem-estar, não temos o mesmo cuidado e não temos problema nenhum em exagerar, como se as coisas não pudessem piorar, ou a História nunca se repetisse.

    Dizes que é um golpe de Estado e que este é o pior Governo de sempre (tens mesmo a certeza?) para justificares “o uso dos meios que forem necessários para os varrer”. Gostava que me explicasses o que queres dizer com isto. É que assim de repente, parece-me que não estás a ser muito diferente daqueles que criticas e que agora colocaste num plano secundário, mas que continuam a ser determinantes, aliás, os governos passam e eles, juntamente com o Correio da Manhã, ficam. E estão atentos, caladinhos, mas atentos. Se dissermos agora que vale tudo para tirar de lá este Governo, que argumentos teremos no futuro quando eles disserem o mesmo de um Governo que nos agrade?

    Corremos o risco de não sairmos disto tão cedo, e ainda estamos a dar razão às “ironias” da Ferreira Leite…

  19. Guida, Como é habitual por aqui, alça-se a legimidade eleitoral a alfa e ômega do sistema político.

    Como desde sempre, o poder legitima-se no acesso e legitima-se no exercício. Se antes o acesso ao poder era legitimado pela hereditariedade, agora é legitimado pelas eleições (que já decorriam por exemplo no sacro império). Coisa diferente é o exercício do poder. O ser justo e manter a paz e a ordem e a justiça fazia parte do aparato que legitimava o exercício do poder. Não por acaso, houve quem perdesse o trono por ser declarado incapaz de manter essas regas de legitimação do exercício.

    Passos Coelho e Paulo Portas e Cavaco não foram de certeza eleitos para desrespeitar a constituição. Faz aliás parte do juramento que fazem, cumprir e fazê-la cumprir. Não me parece, nem a Joaquim Camacho, que no seu exercício diário estejam a fazer grande esforço por isso, bem antes pelo contrário. Todos os dias ostensivamente a desrespeitam como se verá em breve, quando o OE 2013 seguir para o TC. Depois, os eleitores não são carneiros para aceitarem sem indignação todas as malfeitorias que lhes fazem. A regra não é um dia são os teus com que temos de levar, noutro dia são os meus. Pilatiana receita, essa de uma mão lava a outra.

  20. “Ignóbil, regressa à pocilga, pá, que eu estava a conversar com a senhora e tu não tens modos para entrar nos salões nem argumentos para entrar nas discussões”

    se foram estes os modos que aprendeste nos pioneiros e com os quais afirmas a superioridade intelectual dos 8% de ditadura do proletariado com assento parlamentar, escusas de pôr mais na carta porque já estamos fartos de ouvir a k7 em auto-reverse.

  21. “Se antes o acesso ao poder era legitimado pela hereditariedade, agora é legitimado pelas eleições (que já decorriam por exemplo no sacro império)”

    nos partidos democratas é com eleições, no pcp e no bloco são nomeados pelo líder anterior.

  22. Boa, pá, Ignóbil Comentador, essa da cassete ainda não ta tinha ouvido hoje, bem original. SLB, SLB, SLB, Gloriooooooso, SLB, SLB, SLB.

    Os teus modos justificam os meus modos. Como te disse noutro post que se calhar ainda não leste,

    “Ignóbil, o teu papel aqui é igual ao do Relvas no PSD e do Lello (um Relvas com um curso superior) no PS.

    A tua capacidade de intervenção cívica é tão útil, cevada e boçal como a deles. Refocila, amor, que tu nem que te metessem a lavagem na selha barrada com suor socrático conseguias distinguir um assunto político de um não assunto.”

    Quando perceberes que a construção europeia, o código laboral ou o orçamento de Estado não são o sexo dos anjos e argumentares, eu argumento. Quando provocares e insultares eu insulto. Não queres maus modos, não os cultivas. Percebido, ou repito em câmara muitíssimo lenta?

  23. nm (2), juro mesmo que tinha pensado em não lhe responder. Mas como dizia minha avó
    o pobre pode ir sem esmola, mas sem resposta é que não vai.
    E assim sendo isto superior ás minhas forças aqui vai:

    Parece-me estar a confumdir tudo o PS com o PSD e o Cavaco. não percebi mas também não é importante.
    Importante mesmo é que pelos vistos quem não admite haver outros rumos e outros caminhos e outras ideias são V. Exas.
    A multiplicidade de ideias e ideais, de rumos e caminhos é uma coisa muito saudavel e benéfica para a democracia e para o desenvolvimento humano. è da comparação de ideias, da discussão de ideais que surgem novos caminhos, novas respostas para a humanidade.
    Pensar é bom para o cerebro. Usar os neuronios que cada um tem, analisar, procurar respostas. abrir o espirito a novas ideias, comparar ver os prós e os contras de acordo com a realidade só dá agilidade ao pensamento.

    O problema surge quando a estreiteza de pensamento ataca. Quando somos incapazes de analisar o que nos é dito. Quando julgamos ser os detentores da verdade absoluta. Todo o resto do mundo esta errado e apenas nós estamos certos.
    O problema surge quando a demagogia e o fundamentalismo atacam.

    Cá por mim está á vontade para pensar o que quiser (desde que pense), pois para alem de não acreditar em iluminados tambem não acredito en conversões Está a sua inteira vontade para ter as opiniões que entender(desde que sejam fruto da sua reflexão).
    E poderemos debater o que quiser. Mas por favor não venha com chavões e cassetes. Já passaram de moda e não se aplicam. O Mundo, a Humanidade e a realidade são coisas dinâmicas que não se compadecem com demagogias, fundamentalismos e idearios que não tenham em conta a realidade corrente, e os problemas que como Nação enfrentamos.

    E no fim de contas essa é na verdade a minha questão: Nos tempos tão conturbados que atravessamos, com todos os perigos que nos espreitam, no meio de um furacão de propaganda e contra informação, como é possivel ainda termos estas posições ??? Como é possivel o nós e o voces?? como é possivel dar o argumento que me deu para jsutificar uma aliança contra natura que pôs Portugal nas mão erradas. E note que a minha qualificação de mãos erradas neste caso não tem a ver com ideologia, tem a ver com os factos puros e duros com que nos confrontamos dáriamente. Ainda por cima sabendo que são erradas. O que ganhamos??? Ter razão???
    Posso sempre citar-lhe mais um dito de minha avó (que era uma senhora muito sabedora da vida) O que é que queres?? Ter Razão ou ser Feliz?? Eu por mim prefiro ser feliz.

    Quando o inimigo ataca devemos todos cerrar fileiras e pegar em armas (Guida olhe que isto é sentido figurado, não estou a falar de armas a serio).

  24. nm, fiquei muito curiosa. Parece que tens uma solução para nos tirar deste imbróglio que não passa pelo voto nem por eleições, e que ainda por cima não te faz sentir um carneiro. Tens de a partilhar connosco.

    Só lembrar-te que a Constituição não se aplica só aos governantes, aplica-se a todos. Mas também deves ter solução para contornar esse pormenor.

  25. Nm,se” há outros caminhos” ninguem lhes reconhece credibilidade.que culpa têem os socialistas se em 100 votos há oito a votar numa especie de” testemunhas de jeová”.faz o favor de reconhecer o direito à diferença ideologica do partido,como reconheço a vossa Pcp ou bloco (a linguagem é igual).dá graças ao senhor, pela existencia do ps,pois caso contrario estavam há 38 anos a ver o” cu ao padeiro”

  26. Guida , eu não tenho solução magica. E também me parece nada ter dito que sugerisse um caminho sem eleições. A saída disto passa fatalmente por eleições.
    Aquilo que eu disse, e mantenho (concedo que possa ser uma impossibilidade, por todos os motivos que ja debatemos antes) é que sem uma linha consensual alargada a todos os partidos e a todas as pessoas que possam contribuir construtivamente para uma estrategia de desenvolvimento e preservação do país, não há saida para o que quer que seja.
    E que enquanto estivermos cada um a falar mais alto que o outro, enquanto estivrmos a comparar o meu que é maior que o teu. Enquanto cada um proclamar para seu lado que ele sim é que é o detentor da verdade suprema, da solução mágica que vai transformar este cantinho á beira mar plantado num paraíso na terra. Enquanto cada um continuar a proclamar ele sim ser o verdadeiro e genuíno D. Sebastião e o verdadeiro salvador da Patria. Enquanto não deixarmos as cassetes em casa, não vamos a lado nenhum.
    O que eu queria era que se aproveitasse o que de bom tem cada um. Então aí poderiamos ter esperança.
    A Guida não se iluda ainda não houve queda do governo, (constitucional)porque não interessa a ninguém. O PS anda de cocoras a renegar quem é quem foi o que fez e o que não fez, o BE anda a ver se consegue convencer mais meia duzia e agora mais preocupado com a sucessão e continua a apontar soluções demagogicas que só fazem sentido porque não esta no poder e não tem esperanças de alguma vez estar, e o PCP continua como mastodonte congelado no tempo, sem mobilidade e sem inspiração,assim como o PSD o PCP não tem uma ideia fresca há mais de 30 anos.
    E o pessoal continua a ouvir a propaganda, ouvir falar da divida, que ainda ninguém explicou o que era, como era, de onde é que vem e de que é composta, e a levar com : emigrem seus piegas, andaram a gastar demais agora aguentem-se , quem é que vos mandou comprar casa?? debaixo da ponte tambem se vive muito bem. Comer todos os dias??? dar de comer aos ilhos?? são mesmo uns gastadores….. e outras quejandas, enquanto Portugal é vendido aos bocadinhos, e nem sequer é a quem mais der. mas sim a quem mais amigo é. Facil, facil, é arranjar um bode expiatório do que enfrentar a verdade. Assim depois passamos aos insultos que sempre é bom pelo menos alivia.
    Portanto como ve eu não tenho solução. Tenho uma ideia…é o melhor que neste momento se arranja.
    Agora carneiro não me sinto realmente. Penso logo existo!
    O livre arbitrio é segundo parece uma coisa que nos foi dada por Deus Nosso Senhor para que o excerçamos.
    AS ditaduras são faceis para as pessoas que dele abdicaram. Penso que concordará que é muito melhor dizer, bem eu não queria, mas obrigram-me.. a culpa não é minha…
    Foi o malandro do Socrates… ou doutro qualquer.

    A liberdade é mais dificil, implica pensamento e analise e o excercicio responsavel do livre arbitrio.
    Penso logo existo. Vou escolhendo e aguentando-me com o resultado das decisões. Mas carneiro não.

  27. O problema,é que os partidos que dizem que têm soluçoes para o pais ninguem acredita neles.e o que fazem-se para se vingar dessa indiferença do povo? dão a foice o martelo o bloco e mais alguma coisa! para por a direita a fazer-nos a cama.Ana, se está à espera que apareça um partido que tenha como programa a sintese de todos os outros o melhor é esperar sentada. Toda a gente tem partido,mesmo mudando.eu já vou na 3 mulher,não me diga que não tive mulheres!

  28. Guida, peço perdão por só responder agora, mas estive desligado da Estralinética.

    Há quase unanimidade, por aqui, na tese de que a quadrilha do pote não descansa enquanto não nos meter a todos no fundo do poço, tirando-nos pelo caminho toda a roupinha e não nos deixando sequer um par de cuecas para aconchegar os entrefolhos.

    Assim sendo, fazemos o quê? Gratos por até agora termos “apenas” uma gripe, deixamo-nos conduzir, impassíveis, até à inevitável (e friso o “INEVITÁVEL”) pneumonia? Não foi isso que o Sampaio fez com o Santana Lopes e, se o Cavácuo não lhe seguir o exemplo, podes crer que não é só a pneumonia que nos espera. O conceito-base, neste momento, é o de saneamento básico. Se não limparmos rapidamente a avalanche de trampa que invadiu a Tugalândia e continua a espalhar-se por tudo quanto é interstício, seremos dizimados por toda a espécie de pestilências, algumas erradicadas há décadas, ou mesmo séculos, a começar na peste negra e a acabar na lepra. Esta, aliás, está já a tornar-se endémica, levando-nos todos os dias mais um bocado do coiro.

    Se o de Boliqueime, cobarde como é, continuar na clandestinidade, e enquanto a lepra não nos leva braços e pernas, optemos, pestilência por pestilência, pela cólera, na modalidade que provoca mais danos em quem a dissemina do que em quem dela padece. Para todos os efeitos, foram eles que, por ganância ou simples incompetência, nos rebentaram com o sistema de esgotos e venderam as manilhas ao ferro-velho.

    Ainda quanto ao de Boliqueime, precisamos também de estar atentos ao que ele fará, se acaso fizer alguma coisa. Homens providenciais, para mim, não há, além de que não se verifica a condição principal, a de se tratar de um homem. E tenho bem presente o facto de ser dele a principal responsabilidade de estarmos onde estamos, depois de o burgesso rancoroso ter derrubado o Governo Sócrates.

    Perguntas tu, Guida: “Dizes que é um golpe de Estado e que este é o pior Governo de sempre (tens mesmo a certeza?) para justificares “o uso dos meios que forem necessários para os varrer”. Gostava que me explicasses o que queres dizer com isto.”
    Não sei se o do D. Sebastião terá sido pior, mas isso é perfeitamente secundário e não vale a pena discutir. Já quanto a explicar-te o que quero dizer com “o uso dos meios que forem necessários para os varrer”, podes crer que as bófias privadas da quadrilha devem andar por aqui a salivar à espera de uma resposta. Cuja é: os ora incensados ora estigmatizados brandos costumes são uma ilusão, a malta aqui do rectângulo detesta problemas e aguenta o mais que pode antes de lidar com eles, mas quem anda por aí apercebe-se de um caldeirão prestes a explodir, faltando apenas saber se será ou não uma explosão controlada e quem a controlará. Nesse aspecto, garanto-te que tenho muitos receios, pois vejo, como candidatos a controladores, alguns mafarricos que não interessam nem ao menino Jesus.

    Não faço ideia do que vai acontecer ou de quem serão os agentes dos acontecimentos, a havê-los. Limito-me a estar atento, a ver e ouvir, a auscultar, a cheirar os ventos. Reunidos cheiros, sons e imagens, posso antever aproximadamente a dimensão da tempestade que se aproxima, mas não faço ideia de qual a dimensão exacta ou a forma que terá.

    Repara também que já não estou sozinho na tese de que estamos a assistir a um golpe de Estado, pois o bastonário dos advogados, por quem tenho muitíssima consideração mas que não conheço, disse ontem a mesmíssima coisa. Andará o homem a ler a caixa de comentários do Aspirina ou será que muita gente pensa a mesma coisa mas tem medo de o dizer, dadas as inevitáveis e desagradáveis implicações de tal verificação, que eu aqui expus?

    Subscrevo inteiramente o NM aqui:
    “Passos Coelho e Paulo Portas e Cavaco não foram de certeza eleitos para desrespeitar a constituição. Faz aliás parte do juramento que fazem, cumprir e fazê-la cumprir. Não me parece, nem a Joaquim Camacho, que no seu exercício diário estejam a fazer grande esforço por isso, bem antes pelo contrário. Todos os dias ostensivamente a desrespeitam como se verá em breve, quando o OE 2013 seguir para o TC. Depois, os eleitores não são carneiros para aceitarem sem indignação todas as malfeitorias que lhes fazem. A regra não é um dia são os teus com que temos de levar, noutro dia são os meus. Pilatiana receita, essa de uma mão lava a outra.”

    Mas acrescento que, embora respeite a convicção e correcção com que ele expõe aqui as suas ideias, partilho antes as que defendem serem o PCP e o Bloco co-responsáveis pelo actual estado de coisas. O chumbo do PEC IV resultou de uma visão primária, imediatista, tacticista, pois era evidente para um cego surdo-mudo que o resultado seria o que está à vista. A este propósito, vou procurar um comentário que há tempos pus algures por aí e “reeditá-lo” já a seguir, para a minha posição ficar clara.

  29. Aqui vai a reedição:

    «”O Pinto de Sousa está a empalar-nos a todos”, diziam eles. E era verdade. A cada seis meses, mais coisa menos coisa, o Pinto de Sousa empalava-os e empalava-nos, disfarçando apenas sofrivelmente a empalação com um pouco de anestesia. Sacana de Pinto de Sousa enganador!

    Como solucionaram eles o problema? Elementar, meu caro Watson! Aliaram-se com as luminárias que queriam substituir o Pinto de Sousa, mesmo sabendo, porque tais luminárias nunca o esconderam, que o que elas pretendiam era substituir a empalação semestral a que o Pinto de Sousa os (nos) submetia a todos por uma empalação diária, e que iriam substituir o pau usado pelo Pinto de Sousa por um de diâmetro quatro ou cinco vezes superior, e que o bendito pau ia ser revestido com arame farpado, e, last but not least, que não iam desperdiçar um cêntimo que fosse em anestesia.

    Tudo isto era previsível, tudo isto foi previamente anunciado pelos candidatos a empaladores, tudo isto foi atempadamente alertado por uns excêntricos que para aí andam e pelo próprio Pinto de Sousa.

    E agora, diariamente empalados até às amígdalas, com o arame farpado a sobrar-lhes pelas narinas e pelas orelhas, sem anestesia que lhes (nos) mitigue as dores, o que fazem eles? Pois mais uma vez elementar, meu caro Watson! Guincham contra o Pinto de Sousa que os empalava de seis em seis meses, disfarçando apenas sofrivelmente a empalação com um pouco de anestesia, o sacana enganador!

    Indiscutivelmente brilhante, diria mesmo genial, meu caro Watson.»

  30. oh escalrracho! não estás a pensar em reeditar aqui todas as tuas obras primas, pois não? é só pra saber se não tenho que encomendar um teclado com scroll de alto rendimento.

  31. Desculpem lá, mas eu estou farto de ouvir falar nas supostas virtudes do PEC 4. Se quiserem, podem ler o documento aqui:

    http://downloads.sol.pt/pdf/PEC4.pdf

    O que eu não consigo perceber é o seguinte: como ia o governo conseguir o milagre do ajustamento do défice com uma trajectória de redução semelhante à do memorando, a saber

    2011 – 4,5% ; 2012 – 3,0%; 2013 – 2,0%; 2014 – <1,0%

    (ver gráfico da página 45 do texto do PEC 4)

    A única medida de austeridade prevista era um corte das pensões idêntico ao que havia sido feito na FP; não havia corte de subsídios, e em vez de medidas impulsionadoras do crescimento, havia cortes significativos no investimento público. Além disso, o cenário macroeconómico mundial para 2012 estava completamemte errado.

    Assim sendo, o PEC 4 era uma fraude; uma fraude cujo único propósito era tentar enganar os ditos mercados, que na altura se mostravam mais que relutantes em continuara a emprestar a Portugal. Mas acham que o PEC 4 ia fazer alguma diferença? Quanto tempo seria preciso, depois do PEC 4, para chamar cá a troika?

  32. Caro @joaoft, não retires a bóia retórica dos sócretinos de meia-tigela. Pede-se, aos defensores do PEC IV, a demonstração e eles respondem com as consequências. Eles precisam deste argumentário para esconder os erros do passado e a imbecilidade da estratégica política do presente.

    Repara, não é algo novo. Já foi feito com a lenda falsa de que o I Governo Constitucional, de Mário Soares caiu porque o PCP votou contra, em vez de se abster (a abstenção teria os mesmos efeitos). É cíclico e sintomático da pobreza política de que quem anda sempre com a não aprovação do PEC IV nos dedos. Tristes.

  33. Joaquim Camacho, não precisas pedir desculpa, temos tempo. :)

    Em primeiro lugar, quero dizer-te, para que não restem quaisquer dúvidas, que não queres mais do que eu que este Governo desapareça da nossa vista. Até te digo mais, aparentemente, estou pior do que tu. É que juntamente com o Governo, o trambolho que vive em Belém. E o Seguro se tivesse ido embora ontem, também já era tarde. E não subestimes a gripe, morre muita gente todos os anos dessa maleita. E uma gripe mal curada pode complicar muito o estado de saúde do doente e levar meses a ser curada. E a coisa piora se o diagnóstico não for bem feito…

    Posto isto, volto à nossa discordância. Para ti, o que importa agora é correr com eles, custe o que custar, não estás muito preocupado com a forma nem com as consequências. Mas eu não tenho a tua sorte, não consigo esquecer os que elegeram este Governo, que, aposto, na sua maioria foram os que também elegeram Cavaco, indiferentes à sua vergonhosa prestação no primeiro mandato. Sendo que muitos, provavelmente, já lhe tinham dado dez anos à frente do Governo. A propósito, não sei por que recuas até ao D. Sebastião. Se calhar não te lembras desses dez anos, mas exactamente porque durou esse tempo todo, e porque penso que este Governo não se vai aguentar nem perto disso, para mim, não é fácil dizer quais são os piores governos, se o actual se esses do Cavaco, que ainda por cima foram coroados com mais dez em Belém. Já agora, por que razão ninguém diz que houve um golpe de Estado em Belém? Afinal, o papel do PR também foi completamente subvertido, ou não?

    Caladinho, lá vai passando entre a chuva. Mas se o tal caldeirão de que falas explodir à bruta, é verdade que se faz a vontade a muita gente, e a seguir? Não gastaste uma linha com esse pormenor. Portanto, a seguir logo se vê. Lá está, a gripe mal curada. É que não está excluída de todo a possibilidade de levarmos com mais um estafermo cavaquista a liderar um Governo, com o apoio dos mesmos, daqueles que agora não te interessam. E lá voltamos ao mesmo…

  34. joãopft, confessa lá, estás muito mais farto de ouvir falar nas consequências do chumbo do PEC IV do que das suas virtudes. Porque não vejo ninguém defender que o PEC IV seria a solução milagrosa para resolver a crise, nem tu. Sendo alguém que se esforça tanto por parecer bem informado, aposto que sabes muito melhor do que eu quantas cimeiras europeias se fizeram com o objectivo de encontrar soluções para a crise europeia, e que também sabes que foram todas em vão. Logo, com certeza também não estaria no PEC IV português a tal resposta que todos procuram e ninguém encontra, nem ninguém defende isso, como sabes. Já as consequências do chumbo são outra conversa. Se não é assim, diz lá que vantagens viste, ou vês, resultantes dessa decisão.

    ___

    Zé, ainda bem que fazes parte dos felizes. :)

  35. Espíritos pouco preocupados com o rigor da ciência não hesitarão em classificar o intriguista parvalhatz como um filho da puta, na linha da exaustiva investigação e sistematização feita por Alberto Pimenta sobre essa odienta e odiosa figura. De um ponto de vista puramente científico, porém, tal classificação terá de ser considerada um erro, pois o parvalhatz, coliforme invejoso, hiperactivo e bilioso, não nasceu de ventre de mulher. O seu surgimento foi o funesto resultado da partenogénese acidental (e até então inédita) de um cagalhão vagabundo saído do cu de um cão raivoso em estertor de peido final por afogamento, depois de o dono o ter atirado de uma ponte. Tendo dado à costa não muito longe de uma saída de esgoto, o dito cagalhão foi acidentalmente pisado por um pescador desportivo que se abeirou da margem para mijar, acabando a azarada (e involuntariamente pestífera) sola do sapato do pobre homem, no regresso a casa, por espalhar pela urbe a infecção.

    Não se contesta que ser um filho da puta é o propósito primeiro e último do parvalhatz, o sonho molhado da sua abjecta existência. Mas a realidade objectiva é que, reunindo embora praticamente todos os requisitos necessários à sua classificação como tal, falta-lhe um, que o rigor científico considera crucial: apenas tendo na sua génese um ventre de mulher se poderia afirmar, com propriedade, ter o parvalhatz como matriz uma meretriz. Um verdadeiro filho da puta, legítimo, da Bayer.

    Uma coisa é gotejar para a existência à boleia do peido final de um “Canis lupus familiaris”, ou, como dizem os brasileiros, de carona. Outra, bem diferente, é a bênção de provir de uma cona. Do aqui exposto se infere, aliás, outra impossibilidade ditada pelo rigor científico, que é a de mandar o parvalhatz para a cona da mãe, pois nunca a teve. É uma desagradável intimação (possibilitada pelo privilégio da origem) a que todos nós, humanos, já fomos ocasionalmente sujeitos, mas também disso está livre (por manifesta impropriedade) o coliforme parvalhatz, que apenas pode ser mandado para o cu do cão.

    Pelos motivos acima aduzidos, e por mais que macaqueie e papagueie o “Homo sapiens sapiens”, não ultrapassará nunca, o besuntas parvalhatz, a incómoda mas descartável condição de coisa pegajosa e malcheirosa na sola do sapato de quem percorre as ruas do mundo dos homens.

    Estabelece-se, assim, por decreto régio, que o nome científico do coiso, de acordo com as regras da Nomenclatura de Lineu ampliada, será averbado nos Anais do Reino e Arredores como “Parvalhatz coliformis biliosus hiperactivus”, embora a generosidade de uma bula papal autorize, excepcionalmente, o uso da designação popular “filho da puta” para facilitar a vida ao povo martirizado pela crise, sem tempo nem paciência para a exactidão da ciência.

    Devem, porém, ainda que de forma voluntária, abster-se de tal atitude facilitista os espíritos amantes do rigor, que utilizarão apenas a designação científica.

    Promulgue-se.

  36. oh escalrracho! tu bem te esforças para preencher a vaga do da benedita, mas acho que não vais lá com diarreia tipo ds.

  37. Guida, o trambolho que empesta Belém devia ter levado guia de marcha aquando da inventona das escutas, foi uma oportunidade estupidamente perdida, de tal maneira o caramelo deu o flanco naquela altura. Estabilidade política, salvaguarda das instituições, generosidade e pena do desgraçado, houve uma série de factores que tiveram peso na decisão de não aproveitar a extrema estupidez do ressabiado naquela ocasião, e o resultado está à vista. Se o gajo tivesse levado na altura com o merecido “impichamento” (em americano erudito) e guia de marcha para a Quinta da Coelha (ou Vivenda Mariani, ou lá o que era), como teria acontecido em qualquer outro país civilizado, provavelmente não estávamos onde estamos agora. Foi uma daquelas desgraçadas ocasiões em que a generosidade dos brandos costumes jogou perversamente em nosso desfavor.

    Dizes que, “para ti, o que importa agora é correr com eles, custe o que custar, não estás muito preocupado com a forma nem com as consequências”. Enganas-te, amiga Guida, estou até muito preocupado com a forma e com as consequências, como poderás concluir se leres melhor o que escrevi, e também com os protagonistas. E concordo contigo no que respeita à participação do coiso de Boliqueime no golpe de Estado, como aliás também está implícito no que escrevi. E como eu me lembro dos dez anos de governo dele, o meu desprezo pela criatura vem do primeiro momento em que começaram a falar dele, no tal congresso aonde foi fazer a rodagem do carro, armado em homem providencial, zarolho em terra de cegos. Homens providenciais põem-me logo a pulga atrás da orelha, é genético.

    Dizes que “se o tal caldeirão de que falas explodir à bruta, é verdade que se faz a vontade a muita gente, e a seguir? Não gastaste uma linha com esse pormenor. Portanto, a seguir logo se vê”. Amiga Guida, relê a transcrição que repito a seguir e diz-me lá que não gastei uma linha com esse pormenor: “Quem anda por aí apercebe-se de um caldeirão prestes a explodir, faltando apenas saber se será ou não uma explosão controlada e quem a controlará. Nesse aspecto, garanto-te que tenho muitos receios, pois vejo, como candidatos a controladores, alguns mafarricos que não interessam nem ao menino Jesus.” E acrescento que quando penso na Ferreira do Leite ou no Bagão até os pêlos dos entrefolhos se me eriçam todos!

    Quanto ao Totó Seguro, é o principal responsável pela falta clareza nas alternativas. E tudo porque o pomposo rapaz, na sua violenta oposição, foge como o Diabo da cruz das coisas que lhe poderiam dar consistência, pois para isso teria de relegitimar muito do que a direita diaboliza em Sócrates. Aquilo é frango da mesma capoeira do Passos e do Relvas, as diferenças entre eles são quase nenhumas.

  38. joaquim camacho, esse fdp na minha opinião não existe. surge de uma forma envolvida em forte camada de nevoeiro para fomentar a polemica ! como a inteligencia é pouca! não consegue ver quem são os seus companheiros de viagem mesmo com as naturais divergencias.esquece, que o ps tem no seus estatutos o direito de tendencia.citou ds,que na minha opinião é um autentico cão de fila,na perseguiçao aos seus adversarios politicos,mas não consegue olhar-se ao espelho, para ver que é muito pior do que ele,por perseguir os proprios camaradas como isabel moreira, fcarmo e todos os outros com mais ou menos relevancia (como eu) dão o seu contributo no aspirina, em defesa da social democracia ou socialismo democratico.podemos criticar toda a gente,mas faze-lo a Amado (homem que não precisa da politica para nada!) é perigoso! fiquei a saber agora que mario soares e outros, foram para a politica por razoes economicas.termino, com os votos, de que a lista de espera nas consultas do sns se reduzam drasticamente para atenderem com eficacia quem precisa de urgentemente de tratamento.

  39. Joaquim, com a devida vénia faço minhas as suas palavres “Quanto ao Totó Seguro, é o principal responsável pela falta clareza nas alternativas. E tudo porque o pomposo rapaz, na sua violenta oposição, foge como o Diabo da cruz das coisas que lhe poderiam dar consistência, pois para isso teria de relegitimar muito do que a direita diaboliza em Sócrates. Aquilo é frango da mesma capoeira do Passos e do Relvas, as diferenças entre eles são quase nenhumas.

  40. se conseguir que apreendas a evolução do socialismo democrático, já não é mau, mas não abuses, porque podes tornar-te um fanático apoiante do mal amado.

  41. de facto, mudar de gravacta não significa trocar de facto. contudo, atenção ao significado do gravatame, gravatas às bolas para pessoas estarolas, às riscas para ariscas, às pintas para distintas e por aí a fora, so forth, como diria o escalrracho se soubesse amaricano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.