De vitória em vitória

Há uma ilha da costa d’África onde há 30 e tal anos é o mesmo salazarote pançudo e pesporrente quem mais ordena.

Mas aquilo deve estar a chegar ao 22 ou 23 de Abril: houve duas listas para a direcção do partido, coisa nunca antes vista na gaiola do autocrata. A rebentar de fúria mal contida, o salazarote pançudo acusou o seu concorrente de ousar fazer “brincadeiras”.

Hoje, horas antes de ganhar por uma unha suja as eleições da barraca, subiu a parada e acusou Albuquerque, presidente da Câmara do Funchal, de ter organizado uma “palhaçada”. Note-se que o basófias processou aqui há tempos alguém que lhe tinha chamado palhaço, epíteto que até pecava por excessivamente elogioso. Mesmo “salazarote” para ele deve ser rebuçado, pois nunca se refere ao “Dr. Salazar” que não seja para o elogiar.

Já tratou políticos, funcionários da justiça, polícias e sobretudo jornalistas abaixo de lixo. Já fez manguitos diantes das câmaras e já usou publicamente expressões obscenas para se referir a quem despreza ou lhe faz frente. Sempre apoiado pelos risos alarves dos seus bacocos admiradores.  Sempre impunemente, com uma única excepção, mas ignoro se chegou a cumprir a sentença indemnizatória. E, se a pagou, com o dinheiro de quem.

Não sei se me apetece continuar a falar deste político desprezível que um dia se lançou de punhos fechados (e costas bem quentes) contra um trabalhador que numa estrada em construção queria impedir o seu carro de avançar. Não me apetece mesmo.

 

4 thoughts on “De vitória em vitória”

  1. Além de “político desprezível que um dia se lançou de punhos fechados (e costas bem quentes) contra um trabalhador”, é de lembrar que é também o poltrão que, tendo acusado de cobardia os militares do seu país, em frente do militar que era então representante da República no arquipélago, recebeu deste um par de merecidos estaladões no focinho (literalmente e não em sentido figurado) e demonstrou ali mesmo a sua “valentia” engolindo em seco as bofetadas e saindo do gabinete do outro pela direita baixa, com as bochechas em fogo e o rabo entre as pernas. É claro que nessa ocasião estava com as costas frias e teve o azar de pensar que a garganta chegava para as aquecer. Não chegou.

  2. Sim, Zé da Póvoa. O Kadhafi, numa das suas muitas originalidades, chegou a dizer há alguns anos que a Madeira devia fazer parte de Marrocos e não de Portugal. Olha aqui da Wikipédia, que para este efeito chega:

    “Localização
    O arquipélago da Madeira situa-se no Oceano Atlântico entre 30° e 33° de latitude norte, 978 km a sudoeste de Lisboa e a cerca de 700 quilómetros da costa africana, quase à mesma latitude de Casablanca, relativamente perto do Estreito de Gibraltar. Apesar de ser considerado normalmente um território europeu, geograficamente o arquipélago situa-se já na plataforma continental de África.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.