Todos os artigos de Valupi

Revolution through evolution

Women Eager to Negotiate Salaries, When Given the Opportunity
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Ask Gini: How to Measure Inequalit
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Systematic Incarceration of African American Males Is a Wrong, Costly Path
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‘Mindful Eating’ Equals Traditional Education In Lowering Weight And Blood Sugar
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Hormone oxytocin may keep men monogamous, study suggests
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Looks matter, even when it comes to money
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Practicing meditation or exercising might make you sick less often
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Physicist Elected to Congress Calls for More Scientists-Statesmen
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Not What You Consciously Thought: How We Can Do Math Problems and Read Phrases Nonconsciously
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Study Identifies Four Family Cultures in America
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Does the Color Green Boost Exercise’s Effects?

Vencidos da troika

Quem gosta de política gosta do Louçã. Gosta muito, tanto quanto a sua excepcionalidade. E tão mais quão menos se identificar com ele. Porque o desacordo ideológico, intelectual e moral permite uma objectividade centrada no homem e não no chefe.

Embora o Bloco seja o Louçã, e sendo duvidoso que o partido lhe sobreviva caso o Chico saia mesmo de cena, Louçã é mais do que o Bloco. O que ele fez no PSR foi igualmente notável, pois já então conseguiu ocupar o espaço entre o PS e o PCP, chegando a eleitorados jovens e urbanos com uma promessa de lirismo credível. O seu instinto de marketing cedo mostrou ser apurado, utilizando linguagens e códigos onde se escondia o radicalismo e se vendia o vanguardismo. Era a síntese perfeita à esquerda: a pureza ideológica do PCP com a ligação à sociedade e ao futuro do PS. Ou assim se fez parecer.

É por tudo isso que a sua despedida do palco, mesmo que temporária ou simulada, merece uma ponderação mais funda sobre tão influente figura. E basta comentar o seu último discurso, na abertura da Convenção do BE, para termos um retrato transparente da sua pessoa política. São 30 minutos extraordinários. 30 minutos de demagogia, fanatismo, hipocrisia, narcisismo e desonestidade intelectual sem o menor vestígio de consciência, quanto mais de vergonha. 30 minutos de culto da personalidade e de rédea solta à megalomania e ao farisaísmo. E, no entanto, tal não impede que se reconheça o seu valor: também por sua causa Portugal melhorou nos últimos 30 anos.

São variadas as calamidades do foro lógico que aquele discurso oferece à contemplação. Contudo, porque ele se constitui como o enésimo ataque à outrance ao PS, assim se misturando a sua obsessão com a homenagem a companheiros mortos e a saudação a companheiros vivos, talvez o mais apropriado seja sairmos dessa mistela de duvidoso gosto e ficarmo-nos pelo cenário. Nele se pode ler, por todo o lado, o lema do evento: “vencer a troika”. Isto significa que o partido que viabilizou a perda da soberania e a entrega do País à dupla Passos-Relvas, e cujo líder chegou na altura a dizer que desse modo se estava a sair da crise, se transformou numa entidade cujo único desígnio é o de lutar contra o seu passado. É que existiu realmente uma altura em que a Troika poderia ter sido vencida e um Governo disposto a combater ao lado do BE nessa patriótica batalha, mas não é nesta altura nem será em nenhuma outra por vir. O mal está feito, o que resta acontecer será uma penosa recuperação.

Eis um facto histórico que diz o essencial a respeito de Louçã como político e como cidadão.

Polícias contra polícias

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Nesta imagem vemos vários polícias em acção. À esquerda, temos o polícia do blusão preto com o símbolo branco no braço, com a mochila, com as luvas e com o gorro. Este polícia notabilizou-se por haver cumprido à risca o protocolo das infiltrações e, tal como mandam os manuais do infiltrismo, ter ido várias vezes à linha da frente nas escadarias trocar palavras com os seus colegas fardados, quiçá dando informações ou pedindo instruções e depois voltando ao fight dos pedreiros libres. Há fotos onde se vê este polícia mesmo juntinho aos outros polícias, pelo que escusam de vir para cá com teorias de que não senhor e coiso e tal pois as fotos não mentem como sabe qualquer estudante com um razoável conhecimento da estética do estalinismo. Mesmo junto dele, segurando um cartaz onde se lê o intrincado argumento Aqueles que fazem da revolução pacífica algo impossível farão com que a revolução violenta seja inevitável, está outro polícia que momentos antes ou momentos depois foi fotografado a passear um sinal de trânsito à frente dos seus colegas de cara destapada. Como este polícia também usa um blusão preto e um gorro, há uma corrente que afirma estarmos perante o desdobramento holográfico do polícia da esquerda, no que seria mais uma prova de o Governo estar a usar tecnologias de última geração cedidas pela CIA. Contudo, a geringonça ainda apresenta algumas imperfeições, pois o polícia da direita não tem mochila, não tem luvas e até o gorro difere por apresentar uma abertura para a boca. Pormenores a resolver em futuras versões, certamente. Colhe igualmente apontar aquele ou aquela polícia que empunha um cartaz onde se pode ler o fatal Morte ao Governo, e ainda o polícia que está a puxar lume ao fogaréu com a perícia de um profissional.

Mas o melhor é apreciar-se o vídeo respectivo, onde se pode admirar toda a extensão deste estupendo conflito entre polícias que, pese embora uma ou outra cacetada mais agreste, não impede que eles continuem todos amigos.

Naquele dia, lembram-se?

«Alertei, no dia 1 de janeiro de 2010, procurando chamar a atenção dos agentes políticos para inverter o rumo que nós estávamos a seguir (…) Nós estamos numa situação de recessão que não conhecíamos há algum tempo, na medida em que em dois anos a economia portuguesa caiu cerca de 4,5%. É uma situação muito, muito pior do que aquela que já se antecipava – mas alguns não quiseram acreditar – e que hoje temos de enfrentar», afirmou Cavaco Silva.

15 de Novembro de 2012

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Cavaco lembra, quase 3 anos depois, que houve um certo dia em que disse uma certa coisa. Essa era a coisa certa, e a coisa verdadeira. Mas algo funesto aconteceu: os incréus não acreditaram, como é aliás seu hábito por ser essa a sua retorcida natureza.

Aproximemo-nos deste paradigmático símbolo da direita portuguesa, o político há mais tempo no activo, o nosso reeleito Supremo Magistrado da Nação. Para além de tudo o resto que nele é exemplo e excelso, este homem não mente aos portugueses. Já o afiançou vezes sem conta. Quem mente são os outros, aqueles que acumulam esse vício imoral com a incredulidade a seu respeito. Aliás, quem quiser conhecer a verdade – repito: a verdade; insisto: a verdade – sobre aquilo que diz e faz o Presidente da República, basta ir ao website da Presidência. Lá, está a verdade. Pelo que este estadista revela eficiência máxima na utilização dos canais digitais para agregar a verdade e disponibilizá-la aos seus utilizadores. Como também vê crescer a fama e os amigos por usar a plataforma Facebook em complemento ao website da Presidência, não erramos se dissermos estar Cavaco por esta altura capaz de produzir verdades com uma percentagem de pureza bem acima dos 100% – talvez mesmo já tendo atingido o “Pico de Moisés”, assim conhecido entre os investigadores esse nível em que uma figura pública consegue chegar a conteúdos com 250% de verdade só pela Internet.

Mas concentremo-nos. Atenção. Atenção à data: 1 de Janeiro de 2010 à noitinha. Quer isso dizer que não se justificou alertar o País para qualquer berbicacho de especial importância antes. Isto é óbvio, para além de ser evidente. Caso tivesse sido necessário avisar os agentes políticos mais cedo, o nosso veríssimo e responsabilíssimo Presidente não teria ficado placidamente à espera do dia 1 Janeiro de 2010 à noitinha. Mas igualmente quer dizer que deixou de ser necessário fazer novos alertas mais tarde, pois não se referem outras datas. Aliás, tendo em conta que o Presidente da República reúne semanalmente com o Primeiro-Ministro, há boas razões para supor que esta agora recordada comunicação só se tornou pública por ter calhado no feriado do Ano Novo e não estar previsto nenhum encontro entre os dois chefes nesse dia.

Cândida e pesarosamente, Cavaco lamenta que alguns agentes políticos não tivessem de imediato invertido o rumo que se estava a seguir no dia 1 de Janeiro de 2010 à noitinha, rumo que diferia substancialmente do rumo seguido em 30 de Dezembro de 2009 à tardinha ou em 15 de Junho de 2008 de manhãzinha, só para referir outras datas em que de Belém não veio nenhuma chamada de atenção a merecer atenção. E é bem verdade, para sempre ficaremos com essa dúvida a pairar sobre as nossas cabeças. A dúvida relativamente a esse regime onde as arbitrárias palavras de um homem obrigassem um Governo democrático a abdicar da sua legitimidade e do seu programa. A dúvida diz apenas respeito à designação, pois já sabemos que o conceito de democracia não se aplica. Que nome teria essa aberração?

Calhaus com olhos

Os bravos que destruíram à pedrada o impacto da greve geral foram o que de melhor poderia ter acontecido à direita decadente que ocupa Belém e S. Bento. Por um lado, permitem ter o Presidente da República e o Primeiro-Ministro unidos na defesa da segurança pública, assim anulando a dimensão política do evento. Por outro lado, os efeitos da carga policial deixaram os cidadãos combatendo-se entre si, divididos entre os indignados com a brutalidade da ordem e os indignados com a naturalidade da desordem. Em suma, pior era impossível para os interesses da CGTP e da população.

Vamos admitir que foram apenas meia dúzia aqueles que causaram os desacatos, pegando na expressão metonímica do ministro Macedo. Vamos admitir como gostam de admitir aqueles que colocam toda a responsabilidade nos bastões da polícia. Ora, pensemos: meia dúzia. Meia dúzia, pelos melhores cálculos, corresponde a seis indivíduos, mais coisa menos coisa. Ora, pensemos: seis valentes estiveram hora e meia a desmontar um passeio público e a fazer pontaria ao boneco. A primeira pergunta que ocorre é esta: porque demorou a polícia nas escadarias tanto tempo a reagir? A segunda pergunta é esta: porque não agiram os agentes infiltrados? Ou mesmo um GNR de folga e bigode farfalhudo? São boas e legítimas perguntas, posto que meia dúzia de rapazolas não deveria conseguir assustar o Corpo de Intervenção mais os seus ferozes colegas em cima da festa, por isso gente muito boa as coloca com toda a legitimidade. Só é de lamentar, então, que não se chegue à terceira pergunta: porque deixaram os restantes cinco mil pacíficos e inocentes manifestantes que seis galfarros tivessem tomado conta dos acontecimentos e estivessem a atacar agentes da autoridade que defendiam a Assembleia da República, não se sabendo o porquê e muito menos o para quê desse ataque?

O PCP e a CGTP orgulham-se da férrea disciplina que conseguem impor nas suas manifestações, algo que gera admiração e até agradecimentos em todo o espectro político democrático. Mesmo o lado perverso, as anedotas relativas à coerção que os seguranças vermelhos exercem sobre os espúrios, é visto como folclore sem gravidade. Contudo, CGTP e PCP dependem de uma retórica bélica que promove a radicalização das divergências políticas e a estigmatização dos adversários. Este é um caldo ideológico onde parte da violência urbana encontra alimento, senão mesmo génese. E não são só os putos que alinham, como se pode constatar lendo esta reportagem: Quem é que atirou a primeira pedra?

Pelos vistos, foi mais interessante para as cinco mil vítimas das animalescas rotinas policiais estarem solidariamente ao lado dos pedreiros do que terem-nos mandado para casa com uns higiénicos e pedagógicos calduços. O que nos leva a concluir ter o número de calhaus com olhos presentes na ocasião ultrapassado manifestamente a meia dúzia.

Aprendam com o 15 de Setembro ou desapareçam

Quem manda uma pedra contra um polícia que está parado a cumprir ordens para estar parado está a tentar que o polícia deixe de estar parado a cumprir ordens para estar parado.

Quem destrói a montra de uma loja que não lhe pertence apenas para que se noticie que foi destruída a montra de uma loja que não lhe pertence causa dano maior do que aquele que rouba o conteúdo dessa mesma montra.

Quem lança fogo à cidade não cuida daqueles que vivem na cidade.

Sócrates has not yet left the building

Judite de Sousa passou 43 dos 48 minutos da entrevista a Luís Amado a carregar um semblante fechado, ansioso, grave, angustiado, em sintonia pungente com os ponderosos temas da actualidade. Até que o Sol rompeu por entre as negras nuvens e lhe iluminou o rosto rejuvenescido: ia, finalmente, poder falar de Sócrates. Seguiu-se a cartilha das difamações a inspirar as suas perguntas. As respostas de Amado, para além de serem as mesmas que tem repetido desde que saiu do Governo, são óbvias. O que não é nada óbvio é este espectáculo de vermos uma das jornalistas mais famosas no campo da entrevista política, 16 meses depois de Sócrates ter saído completamente de cena e depois de dezenas de intervenções públicas de Amado, a continuar a alimentar um enredo criado no âmbito de uma estratégia – e de uma cultura – de assassinato de carácter. Malhas que o império tece.

A entrevista completa pode ser vista aqui. Amado talvez seja o único político cujo diagnóstico da crise externa e da crise interna se apresenta inatacável na sua amplitude e lógica. Em especial, ele vem repetindo sem cessar que o principal responsável pela actual situação é Cavaco Silva por ter deixado Portugal com um Governo minoritário a seguir às eleições de 2009, altura em que já estávamos em gigantescos apuros por causa da crise internacional. Como viemos a confirmar em Março de 2011, o propósito da direita foi o de sacrificar o interesse nacional ao plano de permanente desgaste e boicote do Governo até à reeleição de Cavaco e imediato derrube de Sócrates. As consequências dessa traição estão à vista e a sua avaliação quanto aos prejuízos materiais, ruína económica, degradação da saúde e devastação moral para os portugueses é literalmente incontável.

De facto, é o princípio do fim

O líder do PSD e primeiro-ministro apontou hoje 2012 como “o ano do princípio do fim da emergência nacional”, reconhecendo que será um período duro e com muitos de obstáculos.

“Escolhemos fazer do ano de 2012 o ano do principio do fim da emergência nacional”, afirmou Pedro Passos Coelho, numa intervenção no encerramento da Universidade de Verão do PSD, que decorreu em Castelo de Vide.

Passos aponta 2012 como o início do fim da “emergência nacional”

=

Taxa de desemprego bate novo recorde e chega a 15,8%

+

PIB português cai 3,4% e agrava queda desde início da crise

+

Risco de bancarrota sobe para mais de 42%

Misteriosos são os caminhos do Senhor

O prelado afirmou que “uma das características da sociedade moderna é o individualismo e a indiferença na relação com as pessoas”, pelo que, destacou, há que encontrar “uma nova maneira de viver”, focada na partilha e na caridade.

Arcebispo de Braga, Jorge Ortiga

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O santo bispo não nos disse em que período da História começou a referida “sociedade moderna”, daí nem sabermos a que século se está a referir. Talvez esteja a remeter para o mundo pós-II Guerra Mundial, ou para o século XIX, ou para os alvores da Industrialização, ou para o Iluminismo, ou para as 95 teses de Lutero, ou para as Descobertas, ou até para essa modernice chamada Renascimento. Só ele e Deus sabem, posto que a notícia não desvenda o enigma. Mas tal ausência deixa intacta a oportunidade de lembrar ao santo bispo que Jesus foi um magno exemplo dessa subida sabedoria que ensina a viver o individualismo de modo radical, porque a fé é uma mística, e a cultivar corajosamente a indiferença na relação com as pessoas, porque a fé é ascese e desprendimento.

Num outro recanto deste berbicacho bracarense, pedir a alguma santa alma que informe o santo bispo dos milagres que as sociedades modernas já conseguiram realizar para benefício das multidões e dos miseráveis nesses capítulos dos direitos, da saúde, da educação, da segurança, da qualidade de vida e da liberdade.

O triunfo do mirtilo

Fui o único português que fez justiça a esse viciante produto nascido da inventividade nacional e meu fiel despertador diário: Leite com chocolate Vigor. Na ocasião, ofereci de borla uma brilhante ideia à administração e marketeiros da Lactogal, à qual eles fizeram ouvidos dos mercadores que afinal são e já eram. Em vez disso, lançaram o Vigor Cappuccino, uma mistela que roça o intragável. Enfim, enigmas do tecido empresarial cá da terrinha.

Pois há nova maravilha pátria para levar até ao frigorífico, manter os euros dentro do País, gerar emprego, estimular a economia e passar a consumir diariamente: o sumo Frutos Vermelhos da sonatural (uma autêntica desgraça o vosso website, ó pás). Trata-se da felicíssima e mágica reunião de maçã, banana, framboesa e mirtilo. E também para estes amigos deixo uma brilhante ideia: apostem no mirtilo, metam mais mirtilo, juntem mirtilo ao que puderem. Estão a tomar nota disto? Bom, nada de se armarem em vigoristas.

Onde estavam os imbecis quando os ranhosos faziam campanha pela vinda da Troika?

As medidas anunciadas por Lisboa são “um passo muito importante para convencer os mercados”, disse Ângela Merkel a um grupo de jornalistas antes do início da cimeira da Zona Euro ao fim da tarde. Entretanto, uma fonte alemã acrescentou que a situação em Portugal é “melhor do que se esperava” e que o governo de Lisboa vai “na direção certa”, prevendo que os líderes da zona euro irão “carimbar” o esforço de Portugal.

Merkel, 11 de Março de 2011

Na conferência de imprensa, Paulo Portas foi confrontado com o apoio manifestado pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pela primeira-ministra germânica, Ângela Merkel, às novas medidas de austeridade apresentadas pelo Governo no âmbito do processo de consolidação orçamental de Portugal. “Eu nunca encarei Portugal como um protectorado. Aquilo que critico mais neste primeiro-ministro é ter conduzido o país a uma situação de protectorado, em que a soberania passou efectivamente dos eleitores para os credores”, sustentou o presidente do CDS-PP.

Portas, 13 de Março de 2011

A chanceler alemã, Angela Merkel disse hoje em Bruxelas que é “muito importante” que os responsáveis políticos portugueses mantenham os compromissos assumidos pelo governo de José Sócrates relativamente à consolidação orçamental. “Portugal apresentou um programa muito corajoso para os anos 2011, 2012 e 2013. Era [um programa] apropriado. Lamento profundamente que não tenha sido aprovado [na quarta-feira] pelo parlamento”, declarou a chefe do governo da Alemanha, citada pela agência France Presse.

Merkel, 24 de Março de 2011

Pedro Passos Coelho, que falava à entrada para uma cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), disse ainda acreditar que os seus parceiros da maior família política europeia, entre os quais se contam a chanceler alemã Angela Merkel, entenderão o “chumbo” do PSD ao Programa de Estabilidade e Crescimento, que precipitou a demissão do primeiro-ministro José Sócrates, pois perceberão que o pior para Portugal seria continuar a ter “um governo fraco”.

Passos, 24 de Março de 2011

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que está “grata” ao primeiro-ministro português pelo trabalho feito na consolidação das contas públicas e lamentou que as novas medidas de austeridade não tenham sido viabilizadas pelo Parlamento. “Estou grata a Sócrates” por tomar a responsabilidade das contas públicas do seu país, disse Angela Merkel, citada pela agência de informação financeira Bloomberg. A líder alemã lembrou que as novas medidas tomadas pelo Governo português para reduzir o défice orçamental foram de “longo alcance” e apoiadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela União Europeia.

Merkel, 24 de Março de 2011

Revolution through evolution

Grandfathers Play a Prominent Role With Grandchildren
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Healthy Living Adds Fourteen Years to Your Life, Study Suggests
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Comedian’s Political Humor Affects Potential Voter’s Attitudes About Candidates
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Exercise Lengthens Life Regardless of Weight
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Leisure-Time Physical Activity Extends Life Expectancy as Much as 4.5 Years
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Living Abroad Can Bring Success, If You Do It Right
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Virtual Reality Could Help People Lose Weight, Fight Prejudice
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Reactions to Everyday Stressors Predict Future Health
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Smoke-Free Laws Led Quickly to Fewer Hospitalizations
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Losing Weight From Either a Low-Carb or Low-Fat Diet Lowers Body Inflammation
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Researchers Show How Presidential Candidates’ Actions Speak Louder than Their Words
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At Supreme Court: Open Mouth Means Closed Mind: Behavior of Justices Predicts Their Votes
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Losing Weight, Especially in the Belly, Improves Sleep Quality
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Republicans and Democrats Can Agree On Some Moral Issues, Study Suggests

Não larguem o vinho, não

A Convenção do BE,  que também serviu para celebrar o casamento entre a imaturidade e a vetustez, teve como principal objectivo mostrar à Nação que o PS é um partido que deveria fechar as portas e entregar as chaves ao Louçã.

Como se sabe desde o tempo em que os pássaros nos começaram a cagar em cima, o ridículo não tem limites.

 

Notícias da década perdida

Esta ideia de que Portugal é pioneiro, está na vanguarda da economia do mar, é uma ideia implementada nas cabeças dos europeus. Nós somos vistos como case studies, ou role models, na economia do mar pelos europeus. Muitas vezes somos vistos a par e passo com a Noruega.

Helena Vieira, presidente da Bioalvo

Nós temos a enormíssima jurisdição marítima; portanto, a matéria-prima. Temos também imensos centros de conhecimento científico e tecnológico do mar a operar em Portugal, mais de 50, o que é uma massa crítica de conhecimento grande. Portanto, nós temos não só a matéria-prima mas também o talento.

Gastámos centenas de milhões de euros nos últimos anos a formar doutorados e mestrados nas áreas das ciências do mar.

Os portos portugueses até há 10-15 anos atrás eram portos obsoletos à escala mundial e tiveram uma evolução fantástica que os transformaram hoje em portos altamente competitivos mesmo à escala europeia. Sem transportes marítimos, sem portos, não há economia do mar.

Tiago Pitta e Cunha, Consultor do Presidente da República para os Assuntos da Ciência, Ambiente e do Mar

O Estado português evoluiu muito, nos diferente domínios. Nestes 14 anos de existência da Critical, o panorama mudou muito para melhor em termos de burocracia do Estado.

Se há coisa que Portugal fez bem feita é a produção de conhecimento e a construção de bons centros de saber.

Gonçalo Quadros, chairman da Critical Software

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in Novos Usos e Recursos do Mar – o debate (2ª parte)

Que saudade desta direita às direitas

O CDS-PP sugeriu, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro pode ter de demitir o ministro da Economia, depois de Manuel Pinho ter afirmado que os baixos salários praticados em Portugal tornam o país mais atractivo para os investimentos estrangeiros.

O deputado do PSD Miguel Frasquilho também considerou as declarações em causa «profundamente infelizes» e um «cartão de visita terceiro-mundista». «O nosso modelo de desenvolvimento não pode ser esse», rematou.

2007