Notícias da década perdida

Esta ideia de que Portugal é pioneiro, está na vanguarda da economia do mar, é uma ideia implementada nas cabeças dos europeus. Nós somos vistos como case studies, ou role models, na economia do mar pelos europeus. Muitas vezes somos vistos a par e passo com a Noruega.

Helena Vieira, presidente da Bioalvo

Nós temos a enormíssima jurisdição marítima; portanto, a matéria-prima. Temos também imensos centros de conhecimento científico e tecnológico do mar a operar em Portugal, mais de 50, o que é uma massa crítica de conhecimento grande. Portanto, nós temos não só a matéria-prima mas também o talento.

Gastámos centenas de milhões de euros nos últimos anos a formar doutorados e mestrados nas áreas das ciências do mar.

Os portos portugueses até há 10-15 anos atrás eram portos obsoletos à escala mundial e tiveram uma evolução fantástica que os transformaram hoje em portos altamente competitivos mesmo à escala europeia. Sem transportes marítimos, sem portos, não há economia do mar.

Tiago Pitta e Cunha, Consultor do Presidente da República para os Assuntos da Ciência, Ambiente e do Mar

O Estado português evoluiu muito, nos diferente domínios. Nestes 14 anos de existência da Critical, o panorama mudou muito para melhor em termos de burocracia do Estado.

Se há coisa que Portugal fez bem feita é a produção de conhecimento e a construção de bons centros de saber.

Gonçalo Quadros, chairman da Critical Software

*

in Novos Usos e Recursos do Mar – o debate (2ª parte)

5 thoughts on “Notícias da década perdida”

  1. no consulado sócrates o crescimento das exportações foi acima da média da zona euro, só superado (de pouco) pela holanda e alemanha. isso ainda se nota hoje, embora os artolas se esforcem por enterrarem o feito, de tal modo que até o poul thomsen, sem pingo de vergonha, considerou o feito devido à troika (o gaspar e o pateta do álvaro também se tentaram apropriar).

  2. “Se há coisa que Portugal fez bem feita é a produção de conhecimento e a construção de bons centros de saber.”, disse Tiago Pitta e Cunha.

    Pois. Mas onde estão os resultados, no caso dos assuntos do mar?

  3. Francisco Tavares, não foi o Tiago que disse tal, mas Gonçalo Quadros. Quanto aos resultados, eles começam por estar no capital de conhecimento à disposição. Uma das constatações no programa radiofónico donde tirei estas citações é a ideia, aliás vulgar, de que o nosso empresariado é retrógrado e passivo, não se ligando às universidades para criar inovação comercial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.