18 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Como retornado isto faz-me rir de mim quando mandaram a malta para pensões e hotéis onde os donos e empregados que recebiam por cabeça para nos dar o prato e diziam a velhos e crianças com desprezo: toma, mata a fome!

    Mas posso dar aulas de sobrevivência com a minha experiência.

    Essa senhora não é do IARN, nem os necessitados são retornados, mas que me dá voltas à cabeça isto tudo!!!!

  2. Contemos uma história. Era uma vez um reformado que ao iniciar o seu tempo de inatividade profissional decidiu pôr as suas competências em voluntariado no Banco Alimentar. Aceite a sua propositura foi, considerando o seu currículo, encarregado de rececionar, acolher e encaminhar os novos voluntários. Pôs duas condições – nada com a Igreja porque ateu, nada com partidos porque independente (à esquerda) – de pronto aceites. Cedo se apercebeu da existência de discretas facilidades para uns candidatos a voluntários e de insuperadas dificuldades para outros. E que a genuidade e generosidade dos candidatos era desbaratada em função de opiniões sobre o seu passado (que era portanto obviamente inspecionado). Discriminação portanto, que se adivinhava também por referencia a outras instituições do setor social e quiçá a opções políticas, bem marcadas aliás na composição do elenco diretivo do BA e organizações conexas. Evidentes a submissão a interferências de organismos da Igreja. Pouco mais de seis meses chegaram para que se extinguisse a relação generosamente procurada. O compromisso de partida fora quebrado.

  3. “Mas posso dar aulas de sobrevivência com a minha experiência.”

    só se for como arrastadeira dos retornados que nos governam, passos, relvas, cricas, loira da cruz e mais alguns que me escapam. os reposteiros do vidago palace deram bonitos vestidos vestidos coloniais.

  4. Há gente que nunca viu uma criança perguntar ao pai quando voltam para casa.

    Faço votos que não sejam filhos de retornados que estejam hoje, na situação que estiveram os pais, quando ele era criança.

    Evidentemente que a memória às vezes é curta! E tudo se pode repetir.

  5. Alguém na Igreja que diga à Banqueira Choné: porque no te callas?
    Não resistiu à tentação do mediatismo. Procede exactamente como banqueira, tentando tirar proventos mediáticos e pessoais, se não políticos, do capital de boas acções que investiu.
    Ela não pratica o evangelho de Mateus, onde é dito:
    “Guarda-te de fazer as tuas boas obras diante dos homens, para seres visto por eles”.
    “Quando deres esmola, não faças tocar trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens”.
    “Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”.
    Quanto mais a banqueira fala, mais prejudica a instituição que dirige, à qual o que menos convém é que seja identificada com a direita e com a Igreja. Diz que não é política nem quer ser, mas é precisamente nisso que se está a tornar, entoando os refrões escritos pelo Coelho e pelo Gaspar. A Igreja sabe disfarçar melhor, ela que pergunte aos bispos como é que se faz. Eles vão-lhe dizer que se cale.

  6. a questão da mudança de mentalidades na afectação de recursos e hábitos de consumo, não é mentira, é perfeitamente pertinente – mas como profilaxia e não como remédio. não se pode culpar o povo pela má gestão do comilanço da rabada do boi e, assim, ensinando a comer a orelha, não solucionando o problema, adaptando-o à pobreza. que caralho! considerar a pobreza como uma zona de conforto é mesmo coisa de vaca que não sabe o que é apanhar no lombo – só do lombo.

  7. Em momento de desespero para as hostes que (ainda) vão arrastando o país para o desastre, a “choné” quis dar uma ajuda ao Passos, ao Cavaco, ao Portas, ao Gaspar, à Merkel, enfim, a todos aqueles que querem ver os portugueses a pão e água e tentou defender a tese de que os portugueses têm de empobrecer, têm de comer menos e pior, não podem gastar tanto com a saúde (gastar milhares de euros para curar alguém que, se calhar, só dura mais 3 ou 4 anos, justificar-se-á? Esta é uma questão que já colocam sem vergonha na cara!) e a educação também é para quem tem dinheiro, porque os filhos dos ricos não podem ser “espoliados” dos bons empregos pelos filhos das empregadas da limpeza. Para eles, isso é contra-natura e, embora não o digam pùblicamente, a verdade é que acham que antigamente, no tempo do fascismo, é que estava bem. Podiam, ao menos, ter a coragem de ser sinceros e defender sem rodeios aquilo em que verdadeiramente acreditam!!!

  8. Livrámo-nos do Hitler caímos nesta do €uro.

    Burros que somos, depois daquela lição da neutralidade salazarista, devíamos ter mais olhinhos.

    Agora foi tão mau como as invasões francesas do Napoleão.

  9. Vivemos na ditadura do politicamente correcto e, tal como em qualquer outra ditadura, há coisas que não podem ser ditas em público. Nada demais. Curiosamente muitos dos que agora criticam as palavras da drª Jonet enalteciam ainda há pouco tempo a acção de um alcaide espanhol que assaltou um supermercado para distribuir comida pelos pobres da sua terra. Enfim, princípios de vida…

  10. Enquanto essa senhora estiver à frente do banco alimentar não darei nem mais um cêntimo.
    Quem é que essa pessoa se julga para julgar os outros?
    Quem exerce funções públicas deve ser recatado a emitir opiniões, se essa senhora acha que vive acima das possibilidades, só tem é que devolver aquilo que ganha a mais, e deixe de tratar os portugueses como mentecaptos.

  11. fazes mal, Carlos Sousa: aos pobres de espírito temos de mostrar como se faz para continuar a prevalecer que valemos muito mais pelo que fazemos do que pelo que dizemos.

  12. Carlos Sousa, exactamente. Há muitas pessoas e instituições excluídas da lista selecta de beneficiários do BA, que também precisam. A lista é tão selecta que chegam a deitar toneladas de bens alimentares para o lixo, porque os da lista selecta não conseguem dar escoamento, em tempo útil, aos 20 milhões de toneladas que o generoso povo português lhes faculta.
    Os voluntários dissidentes têm esta mania de pôr a boca no trombone, que inconveniência…

  13. Olinda o que ela faz não desculpa o que ela diz.
    E a instituição só tem a ganhar se ela se demitir, porque o que ela disse é grave demais e ofende todos aqueles que respeitam a dignidade das pessoas.

  14. pois não. só que de conversa fiada andamos todos fartos. e se vamos fazer pressão para uma ogre se demitir à custa do que o povo ainda pode receber estaremos a desrespeitar ainda mais a dignidade de quem precisa. vamos separar as coisas: solidariedade para um lado e bocas de esgoto com cabeça a prémio para outro – é uma questão de prioridades.
    como não depende de mim, nem de ti, a demissão dela nem sequer me preocupo com isso. mas depende de mim, e de ti, a contribuição – por mais pequena que seja.

  15. Pensa como quiseres, mas prefiro dar directamente a quem precisa, do que confiar a escolha da minha doação a uma pessoa com ideias enviesadas sobre a sociedade onde está inserida.

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