Aprendam com o 15 de Setembro ou desapareçam

Quem manda uma pedra contra um polícia que está parado a cumprir ordens para estar parado está a tentar que o polícia deixe de estar parado a cumprir ordens para estar parado.

Quem destrói a montra de uma loja que não lhe pertence apenas para que se noticie que foi destruída a montra de uma loja que não lhe pertence causa dano maior do que aquele que rouba o conteúdo dessa mesma montra.

Quem lança fogo à cidade não cuida daqueles que vivem na cidade.

150 thoughts on “Aprendam com o 15 de Setembro ou desapareçam”

  1. Isso é tudo verdade, e os outros? Os inocentes? Os velhos, as mulheres e as crianças que vi ontem levar porrada de sete em pipa num festival que durou mais de 40 minutos? Que policia é essa que age como se de um exercito se tratasse e não como um corpo passivo como principio que tem como missão defender o povo? Que policia é essa que bate sem qualquer aviso? Que policia é essa que vem à televisão dizer que só há 5 feridos sem sequer ser confrontado pelos repórteres quando é por demais evidente que os feridos foram centenas?
    Que ministro é esse que diz que quem que causou o que se passou foram meia dúzia de arruaceiros, quando é por demais sabido que só entradas nas urgências foram mais de 50? Portugal é a Siria?
    Porque razão nos media, não houve UMA entrevista à população, só se entrevistaram policias e políticos? Porquê insistir em UMA só versão dos acontecimentos?

    Quem defende assim a cidade não cuida daqueles que vivem na cidade.
    Cuida de si próprio e da voz do dono. E não merece o respeito do povo.
    Estranho que mereça o seu!

  2. Foi a greve da CGTP, não geral, mas fortemente participada. Lamente-se a violência final. O primeiro ministro teve a desfaçatez de ir visitar uma fábrica e a impertinência de felicitar todos os trabalhadores que tiveram a coragem de ir trabalhar, fingindo ignorar que muitos o foram com medo das represálias e alguns por não terem vergonha na cara. O presidente da República, em jeito de piada, disse que tinha trabalhado. Pobre país!

  3. Sempre a ser vilipendiados, sodomizados, roubados e gozados pela classe política, pelos (alguns) patrões, pelos bancos e afins, mas…. atenção… temos de ser educados e protestar com elevação e carácter (o mesmo carácter que falta a quem nos rouba).

  4. As pedradas:
    O que foi dado ver pelas televisões depois de a CGTP ter dado como terminada a manifestação foi mau de mais. A meia dúzia de energúmenos que ali estavam deviam ser retirados pela polícia. Sabe-se que a eles só interessa a provocação. Estes manifestantes em lugar de serem a solução são o problema. Houve tempo de sobra para tomar essa solução. Foram quarenta e cinco minutos de arremesso de pedras.
    Quando a polícia resolveu investir fê-lo a torto e a direito. Tanto levou o pacífico como o desordeiro. Aliás, na altura em que as pedras eram arremessadas houve um indivíduo que veio para a frente da polícia com o intuito de acabar com esses arremessos. Pouco depois vieram outros mas não foram o suficiente. Será que a polícia depois da investida teve contemplação por estes manifestantes?
    Assim como foi mau de mais ver o que fizeram à polícia também foi mau de mais o que a polícia fez. Sabe-se que nestas ocasiões o cérebro deixa de raciocinar. Mas a polícia, pelo menos o seu comando, tem de dar ordens para se de agir com rapidez e pelo tempo estreitamento necessário. Se não depois não se sabe onde começa uma coisa e acaba outra. E a polícia é uma força da ordem democrática.

  5. Não entendo: Mas a policia – e muito em particular as CENTENAS de paisanas que lá estavam – não podia ter ido ao meio da multidão apanhar a dedo a meia dúzia de desordeiros que arremessavam objectos, em alternativa a começar a malhar em tudo o que mexe, com cães, gás, tiros para o ar e tudo? Como fazem nos jogos de futebol?? Batem em toda a gente? Porque não há nos media portugueses lugar ao contraditório? É uma tristeza ver gente inteligente como o Valupi a tentar tapar o sol com uma peneira….

  6. Que post desprezível, está ao nível das declarações inqualificáveis do ministro Macedo e do ausente presidente. Que triste, que falta de vergonha!

  7. A partir do momento em que foi dada ordem aos manifestantes para dispersarem e estes não dispersaram no prazo estipulado, deixarm de ser inocentes: estavam a cometer um de desobidiência à autoridade.
    A polícia atua nos termos dos poderes que lhe são conferidos pelo Estado enquanto único detentor legítimo da Força.
    Os timings” e o tipo de intervenção são definidos pelos comandantes operacionais, de acordo com a avaliação da situação em cada momento. Tomam decisões. É para isso que são pagos e lhes é conferida uma missão.
    Neste caso sim, deixem de ser piegas…

  8. A meia dúzia de arruaceiros, como diz o próprio ministro, devia ter sido o alvo do ataque policial. Mas o que se viu – e viu-se durante demasiado tempo – foi uma muralha policial a esmagar em bloco todas as pessoas que apanhavam pela frente. Mulheres, velhos, tudo. No chão, já sem accção e o bastão não parava.
    Há maneiras de se controlar desordeiros e reestabelecer a ordem. Isto foi uma actuação ordenada pelo ódio fascista por parte do governante. Mau demais para ser verdade. Não há pedra que desculpe isto, Valupi.

  9. Esta policia está ao nível do governo, é incompetente.
    Pois a sua forma de actuar apenas tem um fim aterrorizar, uma policia responsável ao fim de hora e meia de estar a servir de boneco de feira, tinha muito tempo para identificar os provocadores e prende-los no meio dos manifestantes.
    Ao invés uma carga atacando tudo o que mexe, é uma confissão de incompetência.
    Que nos arrasta aos tempos do coliseu romano, para gáudio de todos aqueles que adoram assistir a estes espectáculos sentados nos seus sofás.

  10. olinda, estou de acordo consigo.os velhos e as crianças que lá estavam, deviam ter o bom senso de abandonarem o local quando as pedras começaram a ser atiradas às forças de segurança.eles não são uma especie de Jesus Cristo, para estarem a levar no “lombo” (expressaõ muito querida do PM, do governo miguel relvas) e ficarem quietos.quanto à greve geral,que se desejava de maior amplitude,surge numa altura de reduçao de salarios e desemprego no seio das familias portuguesas, como tal, o resultado não podia ser outro.O frenetico armenio carlos, melhor do que nós conhece essa realidade e por isso não devia levar os trabalhadores para caminhos que nem os interesess do seu partido o (PCP.) serve.

  11. Nenhuma manifestação é igual e não existem manifestações ideais.
    Pretender que as pessoas se comportem como no 15 de Setembro, por muito que isso seja desejável, é uma utopia só comparável a “S. Francisco with flowers on the hair”.
    O 15 de Setembro não foi igual ao 19 de Setembro, da mesma forma que este não foi igual ao 29 de Setembro, ao 13 de Outubro ou ao 13 de Novembro….
    A situação está a degradar-se todos os dias, começa a tornar-se insustentável e vamos assistir a cada vez mais e mais violentas manifestações. Isso não desculpa os desordeiros (que estiveram e estão sempre lá). Cabe à polícia avaliar os riscos e tomar as precauções necessárias para limitar os danos. Não se percebe que os polícias tenham esperado 45 minutos para actuar e que o tenham feito sem avisar que iam fazer uma carga com aquela violência. Basta ver as imagens para perceber o que se passou. Que o Valupi não queira ver o evidente é um problema dele. Um “post” reaccionário.

  12. a cgtp convoca uma manifestação que vai desaguar num sítio problemático, botam discurso e ala que se faz tarde, deixam o rebanho tresmalhado à porta da assembleia e uma matilha de cães a chamar o lobo. queriam o quê? chá e scones, só pode. para a próxima os idosos, reformados, grávidas e pais de criança ao colo já sabem com o que contar e se calhar ficam em casa a ver na televisão o campeonato da rua disputado pelo intendente macedo e o pcp futebol clube.

  13. No seu comentário, o Ignatz desenha a estratégia oficial do “intentente macedo”: reage-se, com dolo, diga-se, a uma hora de pedradas de uma dúzia de vândalos com centenas de espancamentos, outras tantas detenções e atropelos aos direitos e à lei vigente por quem nos deve proteger. Ou seja, a estratégia é assustar: retirar das ruas quem queira fazer sentir a sua voz e indignação. Estes palhaços, que dão para este peditório reacionário, sublinham a estratégia alertando, cuidado, mulheres, idosos e crianças, a rua não é vossa e se forem para lá a lei não conta e estão por sua conta e risco. Ainda têm o desplante de afirmar que mulheres, crianças e idosos são os culpados por terem sido espancados pela polícia que deveria os proteger. Tenham dó, deveriam ter tento nos dedos, já que a vergonha é algo que escasseia nestas cabeças.

  14. Tenho pena do André que não vè as razões da polícia e o cacetete.
    André não vê que a polícia protege o povo contra Passos Coelho e o Governo e os deputados?
    Não esqueça André, que por a polícia não evitar um soco no Mário Soares, automaticamente este ganhou as eleições imediatamente.
    Quer que com Passos Coelho e este Governo, aconteça o mesmo?

  15. o dueto (Policarpo e Jonnet) passou a trieto – ontem, Manuel Alegre, insurgiu-se contra barafunda, e, louvou (pasme-se, louvou!), a violência e a brutalidade policial – como se a a brutalidade policial fosse cousa passível de ser louvada!

    Aqueloutro, irritado por o povo protestar na rua (uma confusão e uma balbúrdia, no entender do mesmo), aquela, com uma despropositada conversa de bifes (quando o bom senso mandaria que, em se tratando de viver acima das possibilidades, se falasse de excesso de telemóveis, ou de plasmas, ou de férias em Cancun, ou do diabo que o valha, tudo menos comida) este, caçador e fumador de charuto (o que o qualifica digamos assim como macho latino mas não o suficiente, por, nomeadamente, ter sido traidor à Pátria, seja em plena comissão de serviço em África, seja mais tarde, em Argel, isso, para além de ser um falhado como político) juntando-se ao coro de catequéticos que se arrisca a morrer no meio da rua atrapalhando o tráfego ….

  16. esperar demonstra tolerância e paciência. por outro lado, é do conhecimento geral, uma regra de trânsito de folclore instituída até, que o português pára quando vê sangue. pelo terceiro lado, as manifestações são mesmo o evento apropriado para ensinar a esperança às crianças e aumentar a esperança de vida aos idosos.
    fico triste com a capacidade de uso e abuso destas gentes que julgam mesmo que é este o caminho: a violência indignada pela violência, ah!, que senso de justiça e de verdade!

  17. Ignatz escreveu:

    “a cgtp convoca uma manifestação que vai desaguar num sítio problemático, botam discurso e ala que se faz tarde”

    Claro! estão a cumprir o papel deles (ou seja, a segurar o tacho, não se esqueça que são “sindicalistas profissionais”. A alegada “defesa dos trabalhadores”, é que lhes garante o sustento ;-)

    E ainda têm a lata, de, organizar, serviços de ordem, da própria manifestação, ou seja, “sindicalistas” a policiar o povo …

    Ora, manifestações dessas, pacíficas, “civilizadas” ,e, essencialmente, inócuas, quer o Poder muitas assim.

    As outras, é que metem medo, e, abalam o Poder.

    Por isso, passam lá fora nas TV’s e na imprensa, e as pacíficas/civilizadas, não.

    E, também por isso mesmo, é o Povo já não vai na cantiga dos profissionais sindicalistas.

  18. @Olinda: se há coisa que o que dizes prova, é que opiniões é como olhos do cú: cada um tem o seu. Se é só isso que tens para dizer é muito pouco, és muito fraquinho da cabeça.

    Não há justificação para homens feitos, armados e protegidos de forma claramente desporporcional, ESPANCAREM desbragadamente senhoras que podiam ser a tua mãe, raparigas que podiam ser tuas filhas ou velhos que podiam ser teus avós.
    Um dos pilares da democracia é que mais vale um culpado livre do que um inocente preso. Estranha democracia essa que você defende em que paga o justo pelo pecador!
    A não ser que o que te move é um ódio pelas manifestações e portanto um ódio pela democracia! Será isso???
    O objectivo da policia não foi restabelecer a ordem pública, mas sim prosseguir com um espectáculo televisivo que estava montado de véspera! O medo essa arma dos políticos cobardes e fracos!

    Não me ouviste defender os arruaceiros que atiraram pedras. Portanto tu é que não és muito inteligente. Só te tenho a dizer que esses arruaceiros foram os primeiros a fugir para casa e hoje riem-se de patetas como tu que não distiguem o trigo do joio, e que aplaudem as imagens de portugueses como tu e eu, com cabeças partidas por estarem a exercer um direito consagrado na constituição!

  19. ” é do conhecimento geral (…) português pára quando vê sangue”
    Isto é do “conhecimento geral” dos saloios que nunca passaram de Badajoz e que acham que os portugueses têm todos os defeitos do mundo e todos os outros povos são gente fabulosa.
    O “conhecimento geral” de pessoas com educação e mundo é que isso é uma característica do ser humano, verificável em Inglaterra, nos Estados Unidos, na China ou em qualquer outro país.

  20. ouve bem, André, vais curar a tua cabeça rachada e manifestares-te, aqui, com educação e respeito: com liberdade. senão sujeitas-te mesmo a que, talvez, as forças de segurança – por tua causa – desatem a proteger a liberdade de todos à custa, pois claro, de apanharem uns pelos outros. é muita gente, não dá bem para distinguir quem anda com os cornos maiores, no meio do povo, a querer espetá-los, para descarregar a raiva, em alguém.

  21. alguém me explica se o líder da cgtp, cujo comportamento foi elogiado pelo macedo da bófia, já condenou os actos de violência e quem os praticou ou ficou-se por generalidades tergiversantes sobre os custos das urgências nos tratamentos das bastonadas. primeiro responsável da merda chama-se arménio carlos que arrebanhou uma caterva de tansos para a arena, leu-lhes a extrema unção e basou pela esquerda baixa deixando-os à sorte do segundo resposável, o macedo, que aproveitou a encenação anterior para fazer um lifting ao visual chamuscado pelos incêndios da temporada.

  22. Por acaso já pensaram que quem mandou as pedras pode ser policia?
    Uma das técnicas para controlar manifestações é precisamente essa, colocar policias à paisana como arruaceiros para dar uma desculpa à policia para dispersar.
    Não é à toa que o zarolho aumentou o orçamento.

  23. exactamente, chegaste lá agora: não tenho estado a argumentar, dei a minha opinião lá no cimo do monte – tenho estado a defender-me, e sem violência, aos teus ataques. recomendo-te, inclusivé, prazer. e paraste. sou mesmo fabulosa. :-)

  24. André, estás a querer falar dos métodos policiais em situações de desacato público. Muito bem, fala à-vontade que não pagas mais por isso. E elabora um texto onde compares com exemplos internacionais e apresentes a tua grandiosa visão que eu publico aqui para educação da malta. Mas faz-me o favor de respeitares a tua honestidade intelectual e a nossa inteligência e reconhece que não escrevi acerca da acção da polícia.

  25. “Por acaso já pensaram que quem mandou as pedras pode ser policia?”

    pois, podem ser polícias da cgtp, do pcp ou do bloco, mas se calhar não tinham idade para isso. lá teremos que aguardar pelo relatório do macedo para ter a confirmação do que não eram.

  26. e como é que se neutralizam os elementos desordeiros? mandando avançar alguns elemntos policiais para o meio da multidão? como? aos tiros? quem faria a proteção imediata a esses elementos? não seria possível serem engolidos pela multidão? acusamos agora a polícia de ter agenda política?
    foda-se, temos agora comentadores afazer com a policia o mesmo que outros fizeram com Sócrates?
    (presumo que se insinue que era o ministro que estava no comando das operações…se assim for, é uma estupidez)

  27. O que difere um vândalo que atire pedras indiscriminadamente (há manifestantes feridos por isso, btw) de quem bate indiscriminadamente com o bastão oficial? Sei lá, um código deontológico, a lei, o bom-senso?

  28. Felizmente há imagens que escaparam ao branqueamento feito pelos media – que ostensivamente nem UM manifestante entrevistaram.
    Só deu para entrevistar policias ontem!

    VER FOTO 25/30 aqui:
    http://expresso.sapo.pt/48-feridos-nos-confrontos-frente-ao-parlamento=f766817

    Onde os patetas tipo Ignatz, Olinda e Rural vem “terroristas” eu vejo portugueses e portuguesas como todos os outrosa exercer um direito constitucional.

    E tu Valupi? O que vês nessa foto?

  29. André, eu vejo um grupo de imbecis a derrubarem barreiras, a provocarem a polícia, a atacarem a polícia e, finalmente, a darem a oportunidade à direita de vir com o discurso do medo e da ofensa, como faz hoje Cavaco, em vez de se estar agora a falar dos 99,99999999999999999999999999999% de portugueses que fizeram do dia 14 de Novembro de 2012 um dia de luta contra este Governo.

  30. O “despejar” pessoas para o parlamento,foi uma manobra de diversão da cgtp/pcp para não se falar da greve do hiperactivo armenio.objectivo alcançado.

  31. @Val, estás a falar daqueles que se manifestaram e que, inocentemente, apanharam nas orelhas? Que pena não teres te referido a eles neste teu ensaio reacionário.

  32. “e como é que se neutralizam os elementos desordeiros?”
    Da mesma forma que fizeram em outras ocasiões, como cimeiras internacionais, com excursões dos ditos a serem enviadas para cá. Mais complexo que uma manif desta dimensão, não?

    Não sabem eles outra coisa, senão como se controla os desordeiros.

  33. oh andré! deves ter alucinado e já confundes hooliganisno com terrorismo, além de me misturares com um facho rural e uma abécula reaccionária. apesar de não ser esse o assunto e caso não seja fpedir muito, explica aí ao pessoal qual a táctica que a polícia deveria ter usado para isolar os atira pedras dos mirónes, já agora explica lá o que é que um ajuntamento de velhos, sindicalistas reformados, paraplégicos, grávidas e outros utentes das caixas prioritárias do continente, faziam à porta da assembleia 2 horas depois de ter acabado a manifestação, ficaram para o racha cabeças e agora queixam-se que o aviso prévio de carga não deu tempo para basar. acho que a polícia esteve bem e os bombeiros estiveram mal.

  34. que pena tem o Zé dos inocentes que assistiam, impavidamente, ao apedrejamento da polícia, com calhaus de meio kilo.
    Todos eles desrespeitarm as leis da república, em especial a constituição. O Estado é o único detentor do poder da “força”. Nos termos da lei, a polícia tem legitimidade para mandar dispersar manifestações.
    Os Estados têm objetivos: por exemplo, o bem estar e a segurança.
    ( podemos manifestar-nos com veemência sem com isso atingir a integridade física de forças policiais; nesse caso, não se admitem cargas sobre os manifestantes).

  35. Será que quando a polícia de choque intervém num estádio de futebol, atrás de uma claque arruaceira, terá que bater indiscriminadamente em todos o que estejam no estádio? E aqueles adeptos que viram os membros da claque a arremessar cadeiras, pedras e outros luminários objectos, também eles não merecem o castigador bastão policial por assistem impávidos e “serenos” a manifestações violentas de um pequeno grupo de vândalos? Porque raio, eles, não se levantaram e abandonaram o estádio quando um grupelho começou a armar confusão? Por favor, usem a cabeça e deixem lá o seus “reaccionarismos” de sofá no armário.

    Será que a política tem legitimidade para desrespeitar a lei?

    Vídeo vergonhoso

    São tão cumpridores do direito e zelosos apologistas do Estado de Direito que até defendem o atropelo da lei pela ordem e paz. Cheira a bafio que tomba.

  36. Apoiadíssimo mais uma vez André. Eu, militar do MFA, na reforma, sexagenário, estive lá e apanhei pedras do passeio e atirei aos polícias… pessoas do povo, mas nessa altura paus-mandados dos poderes obscuros que actualmente querem amordaçar a Europa e o planeta! Os polícias estavam, desde o início, com bastões, escudos e alguns com armas (talvez com balas de borracha). A polícia foi mandada atacar o povo (não alguns jovens “arruaceiros”). A polícia tem de ser racional e saber em quem arreia e neste caso, escudada e armada aguardava os acontecimentos e, em último caso, virava-se era para trás, quem os estava a instruir, mal, muito mal! E será que o actual governo vai sair pelo voto? Nao! Abaixo o PR, o governo e todos os ricaços que os manejam, se for preciso, pela revolução violenta! Leiam o Althusser e outros como ele e saibam o que são os “Aparelhos Ideológicos do Estado”, criados para a manipulação e eventual repressão do povo unido!

  37. “Onde os patetas tipo Ignatz, …. vem “terroristas” eu vejo portugueses e portuguesas como todos os outrosa exercer um direito constitucional.”

    eheheh… deve ser o direito à pedrada, muda de dealer que essa constituição tá marada.

  38. Val, não podemos tapar o sol com a peneira.
    O que se passou ontem, muito pior do que meia-dúzia de desordeiros que podiam e deviam ter sido detidos se tivesse havido interesse (estranho não o terem sido), é o que se passou a seguir.
    Esta não é uma polícia para garantir a ordem pública, para garantir a integridade dos cidadãos, nem uma polícia para garantir o cumprimento da lei.
    O que vi ontem deixou-me perplexa. Triste com este país em que nos estamos a tornar. Aquele país que instiga o medo, que reprime a consciência, que nos tira a liberdade.
    Podem bater-nos o que quiserem que o poder não está nos bastões, está nas nossas cabeças.
    E isso, lamento, não nos tiram assim tão fácil.

  39. Faço minha a pergunta do Carlos Sousa. Já pensaram que quem atirou as pedras pode ser polícia? Seria a primeira vez? Já se esqueceram de casos em que foram filmados provocadores no meio da multidão numa manifestação também frente à Assembleia?
    A propósito, aonde estão os corifeus da asfixia democrática? Aonde estão o mini-mendes e o outro liliputiano que no areópago europeu clamou contra a possibilidade estar em perigo a democracia?
    Na realidade meus amigos os que controlam, politicamente, a polícia estavam desejosos que esta arejase os bastões. Era uma questão de tempo porque a oporunidade se não surgisse, criava-se. Dos politicamente correctos não haveria de vir mal ao mundo. Não se manifestem quanto à violência e aguardem o que está para vir, é uma questão de tempo.

  40. Raquel, o cavaquismo ficou também célebre pelo uso muito musculado das forças policiais. Tal levou ao famoso caso do bloqueio da ponte sobre o Tejo, para alguns o acontecimento que marca a queda de Cavaco como primeiro-ministro. Depois veio Guterres e o sentimento geral foi de alívio, até de libertação. Trago esta memória já antiga de 20 anos, mas recente, para contrapor ao que estamos aqui a discutir.

    Que se saiba, a polícia teve um comportamento exemplar no 15 de Setembro, que foi só a manifestação mais importante da nossa geração e aquela que por si só quase derrubou o Governo. Como é que explicas a diferença no comportamento policial, dado que os governantes são os mesmos? Acaso não chegou até a ficar patente que muitos dos cidadãos que trabalham e arriscam o vida na polícia para defender a segurança pública estavam politicamente a favor da manifestação?

    Quando se fala do que aconteceu ontem na carga policial deve-se distinguir entre a intenção política e o método policial. São duas realidades completamente separadas neste caso. Se houver intenção política – ou seja, se algum governante ordenou aquele tipo de intervenção tal e qual como ocorreu – então estamos perante um escândalo que será de fácil resolução e levará à demissão do governante ou do Governo. Se não aconteceu tal, então tratou-se de decisões dos oficiais da polícia tendo em conta as circunstâncias e os métodos que utilizam para lidar com elas. Se esta última versão for a verdadeira, e se houver interesse dos cidadãos para que esses métodos sejam investigados e alterados, então que se organizem, exijam dos partidos para tratarem do assunto no Parlamento.

    Seja quem for que tome a iniciativa de atacar polícias está a atacar a democracia e os restantes concidadãos. Daqui não podemos sair porque a única alternativa à tolerância zero para com a violência é a cumplicidade com a violência. Não foi para alimentar e fazer crescer a violência que se deu o voto ao povo, foi precisamente para acabar com ela.

  41. não fugir à questão, que considero essencial: no uso de perrogativas conferidas pela constituição e demais leis, a polícia mandou que os manifestantes dispersassem: fê-lo em nome do “Estado”, e o estado é a forma como a nação se organiza politicamente.
    o desrespeito da lei, neste caso, é um crime
    alguém me informa quais são os crimes que deveremos considerar legítimos??

    presumo que seja o da ignorância pelo desconhecimento da lei…..

    ( ataques cirurigicos são coisa de ficção científica…)

  42. oh das peneiras! desenvolve lá as tuas perplexidades e partilha as tuas visões para ver se entendo o que te entristece a alma e reprime a consciência.

  43. “Já pensaram que quem atirou as pedras pode ser polícia?”

    ou mesmo filhos de polícias, se tivermos em conta a idade aparente dos apedrejadores, o que configuraria lenocínio político de arremessadores de calhau. só não percebo porque é que a cgtp não condena a calhausada, atitude que só se explica por querer capitalizar as simpatias do hooliganismo e dos que levaram nos cornos.

  44. A idade aparente, dizes bem pois segundo pude constatar vinham todos de bibe e com a mochila da Kity ou do Nody, conforme o sexo. Aliás eles até vinham a cantar ” Abram alas pró Nody”. Pois é, como os meus amigos brasileiros costumam dizer, quando pobre come galnha um dos dois está doente. Logo, quando assisto ao elogio público da contenção (não orçamental, claro.) da cgtp pelo Miguel das Polícias um dos dois está doente. E afirmas tu que não percebes porque é que a dita não condenou a calhausada. Oh santa inocência, quando a começarem a levar umas cachaporradas, por muito que gritem agarrem-me se não mato-os, percebem eles e começas a entender tu, só que nessa altura já será tarde para entendimentos, pensos rápidos e até caldinhos de galinha.

  45. as merdas que a segurança social mistura no leite da velhada dos lares em vez de os pôr a dormir põem-nos a delirar com a ortodoxia comuna e poemas do brecht

  46. No 15 de Setembro vi grupos isolados pela polícia do resto dos manifestantes. Pelos vistos é uma coisa que sabem fazer. Por isso concordo com e cito o título do post :”aprendam com o 15 de Setembro ou desapareçam”, seja lá quem for que deu as ordens.

  47. Val,
    como sabes não estou a defender a meia-dúzia de desordeiros, e refiro meia-dúzia porque era mesmo isso – até o próprio Macedo escandalosamente assim o refere, justificando assim a carga sobre centenas de pessoas que inocentemente sofreram na pele a ira desta polícia. E não é o que me contam, é o que eu vi.
    Não compreendo, nem compreenderei nunca. Não há nada que desculpe ou justifique o comportamento da polícia ontem. Lamento.

    Os desordeiros, acho que não temos muitas dúvidas que deveriam ter sido detidos. Estranho, confesso, que não o tenham sido. Estavam completamente identificados por quem ali estivesse mais do que 5 minutos.
    Estranho mais ainda, que a investida da polícia tenha sido após a maior parte desses indivíduos terem momentaneamente desaparecido. Coincidências, ou não. Provavelmente nunca o saberemos, nem interessa especular.

    O que sabemos é que a polícia não deteve essa meia-dúzia de desordeiros, nem foi nesses que investiu – se assim o tivesse sido não estaríamos a ter esta conversa.
    Centenas de pessoas que apenas se manifestavam pacificamente e no seu pleno direito, e muitas outras que passavam no sítio errado à hora errada, sofreram a sua violência – idosos, cidadãos que podiam ser os nossos pais.
    Isto já não é polícia. Isto já é outra coisa.

    Estranho é o discurso de tentar justificar todos estes actos da polícia, que são injustificáveis a todos os níveis, com o discurso de vitimização da polícia, como tenho ouvido hoje.
    Até porque, se o seu propósito era o garantir da ordem pública, integridade dos cidadãos, e o cumprimento da lei, não foi isso a que assistimos – falharam.

    O que esperaria desta polícia ou dos nossos chefes de estado era um pedido de desculpas para com todos os inocentes que indevidamente foram vítimas da sua incompetência. Digo incompetência porque se justificamos o que se passou apenas com a polícia ter levado com pedras, então vale tudo. Então, estamos a menosprezar indivíduos que foram formados e treinados para tal. É por isso que não somos nós com cacetetes na mão, são pessoas com competências para tal, para saber agir e reagir às situações adversas em nome da ordem.

    Ao mesmo tempo temos um PM que estava numa exposição de um artista plástico (?? irónico para quem nunca mostrou muito interesse pela cultura) e nos diz que não comenta porque não viu as imagens. Assim de repente poderíamos pensar que se tratava de alguma figura pública a quem lhe perguntam sobre um assunto que desconhece, mas não, trata-se do 1º ministro de Portugal e que alguém se esqueceu de lhe dizer que convém ele saber de assuntos menores como este.

    Por outro, temos um Ministro da Administração Interna que nos informa que os incidentes foram causados por meia-dúzia de profissionais da desordem, numa tentativa de aproveitamento, mas sem explicar então porque a polícia investiu sobre centenas de pessoas.

    Por outro, temos um Presidente da República que quer elogiar, e louvar o profissionalismo da polícia portuguesa que desempenhou a função de garantir a ordem pública e combater a violência na nossa democracia.

    E é com estas aventesmas que temos que viver. Até quando?

  48. Raquel, até quando o Soberano quiser. Estás a falar de alguns indivíduos que não tomaram o poder de forma ilegítima, antes concorreram em eleições livres. O que está precisamente a faltar em quem faz o culto da rua (e não me refiro a ti ou a qualquer coisa que tenhas dito) é esta plena consciência de que numa democracia o poder fundamental e supremo está nos eleitores.

    Quanto à actuação da Polícia, ela já veio falar em dezenas de agressores, pelo que a referência à meia dúzia do ministro é apenas uma imagem simbólica. Mas pouco ou nada importa, porque o que é inegável é que a polícia não teria carregado sobre os manifestantes se não tivesse sido atacada. Este é o primeiro ponto: porque foi atacada a polícia?

    A questão seguinte diz respeito aos métodos da polícia em situação de desacato público. Ora, a Polícia portuguesa não é diferente das suas congéneres europeias e outras fora da Europa mas igualmente de democracias. Aliás, elas comunicam, trocam experiências e estudam os fenómenos para melhor os anteciparem e resolverem. Mas há um aspecto comum, o qual vemos repetido por tudo quanto é conflito por esse mundão: quando uma força policial carrega para cima da multidão tem de o fazer com violência. Essa violência está ao serviço da imposição da ordem e vai ser inevitavelmente causadora de injustiças. O raciocínio é simples: perante uma multidão onde um grupo de agressores se mistura, o objectivo da intervenção é o de dispersar a multidão através do combate corpo a corpo. É para isso que esses agentes treinam todos os dias: para magoarem, ferirem e derrubarem pessoas na via pública. Porquê? Porque caso não o façam nesses contextos serão eles os agredidos e derrubados. E depois a violência só pode continuar e aumentar a partir daí.

    Será este o melhor método para lidar com estas situações? Terá havido erro de gestão policial neste caso? Será que foi uma encenação da própria Polícia para poder justificar o ataque aos inocentes? Estas tão importantes questões têm uma sede por excelência onde se devem averiguar e discutir: o Parlamento. Esse local que, recentemente e não se percebe com que finalidade, tem assistido à manifestação de pessoas que parece quererem bater em deputados, invadir e destruir a sede do poder popular, entrar em combate com as forças de segurança pública. É não só absurdo tudo isto, é ainda anti-democrático.

  49. Muito bem , Valupi. Excelente Post.

    Ontem, um grupo de arruaceiros criminosos procuraram sabotar a democracia e as instituições que a asseguram. Quem os defende, com demagogia e lirismo, colabora na sua deterioração e presta um muito mau serviço aos valores da esquerda que merecem representação digna..

  50. “Mas a policia não podia ter ido ao meio da multidão apanhar a dedo a meia dúzia de desordeiros que arremessavam objectos”

    E o que é que quem não se identifica com os métodos de vândalos está a fazer no meio deles?

    Andrés, Cinco Dias, Raqueis Varelas e Renatos Teixeiras, o sangue escorre dessas mãos

    (e nota-se que não estão satisfeitos).

  51. Não compreendo e custa-me a aceitar a tua justificação.

    Quando dizes que “é inegável é que a polícia não teria carregado sobre os manifestantes se não tivesse sido atacada. Este é o primeiro ponto: porque foi atacada a polícia?” não percebo onde queres chegar. Uma coisa é certa, a policia não carregou nos manifestantes que a atacou, e é esse o ponto. Tudo o resto não interessa estar aqui a falar.
    Que podiam e deviam ter exercido a sua função sobre esses desordeiros, ninguém acha o contrário. E teria sido fácil, continuo sem perceber porque não o fizeram.

    Mas pergunto-te, se por estar na rua pacificamente e no meu direito, e porque houveram meia-dúzia que arremessaram pedras, dá o direito a uma polícia de me bater a mim desalmadamente?? Com gás lacrimogéneo? Com balas de borracha?
    Subir feitos loucos calçado do combro acima como se de uma guerra se tratasse, levando tudo à frente, famílias, transeuntes… ??
    As pessoas fugiam, corriam desesperadas. Não batiam em quem lhes fazia frente, batiam em quem desesperadamente fugia ou se encolhia. Ridículo.
    Não me vais tentar justificar o injustificável.
    Houve excesso de violência e abuso de poder por parte da polícia, isso para mim é inegável porque o vi.

    Estranho mundo este em que começamos a achar tudo isto normal.

    Nota: tenho estado em praticamente todas as manifestações, e todas elas têm sido pacificas, serenas, sensatas. A maior parte das pessoas (tirando sempre meia-dúzia que quer destabilizar, mas que normalmente o ignorar resolve a questão) todas as outras apenas querem mostrar o seu descontentamento de uma forma ordeira.

    Não percebo porque te referes às manifestações de pessoas que parece quererem bater em deputados, invadir e destruir o parlamento, entrar em combate com as forças de segurança pública. Não tem sido isso que tenho presenciado.
    Quanto ao terem sido democraticamente eleitos, ninguém põe isso em causa, mas isso não pode permitir tudo. Os eleitores em situações extremas como as que vivemos, podem achar que não estão reunidas condições para se esperar pelo fim de um mandato. Que é o caso.

  52. “Os eleitores em situações extremas como as que vivemos, podem achar que não estão reunidas condições para se esperar pelo fim de um mandato. Que é o caso”

    Era o faltava. Uma Raquel iluminada saber o que os eleitores acham ou deixam de achar.
    ‘Tá visto. Esta gente não tem nada a ver com Democracia nem com Estado de direito.

  53. “Mas pergunto-te, se por estar na rua pacificamente e no meu direito, e porque houveram meia-dúzia que arremessaram pedras, dá o direito a uma polícia de me bater a mim desalmadamente?? Com gás lacrimogéneo? Com balas de borracha?”

    pacificamente no meio de uns arruaceiros que apedrejavam a polícia e no direito de contrariar a ordem da autoridade, avisaram 2 vezes para dispersarem e que iam carregar sobre sobre os manifestantes. foram mais de 1/2 dúzia e mesmo que fosse só um dá direito a ser detido, se levaste nos cornos foi bem feito porque ninguém te mandou desobedecer às autoridades. quanto ao gás lacrimogéneo e as balas de borracha, muda de fornecedor, andas a consumir produto marado e depois tens alucinações.

  54. Lucas Galuxo,
    está completamente enganado: a minha opinião é apenas 1 opinião entre 10 milhões delas em Portugal, e vale tanto como a sua. É assim em democracia.
    Longe de mim achar que sou iluminada e falar em nome dos eleitores.
    Vê-se bem que não me conhece, e o facto de falar e dizer que “gente” como eu não tem nada a ver com democracia, diz muito sobre si.

  55. Ignatz
    é triste ler um comentário como o seu que mostra um perfeito desconhecimento sobre o assunto, e completa falta de respeito sobre a opinião do próximo.

  56. Ó lucas galucho então achas que estes gajos que usurparam o poleiro à conta da mentira merecem lá estar?
    Achas que o programa com que se apresentaram nas eleições é o que está a ser cumprido?
    Não achas que a demonstração de força que o primeiro ministro assistiu da outra vez se parece um bocadinho com esta?
    Bater em velhos e crianças pelas costas, achas que é a força adequada numa democracia?
    Ó Lucas por favor…

  57. Raquel, não conheço ninguém – e não gostaria de me relacionar com alguém – que aprove o sofrimento físico e/ou mental causado por polícias em inocentes. Tanto relativamente a ontem frente à Assembleia ou no cu do mundo e sem ninguém a assistir. Portanto, nessa parte da nossa conversa estamos em absoluto acordo. Se a polícia errou, tal devia ser alvo de inquérito. E se a polícia não errou, mas mesmo assim constatamos que os seus métodos devem ser mudados, então que se altere o que puder ser alterado para que se tente reduzir ao mínimo, idealmente acabar de vez, com situações onde o justo paga pelo pecador.

    Onde divergimos é na parte em que tu reages emocionalmente, realçando as cenas de aflição e dor que testemunhaste, e eu reajo racionalmente, apontando para acções que reforcem a democracia. Fazer da polícia o inimigo não ajuda a democracia, é para mim óbvio. Pedir responsabilidades à polícia, se for caso disso, reforça (e muito!) a democracia.

    As manifestações têm reunido pessoas as mais diversas, e têm-se caracterizado por serem ordeiras como referes. Mas há sempre nelas uma atitude de ataque aos políticos enquanto políticos, nem que seja com palavras insultuosas e ofensivas, que é o caldo onde germinam outras formas de violência. É apenas isso que pode explicar o ataque aos polícias – ou tu não admites que para todos os efeitos havia uma multidão frente à Assembleia da República donde partiam provocações e agressões aos agentes de segurança que lá estavam para defender o nosso principal órgão de soberania?

  58. tá bem, eram 6 garotos com fisgas e a bófia atacou à má fila, sem pré-aviso registado com aviso de recepão, utilizando com gás lacrimogéneo, napalm, balas de borracha, canhões de água, bastões eléctricos e vibradores para as gajas mais histéricas.

  59. Fazendo comparação dos escritos, vê-se que os radicalmente violentos no comentário são os que acham que foi muito bem feito o castigo da violência (paradoxal, não é?), mesmo que de, facto, essa acção se tenha exercido sobre (quase) todos os manifestantes e transeuntes do ponto da manif até ao Cais do Sodré. Quem os manda estar na rua a manifestar-se ou noutro sítio qualquer a transitar, quando se sabe que em cada manif há desordeiros e se sujeitam? Já agora expliquem-me qual é o perímetro de segurança dentro do qual o cidadão que não quer levar nos cornos, não deve sair à rua: 500 metros, 2 km? 3? quanto?) Até já aqui li que “para a próxima os idosos, reformados, grávidas e pais de criança ao colo já sabem com o que contar e se calhar ficam em casa a ver na televisão”. Tenham medo, tenahm muito muito medo e não se metam nesta chatice das manifestações e mesmo que não se metam, atenção ao perímetro. Penso que é mesmo esta a ideia da estratégia aplicada.
    Quanto à dificuldade de identificar os arruaceiros, toda a gente os viu nariz com nariz, frente aos polícias, ao alcance de um braço ou de um bastão. Escolheram não tomar estes como alvos, quando o poderiam ter feito. Como já fizeram noutras ocasiões. Foi opção e não foi dos agentes policiais presentes, que não trabalham em auto-gestão.

    Dá-se, portanto um fenómeno sociológico bizarro, ou talvez não. Desordeiros, governo e “defensores da democracia” todos do mesmo lado no ataque ao essencial, no prejudicar o sentido do protesto, desviar as atenções para o que lhe foi marginal e defender que para a próxima, se não quiserem levar porrada, não saiam de casa. Pensem muito bem antes de participar numa manifestação, ou mesmo antes de circular no tal perímetro, porque cada crânio rachado está justificado à partida, independentemente do crânio (é a democracia).

  60. qual o motivo para tanta agitação???

    não sabem que, a lei, tal como a mulher, foi criada para ser violada ?

    simile modo, (inserir aqui um coro de igreja) a policia de choque, foi criada, para, ser apedrejada, e, para, agredir, transeuntes.

    PS: A POLÍCIA DE CHOQUE FOI CRIADA EM 27 DE MARÇO DE 1976, POR MARIO SOARES.
    AGORA, O MENINO SEGURO, TAMBÉM SE JUNTOU AO CORO DOS ELOGIADORES DA EXEMPLAR ACÇÃO DA POLICIA. NÃO ADMIRA: ESTÁ NA GÉNESE DA SOCIAL-DEMOCRACIA, – E DO SOCIALISMO DEMOCRÁTICO TAMBÉM – A TRAIÇÃO.

    TAMBÉM A VENERANDA FIGURA DO SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICAR (MARIANI & NETINHOS) SE JUNTOU AO CORO.
    PUDERA! TEM A CASA GUARDADA, COM POLÍCIA À PORTA, E, BENS MATERIAIS AVULTADOS, A SALVAGUARDAR.

  61. Acho que a policia se portou muito bem, Val, tens toda a razão.
    Talvez assim, no futuro, as pessoas fiquem em casa e não se vão meter em manifestações estupidas e que não levam a nada e que, ainda por cima, são contra um governo legitimo e que está a salvar o país das asneiras feitas pelo teu amigo Sócrates
    Acabem-se com todas as manifestações de vez, dê-se o devido poder às policias e, aí, talvez isto comece a entrar nos eixos.
    Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. No fim de contas pergunto: que vão as pessoas fazer para as manifestações? Tens toda a razão Val, aquele pessoal levou nos cornos e mereceu as cacetetadas, tivessem ficado em casa. Duma coisa estou certo: no futuro cada vez haverá menos gente nas manifestaçõese e, talvez assim, duma vez se ENDIREITE o país.

  62. “Ó lucas galucho então achas que estes gajos que usurparam o poleiro à conta da mentira merecem lá estar?”

    Ó Carlos Sousa,
    É óbvio que acho que não. Mas têm que sair pela porta por onde entraram, no final da legislatura. Até lá, que se preparem alternativas consistentes, pois ainda não as vemos.
    O que se passou ontem só os beneficia. Até comecei a sentir simpatia pelo Ministro Macedo, vê lá tu.

  63. Ó renzo também deves ter a mania que tens sangue azul…
    Deixa lá que quando isto tocar a feios e levares mesmo nos cornos a sério, eu quero ver se continuas a assobiar para o lado como se não fosse nada contigo.

  64. Quem mente descaradamente e aplica o seu programa eleitoral totalmente ao contrário, destruindo conscientemente um país, deveria ser logo demitido. Porra, por muito menos o Jorge Sampaio apeou o Santana. Chiça, a este conceito de democracia esgotar-se no voto.

  65. oh zé! pensei que ia ver uma carga policial sobre velhos, paralíticos e pais com filhos ao colo ou na barriga e saem-me as intervenções do nacional raquelismo gravadas para o arrastão apresentar à clientela.

  66. “Bater em velhos e crianças pelas costas, achas que é a força adequada numa democracia?”

    oh sousa! podes ilustrar com vídeo ou fotografia ou são desejos de ferrero rocher?

  67. estão aqui a passar imagens e testemunhos directos e o que me entristece é que aqui no aspirina, nesta caixa em particular, prevaleça o dogma de que “contra argumentos não há factos”. Tenho tanta pena.
    Facto: os provocadores profissionais estiveram durante uma hora frente à polícia, apedrejando-os (peço desculpa, Val, mas a parte dos “insultos” da população em geral não justifica. Se não, proibe insultos no aspirina e acaba-se com o blogue). A polícia teve-os ao alcance durante uma hora e nada fez. Ordens.

    Facto: a polícia avisa que vai atacar dentro de 5 minutos: a maior parte da “linha da frente” dispersa, que já sabem como funciona. O povo fica, em virtude de pensar que aquilo não era com eles, que não estavam fazer mal a ninguém (“maus hábitos” ganhos em trinta e tal anos de democracia). Enganaram-se e por isso levaram e bem. (pequena nota que transmito de pessoas que ma relataram: os habitantes abriram a porta de entrada nos prédios aos desesperados que fugiam da selvajaria e procuravam abrigo. Foi-lhes facultada entrada nos prédios. Bravo, cidadania no seu melhor).

    Facto: vários democratas de esquerda baralham-se todos e acham que o povo em geral está contra a polícia e a polícia foi vítima de violência por parte “do povo” manifestante e por isso está legitimamente a defender-se e a defender a democracia.

    Facto: vários democratas de esquerda ficam calados perantete o facto da polícia ter detido cidadãos a “milhas” do local da manifestação, obrigando-os a assinar papeis em branco, na esqudra, cob coacção e negando-lhes direito a advogado.

    Facto: estou com vergonha alheia.

  68. Edie, magnifico o teu post das 22.07. Gostei
    Fago minhas às tuas verbas.
    Acho que o Val caiu na armadilha, um àrvore não lhe deixou vêr o bosque.

  69. Ó ignatz tu em politica também só vês os bonecos não é?
    Então deves ter visto o Macedo a elogiar a manifestação da CGTP, e isso não te leva a desconfiar, não?

  70. a bófia leva algum tempo a digerir um número anormal de detenções e quando a rapaziada detida se junta na esquadra é um festival de direitos a reclamar, todos querem mijar, advogado, telefone, comer e sobretudo ir embora. quem quis sair de imediato assinou em branco que não quis esperou a sua vez para prestar declarações.

  71. edie, invocas o meu nome e fazes alusão ao Aspirina. De que estás a falar? Qual é o exactamente o problema, ou ideia, ou facto, ou argumento que pretendes discutir comigo?
    __

    reis, de que armadilha, e de que árvore, e de que bosque estás a falar?

  72. oh sousa! claro que vi e desconfiei, sobretudo porque a resposta da cgtp não condenou a caulhausada. pelos vistos o macedo estava a ser cínico, há pelo menos um sindicalista que foi dentro e o arménio estava a ver se passava entre os pingos da chuva. brevemente teremos confirmação de mais histórias, abusos de poder e poder de abuso de ambas as partes e relatos de cabeças partidas dos conas que tropeçam na bófia por conta dos chulos sindicais.
    acho que isto está relacionado com a profecia do rosas “haverá governo de esquerda queira ou não a direcção do ps”.

  73. Val,
    suponho que te referes a esta parte: “peço desculpa, Val, mas a parte dos “insultos” da população em geral não justifica. Se não, proibe insultos no aspirina e acaba-se com o blogue.”
    Eu referi-me concretamente a esta tua parte: “As manifestações têm reunido pessoas as mais diversas, e têm-se caracterizado por serem ordeiras como referes. Mas há sempre nelas uma atitude de ataque aos políticos enquanto políticos, nem que seja com PALAVRA INSULTUOSAS E OFENSIVAS, que é o caldo onde germinam outras formas de violência. É apenas isso que pode explicar o ataque aos polícias.”

    As maiúsculas são minhas, para destacar o ponto. Por esse mundão fora, como dizes, é normal e legítimo que a políicia invista sobre tudo o que mexe. Pois eu digo que por esse mundão fora -o democrático, pelo menos -, é normal e legítimo que a sociedade manifeste colectivamente os insultos que tem a apresentar a quem os governa. Prende-se ou identifica-se alguém porque chamou filho da puta ao primeiro-ministro? Não, claro que não. Chamar fihos da puta aos governantes está mal porque “germina outras formas de violência”?(Val dixit)? Não, não está mal. E chamo filho da puta ao primeiro-ministro e governo sempre que me apetecer, sem, supostamente, ter que levar com a condenação de que assim estou a ser cúmplice com os anarcas profissionais, e logo sujeito-me à actuação democrática de bastão na carola, porque insultei e logo gerei violência.
    O outro lado do meu comentário relaciona-e com as tuas respostas neste blogue a vários comentadores que se insurgiram contra a tua porta aberta a insultos – a ti, a terceiros. E costumavas responder que o insulto é um direito não censurado no aspirina. Porque tu próprio te sentias livre de o praticar. Parece que esse direito deixou de ser universal e em certas circunstâncias, legitima certas respostas mais físicas. Se estiver errada (e vais achar que estou, inevitavel), corrige.

  74. edie, não só acho que estás errada como acho que estás completa e desvairadamente errada.

    Começando pelo fim, alucinas com a proibição por mim decretada do direito ao insulto, logo eu que simultaneamente sou apresentado como o defensor-mor do dito, e ainda consegues a proeza de afirmar que advogo o castigo físico para os prevaricadores. Trata-se de uma aberração que não justificaria em condições normais sequer o gasto de uma caloria, mas como vivemos tempos extraordinários peço-te que apresentes as palavras por mim escritas que te levaram para esse mergulho na nona ou décima dimensão.

    Depois, temos essa deformação intencional ou involuntária do que escrevi. Eu referi-me ao populismo que tem marcado a política nacional nos últimos anos, por ter sido uma estratégia natural na extrema-esquerda desde sempre e que a direita adoptou no combate ao PS e a Sócrates, o que leva a que as manifestações sejam cada vez mais contra os políticos enquanto classe e menos a favor ou contra ideias. É este o caldo que gera outras violências, pois se trata apenas de um desejo destrutivo onde já nada se defende, apenas se quer obter vingança contra os inimigos. Logo, isto em nada se confunde com o insulto enquanto forma de expressão de uma posição contrária.

    E para terminar, temos a confusão sobre a qual estou por aqui a escrever há 12 horas: o post não versa sobre a conduta policial, mas sim sobre a conduta dos que provocaram a acção policial. Como poderás constatar se acaso leres o que escrevi, em momento algum defendi a violência policial sobre inocentes e tenho apelado a que aqueles que tenham razões para tal façam essas queixas aos partidos e às instituições que defendem os direitos dos cidadãos. Não contem é comigo para fechar os olhos às circunstâncias que estão na origem do acontecimento.

  75. Val, dizes: ” alucinas com a proibição por mim decretada do direito ao insulto, logo eu que simultaneamente sou apresentado como o defensor-mor do dito”. A partir daqui e tendo em conta que afirmei exactamente o contrário (“O outro lado do meu comentário relaciona-se com as tuas respostas neste blogue a vários comentadores que se insurgiram contra a tua porta aberta a insultos – a ti, a terceiros. E costumavas responder que o insulto é um direito não censurado no aspirina. Porque tu próprio te sentias livre de o praticar.”), sugiro que largues o vinho.

    Depois temos a minha deturpação do que querias dizer, que era”Eu referi-me ao populismo que tem marcado a política nacional nos últimos anos, por ter sido uma estratégia natural na extrema-esquerda desde sempre e que a direita adoptou no combate ao PS e a Sócrates”. Se foi isso que querias dizer, estou desvairadamente de acordo. Pensei que te referias aos insultos dos últimos acontecimentos, objecto do post, que gerariam a violência que por sua vez geraria a violência legítima da polícia.

    E não, não espero que feches os olhos às circunstâncias. Peço-te mesmo que os abras.

  76. edie, quer dizer, então, que não foste tu quem escreveu o seguinte:

    “Parece que esse direito deixou de ser universal e em certas circunstâncias, legitima certas respostas mais físicas.”

    Quem terá sido? Tens de averiguar esse fenómeno enigmático.

    Quanto ao que pensaste que queria dizer, tendo em conta que citaste um comentário adentro de uma conversa com terceiros que em muito já tinha ficado afastada do post inicial, o meu conselho é o de que vale a pena continuares a pensar.

    Pedes-me que abra os olhos? Tentarei, mas sem certezas de sucesso.

  77. Val.
    A utilização intencionada e projectada com exagero , por alguns meios da comunicação social e altifalantes de poderosos intereses, sob um grupo pequeno de violentos, acho que é uma armadilha para evitarmos á avaliação e a estima de vermos á muita cidadanía, exemplar, exercer o seu direito fundamental do usso da rua para expressarem-se.
    o arvore: o pequeno grupo de violentos.
    o bosque: o resto dos cidadans que denunciam na rua esta estafadela na que vivimos.

  78. apesar de a imagem da árvore ser, na minha opinião, muito, imensamente, mal escolhida: uma árvore é uma maravilha, pegando na tua sequência depois existem os jardineiros altamente especializados em acabarem com as pragas das árvores que estão no meio do bosque. mas o texto só fala das árvores, reis.

  79. Bolas meninos!! voces todos têm muita razão.
    Só que este “filme” já é antigo. Temos apenas a mudança de elenco. Aquilo a que chamam desordeiros, foram, noutros tempos menos liberais, chamados de agitadores.
    Os ojectivos são sempre os mesmos, o fim é sempre o mesmo, a moral a tirar da história é sempre a mesma:
    Só anti patriotas é que vão a manifestações. Ergo: merecem tudo o que lhes acontecer.
    Quem vai a manifestações só quer prejudicar o país. São portanto inimigos da pátria.
    e inimigo da pátria não tem direitos.
    Quem vai a manifestações não é bom chefe de familia. Logo com tanta actividade subersiva, esta à espera de quê?? de levar na cabeça é claro.
    Queixam-se de quê??? quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, etc. etc. etc.
    Detenções ilegais, assinaturas de declaraçõs em branco, a não permisão de contactos dos detidos pelos seus advogados, etc.
    Este filme passou no cinema PORTUGAL de 1933 até 1974. Só não se lembra quem é muito novo e não sabe, ou quem tem memória curta e já esqueceu.
    AH! ja agora uma correcção a policia de choque ou de intervenção foi criada em 1933 durante a vigencia do Estado Novo. Nada de novo portanto.
    Não se surpreendam portanto quando reuniões de mais de 1 pessoa forem proibidas!!!

  80. enfim, um país de libertários e de direitos supostamente adquiridos a crédito onde a polícia de intervenção serviria para tirar fotos de primeira página com as anas deolindas.

    . detenções ilegais – deveriam ter identificado o agressor e depois pediam emissão de mandato ao juiz, o flagrante delito não se aplica porque quando o gajo tem a pedra na mão, ainda não a atirou e quanda a atirou já não a tem na mão.

    . assinaturas de declarações em branco – sim, para quem não quis esperar pela sua vez, aquela porra tem regras e papelada para preencher.

    . não permisão de contactos dos detidos pelos seus advogados – e já agora, pais & amigos, cão & gato, comes & bebes, aipodes & aiphodes, charros & cogumellos, uma rave para 10 familias em 50 m2 de esquadra.

  81. reis, mas é precisamente isso que está em causa: foram precisamente os desacatos que permitiram o esvaziamento político da greve. Esse é o facto, essa é a evidência. E aqueles que se revoltam contra a polícia estão a alimentar esse esvaziamento, sendo eles que impedem a ocupação do espaço público com a matéria política porque querem é falar da acção da polícia e centrar aí a sua revolta.

    Portanto, quanto a cair em armadilhas, estamos conversados.
    __

    edie, estamos em sintonia, então. Entretanto, quando tiveres um tempinho, vê lá se descobres quem escreveu a seguinte frase no teu comentário:

    “Parece que esse direito deixou de ser universal e em certas circunstâncias, legitima certas respostas mais físicas.”
    __

    Ana, a democracia não se faz apenas com emoção. Acaba-se na paranóia e na impotência, que é o que as tuas palavras transmitem.

  82. Val, dizes lá em cima que a policia treina para aquilo, para varrer a multidão, inevitavelmente causando injustiças. É espantoso que para coisa tão básica precisem de trocar experiências com as suas congéneres estrangeiras e estudar os fenómenos, como dizes. Há cursos superiores para isso? Teses de doutouramento em levar tudo à frente? Não compliques o que é simples. E quanto aos contactos com as congéneres estrangeiras, fizeram workshops sobre infiltrações? Pelo menos a policia grega pode dar lições sobre contactos com a extrema direita e infiltração destes em manifestações de comunas.

  83. Pedro, tinhas alguma coisa que pretendesses dizer? Se tinhas, aconselho-te a que tentes novamente, pois isto de escrever neste blogue, e até ver, continua a ser à borla.

  84. Val,
    tens de pegar no recorte e colá-lo ao resto. Como agora tenho um tempinho, vou simplificar-te, contextualizando, não com tudo o que disse até aqui, mas com algumas coisas que disseste até aqui. Primeiro, escolhes como tema de destaque do evento do dia (a greve geral e a manifestação), os ataques dos anarcas aos polícias. Muitíssimo bem, foi esse lado que quiseste destacar. Por outro lado, bates sempre na tecla de que agredir os polícias é agredir a democracia – o que está correctíssimo – mas ainda não te ouvi dizer que agredir cidadãos de forma desproporcional e agredir cidadãos só porque estão na rua (não na manif) e obrigá-los a assinar papeis em branco, fazer identificações de forma ilegal, proibir acesso a advogados, etc, é também agredir a democracia.
    Curioso que venhas agora confirmar que quem se foca contra a polícia – repara que estes têm sido os mesmos que focam contra a tutela da polícia- estão a desviar as atenções do essencial. Mas os que focam as atenções contra os manifestantes estão a desviar as atenções do quê?
    Repito:”Dá-se, portanto um fenómeno sociológico bizarro, ou talvez não. Desordeiros, governo e “defensores da democracia” todos do mesmo lado no ataque ao essencial, no prejudicar o sentido do protesto, desviar as atenções para o que lhe foi marginal e defender que para a próxima, se não quiserem levar porrada, não saiam de casa. Pensem muito bem antes de participar numa manifestação, ou mesmo antes de circular no tal perímetro, porque cada crânio rachado está justificado à partida, independentemente do crânio (é a democracia).”
    Para mim, esta foi a mensagem POLÍTICA da intervenção da polícia tal como foi ordenada.

    Quanto à minha frase, cola-a ao resto. Eu ajudo:
    1- Postulas que são os insultos da população que geram outras formas de violência
    2- Postulas que essas formas de violência, incidindo sobre a polícia, atacam a democracia.
    3- Postulas que a polícia, aqui, como em todo o mundo tem como papel defender o regime, neste caso democrático, e agredir quem a ataca.

    Foi aqui que introduzi essa frase, a minha frase, que citas e que quer dizer excatamente isso: Então o direito ao insulto, como fica? E como fica a liberdade de expressão? E como fica a liberdade de manifestação? E como fica a democracia?

    Caramba, em vez de estarmos a falar sobre a greve, o seu impacto, viemos a parar ao papel fundamental do insulto no desencadear de motins de desordeiros os quais levam ao esmagamento policial das manifestações inteiras? Ah, pronto. O governo agradece, também acho.

  85. edie, creio que avançaste um bocado na compreensão do problema – mas trata-se do teu problema. Repara: tudo se pode resumir à tua repetição da ideia que eu “postulo que são os insultos da população que geram outras formas de violência”. Ora, pensava ter-te explicado que não foi essa a associação que fiz, pois essa é uma generalização que não encontra texto meu que a suporte. O que tentei esclarecer foi que essa parte de uma conversa com terceiros que citaste se referia aos insultos aos políticos apenas por eles serem políticos. Portanto, como me esforcei para deixar claro, tratava-se do fenómeno do populismo que estava a ser apresentado por mim como uma das causas da violência urbana.

    Foi à deturpação deste passo que te agarraste, por isso começaste a alucinar. E, já com a lógica da alucinação em vigor, achaste que me devias confrontar com a duplicidade de critérios, mesmo a contradição moral, por ter andado a permitir e a promover insultos num blogue e aparecer agora nesse mesmo blogue a dizer que os insultos magoam os coitados dos polícias e fazem muito mal à democracia. É este o contexto da frase que alguém, que não tu, escreveu no teu comentário.

    Quem quis falar de insultos não fui eu. Eu, desde o princípio, quis falar da greve. E para dizer que quem se lembrou de atacar polícias não serviu nem os interesses dos grevistas nem da restante população. Isto é simples, basta ler.

  86. Valupi, eu já reparei que é de borlex. Portanto, podes fazer mais cem comentários a explicar onde queres chegar com o post, que eu ainda não percebi e não sou o único. Isto é assim, questionário americano para a policia: a policia é treinada? sim. Para quê? para saber o que deve fazer. E o que deve fazer? controlar manifestantes violentos. E o que não deve fazer? Não bater em inocentes. Porquê? Porque a policia não é uma milicia privada, nem um grupo de tipos irritados, nem os ultras do topo norte de alvalade. Pronto, aprovado com distinção.

  87. Pedro, mas se tu pretendes ter um serviço de textos escritos exclusivamente para a tua capacidade de interpretação, então terás de fazer alguns testes prévios onde avaliaremos a tua literacia, cultura geral, escolaridade e gostos. Depois, claro, mas só depois, combinaremos o preço desse serviço personalizado.

    Quanto ao resto, detecto o teu entusiasmado interesse em protestar contra a violência policial sobre inocentes. Acredita, estou contigo nessa nobre causa.

  88. (o ceguinho daqui a nada está também surdo e mudo e perneta e punheta)

    o enviesamento da leitura está para o post como os terroristas estiveram para a manifestação. o descontrolo dos terroristas deu em cacetada descontrolada pela polícia. e daqui nasceu o controlo, pelo descontrilo, da situação – é para que servem as forças de segurança.

  89. Obrigado. Só mais uma coisa: o teu post é mesmo um recado para os gajos que atiraram pedras e destruiram montras? Mas deu-te na ideia de fazeres isso, porquê? para lhes explicar que se fizerem essas coisas más, podem levar da policia? Está certo, espero que aprendam e para a próxima se portem melhor.

  90. inocentes, mas calhaus, caso contrário teriam eliminado os arruaceiros e evitavam ter de levar porrada da polícia. Ainda estou a interpretar mal, val?

  91. Pedro, deu-me na ideia fazer isso, ainda por cima sem te consultar previamente, porque me costuma dar na ideia escrever neste blogue sobre o que me apetece.
    __

    edie, atingiste o zénite da interpretação.

  92. Val, por mim, tudo bem. É serviço público e até podes dar aqui conselhos às crianças sobre como se deve escovar os dentes.

  93. ….Ainda que chego demorado, pois o debate paresce ja no seu remate….
    Olinda.
    Eu acho boa a minha escolha de arvore para referir-me tamto os malucos arruaceiros como o resto da malta que saiu à rua.
    Os arvores nascem, crescem, são jovens depois velhos, uns dão frutos , outros não, mas todos tenhem vida e natureza.
    Os arruaceiros dos que estamos à falar hoje, amanhã quem sabe, podem pensar e ser doutra maneira, ou hoje alguns não estão em tudo tão errados como se pudesse pensar. Talvez alí estava um futuro PR ou PM. A gente cambia e muito. Por isso não há que desesperar, há que deixar sempre uma janela aberta para eles. Não são merecentes do lume do inferno definitivo, porque como dizia Dante, na Divinha Comedia, na porta do inferno “aqui remata toda esperança”. Talvez tenham razões de justificações ainda que sejam o nosso olhar erradas. A vida e a hestoria e assim uma dialectica continua. São arvores asilvestrados?, pode, mas são arvores…

    VAL
    Senão houvesse o grupo de violentos dos que estamos a falar, não achas que a policia criaria alguma situação que rematasse em violência e enfrentamentos?. Em Madrid no 25-S assim foi, não interessava um movemento pacífico e provocousse uma situação “especial”. O esvaziamento político da greve tambem estava ja conseguido, porque tudos estamos a falar da situação violenta.
    Quero dizer, que duma forma ou de outra va haver sempre revolta, sego à pensar que devemos convivir con isso, porque sempre alguem vai a buscar o esvaizamento político duma grande protesta. Sempre se vai a falar das cuatro pedras que se tiram porque é o que interessa.
    Gostaria-me que não houvesse violência que dese que falar, mas ainda que houvesse quero quedar-me com o positivo dos não-violentos.

  94. gosto do que dizes, reis, mas não me convences: as árvores com olhos e com pernas são especiais e, por isso, raras; as árvores crescem tanto para cima como para baixo e é o que está por baixo, o que não se vê e se revela, que segura o resto.

  95. à luz das mentes democráticas do sec. XXI, o maio de 68 não passou de um caso de vandalismo: jovens a arrancar a calçada para a usar como arma contra a polícia.
    Acontece que muita coisa mudou depois disso.

    Os jovens do “sous les pavés la plage” revelaram-se árvores em crescimento, como dizes muito bem, reis, e não meros delinquentes sem objectivo. Esta luta nunca acaba porque a história não se aprende.
    http://www.youtube.com/watch?v=nhjvkmWqULM&feature=related

  96. boa noite.
    Sim parescem perigosos, têm um olhar revolto. Para o ministro do interior são importantes,pois houve vinte detidos, que se importa se fizeram ou não fizeram nada. Se houve vinte detidos é porque alguma coisa fariam, logo havia violentos e tudos os da manif. eram violentos
    E manda caralho o final estamos a falar do que querem que falemos, dos violentos.

    . Bem sabemos nos que o aspirina não é um deserto, ainda que haja algum que outro beduíno. Isto é um bom oasis,
    edie.
    boa noite.

  97. o check in de monsanto entulhou com a ramona, não se pode fumar nos quartos e ninguém respeita os diretos da deolindagem que teve falta de maios de 68 na infância e agora não perde uma rave de pedrada na bófia. eh pá não fiquem histéricos que o governo promete haver bastonada para todos.

  98. reis, amigo, não estava a falar do aspirina quando me referia ao deserto. Tomara que houvesse mais aspirinas. Estava a falar do deserto lá fora, onde cada árvore que desponta é deportada (chamam-lhe “exportação de massa cinzenta”).
    boa noite.

  99. reis, trazes duas suspeitas, uma em relação à polícia portuguesa e outra em relação à polícia espanhola. Obviamente, desconheço por completo a situação espanhola dado não viver em Madrid, sequer em Espanha. Mas não tenho qualquer prova que me levasse a dizer que a polícia portuguesa iria provocar um conflito com manifestantes nesta greve geral. Aliás, se tal tivesse sido assim, então isso equivaleria a criar as condições para o Governo cair imediatamente. A tese de que a violência policial consegue diminuir a oposição e as manifestações é absurda, dando-se exactamente o fenómeno contrário.

    Tenho é a prova de que a manifestação mais importante em Portugal nos últimos 30 anos, e que essa sim quase derrubou o Governo, não teve qualquer incidente digno de nota, tendo ficado para a História a estima, até cumplicidade, entre manifestantes e polícias no 15 de Setembro. Foi precisamente essa união que juntou tanta e tão diversa gente em tranquila e firme presença que deixou o Governo à beira de cair. E não houve aqui qualquer possibilidade de esvaziamento político, antes pelo contrário pois os efeitos da manifestação foram em crescendo nos dias seguintes.

  100. isso que dizes ao reis é verdade, Val, mas então, porque é que no 15 de Setembro vi grupos isolados pela polícia e no 14 de Novembro não?
    Será que esse sucesso de actuação policial se revelou prejudicial para o governo e este mudou de estratégia? (conseguida, aliás).

  101. uau, reparei que o 15 de setembro, afinal, não foi falhado de todo: conseguiu até agora 125 comentários no aspirina. Isto é quase um record, não?

  102. edie, dizes que no 15 de Setembro viste grupos isolados pela polícia. Ora, conta lá o que viste, afinal. Quantos grupos? Grupos de quantos elementos? Onde foram isolados? Que estavam a fazer para terem sido isolados?

  103. Um grupo.
    Não os contei, mas eram mais de vinte, seguramente.
    Na António Augusto Aguiar, perto da Praça de Espanha.
    Quando os vi, estavam isolados, por isso não sei o que estavam a fazer antes.
    Agora que prestei todas as informações pedidas, peço que me informes sobre as conclusões que tiraste.

  104. Engraçados esses recordes, vindos ambos do reino da Dinamarca onde estive há umas semanas.Postal:
    Em Copenhaga quase não circulam carros, só milhares e milhares de bicicletas e alguns transportes colectivos. As pessoas apeiam-se do seu veículo, onde transportam bébés, cães, compras, no atrelado à frente, onde calha, sem stress de estacionamento nem parquímetro. Esplanadas é por todo o lado. E canais e barcos e pessoas com ar de estar de férias, também. Muito museu, muito lego, muita casa de bonecas, muito troll – as crianças são reis, não vi nenhuma a fazer birra, são respeitadas, e a fantasia e o Hans C. Andersen, e as performances e instalações irónicas em relação à sua cultura, muitos jardins. E não se pode abrir um mapa na rua ou num qualquer sítio público, que vêm logo oferecer-se para ajudar e acompanhar no percurso.
    Que maravilhoso, o reino da Dinamarca. Sentem-se livres e não percebem, talvez, que deviam ser mais recatados nessa exibição de liberdade.

  105. tem piada, asilei lá 2 anos e os dinas eram uma cambada de racistas dissimulados de paternalistas. nunca mais lá pus os butes porque aquilo não deixou sódades nem vertigens.

  106. não sei, Val, só sei que a polícia os isolou. Talvez seja porque achou que a cor dos olhos deles não lhes agradava ou por outro motivo mais exótico. Provavelmente os polícias estavam mocados e apeteceu-lhes, sei lá.

  107. edie, vou então concluir a nossa conversa chamando a tua atenção para o facto de não teres visto ninguém a atirar pedras a polícias no 15 de Setembro nem estares em condições de afirmar que essa intenção existiu na rapaziada que viste em conversa com polícias. Era só isso que estava em causa e desejo-te menos teorias da conspiração e mais racionalidade a partir das tuas próprias observações.

  108. ignatz, mais uma vez: MUUUiTO BOM!
    Gostei particulamente desta parte:
    “Once I was young and impulsive
    I wore every conceivable pin
    Even went to the socialist meetings
    Learned all the old union hymns
    But I’ve grown older and wiser
    And that’s why I’m turning you in
    So love me, love me, love me, I’m a liberal”

    É o que acontece quando se envelhece na cabecita.
    Quanto ao concurso ou guerra das músicas (a minha é melhor que a tua), não é o que pretendo. Estava a tentar complementar, não guerrear, porque música é o oposto disso.
    Se não percebes isto, não percebes nada da “música” – don’t grow so older and wiser.Faz mal à saúde.

  109. Val, se concluis, está concluído. You’re the boss :))
    Não sei onde disse que eles estavam “à conversa com polícias”, mas se tu dizes que eu disse, fuck it, you’re the boss. Das teorias da conspiração. Esta foi muito original, convenhamos.

  110. tens razão, tou velho da mona, não percebo nada de música e muito menos do que falas, mas se quiseres explicar, sou todo ouvidos.

  111. oops, estava eu já a fechar a pestana, topo com um link do ignatz para uma teoria da conspiração. masquéisto?? Mas então alguns pedreiros são polícias? Isso tira todo o romantismo à coisa.

    (a lição de música era para ti, ignatz, claro. Depois combinamos os honorários, sem recibo, que o IVA está pela hora da morte)

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