Polícias contra polícias

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Nesta imagem vemos vários polícias em acção. À esquerda, temos o polícia do blusão preto com o símbolo branco no braço, com a mochila, com as luvas e com o gorro. Este polícia notabilizou-se por haver cumprido à risca o protocolo das infiltrações e, tal como mandam os manuais do infiltrismo, ter ido várias vezes à linha da frente nas escadarias trocar palavras com os seus colegas fardados, quiçá dando informações ou pedindo instruções e depois voltando ao fight dos pedreiros libres. Há fotos onde se vê este polícia mesmo juntinho aos outros polícias, pelo que escusam de vir para cá com teorias de que não senhor e coiso e tal pois as fotos não mentem como sabe qualquer estudante com um razoável conhecimento da estética do estalinismo. Mesmo junto dele, segurando um cartaz onde se lê o intrincado argumento Aqueles que fazem da revolução pacífica algo impossível farão com que a revolução violenta seja inevitável, está outro polícia que momentos antes ou momentos depois foi fotografado a passear um sinal de trânsito à frente dos seus colegas de cara destapada. Como este polícia também usa um blusão preto e um gorro, há uma corrente que afirma estarmos perante o desdobramento holográfico do polícia da esquerda, no que seria mais uma prova de o Governo estar a usar tecnologias de última geração cedidas pela CIA. Contudo, a geringonça ainda apresenta algumas imperfeições, pois o polícia da direita não tem mochila, não tem luvas e até o gorro difere por apresentar uma abertura para a boca. Pormenores a resolver em futuras versões, certamente. Colhe igualmente apontar aquele ou aquela polícia que empunha um cartaz onde se pode ler o fatal Morte ao Governo, e ainda o polícia que está a puxar lume ao fogaréu com a perícia de um profissional.

Mas o melhor é apreciar-se o vídeo respectivo, onde se pode admirar toda a extensão deste estupendo conflito entre polícias que, pese embora uma ou outra cacetada mais agreste, não impede que eles continuem todos amigos.

88 thoughts on “Polícias contra polícias”

  1. Se foi assim, está bem esgalhado.

    Nem o inspector Columbo encontrava o fio à meada tão facilmente.

    É pena ninguem arranjar maneira de sabotar as brincadeiras dos meninos que brincam com comboios, barquinhos e aviõezinhos, quatro vezes por ano.

  2. vale tudo para provar o improvável, o 5 dias ilustra o massacre com fotografias de uma velha que exagerou no batôn e de uma mais nova que perdeu um olho com uma bala de borracha disparada em s. bento e que lhe acertou na praça da catalunha. já o arrastão denúncia infiltrados comunistas na manifestação da cgtp que o daniel oliveira não consegui controlar. vão lá ver se quiserem, os comentários são de partir o coco.

  3. Ó ignatz, embora não leia pela tua cartilha fui ver o 5 dias.

    Mas que desgraceira vai prá lá, coitados, tudo aconteceu àquela gente!

  4. aquilo é um peditório-pó-desgraçadinho que faz inveja à jonette, agora botam faixas de gaza na testa dos blogues para passarem por agredidos.

  5. oh sobrinho do kipling! já conhecia o americano e é das melhores montagens que circulam por aí. lamento desiludir-te mas a cena mais bem conseguida é aquela do petardo no caixote do lixo e a conclusão que tiro das imagens que referes é simples, o gajo está identificado, só falta provar que trabalha para a psp ou se calhar é psp e sindicalista ao mesmo tempo, a lei permite sindicatos da bófia e que os mesmos sejam filiados na cgtp.

  6. ainda vamos descobrir que o espectáculo foi encenado pelo macedo da bófia e representado pela companhia nacional de sindicalismo artístico.

  7. Parece-me que o Val está a ver polícias a mais, talvez sob a influência das claques cujos entusiamos me pareceu partilhar noutros posts, levando-me ao ponto — imagine-se! — de alinhar com o licenciado Relvas no que diz respeito ao fim do encaminhamento dos nossos impostos para a difusão do ópio tele-futebolístico através da RTP.

    Mas, dito isto, é óbvio que a infiltração em manifestações susceptíveis de assumirem aspectos violentos, é uma medida de elementar prudência. De resto, parece que a contagem das baixas — praticamente um empate (na casa das 2 dezenas?) sem uma única grande penalidade a registar — nos pode indicar alguma coisa sobre o grau de retenção das forças policiais presentes, se tivermos em conta a protecção muito diferente envergada por cada um dos lados.

  8. vítimas de agressão é à molhada por todo o lado, mas ainda não ouvi falar da contabilidade dos estragos e das vítimas passivas a quem ardeu ou partiram qualquer coisa. se vierem com a tanga dos danos colaterais é favor incluirem as bastonadas na mesma rubrica.

  9. A propósito das claques opiáceas em acção um pouco por toda a parte, tinha eu injustamente atribuído este post ao Val: post no CC, mas estava enganado, pelo que apresento as minhas desculpas.

    Quanto à «cena bem conseguida do petardo no caixote do lixo», vê-se que o Ignatz não entende o sexto sentido característico dos grandes fotógrafos e operadores de câmara.

    Ora vejam só as espantosas premonições do famoso Robert Capa que lhe permitiram captar, não um único, mas dois fabulosos instantâneos do momento mortal de dois milicianos diferentes, ambos com espingardas na mão a cair desamparados, e ambos no mesmo dia e no mesmo sítio, aqui: pimba pimba e vão dois, neste documento dedicado a provar… a honestidade do dito Rober Capa (nascido Endre Ernö Friedmann) ao encenar uma pose que por acaso calhou ser interrompida por um balázio franquista de verdade, segundo o autor…

    Então e a outra foto, a do outro miliciano ferido de morte, também terão sido os «fáxistas» a estragar a sessão de pose?…

    Ai que não posso conter o riso…

  10. “Quanto à «cena bem conseguida do petardo no caixote do lixo», vê-se que o Ignatz não entende o sexto sentido característico dos grandes fotógrafos e operadores de câmara.”

    claro que não, sex to sentido é pra xunga como tu que estudaram cinema no odeon pós 25 abril, se fosse o sétimo sentido ainda marchava, assim só provas que lá chegas depois de te mostrarem o caminho e sem entender o que foi dito. já agora, tamém tenho google, mas não uso muito para disfarçar o pedantismo neo-cultura.

  11. Bem burros eram os polícias se não tivessem infiltrados bem treinados no meio da turba.

    Se assim foi conforme diz o filme, é mais ou menos um atestado de confiança que nos dá a polícia.

  12. “edie Nov 15th, 2012 at 22:44

    este video mostra quão misturados e difíceis de apanhar estavam os anarcas desordeiros. É que não se conseguem ver…
    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=bzodV6ogQwE#
    (o video é o mesmo)

    É que houve aqui e fora daqui o argumento fantástico de que a polícia não podia seleccionar os alvos, porque estes estavam invisíveis no meio dos restantes manifestantes;atacá-los podia constituir um risco de atingir inocentes.
    Parece que essa preocupação passou, entretanto.

  13. burro és tu, oh reaça! será que ainda não percebeste que os polícias à paisana são seguranças da cgtp durante a manifestação e quando esta é oficialmente dada por terminada entram de turno ao serviço da psp e que isto é tudo possível graças à cooperação entre o macedo bófia e o armónio sindicalista que fazem a barba um ao outro em prime time.

  14. ora vê lá se consegues perceber devagarinho edie: a polícia de choque, como unidade de polícia preventiva especializada, controla multidões, volto a referir multidões, na dispersão de manifestações violentas utilizando somente armas não-letais que, por sua vez, são instrumentos desenvolvidos com o fim de provocar situações extremas às pessoas atingidas fazendo com que sofram dor ou incómodo forte – o bastante para interromperem um comportamento violento de forma que tal interrupção não provoque riscos à vida destas pessoas e outras em condições normais de utilização (como é o exemplo do bastão).

    a onu recomenda fortemente este tipo de acção visando sempre preservar vidas, quando a negociação ou diálogo, volto a referir negociação ou diálogo, se tornam impossíveis. se as polícias só tivessem ao seu dispor armas de fogo, conter qualquer manifestação ou tumulto mais violento viraria sempre uma carnificina.

    a alternativa seria, portanto, mandar balázios lá para o meio para controlar a manifestação violenta. volto a referir: manifestação, em palavras e actos, violenta.

  15. Ignatz, já lá dizia o Offissa Pupp (infiltrado) que a ironia não estava ao alcance do primeiro rato badalhoco.

  16. oh nhanha! é preciso ter lata, não percebeste a ironia do poste, comentas uns disparates avulso, quando dás pelo ridículo armas uma confusão com o blogue do lado e por fim inventas uma pretensa ironia para endossares a tua burrice para cima dum insignificante camundongo. se fosses pró caralho mais a cultura rider’s digest não se perdia nada e ganhávamos com a diminuição dos teores de bafio.

  17. Claro que existem policias infiltrados e são até fáceis de reconhecer, são aqueles que não são agredidos quando a polícia passa por eles, e geralmente até estão por perto da primeira linha da confusão.

    Não concordo em nada com aqueles que afirmam que a polícia de choque ou anti-motim (eu prefiro designá-la por polícia de repressão operária e de defesa do regime partidário que temos, embora desempenhe também outras missões de alto gabarito patriótico, tais como enquadrar, proteger e escoltar claques de energúmenos do futebol, claques estas, aliás, que, pelo simples facto de proferirem em coro impropérios de filho da puta para cima, deveriam era de imediato serem conduzidas ao aljube mais próximo) dizia eu, aqueles que afirmam que a polícia de choque post-25 de Abril é melhor que a anterior do tempo do Salazar, para mim, são madeira da mesma árvore.

    Aliás, recordo com saudade os tempos da mocidade, em que correndo umas dezenas de metros, facilmente escapava à dita cuja – designada por Corpo de Intervenção Móvel – eram todos gordos e balofos, ademais, os pesados capacetes de aço do exército italiano, retiravam-lhes agilidade.
    Um amigo meu, por acaso, uma vez, fugiu na direcção errada, e, apanhou uma bastonada, mas foi no rabo, portanto, da cintura para baixo. Esta polícia moderna, costuma atingir da cintura para cima.

    Agora, estes que temos, fazem musculação todo o dia no ginásio e nas folgas, arredondam o ordenado como seguranças da noite, o que é sinal de que não estarão assim muito cansados e, como tal, tais folgas – exclusivas para descanso – dever-lhes-iam, ser retiradas, passando a fazerem polícia de patrulha, evitando assim, roubos nocturnos e até diurnos, e não, como infelizmente acontece, ficando à espera, à semelhança da GNR, que o crime aconteça (acusação feita pela Polícia Judiciária). Seriam assim, muito mais úteis à sociedade, do que reprimindo o povo, sobretudo quando este se manifesta com inteira justiça.

    Como tal, são falsas as afirmações do Pacheco Pereira, de que não se pode fazer comparação. Em termos de brutalidade, tanto bate a moderna como batia a antiga, com uma diferença importante, era mais fácil fugir à polícia antiga. A moderna pode correr quilómetros e sempre a malhar. É que eu sou da idade dele e da mesma cidade, sei do que estou a falar. E também sei da incorrigível tendência do cunhado dele (Dorminsky do Fantas) para inventar histórias sobre uma infância e uma adolescência que não teve, assim tentando, através de falsidades, reinventar a sua vida (leiam-se as entrevistas que ele dá às revistas e questione-se as pessoas que o conhecem, como é o meu caso, desde o tempo em que usava calções).

    Resumindo e concluindo: a intervenção policial foi uma lástima. Existem outros meios menos violentos e sobretudos menos selváticos e menos degradantes em termos de espectáculo de selvajaria (tais como gás lacrimogéneo e canhões de água) mas a mensagem a passar era a da intimidação e do terror.

    Aliás, creio que nas anteriores, só não existiu nenhuma intervenção, porque terá havido instruções nesse sentido, numa tentativa de passar para a Troika, a mensagem de que o povo não aceita mais austeridade. Como a Troika não foi na conversa, agora retomou-se a ‘normalidade’, isto é, a regra, que, como e sabe, é, reprimir.

  18. aliás, num país civilizado e num pais em reine um verdadeiro estado de direito (não é o caso de Portugal), não existe justiça de rua (que é o que sucede, quando um polícia exerce simultaneamente as funções de polícia, acusador e juiz/executor de pena, que é que sucede precisamente quando alguém é agredido por alegadamente ter cometido uma infracção, tal como arremessar pedras – já nem falo dos inocentes transeuntes que foram vítima de pura agressão por parte da polícia, portanto, punível por lei).

    Num estado de direito, compete à Polícia, deter os infractores (de modo civilizado e não com excesso de brutalidade) os infractores, reunir provas, e apresentá-los à justiça.

    Como não consegue reunir provas (as gravações de som e imagem não servem desde que, para o livrar de sarilhos, foi proferida jurisprudência corporativa nesse sentido – caso do juiz do Supremo Tribunal Administrativo e Fiscal que foi apanhado em escutas, passando informações e até aviso da eminente detenção, à Candidinha de Felgueiras, o que aproveitou depois aos apitos dourados e quejandos – a polícia, sabedora que o juíz vai libertar por falta de provas e os casos não têm pernas para andar, com a complacência de quem deveria impedir isso, isto é, as autoridades administrativas, vinga-se e faz o serviço completo.

    Afinal senhor Val, onde está o seu sempre muitíssimo propalado direito ao contraditório (consubstanciado no caso vertente, no direito dos acusados exigirem provas concludentes daquilo que são acusados?) e bem assim, o ‘due process of law’, paradigma do verdadeiro estado de direito?

  19. Ignatzio, rato badalhoco, a fonte que disse que o Coelho estava a utilizar um tom irónico estava a ironizar, o que quer dizer que o dito Coelho não estava nada.

  20. oh tu que caíste do céu aos trambolhões! eu cá prefiro cachorro com gás mostarda, savora de preferência. essa referência ao dorminsky valoriza bués o teu depoiamento (não é erro). foi pena não teres referido que no tempo da outra senhora os protestos não eram violentos e o pessoal não partia montras ou incendiava caixotes do lixo, mas como deves ter sido um revolucionário do caralho não te deves ter apercebido desses pormenores e preferires lacrimogéneo e banho à borla.

  21. A queixa mais curiosa dos novos indignados (com a actuação policial) é a de que a polícia não destacou dois ou três agentes para irem pacificamente ao meio da manifestação buscar os apedrejadores, sem necessidade de avançar em força, presumindo-se aparentemente que os interpelados obedeceriam de bom grado e não ocorreria pandemónio nenhum, ou, se ocoresse, não se estenderia automaticamente aos manifestantes «neutros» que obviamente não seriam avisados com antecedência, como foram da carga que veio a ser efectuada.

    É possível, mas porque não chamar simplesmente os prevaricadores à pedra, no pun intended, por meio dos megafones, intimando-os a comparecer na esquadra no dia seguinte para se identificarem? Assim o apedrejamento teria logo cessado e tudo se teria resolvido da melhor maneira, não é?

  22. Ignatzio, rato badalhoco, não podes tirar o dito cujo da boca quando escreves neste blogue aberto a crianças e até a velhinhas depravadas mas de boas famílias?

  23. Ainda na continuação do cenário contrafactual em que alguns polícias infiltrados dão voz de prisão a dois ou três apedrejadores mais violentos para intimidar os outros, imagine-se não só a reacção das dezenas de outros apedrejadores de que se encontrariam cercados, mas até a reacção da restante mole humana de manifestantes «neutros» perante a descoberta de «agentes provocadores»…

  24. não sabemos, gunhanha. o que sabemos é que a eficiência, por obrigação, da polícia não resultou em eficácia: sabemos que mesmo depois da cacetada e dispersão continuou a haver violência (como, aliás, se verificou durante todo o percurso até se fixarem) – o que é mais do que suficiente para comprovar a intenção terrorista como boicote ao pacifismo e a absoluta necessidade da intervenção das forças de segurança.
    era o que faltava, agora, a anarquia começar a dançar com a desgraça.

  25. isto promete, acho que vamos ter uma tarde de show lésbico, a bécula na esfrega com o nhanha e a tia aldôncia em danças de varão, repertório de colégio de freiras suiço.

  26. A noção de que a polícia podia ter intervindo apenas sobre os apedrejadores activos, implica a extraordinária ideia de que uma multidão pode ser tratada como um simples somatório de indivíduos.

    Mas não é isso que acontece. Como já alguém disse (não me recordo quem): o QI de uma multidão é igual ao mais baixo dos seus QI individuais a dividir pelo número de indivíduos que a compõem.

    O que coloca a multidão no seu conjunto, seja qual for a razão que lhe assiste, ao nível da lagarta da couve em matéria de percepção, discernimento e inteligência. Só quem esquece isto pode deixar de perceber o acerto da carga policial, com as cautelas que a rodearam.

  27. Olinda, eu digo-te o que teria sido desejável.

    O ideal teria sido que a multidão «neutra» tivesse agido em relação aos apedrejadores como (infelizmente) teria provavelmente agido perante um grupo que no seu seio tivesse começado a dar vivas à austeridade, ao dr. Coelho e ao lic. Relvas.

    Claro que nesse caso teria mesmo de ter havido intervenção imediata da polícia para evitar os linchamentos (lá está a tal história dos QI colectivos) da boa parte das nossas melhores claques futebolísticas que lá foram marcar presença, mas estou em crer que os danos, tanto directos como colaterais (conheço um morador local que está a pensar em emigrar para outra zona de Lisboa), teriam sido menores.

    Mesmo assim, se exceptuarmos os tais colaterais, não foi mau de todo. Em minha opinião, sobre os apedrejadores só se perderam as que não acertaram.

  28. Olinda desta vez não concordo consigo.Os” espreitas”, quando as pedras começaram a cair em cima dos policias, tinham que tomar uma das duas atitudes:reprovar o comportamento dos extremistas o que confesso não era facil,ou abandonar o campo de batalha,pois já se previa como o confronto ia terminar.A perseguiçao foi a alguns que foram identificados e que se puseram ao” fresco”.Onde errou a policia,foi na demora a restaurar a ordem, o que deu muito jeito ao governo liderado por miguel relvas.

  29. Não, Olinda. Só se perderam as cacetadas com os racha-cocos de borracha que não acertaram. Nos apedrejadores, como é óbvio.

    Estou de alma e coração com os paralíticos e cretinos [*] que não puderam entender o aviso antecipado de carga ou agir em consequência, e estou em crer pelas imagens que vi, que esses não foram atingidos. Não vi, por exemplo, polícias a perseguir cadeiras de rodas, mas vi energúmenos a roubar, estragar e incendiar.

    E vi muitos pataratas a olhar para aquilo tudo como se tivessem acabado de chegar da Suiça neutra, mas não vi polícias a bater-lhes com particular acinte, para além de um ou outro encontrão benévolo sobre os mais lentos, sem utilização de objectos contundentes ou projécteis, para conseguir a evacuação do local.

    Estou igualmente em crer que a «perseguição» que se seguiu e que muitos referem não visou os transeuntes neutros, e sim a malandragem que se foi dedicando a incendiar e estropiar a propriedade alheia que encontrou pelo caminho.
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    [*] No sentido médico rigoroso, sem qualquer intenção de ofensa.

  30. Olinda, quem decidiu avancar naquela hora foi o governo por razões estrategicas,não eram eles que estavam lá de cassetete na mão. uma pessoa com um minimo de inteligencia previa este desfecho,e como tal deixava o “campo de pedra ao policia” antes que sobrasse para ele.só a curiosidade morbida dos “espreitas” os manteve lá. Sou pela liberdade de expressão e reuniao,vandalismo não, muito menos gratuito.com o Ps no poder,a ordem tinha vindo mais cedo para evitar males maiores. este governo só e´rapido a ir-nos ao bolso.Nota: graças a esses energúmenos, temos hoje um governo com mais margem de manobra para determinados procedimentos “cautelares” .

  31. “Quando se fala do que aconteceu ontem na carga policial deve-se distinguir entre a intenção política e o método policial. São duas realidades completamente separadas neste caso. Se houver intenção política – ou seja, se algum governante ordenou aquele tipo de intervenção tal e qual como ocorreu – então estamos perante um escândalo que será de fácil resolução e levará à demissão do governante ou do Governo. Se não aconteceu tal, então tratou-se de decisões dos oficiais da polícia tendo em conta as circunstâncias e os métodos que utilizam para lidar com elas. Se esta última versão for a verdadeira, e se houver interesse dos cidadãos para que esses métodos sejam investigados e alterados, então que se organizem, exijam dos partidos para tratarem do assunto no Parlamento.”
    (Val dixit)

    Por isso é que era bom ter havido inquérito. Assim, nunca saberemos, não é?
    (exceptuo, claro, aqueles que já sabem tudo, à partida).

  32. “Morreu na contramão”.A policia tem outra formaçao cultural e profissional.estão muito bem preparados.Em regime democratico é uma exigencia que assim seja.no outro regime qualquer, um ia para a policia ou gnr. a sua formaçao e seleçao era pouca rigorosa! um agente pegava num saco levantava-o e perguntava ao candidato o que é isto? quem dissesse é um” chaco”,ia para gnr os outros iam para a psp. eram poucos os inimigos do regime com visibilidade,como tal os que havia mesmo poucos e incultos (como convinha) eram suficientes A minha homenagem, para todos aqueles que lutaram por um regime democratico para portugal

  33. Uma coisa é comum entre os vários testemunhos. Os quilómetros percorridos nesta cegarrega não configuram uma mera manobra de dispersão.
    Esta testemunha fala de coisas ignóbeis que aconteceram durante a perseguição e depois da detenção. Esta, como outros, para a próxima, poderá estar na linha da frente.
    http://indicativo.blogs.sapo.pt/11307.html

  34. @ignazt

    se você prefere e cito-o, « cachorro com gás mostarda » é só falar com os indivíduos do grupo cinotécnico (ou circo-técnico ou lá o que, já que também fazem demonstrações tipo serão dos trabalhadores para familiares dos policiais, as habilidades dos cães costumam ser muito apreciadas pelas crianças, e V. decerto, pelo seu tom agarotado, também gostaria muito, isso costuma acontecer mais quando há falta de trabalho, entenda-se repressão, acontece 99 % do tempo, realmente, é uma lástima não se poder despedir um funcionário público, por falta de trabalho, quanto a depoimentos interessantes, também conheci o Pina Moura, costumava levar com ele uma bola, mas logo estragava o jogo porque não largava a dita cuja, com a escusa, não me dêem pontapés na bola, não me estraguem a bola. No meu tempo, partiam-se montras de bancos, mas não se incendiavam contentores de plástico, pela simples razão de que os mesmos não existiam, não se recorda do profundo documentário a preto e branco sobre o Portugal do antes do 25 de Abril, em que o sociólogo Álvaro Barreto dizia que entre outras malfeitorias, em Portugal não havia sequer água quente canalizada, pois se nem isso havia e se limpava o cu ao jornal, porque no entendimento dele também ainda não havia papel higiénico, porque diabo haveria de haver contentores de plástico ???
    Uma coisa que se fazia de vez em quando, era pôr bombas, não petardos nem very-ligths, mas sim daquelas verdadeiras, (por exemplo, vários helicópteros Hallouette destruídos num hangar em Tancos) aliás uma boa tradição que se perpetuou mesmo durante um certo tempo post 25/4, visto que, como mais tarde se viria a apurar, o fornecedor dos explosivos que a rede bombista de direita que operava no norte usava, era nem mais nem menos do que precisamente, o comandante da polícia da cidade do Porto, que fazia parte da rede, um dos mais empenhados operacionais, Ramiro Correia, foi agradecer ao Mário Soares, o tê-lo amnistiado, como vê, é fácil identificar um policial que actua correctamente de dentro da lei (o comandante local da PSP que fazia parte da rede bombista), e, bem assim, difícil ir in sítio, – como V. referiu – e deter um criminoso (o tal Ramiro Correia, que, as autoridades nacionais sabiam onde estava e o que fazia, ou seja, tinha um emprego bem remunerado em Madrid, numa empresa gasolineira nacional, e era portanto, pago com o dinheiros dos impostos de todos nós.

  35. @ignazt rectifico e penalizo-me: não foi V. que referiu a dificuldade de ir junto do apredejador e pedir a identificação, foi um tal Gungunhana, um sujeito que morreu deportado nos Açores e agora ressuscitou.

  36. oh edie! se não arranjas melhor que isto, desiste e não faças figuras tristes

    “A maioria das pessoas chorava e gritava “PAREM! PAREM POR FAVOR! NÃO FIZEMOS NADA!” e a polícia continuava a espancar toda a gente sem dó nem piedade e ainda com mais força! Vi velhotes a serem espancados, sei de pessoas que viram pais a serem espancados com os filhos pequenos ao colo, sei de pessoas que viram a polícia a tentar espancar uma pessoa de cadeira de rodas e vários manifestantes a rodeá-lo apanhando a pancada por ele para o protegerem. No meio de tanta violência, confusão e multidão histérica tentando sobreviver o melhor que sabia, consegui fugir com o meu namorado mas acabámos por nos perder dos nossos amigos.”

    até aqui não lhe aconteceu nada e conseguiu ver coisas que as imagens desmentem, caso da cadeira de rodas que recebeu protecção policial.

    “A Polícia continuava atrás de nós e de muitos outros mas desta vez disparando balas de borracha!”

    isto deve ter sido em barcelona, mas enfim, segue para bingo

    “Lá fui posta dentro da carrinha com as minhas duas amigas, com o meu namorado e com mais 6 jovens (um dos amigos que tinha ido connosco conseguiu fugir), ou seja 9 pessoas dentro de uma carrinha com capacidade para 6.”

    nem sabe fazer contas, pela descrição eram 10, o que aumenta o grau da sevícia

    “fui escoltada por uma mulher polícia até à casa de banho onde me obrigaram a despir INTEGRALMENTE, onde me obrigaram a colocar-me de cócoras para verem se tinha algo escondido na vagina ou no ânus, onde me obrigaram a tirar todos os brincos, anéis, pulseiras, atacadores dos sapatos e os próprios sapatos! Fui obrigada a dar o meu nome e data de nascimento.”

    podiam ter inventado um nome e uma data de nascimento para não incomodar a moça

    “Ficámos na cela duas horas e meia ao frio, sem comer, sem beber, descalços e vá lá que nos deixaram ir à casa de banho…”

    se têm avisado com antecedência tinha ido catering da bica do sapato

    “Foram preenchidas folhas em que nos eram pedidos todos os nossos dados (BI, nome dos pais, morada, telemóvel, telefone fixo, profissão, etc. …) tendo que assinar no final, caso não o fizéssemos não sairíamos dali.”

    ganda tortura, isto dá tribunal dos direitos humanos em qualquer lado

    “Não fomos espancados na “esquadra” mas fomos todos vítimas de humilhação e violência psicológica. Todos fomos detidos injustamente sem nunca sequer termos sabido o porquê da detenção.”

    à falta hematomas, exibem-se as olheiras da violência psicológica e ninguém explica à criançinha que é proibido dar milho aos pombos frente à assembleia

    “As pessoas estavam literalmente a ser espancadas e perseguidas nas ruas e não tinham ninguém que as protegesse! Eu vi velhos cobertos de sangue! Vi mulheres e homens aos gritos de medo e desespero!”

    aqui o delirio já é mais que muito, a gajinha consegue ver coisas

    “Foram queimados caixotes do lixo e postos a bloquear estradas? Sim foram, mas tudo como uma resposta de enorme ódio e revolta em relação à acção desumana da polícia!”

    ora nem mais, dêem-lhe corda que ela confessa

    “Estou viva, bem fisicamente…”

    os outros morreram todos

  37. oh vai morrer longe! não percebi um corno do que querias dizer, mas pela roupa de marca que mencionas deves ser um gajo importante com reconhecido passado de luta anti-fascista. já agora, confundir movimentos estudantis com luar ou brigadas revolucionárias é entender nada da poda.

  38. oh ignatz, se esta porqueira de comentário é a única coisa que consegues retirar do que foi dito antes e antes e antes…(balas de borracha foram documentadas pela comunicação social, a propósito), vai branquear o raio que te parta.
    E vê lá se não sais à rua na próxima manif, porque podes ser apanhado como terrorista, preso ilegalmente, porque circulas a 4 Km da manif e é bem feito que te analisem o ânus. E depois comenta aqui para a gente saber como é que foi.

  39. “… balas de borracha foram documentadas pela comunicação social…”

    provas? diz que ouviu tiros, conhece uma pessoa que viu, gajo que gostaria que tivesse havido e outras formas de não ocorrência do facto não constituem prova.

    “E vê lá se não sais à rua na próxima manif, porque podes ser apanhado como terrorista, preso ilegalmente, porque circulas a 4 Km da manif e é bem feito que te analisem o ânus.”

    penso que te estás a referir às fantasias sexuais da moça com uma mulher fardada quando foi submetida a revista prévia à detenção para identificação, faz parte dos procedimentos de segurança para garantir que nenhum polícia seja morto com um peido na testa. esqueces que nesse 4 km foram queimando e destruindo, aí sim há bué de caixotes do lixo com o sobrolho deitado abaixo e queimados vivos.

    se tivessem noção do ridículo, estavam calados para não prejudicar mais a imagem da manifestação com idiotices que só provam que não têm razão nenhuma.

  40. 1. Em qualquer confronto entre duas partes há sempre duas versões da mesma história. É no mínimo estranho que neste caso só se tenha dado voz a uma.

    2. Depois de ler isto tudo, só aqui encontro gente que não esteve naquele sitio à data dos acontecimentos. Mas falam como se lá estivessem estado.
    A imparcialidade é coisa que não existe nesta discussão. Se isto fosse o Forte Apache acharia normal. Talvez devas mudar o nome ao blogue ó “Valupi”?

    3. @ Ignatz, tu que claramente não estiveste lá, nem antes de 74 nem agora, é que percebes da poda? Não passas de um fala-barato.

  41. @ Ignatz: Tenho aqui as radiografias do braço da minha irmã (advogada de 31 anos) partido por um cassetete de um polícia do corpo de intervenção e uma nota do Hospital de Sta Maria acerca das extensas nódoas negras nas costas resultado dos pontapés que levou de um segundo polícia, tudo isto quando chegava á sua casa na Rua de S Bento naquele dia. Só não levou mais porque houve um repórter da France Press que intercedeu e disse que ela estava com eles, que também era repórter!
    O marido dela (arquitecto de 35 anos) que vinha mais atrás com os sacos das compras na mão, foi espancado, preso e esteve detido e incontactável durante 7 horas em que foi sujeito a humilhações várias.
    Arranjo-te também cópia da queixa que ela apresentou na Esquadra da PSP na mesma noite, e os contactos de 7 testemunhas incluindo os repórteres da France Press.
    Por sorte naquela tarde o filho deles tinha ficado comigo para ir ao cinema no Corte Inglês. Tenho aqui os canhotos dos 2 bilhetes e as mensagens de SMS.

    E tu que provas tens?

  42. @ignatz ” oh vai morrer longe! não percebi um corno do que querias dizer, mas pela roupa de marca que mencionas deves ser um gajo importante com reconhecido passado de luta anti-fascista. já agora, confundir movimentos estudantis com luar ou brigadas revolucionárias é entender nada da poda. ”

    v. não identifica a quem se dirige, o que é sinal de primitividade, em todo o caso, caso o farago (veja o que significa no dicionário de inglês”) acima, é dirigido a mim, não me surpreende que não tenha entendido nada, já deu bem para entender que o seu Q.I, é demasiado baixo, daí que não tenha entendido a ironia. Roupa? Que roupa? Nos meus textos falo de roupa? Allouete é marca de helicóptero militar, seu calhau com dois olhos!
    Não foram destruídos nem pela LUAR nem pelas brigadas revolucionárias. Foram destruídos pela ARA (Acção Revolucionária Armada) organização armada do partido Comunista Português.

    Vá estudar, seu Ignoratz Relvas !

    LINK (ARA):
    http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_Revolucion%C3%A1ria_Armada

  43. atinto! larga o apelido. realmente, manifes de fusão, que dão prós dois lados, não fazem o meu género e quanto a greve geral, não pratico porque não sou funcionário do estado. já agora conta lá onde é que eu não estive antes e depois.

  44. oh ignatz,
    devias ter vergonha de pôr o Woodie Guthrie depois de todas as cagadelas que tens deixado por aqui, que são anti-tudo o que ele representa. Falta de coerência é falta de respeito próprio. E quem não se respeita a si próprio, não me merece respeito..

    E quanto às ilegalidades “processuais” mais do que demonstradas disseste nada. Também foram inventadas?

    André, tempo perdido. O ignatz vai dizer que isso é tudo inventado, e se não foi, é porque mereciam. E até houve uma avózinha que exagerou no batom para fingir sangue, diz ele.

    Gente assim só aprende quando levar nos cornos quando for ao futebol ou quando for às compras ( que manifs, não córror) e levar com o casse tetes na própria tête. A sorte é que agora já não vai haver polícia nos estádios. Só leva quem fala de política. Hooligans futebolísticos estão isentos. Os 4 Fs: Fátima, fado, futebol, fascismo. Remake, com a diferença que no 25/4 estavam contra, agora há muitos a favor. E depois dizem mal do governo. Como dixza o Miguel Portas? Ah…a coluna vertebral de um caracol.

  45. “Tenho aqui os canhotos dos 2 bilhetes e as mensagens de SMS.”

    andré! isso prova nada e o resto que referes só depois de validado por entidade habilitada e sentença julgada em transitado, num estado de direito é assim, mas se quiseres dar credibilidade ao teu depoimento bota aí as fotos do braço ao peito e a queixa.

  46. ignatz,

    tás mesmo ao lado da realidade: privados participaram na greve. Lá no meu estaminé que, segundo me contaram, nos 26 anos de existência, nunca ninguém fez greve, desta vez fizeram, vários. Não acredito que tenham sido os únicos. E não pertencem à CGTP, nem sindicato nenhum. Acontece que neste momento, pouco mais têm à mão para lutar, embora alguns saibam tocar guitarra como o Guthrie. Por outro lado, se fossem para a manif tocar guitarra, eram deolindos, né? se fossem com pedras, pior ainda. Com palavras violentas, já aqui defendidas como fundamento para a carga policial, pois aí já nem digo nada. Ou digo: O Macedo teve de justificar a intervenção com supostos cocktails molotov; aqui no aspirina nem é preciso tanto. Já vi justificar por muito menos, por “palavras violentas”, documentadas nos videos: ” filhos da puta”, “a troika não manda aqui”, “o povo unido jamais será vencido”, “fascistas”. Assim já está justificada a barbárie I.L.E.G.A.L.

  47. edie, botei o guthrie para comparares o discurso com a moça dos palmiers, se não percebeste ou não vês diferença, problema teu. já agora que falo de comparações, a tua conversa sobre este assunto está ao nível das caixas de comentários do 5 dias e arrastão, ridículos, absurdos e intolerantes.

  48. ignatz,
    “ridículos, absurdos e intolerantes”?
    Que belo auto-retrato. Quando ridicularizas imagens (já não digo testemunhos escritos) de exercício ilegal da autoridade, és tu que te tornas ridículo. Quando dizes, por exemplo (um ou outro ao calhas, das dezenas de bostas que deixaste) que a senhora se maquilhou para parecer sangue ou que os infiltrados- tens a certeza- eram da CGTP, em colaboração com a polícia, tornas-te absurdo; quando fazes tábua raza do direito à manifestação e dizes que para a próxima os velhos devem ficar em casa e que tudo o que aconteceu foi merecido ou inventado, sem questionar a estratégia política do governo, tornas-te intolerante.

    P.S. Continuo à espera do comentário quanto às ilegalidades cometidas. Ou familiares e advogados inventaram que estavam à porta do Tribunal (como se as pessoas já fossem arguidas sem julgamento) sem possibilidade de contacto e as pessoas foram coagidas a assinar papeis em branco? Isto é PIDE, “amigo”,ou já te esqueceste? A mim faz-me espécie quem defenda isto. uem defende isto é que devia estar lá dentro. Estes é que são os verdadeiros terroristas de um estado democrático.

  49. “Vá estudar, seu Ignoratz Relvas !”

    venho de lá agora e tanto quanto me apercebi nem o teu nome do teu pai sabes, chamas-lhe transito e é tráfego.

    http://www.youtube.com/watch?v=jzWI_JjFBr0&feature=related

    os feitos heróicos do pcp que abalaram o regime anterior não foram grande coisa e todos adjudicados por subempreitada, quem tem cu tem medo. mas não era esse o ponto, continuo a dizer que confundir contestação estudantil com luta armada só passa na cabeça dum comuna.

  50. mais, estou a cagar-me para o 5 dias que não visito, como tu.. Falo pela minha consciência que me diz que o cinismo tem limites.

  51. @Nuno CM

    ” A policia tem outra formaçao cultural e profissional.estão muito bem preparados “.

    Lamento, e com tristeza, não poder concordar, pelo menos, não concordar na totalidade. É certo, que haverá alguns elementos com melhor preparação, designadamente com melhor perfil intelectual e intelectual. Porém, existe ainda muita gente primitiva na polícia. E velhos hábitos e vícios do antigamente, não desapareceram por mágica, nem desaparecem por decreto.
    O comandante da UEP (Magina) parece-me uma pessoa com muito nível e muito bem equilibrada, retenho as palavras “vocês não estão aqui para bater”, porém, quando as coisas não correm bem, é sempre muito difícil depois remediar, e assumir responsabilidades/culpa por erros, isso nem sempre é possível (por razões óbvias). Um polícia bem preparado, não pode assumir como dirigidas a sí próprio, acções que resultam da ira popular contra a classe política dirigente, que como se sabe, ao longo destes 30 trinta, só fez asneiras que nos colocaram neste triste estado.
    Eu nunca ví em nenhum lugar do mundo um polícia anti-motim devidamente preparado e equipado, morto por uma pedrada ou sequer gravemente ferido. Não quero com isto dizer que seja partidário do apedrejamento. Nem que tal não possa vir a acontecer. Mas na realidade, não tenho conhecimento de nenhum caso fatal.

    Já o contrário, é verdadeiro: na sua primeira actuação, o CI da PSP, matou à bastonada, o operário da UDP, Luis Caracol. E bastou uma bastonada.

    Apenas uma pequena nota: Em 26 de Janeiro de 1986, dia de eleição presidencial (Mário Soares contra Freitas do Amaral) estava eu numa conhecida artéria comercial da baixa mirando a montra de uma sapataria, quando de súbito pára um carro da polícia. Do mesmo saí o comandante da esquadra local, que agitando um pingalim e batendo com ele na perda, se dirige provocatoriamente a uma vendedora ambulante que tinha a banca montante num espaço recuado da porta de um banco (era um domingo). O motorista também saiu da viatura com ar de que quem não está a entender o que se passa, e um terceiro polícia, ficou sentado no banco traseiro. A vendedora, cabisbaixa, sem uma palavra, ficou humilhada sem saber o que fazer. De repente, o chefe de polícia, com um ar francamente antipático e cheio de condecorações no uniforme (naquele tempo, saltitavam do exercito para a polícia e do exercito para a GNR) meteu-se na viatura e esta arrancou em velocidade, para logo parar de repente, alguns 50 metros adiante. De novo sai da viatura o mesmo comandante, que agora se dirige para trás,e, no mesmo estilo intimidatório/provocatório, interpela um transeunte. O policia/motorista, passados uns instantes, volta a sair da viatura, com ar de perplexo.
    O pobre tanseunte, com quem entretanto o chefe da policia entabulara conversa (sempre agitando o pingalim, utensílio de cavalaria) sem perceber o que lhe estava a acontecer, é convidado a entrar na viatura e esta lá arrancou em grande velocidade. Não sei o que lhe sucedeu.
    Tal chefe de esquadra, era o da mesmíssima zona onde na manifestação do 1º de Maio de 1982, foi morto a tiro, um rapazinho de 6 ou sete anos, que, espreitava por detrás de um muro, a recolha ao Comando, do CI da PSP, que tinha sido enviado de Lisboa, e que tinha já morto mais dois manifestantes a tiro, na baixa da cidade.

    Tal graduado, andava nitidamente à procura de acção, e interpelou provocatoriamente dois cidadãos, que se encontravam naquela artéria quase deserta naquele dia de domingo e de eleições. Por sorte, Freitas do Amaral perdeu …

    Isto é o que tenho a dizer, porque ví. E não gostei do que observei.

  52. André,
    eu não disse? Foi tudo uma miragem. Está tudo a alucinar…Isso não aconteceu. E se aconteceu, foi porque alguma coisa fizeram e depois disfraçaram com os sacos das compras que, na realidade, continham cocktails molotov. Até o ministo já disse e tudo!

  53. morreunacontramãoatrapalhandootrânsito,

    olha que não: de acordo com os dados oficiais(da polícia), dos 48 feridos, 21 eram polícias. Têm de pensar melhor na armadura dos pés à cabeça que os agentes envergam (porra, parecem transformers) fora os escudos. Ou então eram polícias desfardados, mas já está provado aqui no aspirina, por vários comentadores, que não havia disso.

  54. @ignatz

    Vem de lá?

    Donde? Da Universidade Facilitas ?
    Ou da Universidade Ferrero Rocher ?

    Não foram grande coisa? Ai não que não foram! Vários helicópteros e aeronaves.

    Conhece quem tenha feito melhor ?

    Vá consultar o que conseguiu salvar do vosso arquivo da DGS e veja melhor.

    E, repito, vá estudar.

    Ou trabalhar.

    Ou pastar.

    A escolha é sua.

  55. quando o escritório do garcia pereira manda 1/2 dúzia de estagiários às 3 da manhã para as portas do tribunal de monsanto gritar que as detenções são ilegais, o que é que se pode fazer? no mínimo fechar-lhes a porta nas trombas até acalmarem, foi o que aconteceu. entretanto somos todos inocentes, ninguém sabe porque é que foi lá parar, fomos todos violados, torturados e a conversa habitual de delinquente primário. se querem enveredar pela luta armada para derrubar o governo, bora lá dinamitar o cavaco e implodir o conselho de ministros. pide? deves tar a ironizar como o outro, mas o mais certo é não fazeres ideia do que foi essa coisa e tares convencida que era um condomínio que foi remodelado recentemente. uma coisa não tenho dúvidas, houve danos colaterais como em todas os actos que metem violência, mas isso não legítima ou inviabiliza o apuramento das responsabilidades da merda que fizeram, há prejuízos públicos e privados que devem ser ressarcidos e só ouço falar de direitos de quem os praticou.

  56. ignatz,

    agora baixas a bola com muito respeito, porque sei perfeitamente o que é a PIDE que me teve o pai preso porque falou com amigos que eram informadores. E para te dizer isto é porque já estás a passar francamente dos limites. TEM VERGONHA NA CARA, CARALHO!!!

    (morreu na contramão, esta expressa melhor:
    http://www.youtube.com/watch?v=q1IdPpaRvig)

  57. @Ignatz: O que o teu comentário prova é que és um faccioso. Exiges provas que te provem errado mas recusas apresentar as que te provam como certo! Fugiste à pergunta que te fiz por isso quanto a honestidade intelectual estamos esclarecidos!

  58. “Por sorte, Freitas do Amaral perdeu …”

    perdeu porque os comunistas da marinha grande receberam o soares a murro, a violência tem efeitos perversos, mas a comunada não resiste aos instintos primários e depois acham-se campiões da liberdade, da democracia e dão lições de luta anti-fascista a quem não frequenta os locais de culto ortodoxo.

  59. “Conhece quem tenha feito melhor ?”

    conheço. o palma inácio desviou um avião da tap e o henrique galvão fez um cruzeiro no santa maria, tiveram muito mais impacto na opinião públicae fizeram mais mossa no regime que as cobardias subcontratadas do partido comunista que se roía de inveja destas acções e que segundo as más línguas colaboraram na resolução de ambos problemas, daí o assalto ao ficheiros da pide.

  60. campeões antes que peguem por aí.

    andré, o que é que queres que eu prove? queres fotografias de todos os gajos que foram à manifestação, tiradas depois desta, para provar que não foram agredidos? é capaz de ser difícil e levar tempo, mas vou ver se a cgtp tem em arquivo. faccioso? fugi a respostas? tás a delirar, tu é que prometeste provas e agora baldas-te com acusações de mau pagador.

  61. Valupi,
    disseste aqui que o governo tinha caído com o 15 de Setembro.
    Falta acrescentar que a democracia caíu com o 14 de Novembro.
    Temos até gente a menorizar/negar a ilegalidade das ordens do Macedo e os exageros raivosos e ILEGAIS da polícia.
    Atá já temos gente a menorizar o que foi a PIDE e o fascismo(parece que quem era preso merecia porque eram comunas, todos, mesmo os que não eram).Isto é tudo muito relativo.
    Tudo para te lembrar que tens como norma cortar comentários pró-nazis. E para te dizer que estamos quase, quase, nos comentários pró-fascistas. Estes entram na cláusula?

  62. edie, se sabes o que foi a pide e tens exemplos próximos, tamém sabes que não há termo comparativo porque não existir polícia política e pretender que a psp tenha comportamento semelhante ao actuar na repressão de violência e restabelecimento da pública é despropositado. francamente não estou a ver onde ultrapassei os limites, mas se te sentes mais livre chamando nomes, fica à vontade não tacanhes.

  63. oh escalrracho! chegas tarde para a calhauzada e tás com azar porque o polícia de choque fez ouvidos moucos ao pedido de intervenção da camarada edie, contudo apreciei a evolução do teu gosto musical e dou-te os parabéns porque essa brejeirada é de longe melhor que a nina hagen. vai tentando, não desistas e ainda vais descobrir que o graal é lapidado pela atlantis.

    http://www.youtube.com/watch?v=LMtRof9qJG8

  64. O Ignatz de vez em quando tem razão. Três observações:

    1) A senhora que parece que andava a incendiar propriedade alheia (ou colectiva, como é o caso dos caixotes da CML) com o seu «grupo de jovens», ou que pelo menos justifica esses procedimentos incendiários, não pode ignorar que a revista «au naturel intégral» de que foi objecto numa esquadra e na sequência imediata de suspeita de crime violento, por um agente do mesmo sexo (desejavelmente não homo/bi/trans, passe a horrenda discriminação), que segundo indica foi realizada sem procedimentos fisicamente invasivos, pode ser considerada legítima e legal, atendendo às circunstâncias. Se o pedido de comparência de advogado lhe foi ou não negado, não sei, mas vou estar atento a mais considerações sobre o assunto, por exemplo, por parte do Marinho e Pinto, no próximo «Justiça Cega?» da RTP (um bom serviço público, diga-se de passagem).

    2) Não vi arremessar cocktails molotov da pesada, daqueles que os húngaros em 1956 atiravam aos T-34, mas vi vários projécteis incendiários, alguns dos quais obviamente contendo liquídos inflamáveis. Aqui, por exemplo, aos 4:40: . Convém, aliás, ouvir o aplauso da multidão no momento de irrupção das chamas, seguido de vários estribilhos de apoio, entoados, quer-me parecer, por mais do que meia-dúzia de gargantas isoladas.

    3) Indícios razoavelmente seguros de avaliação de comportamentos policiais são as contagens de : a) imagens próximas do desenrolar da acção; b) queixas de fotógrafos e operadores de câmara agredidos pela dita polícia.

    Até agora, pude verificar que 3a = muitas; e 3b = zero, se não contar o caso da jornalista de uma das principais cadeias que se queixou de estar a ser atingida por uma chuva de pedradas, mas noto que não disse quem estava a atirar as pedras; seria a polícia? julgo que não.

  65. Ignatz,

    Sabe a data da inauguração do museu Oliveira Salazar em santa Comba Dão?
    Parece que, para dar um melhor ar de autenticidade, vão ser colocados dois agentes – da PIDE – à porta, para, receberem os visitantes com uma valente carga de porrada.

  66. DECLARACÃO ANTIGREVE:

    Eu, …………………………………………………………………………………………………………………………………………
    ,

    NIF . ……………………………………………..,
    Trabalhador/a da
    empresa…………………………………………. ,

    DECLARO:

    QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha
    liberdade de trabalhar.

    QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer
    tipo de violência que me impeçam a livre deslocação e acesso ao meu
    posto de trabalho.

    QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da
    minha total rejeição às violações dessas liberdades,

    EXIJO:

    1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário,
    dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e
    violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em
    vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

    2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal,
    dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e
    violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem
    descanso de domingo a domingo.
    3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este
    benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me
    seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do
    ano.

    4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de
    Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes
    e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12
    salários por ano.

    5 º. QUE me sejam retirados os benefícios de Licença de Maternidade,
    Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios
    foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a
    plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

    6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado
    que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e
    violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que
    esteja gravemente doente.

    7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de
    Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de
    greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência
    médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

    8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os beneficios obtidos por
    meio de greves , piquetes e violência que não estejam contemplados por
    escrito.

    9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e
    permanente a qualquer beneficio atual ou futuro que se consiga por
    meio da greve.

    Alice Vieira

  67. sempre tive dificuldade em entender o humor dos comunas, mas se queres saber a minha opinião, lá vai: saía mais barato e seria mais apelativo porem um urinol na campa do botas prá malta lá ir mijar do que fazerem um museu, que é capaz de se tornar lugar de romaria dos devotos e da comunada nostalgica, como se deduz das tuas palavras. quanto a data de inauguração e detalhes técnicos pergunta ao carrilho que foi um dos pais da ideia.

  68. Actualização de «Até agora, pude verificar que 3a = muitas; e 3b = zero»: até à data do presente comentário pude verificar que: «3a = muitíssimas; e 3b = uma».

  69. Gungunhana, há problemas com os links, mas no geral concordo. Quem foi mais violento, afinal? Basta ver , se temos metade dos feridos que são polícias, apesar de toda a protecção, capacete, viseira,botas,fato especial anti-choque e escudos, e mesmo assim ficaram feridos, os principais agressores foram os manifestantes, os mais agressivos.

    E os reporteres foram protegidos por esses homens que tinham de se defender e ainda defender os jornalistas. Só não vê quem está do lado err, muita paciência tiveram eles.
    E depois vem uns, como o Edie dizer que houve perseguição por toda a noite, estavam à espera de quê? ( etambém acho bem apanhada a comparação com os palestinianos, continuem a brincar às fisgas e pedras, e depois queixem-se)

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