Cineterapia


Cesare Deve Morire_Paolo Taviani_Vittorio Taviani

Eis o filme do ano, saído de duas cabeças que somam mais de século e meio. A longevidade não está aqui a ser invocada como argumento de autoridade. É só para humilhar a mocidade e a indústria: estamos perante uma fonte da eterna juventude.

Original é o que está perto da origem. Shakespeare foi original, Shakespeare está perto da origem. Logo, subir aos ombros desse gigante, com esforço ou graciosidade, e conseguir manter o equilíbrio no andamento, pois os gigantes nunca estão parados, é apanágio dos corpos fortes e das almas guerreiras. Porque a originalidade precisa de lutar contra o mundo. E vencê-lo.

Contar partes, pormenores, fragmentos deste filme a quem ainda não o viu é uma filha-da-putice. Mais vale contar o todo, a essência, o fim. Este: a arte liberta.

2 thoughts on “Cineterapia”

  1. às vezes sinto-me castrada pelo mundo. e por momentos, por um momento como agora que li – não é que um momento tenha de ser veloz -, senti-me, sinto-me, alma bem erecta e dura, consolada. é preciso vencer a humilhação. só não sei como vencer a impotência gerada pelo não acreditar na impotência. vou saber qual é o filme qu’ando mesmo na escuridão.

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