Para o Pacheco Pereira escolher como alvo um comentário do João Coisas, num blogue qualquer, podemos ter a certeza de que a coisa está Preta. O que faz com ele tem tanto de caricato como de nojento. E faz isto:
Soube-se esta semana que havia gente paga pelo PS em blogues “espontâneos“, e que foram ingénuos ao ponto de admitirem que o faziam profissionalmente, “até porque não iam votar PS…”.
Petição de princípio é o nome dado pelos carolas a esta filha-de-putice. João Coisas em lado algum disse que era pago. Ninguém do SIMplex disse que ele era pago ou que alguém era pago para lá escrever, pelo contrário. Contudo, o Pacheco diz que ele, e outros!, são pagos. Vamos lá ver: somos 10 milhões de almas em Portugal, alguém há-de ter alguma ideia de como obrigar o Pacheco a assumir as suas responsabilidades nesta calúnia. E, de caminho, levá-lo a dar nomes aos bois nestas afirmações:
– muitos tricky dickies em acção, uns com bandeira do PS e outros com “bandeira falsa”, fazendo de conta que são de direita, muitos empregados em agências de comunicação, a trabalhar sempre no mesmo sentido útil
– os blogues mais entusiastas de apoio ao governo, os blogues que fazem não só a propaganda do governo como disseminam informação e desinformação sobre seja quem for que ataque o governo (PSD, dissidentes do PS, BE, PCP, por esta ordem), estão cheios de gente com pseudónimos
– Porque só profissionais é que não podem revelar a sua condição, para não se perceber ao que andam e quem são. Porque só isso pode justificar tanto pseudónimo e nome falso
Pacheco nunca concretiza as denúncias, tanto para não ser contraditado, como para manipular os acólitos, os quais propagam a calúnia e nela encontram refúgio em situações de frustração e desorientação. O debate fica envenenado, como pretende o Pacheco, aumentando drasticamente a violência emocional e só restando, cego, o império da suspeita. Todos os que aparecem contra passam a mercenários, a diabolização é completa e radical. Pacheco sabe muito bem o que faz, e por isso o faz tanto.
O PSD recorre a empresas de comunicação, como qualquer partido tem o direito de fazer. É normal, e até desejável. Acontece no Ocidente desde os primórdios do século XX, pelo menos. Seja o que for que o Pacheco diga que PS e Governo estejam a fazer no campo da comunicação, o PSD já o fez e pode estar a fazer. Mas esse nem é sequer um aspecto relevante. O que urge desmontar é esta aliança reaccionária entre uma líder que despreza a política e um seu conselheiro que despreza a liberdade. Quando se descreve a comunidade como um lugar infecto, e se fazem ameaças de futuras e inevitáveis vinganças, cai a máscara: desapareceu a pessoa.