História Universal da Infâmia

Aqueles que passaram as informações relativas a depósitos nas contas bancárias de Carlos Guerra são criminosos. Os jornalistas que publicaram essas informações são difamadores. Os que promoveram a notícia são irresponsáveis. E os que se regozijaram com ela são pulhas.

Haja alguém que lhes faça um desenho. A eventual culpa de Carlos Guerra, seja do que for, não apagará as pulhices daqueles que envergonham Portugal ao alinhar nesta decadência moral e cívica. É penoso ter de conviver convosco, mas em caso algum aceitaria fazer-vos o que fazem a outros.

A notícia do Sol termina com esta oração dilacerante: uma explicação considerada frágil. Repare-se, frágil. Nem adequada, nem inadequada, nem verosímil, nem inverosímil, nem falsa, nem verdadeira. Ficamos suspensos. Até a respiração se interrompe. Estamos no âmago da investigação, o destino de um nosso concidadão está exposto na sua extrema imponderabilidade. E, súbito, um caudal de imagens, recordadas e supostas, enche-me de uma tristeza também frágil ― quantos inocentes não foram assim expostos e gozados enquanto esperavam que a tribuna não fosse tão cega como a plateia?

5 thoughts on “História Universal da Infâmia”

  1. valupi, se conhecesses o Carlos Guerra não gastavas um linha a tentar defende-los, aliás, ele nem precisa já saltou de um tacho para outro. É a vida.

    Gente como ele sim, é “…daqueles que envergonham Portugal ao alinhar nesta decadência moral e cívica.”

  2. LOL, a tua técnica é por demais conhecida. Para desviar o assunto do Guerra esse fantástico boy de guterres chegado onde chegou pela mão do amigo vara, tentas mudar o alvo. LOL. És mesmo tontinho.

    E sim, consigo sair a rua sozinho, só não sairia se tivesse medo de ti, como tal não acontece….

    Mas tu, seguramente, necessitas de um cão guia que te indique o caminho de volta, tal é nó nessa cabecinha de alfinete.

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