Dominguice

Em 2009, Lopes da Mota, então procurador-geral adjunto e presidente do Eurojust, perante uma cagada que se arrastava sem evolução chamada caso Freeport, e face à necessidade de coordenação com as autoridades inglesas envolvidas na investigação, pediu celeridade aos dois procuradores titulares do processo. Estes, especialmente por causa do ambiente político golpista em 2009, criaram um caso que explodiu sensacionalmente e foi explorado até ao tutano. Lopes da Mota acabou castigado com uma suspensão de 30 dias. O Freeport viria a ser arquivado só quando se decidiu lançar a Operação Marquês, em 2012. Tomando esse episódio como referência, se a direita tivesse um Governo de maioria absoluta a cair por causa de um parágrafo feito a mielas entre uma procuradora-geral e um Presidente de esquerda, se visse um juiz a ser perseguido, espiado e ameaçado por ter resistido à pressão para linchar uma figura grada do PSD, e se estivesse na oposição quando se tornasse público o relatório do DCIAP conhecido há dias, haveria corte de estradas e distribuição de mocas de Rio Maior.

O Ministério Público não é apenas uma instituição que alberga criminosos entre os seus efectivos, é também uma entidade que permite acções criminosas que põem em causa a segurança de instituições, empresas e cidadãos. Um juiz autoriza uma escuta, e há juízes que autorizam tudo o que o Ministério Público pede, e depois deixa de haver controlo sobre a mesma. Entretanto, pessoal que não devia ter acesso a processos continua a poder escarafunchar à-vontadex. Até para quem só conheça o mundo através dos Livros da Anita esta realidade é desvairadamente grave, perigosa e totalitária.

5 thoughts on “Dominguice”

  1. Aqui temos o piaçaba a funcionar. Em 2009, no auge do reinado mafioso do 44, o xuxa Lopes da Mota, então conhecido por Lopes da Nota, pressionou e ameaçou para ser arquivado o processo do Freepote. Sim, ameaçou: se não o arquivassem “alguém pagaria caro por tal facto”.

    Na piaçabada do volupi, a pressão e ameaça mafiosa transforma-se em “pedir celeridade” – que inocente! Depois, não contentes com a mera suspensão do tachista-capanga Nota, haviam de reabilitá-lo pela mão da xuxa Van Dunem – que votara contra a suspensão – para novos tachos.

    São assim os piaçabas: não há trampa na sanita xuxa que os demova ou cheiro a merda que os desanime. Tudo pode ser lambido e branqueado. Vergonha? Zero. E aposto os 10 euros que tenho no bolso, como costuma dizer o volupi, que as escutas entre o 44 e o Vara que o PGR cortou à tesourada só continham conversas inocentes entre os dois trafulhas – receitas de robalo e assim.

    Neste quadro mental xuxo-mafioso, ou xuxo-alucinado, só os outros são criminosos e “põem em causa a segurança de instituições, empresas e cidadãos”. Só os outros são totalitários. Isto quando foi o 44 que perseguiu e silenciou críticos, arruinou empresas e o país… para ir mamar em Paris. Não podemos salvar viúvas ou piaçabas como o volupi. Mas podemos e devemos corrigi-los.

  2. Em 230 deputados, não há UM que tenha a coragem de denunciar para as actas a maior perseguição mediático-judicial, com promoção de linchamento popular, a um cidadão depois da ditadura. Nem quando se comemora o 25 de Abril, o dia da liberdade, o fim da opressão e da censura, etc… Transformam a efeméride numa grandessíssima treta.

  3. primeiro um cocktail molotov do ps e agora um assassino do bluesky. há aqui uma tendência, uma brisa.

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