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Crise neuronal

Das inanidades que a inane direita reuniu para lidar com mais um daqueles momentos em que fica a ver passar a História, nada foi mais bronco do que se terem lembrado de protestar contra a conquista de um direito, que dignifica Portugal, alegando que essa aprovação iria desviar recursos do combate ao desemprego.

Desta crise neuronal, esta direita nunca irá recuperar.

Os professores é que a sabem toda

manifestação professores

Os professores são os maiores e contaram com o apoio do PCP, BE, PSD e CDS. Ganharam, claro. Agora já podem voltar para a depressão que arrastam há décadas.

Acabaram as excursões à Capital nos próximos tempos, acabaram os piqueniques e as algazarras, a juvenil folia de quem se acha no centro do mundo. Aguentem-se o melhor que puderem, e rezem para que a sociedade continue sem querer avaliar o que se passa nas salas de aula.

Voto inútil

O interesse em afastar Cavaco Silva de Belém não pode ser maior. A Presidência está conspurcada, falhou escandalosa e gravemente, tendo deixado de merecer a confiança do cidadão. A promessa eleitoral de contribuir para o bom governo da Nação com judiciosos, discretos e humildes conselhos vindos de uma mente brilhante em finanças e economia, que até suscitou críticas negativas da direita por receio de um apoio à perpetuação de Sócrates no poder, acabou em espionagem à moda da Madeira e spam conspirativo. Resultado: Cavaco não é parte da solução, é parte do problema.

Mas Alegre também é parte do problema, não da solução. A escolha do candidato presidencial do PS é um dos mais fascinantes problemas de estratégia política da década que acaba neste ano. Precisamente porque Alegre vai ganhando peso dentro do PS, captando a adesão daqueles que apostam na unidade da esquerda. Ora, tal intento é meritório, mas não é o único possível.

Alegre, face a tudo o que fez e deixou que se fizesse consigo até agora, não é o candidato do PS coisa nenhuma – é o candidato do Louçã. O BE vai apoiar Alegre porque é a forma de atingir o PS e sacar protagonismo, ao mesmo tempo que sobrevive numas eleições onde se arriscaria a desaparecer eleitoralmente. Daqui decorre uma outra consequência que desmente a promessa da unidade à esquerda: Alegre nunca será apoiado pelo PCP surgindo como candidato do BE. Donde, na 1ª Volta aparecerá um Jerónimo, ou um Carvalhas, a segurar o eleitorado comunista e a boicotar as candidaturas da esquerda. Só numa 2ª Volta o PCP apoiaria Alegre. Para o PS, estes prognósticos levam a constatar que o principal objectivo será o de levar o seu candidato à 2ª Volta. Este cenário ganha favor caso Cavaco se recandidate, pois não é crível que repita os números da sua eleição.

Há vários nomes que representam o melhor do PS, e em que votaria sem problemas de consciência: Jaime Gama, Alfredo Barroso, Maria de Belém; por exemplo, mas há outros. No Alegre não votarei, nem que isso implique mais desgraça cavaquista. Porque Alegre não foi leal para com o seu partido, e para com o Governo, nos momentos mais difíceis da difícil legislatura anterior – logo, não foi patriota. Ainda por cima, nada de nada de nadinha de nada do que Alegre diz, desde que ficou à frente de Soares, tem importância política. O homem está tão cheio de si que já nem o meu voto lá cabe.

Sócrates, o Responsável

Apesar da maioria parlamentar, o PS não viabilizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo na anterior legislatura. Porque tal não constava do seu programa.

Agora, o PS não quer viabilizar a adopção para casais de pessoas do mesmo sexo. Porque tal não consta do seu programa.

Caso Sócrates desse liberdade de voto, e a adopção acabasse por ser aprovada, a direita diria que Sócrates era o anticristo. Como impera uma lógica de responsabilidade, a direita diz que Sócrates é o diabo.

Entretanto, e pese embora a força dos corolários abstractos que decorrem da legitimidade para casar, a problemática da adopção por casais homossexuais pede mais tempo de investigação, mais reflexão, mais debate. Não há ainda informação suficiente na sociedade, nem na comunidade científica, para que esse passo seja dado com maturidade cívica. E há menores, à nossa guarda, que têm direitos.

A crise chegou ao Ponto G

O Ponto G desapareceu, foi o que uma investigação britânica descobriu fazendo perguntas a gémeas, pelo que se levanta um problema político: aceitarão as mulheres ficar espoliadas do misterioso e andarilho ponto?

Dr Petra Boynton, num inglês que qualquer português entende desde que saiba inglês, explica que a ela não lhe vão tirar o Ponto G. Porquê? Porque a sexualidade feminina continua a ser essa ilha dos amores, onde

Milhor é exprimentá-lo que julgá-lo;
Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo.

(não, não consta que a senhora tenha alguma vez lido Camões)

Humano est

O ataque no Afeganistão que matou oito agentes da CIA, a segurança nos aeroportos que continua sempre a precisar de melhoramentos apesar do 11 de Setembro e o facto de os serviços secretos de meio Mundo não serem capazes de apanhar Bin Laden, eis a prova de que a imperfeição e o erro não desaparecem com a abundância de recursos humanos e materiais.

Os defensores da raça

No Luxemburgo, os portugueses mostram a sua raça. Uma raça de empregados de mesa, motoristas, porteiras, mulheres da limpeza, camareiros, pedreiros, empregados fabris, desempregados. Uma raça de manipulados pelos doutores que são patrões, directores, chefes, capatazes. Uma raça que cultiva a tragédia de não votar, ou de votar nos que desprezam o aumento da escolaridade obrigatória, nos que boicotam a avaliação dos professores, nos que odeiam o projecto Magalhães e nos que gozam alarvemente com o programa das Novas Oportunidades. Uma raça a carregar, desde que há memória, a pior das misérias: a desistência de si própria.

Muito gosta desta raça quem entende o exercício de oposição como uma luta sem quartel pela conquista do Poder.

Rastilhos

A Mensagem de Ano Novo do Presidente da República condensa os lugares-comuns da retórica da impotência, característica dos discursos da direita em geral, e do PSD em especial. Que sentido tem repetir maniacamente que há desemprego e défice demasiado altos? Acaso só a direita é que está preocupada? Será que o Governo ignora os números, esse mesmo Governo que reduziu o défice quando pôde e apoiou as vítimas da crise internacional quando foi necessário? Este alarmismo estéril e tóxico, nunca se comprometendo com alguma solução, manifesta a paupérrima qualidade intelectual e cívica que constitui a actual direita.

Mas o melhor do discurso de Ano Novo vem do reino da metáfora: situação explosiva. Coincidindo com o descalabro no BCP e BPN, finais de 2007, os círculos cavaquistas passaram a falar da ameaça de explosões sociais. A SEDES, no princípio de 2008, foi para a janela gritar que havia na sociedade um difuso mal-estar – isto é, que o relógio já estava em contagem decrescente para o grande peido. E em Junho desse ano sentiu-se o cheiro da pólvora, com o bloqueio das transportadoras, animado por um gabiru ligado ao PSD. Este quadro de ameaças vagas e crescente retórica catastrofista, misturado com apelos à intervenção presidencial, recolheu imediata adesão dos sectores da sociedade mais fragilizados cultural e cognitivamente, tendo sido transformado em estratégia política com os tópicos da política de verdade, asfixia democrática e medo.

Acontece que em Portugal as explosões sociais são um negócio do PCP. Eles é que têm as carrinhas, camionetas e camiões autárquicos, assim como uma base de dados nacional com os nomes dos revolucionários sempre prontos a largar o bulimento, ou a bisca deslambida, e vir até à Capital abrir o apetite com umas caminhadas avenida a baixo. Depois, chegam os manfios do BE, colocam-se no passeio sorridentes e fazem os directos para a TV. Uma explosão social bem organizada funciona assim – escusado será lembrar que as explosões socias desorganizadas não funcionam, isto é de lenina caprina.

Moral da história: os que à direita falam em explosões sociais mal conseguem conter o seu desejo que aconteçam, deixando-se apanhar a acender o rastilho. Ver o Presidente da República alinhado com esses irresponsáveis, só confirma que os mínimos para estar à altura da função há muito explodiram em Belém.

Aveiro Disconnection

Em qualquer democracia, a imputação de factos criminosos praticados pelo PM no exercício das suas funções é matéria de interesse público.

Paulo Pinto de Albuquerque

*

Devemos fazer coro com os pulhas: o procurador e o juiz em Aveiro não são loucos, pelo que é inquestionável terem encontrado algo nas escutas a Sócrates que é do foro criminal, daí as certidões – logo, nós precisamos de saber o que se passou. Embora seja um infame sofisma, o argumento é inatacável. De facto, não é crível que os magistrados em Aveiro tenham enlouquecido aos pares, pelo que tem de existir uma racionalidade que justifique a tão grave decisão de imputar a um Primeiro-Ministro indícios de crime contra o Estado de direito. É neste ponto que os pulhas pretendem interromper o pensamento, apelando a que se faça o julgamento sumário do suspeito, com a consequente execução na praça pública.

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Abraços

Para o Carlos Santos, que devia ganhar o Prémio Revelação – Blogosfera 2009. As suas competências analíticas e expositivas, tanto no campo da economia como da política, aliadas à extraordinária capacidade produtiva, fizeram dele um sucesso instantâneo na primeira metade do ano. Depois, foi a consagração, tornando-se uma nemesis para a direita que aceitou debater com ele. Acresce ainda ser uma das mais simpáticas figuras no meio, sempre à procura de pontes de diálogo e cooperação entre adversários, e distribuindo esmerada educação e classe por onde passa.

Para o Eduardo Pitta, que celebra os 5 anos Da Literatura e faz uma declaração de independência que é um manifesto de cidadania. O Eduardo é também um dos mais prestigiantes fazedores de comunidade na blogosfera, citando frequentemente os textos e ideias que lhe merecem favor. Trata-se de um autêntico trabalho comunitário, e gratuito. Eis aqui o segredo para o tão adiado triunfo do comunismo: ter de ser espontâneo e nascer da imperativa liberdade de cada um.

Para o António Parente, que se lançou na criação e promoção da opinião social e política de inspiração cristã e católica. Se pensarmos que nem nos partidos da direita encontramos quem represente essa tradição milenar, mais importante fica o intento de contribuir com uma fonte de inteligência que é desconhecida da enorme maioria da população, mesmo daquela que vai à missa. Sim, a Igreja não se esgota no Papa, no Vaticano, no clero ou nos Textos Sagrados. Reduzi-la a essas entidades será pecar contra o Espírito Santo. E, aqui entre nós que ninguém nos lê, se há coisa que temos toda a vantagem em evitar é pecar contra o Espírito Santo. Quem tiver ouvidos que oiça.

Melhor de 2009

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Ganhou as eleições contra tudo e contra todos. Não há político tão investigado e devassado como ele, nem nada que se pareça com as campanhas de assassinato de carácter que lhe têm feito desde 2004. Foi vítima de uma armadilha como nunca se tinha visto por estas bandas, envolvendo juíz e Ministério Público de Aveiro. E aceita a responsabilidade de governar nas piores condições económicas em 80 anos.

Sócrates não é apenas uma força sem émulo na política actual, é também uma novidade amoral na cultura portuguesa. E, mesmo depois de cumprir o seu ciclo governativo, continuará a influenciar aqueles dispostos a romper com o marasmo e as pulhices que nos atrofiam.

Pior de 2009

cavaco_silva

E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.

*

Quando Cavaco convocou a comunicação social para, supostamente, explicar o que andou a fazer durante a campanha para as Legislativas, ninguém esperava ouvir o chorrilho de tonteiras que saiu da boca do que já era o pior Presidente da República no pós-25 de Abril. O que disse então não tem ponta por onde se pegue, e a sua recusa em se deixar interrogar pelos jornalistas é a marca de uma consciência culpada e irresponsável. O que fez e deixou fazer, alinhando numa golpada mediática, é imperdoável.

Cavaco não é o Presidente de todos os portugueses. Nem de metade dos portugueses. Em boa verdade, ele já só representa o grupo dos reaccionários.

Não dá para antecipar as Presidenciais?

Thank you very muito

Nestas tele-tertúlias que são os blogues, 2009 foi um ano memorável para quem quer ser parte da Cidade. O Aspirina B nasceu em 2005 com uma arreigada vocação política, a qual se tem mantido apesar da redução drástica do elenco. Essa gana de realizar a cidadania tem possibilitado o encontro com consciências, intelectos e vontades que aumentam o meu orgulho de ter nascido português em Portugal. Para além dos pessimismos e optimismos, a lucidez impõe-se na sua glória: se conseguirmos estancar a actual hemorragia da inteligência, onde o combate político se faz contra o bem comum, iremos crescer e descobrir o que fazer a tanto potencial que espera há décadas, ou séculos, numa resignação letal.

Sem qualquer critério de ordenação, tirando a primazia dada ao meu primo por afinidade electiva, o qual é também fundador e membro vitalício da casa, muito obrigado por existirem e terem partilhado connosco a vossa liberdade:

João Pedro da Costa
&
claudia
Nik
Tereza
Shark
Maria João Freitas
dina
Ana Paula Fitas
Leocardo
ARMANDO RAMALHO
reis
Carlos Santos
A. Moura Pinto
Maria da Guia
Aristes
Rogério da Costa Pereira
Adolfo Contreiras
aires bustorff
João Galamba
António P.
Miguel Abrantes
mdsol
Francisco
João Pinto e Castro
Anti-Tretas
jrrc
Eduardo Pitta
fblourido
Paulo Ferreira
maiquelnaite
Fernanda Câncio
tra.quinas
MARGARIDO TEIXEIRA
baladupovo
Chessplayer
Filipe Nunes Vicente
Silver
Jose Nunes
Francisco José Viegas
Paulo Querido
Sinhã
Manuel Pacheco
Soledade Martinho Costa
Ricardo Sardo
Ocasional
guida
jafonso
Marco Alberto Alves
Edie
Manolo Heredia
Eduardo
mf
K
antonio manso
joão viegas
MFerrer
Mário
jv
Carmim
mct
Luís Novaes Tito
Carmen Maria
Francisco Clamote
assis
Sofia Loureiro dos Santos
Tomás Vasques
Björn Pål
Pedro Rolo Duarte
luis eme
*Jnascimento
*pedro oliveira
*AL´Garvio
*Ana Matos Pires
*João Branco
*Luís Lavoura
*Blondewithaphd
*aix
*Nuno Salgado
*Tiago Taron
*José Chamusco
*Paulo Gorjão
*Nicolae
*cidadão presente
*ESTACA
*j.coelho
*Ricardo Shiappa
*magia
*Zeca Diabo
*João Tordo
*Helder Guégués

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Faltarão aqui outros nomes, muitos outros do conjunto que animou e promoveu o debate (pouco) e a brincadeira (muita). Aceitem as minhas desculpas, mas também é verdade que só me pagam para defender o Engenheiro e afundar o País na bancarrota, não para fazer listas exaustivas de tanta gente melhor do que eu em tantos aspectos e por tantas razões. Sim, estou a tentar dar-te graxa, a ti que não viste o teu nome recordado por esta cabeça-de-alho-chocho e agora já nem tens vontade de entrar em 2010 nem nada.
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* À partida, já estava condenado. A homérica tarefa de listar os nomes dos que, ao longo de 2009, interagiram positivamente com o blogue ficaria sempre incompleta, causando injustiças menores e maiores. Para agravar, estar a fazê-lo na tarde do último dia do ano não foi propriamente uma decisão genial. Não tenho mais desculpas, mas tenho asteriscos.

Ego sum

A Fernanda Câncio é, na minha soberba consideração, a blogger mais importante em Portugal. Tal decorre do que se percepciona da sua relação com Sócrates (seja essa relação qual for, que eu não faço a mínima ideia qual seja, nem quero saber), e que a torna um alvo preferencial dos ranhosos e imbecis. Mas a notoriedade também vem do erotismo associado à sua imagem e presença, de ser uma jornalista de causas, da qualidade da sua escrita, do seu génio fogoso e, acima e antes de tudo, da generosidade intelectual. É essa generosidade ingénua, como tem de ser para que continue fecunda, que a leva a partilhar o seu horizonte de realização e a não desistir de chegar a acordo com quem dialoga, desde que haja sinais de valer a pena o esforço. Como neste caso, onde vai ao encontro do João Miguel Tavares para lhe entregar um testemunho honesto, frontal, nu – portanto, amoroso.

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O umbigo dos educadores

manifestação professores

O PSD, com Ferreira Leite e Pacheco Pereira, deixou de fazer política. Apostaram tudo na calúnia de Sócrates e difamação do Governo, os fins justificando qualquer meio. E foram muitos os meios utilizados, mas nenhum que contribuísse para o eleitorado encontrar uma alternativa. A derrota foi mais do que merecida, foi um castigo para a perversão moral e inanidade intelectual da estratégia.

Repare-se na narrativa delirante: Sócrates é um bandido, falsifica o percurso escolar e profissional, recebe dinheiro em envelopes dos empresários mais rasteiros, quer acabar com a imprensa livre, só faz negócios com quem lhe vende a alma, persegue os puros que ainda resistem, tem um projecto pessoal de poder e… não cede à chantagem dos professores mesmo que tal conflito lhe custe 500 mil votos e a maioria. É isto, não é Pacheco?

Entretanto, os sindicatos querem provar que o problema não está na pessoa que assume a pasta da Educação. O problema é esta bizarrice de ainda haver quem insista que Portugal pode ser governado.

Nem uma asfixia democrática de jeito conseguem fazer

Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Mário Crespo, Constança Cunha e Sá, Nuno Rogeiro, João Miguel Tavares, Helena Matos, Pedro Lomba, Francisco José Viegas, João Pereira Coutinho, Rui Ramos, Carlos Abreu Amorim, João César das Neves, Vasco Graça Moura, Maria José Nogueira Pinto, Maria João Avillez, Alberto Gonçalves e sei lá quem mais. Estes cidadãos são colunistas na imprensa, rádio, TV, Internet, telefone e papel pardo. Todos eles são pagos pela opinião emitida, e todos têm a atenção da comunicação social assim que o desejarem. São figuras públicas. Ocupam o palco, sobem à tribuna, vêem mais longe porque estão mais alto.

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