Thank you very muito

Nestas tele-tertúlias que são os blogues, 2009 foi um ano memorável para quem quer ser parte da Cidade. O Aspirina B nasceu em 2005 com uma arreigada vocação política, a qual se tem mantido apesar da redução drástica do elenco. Essa gana de realizar a cidadania tem possibilitado o encontro com consciências, intelectos e vontades que aumentam o meu orgulho de ter nascido português em Portugal. Para além dos pessimismos e optimismos, a lucidez impõe-se na sua glória: se conseguirmos estancar a actual hemorragia da inteligência, onde o combate político se faz contra o bem comum, iremos crescer e descobrir o que fazer a tanto potencial que espera há décadas, ou séculos, numa resignação letal.

Sem qualquer critério de ordenação, tirando a primazia dada ao meu primo por afinidade electiva, o qual é também fundador e membro vitalício da casa, muito obrigado por existirem e terem partilhado connosco a vossa liberdade:

João Pedro da Costa
&
claudia
Nik
Tereza
Shark
Maria João Freitas
dina
Ana Paula Fitas
Leocardo
ARMANDO RAMALHO
reis
Carlos Santos
A. Moura Pinto
Maria da Guia
Aristes
Rogério da Costa Pereira
Adolfo Contreiras
aires bustorff
João Galamba
António P.
Miguel Abrantes
mdsol
Francisco
João Pinto e Castro
Anti-Tretas
jrrc
Eduardo Pitta
fblourido
Paulo Ferreira
maiquelnaite
Fernanda Câncio
tra.quinas
MARGARIDO TEIXEIRA
baladupovo
Chessplayer
Filipe Nunes Vicente
Silver
Jose Nunes
Francisco José Viegas
Paulo Querido
Sinhã
Manuel Pacheco
Soledade Martinho Costa
Ricardo Sardo
Ocasional
guida
jafonso
Marco Alberto Alves
Edie
Manolo Heredia
Eduardo
mf
K
antonio manso
joão viegas
MFerrer
Mário
jv
Carmim
mct
Luís Novaes Tito
Carmen Maria
Francisco Clamote
assis
Sofia Loureiro dos Santos
Tomás Vasques
Björn Pål
Pedro Rolo Duarte
luis eme
*Jnascimento
*pedro oliveira
*AL´Garvio
*Ana Matos Pires
*João Branco
*Luís Lavoura
*Blondewithaphd
*aix
*Nuno Salgado
*Tiago Taron
*José Chamusco
*Paulo Gorjão
*Nicolae
*cidadão presente
*ESTACA
*j.coelho
*Ricardo Shiappa
*magia
*Zeca Diabo
*João Tordo
*Helder Guégués

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Faltarão aqui outros nomes, muitos outros do conjunto que animou e promoveu o debate (pouco) e a brincadeira (muita). Aceitem as minhas desculpas, mas também é verdade que só me pagam para defender o Engenheiro e afundar o País na bancarrota, não para fazer listas exaustivas de tanta gente melhor do que eu em tantos aspectos e por tantas razões. Sim, estou a tentar dar-te graxa, a ti que não viste o teu nome recordado por esta cabeça-de-alho-chocho e agora já nem tens vontade de entrar em 2010 nem nada.
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* À partida, já estava condenado. A homérica tarefa de listar os nomes dos que, ao longo de 2009, interagiram positivamente com o blogue ficaria sempre incompleta, causando injustiças menores e maiores. Para agravar, estar a fazê-lo na tarde do último dia do ano não foi propriamente uma decisão genial. Não tenho mais desculpas, mas tenho asteriscos.

87 thoughts on “Thank you very muito”

  1. Valupi,

    Não sei se um beijinho ou um abraço (dum modo geral reservo os meus beijinhos para as meninas e os meus abraços para os meninos; um pseudónimo não assumido é uma espécie de trans ou melhor trashsexualidade) de qualquer modo o que lhe queria dizer é que desejo as maiores felicidades para o «blog»; um grande abraço para o Zé Carmo Francisco (perdoe a intimidade) mas gosto de pessoas que assumem o que escrevem; aproveito para pedir desculpa (os comentários neste «blog» não se conseguem apagar ou se conseguem não sei como) dum comentário que fiz num «post» anterior.
    É óbvio que Valupi não é Fernanda Câncio, Fernanda assume o que escreve.
    O meu comentário era, apenas, uma provocação (dantes Valupi respondia aos comentadores).
    Para terminar um abraço para os ex-aspírinicos, especialmente, para:
    – Daniel de Sá
    – Fernando Venâncio
    – José Mário Silva
    e Luís Rainha
    Um excelente ano «blogosférico» para todos

  2. Bom ano de 2010, para o aspirinab daqui dos Algarves, que continuem com a mesma acutilancia(tambem sei falar caro)e o resto que seja cagativo.Saúde,paz interior e quanto menos hipócrisia, tanto melhor,para a alegria de viver ser uma realidade “real”.Que uns tantos intelectuais opinadores da nossa praça sejam realmente honestos e claros nas ideias e nos interesses.Que as novas opurtunidades continuem(sou seu fruto)para equelibrar as coisas,porque quanto mais esclerecidos houver menos Pachecos nos dão musica.desculpem a “marafadisse”mas tenho pretencões de ser poêta,mas á minha maneira.
    Nota:será pretencões ou pertencões.A Pide gramatical que me esclereça.

  3. ehehehheheheheheheheheheh

    Uma vez mais não sou incluído na lista dos ilustres. Mas isso só é sinal de que o Valupi também não se esqueceu de mim! ehehehhehehheheh

    De qualquer forma, também desejo um bom ano ao chessplayer, que, estou crente, não tinha a intenção de estragar o dia de ano novo do Valupi. ehehehehehhehheh

    Portanto, chessplayer, prepara-te para ouvir o Valupi: «Larga o vinho, chessplayer». Eu daqui faço um brinde ao teu comentário.

  4. Já no novo ano, mas ainda muito a tempo, um grande abraço a toda a equipa, e uma gratidão profunda por me terem arrancàdo da modorrenta reforma dos 60 e tais,que só me estava a empurrar para a quinta dos pés para a frente.

  5. Já agora uma curiosidade – é possível que este Pedro Oliveira seja ele mesmo o Pedro Oliveira que participou num programa de rádio no dia da inauguração do Estádio José Alvalade em 2003. O programa foi conduzido por António Macedo (afirmativo! afirmativo!) mas se não é este mesmo Pedro Oliveira não há problema. É alguém cinco estrelas este do «aspirinab» e se for o mesmo são dez estrelas… Bom Ano 2010 ao Pedro Oliveira e a todos!!!

  6. Um agradecimento:

    Foi com bastante orgulho que vi o meu nome entre bastantes outros o que me faz regozijar de orgulho. Não o fiz no ano passado (passagem de ano) pelo motivo de uma arreliadora dor – no único rim que ainda me pertence – o que me levou passado um tempo a adormecer e não dar pela passagem do ano. A minha esposa optou por deixar-me descansar e não me acordar que, de qualquer maneira para mim já estava estragado, não pelo facto, dele ano, ter sido mau para a maioria dos portugueses.

    Depois deste intróito e do pedido de desculpas, tenho a salientar que foi em boa hora que no dia 19 de Julho de 2009, – aqui o Z, hoje &, diz: “é impressionante como escreves como uma fotografia. Eu seria incapaz, esqueço-me das datas todas e dos nomes, só consigo fazer fotos conceptuais” com o texto “filho de gente pobre” o carinho com que fui recebido – ainda guardo os comentários elogiosos, de vários colaboradores do Aspirina.

    Saliento que gosto de ser um entre tantos mas, quem não gosta de receber palavras elogiosas, só quem não tem amor-próprio ou, for desprovido de tal sentimento.

    Figurar entre escritores como Fernanda Câncio, Nik – sempre com as suas nikadas – Soledade Martinho da Costa, para mim elejo como das melhores escritoras que passa pelo Aspirina. Com isto não quero melindrar outros.

    É um regalo ir ao blogue Sarrabal e ler histórias antigas, cada vez mais actual, como as que relata no “Segredos – Avós do século XXI”. Ao a ler fez-me lembrar as minhas, principalmente a materna, que perdi deve de haver uns 42 anos.

    Não se podia rever ao espelho do seu quarto porque nessa altura a vida não o permitia – lutava com bastantes dificuldades – o que existia eram uns armários velhos, mas eu notava a sua velhice. Quer na sua fisionomia, indumentária e nos seus passos. Via-a cada vez mais a definhar.

    Levou uma vida de canseiras e martírios e passado um ano o meu avô, seu marido, também partiu para junto dela, não resistiu ao desenlace.

    Por isso continuo a dizer que é um bálsamo conviver com pessoas assim. Mil vezes obrigado ao Aspirina B, nas pessoas de José do Carmo Francisco, ainda espero o livro que fala do Pedro Barbosa, e ao Valupi, pelas oportunidades que aqui me dá de conviver com ilustres personagens.

    Acreditem que lhes desejo, sem excepção, o que de melhor houver no ano de 2010.

    O meu muito obrigado.

    Manuel Maria Ferreira Pacheco

  7. Gostei de participar.E aprender. Um grande abraço, Valupi, sejas lá quem fores. E até sei quem sabe quem tu és. Mas não vou perguntar. Interessa-me bem mais o que nos transmites. E não é só «política». Tens intervenções maravilhosas que não metem uma palavra sobre «politica». Bom Ano para ti, tua familia e amigos. Até sempre

  8. “Portanto, chessplayer, prepara-te para ouvir o Valupi: «Larga o vinho, chessplayer». Eu daqui faço um brinde ao teu comentário.”
    não largo não. passa por aqui (no Algarve, bem pertinho da Praia da Marinha) no domingo, que eu abro uma “Cartuxa”. e tinha muito gosto em oferecer um copo ao Valupi, nem que ele viesse mascarado.
    bom ano.

  9. Obrigado Val. Faço minhas as palavras do antonio manso… com algumas ressalvas. Tendo amigos de longa data, e até de infância, presumidamente intelectuais, que entraram na onda de mal-dizer nunca vista, contra o PM Sócrates, e tudo o mais que nada tem a ver com a tal honestidade intelectual. Foi para mim um “oásis” “espiritual/intelectual” partilhar neste canto, com tanta gente que eu desconhecia, a contra-onda da indignação, que não pode parar – não obstante algumas diferenças de opções noutras áreas… Este é um local, para mim, absolutamente democrático! Bem hajam a todos!

  10. Saudações para todos. E tenho o grato prazer de anunciar que este vai ser o melhor 2010 de sempre.
    __

    Chessplayer, não é esse o único nome que falta intencionalmente. Acontece é que o ds, e muito bem para ele, faz da sua participação um ataque à razão de ser deste espaço. Isto, por si, não teria mal algum, pelo contrário, mas levou-o para uma situação que considerei excessiva. A partir daí, deixei de gastar o meu tempo com ele, pois não o considero leal. Contudo, nunca nenhum comentário seu foi censurado, apesar da sua constante paranóia, ou falta de educação, no que a esse aspecto da mecânica do blogue diz respeito.

    Entretanto, já que estás interessado no ds, pergunta-lhe se ele quer fazer parte da lista. Eu diria que não, que até seria ofensivo para ele estar em tão má companhia, mas caso ele revele que estou enganado, pois lá aparecerá. Ele que se defina quanto ao valor que dá a esta comunidade.
    __

    pedro oliveira, o que é um “pseudónimo não assumido”? Talvez possas gastar uns minutinhos a esclarecer esse promissor conceito.

    Quanto a estares na dúvida se me deves dar beijinhos ou abraços, isso resolve-se com um aperto de mão. As tuas inseguranças já podem acalmar.

  11. Caro Valupi, neste ultimo semestre não fui de grande valia.
    Como muito bem parodias o “Eng.” não te paga para tanto, mas onde pára o nosso companheiro “Z” ?

    O melhor que me saiu acerca de ti meu caro. (em resposta ao Ibn )

    “O que me move é ele (Valupi) não ser exclusivo, que é o que mais se vê por aí. Também estou convencido que o Valupi testa bem a “competência” alheia, as próprias desbarata-as aqui, (no Aspirina) não vem mal ao mundo. Bem pelo contrário. Julgo eu. Será um amor/ódio à esquerda “fandanga” que o coloca ao lado do J. Sócrates”?

    O que se seguiu na mesma missiva era de alguma forma uma constatação/desabafo.

    “O problema deste “mundo” é o de ninguém querer potenciar os seus dons, sociedade de auto-castrados, desnatados, conformistas e dependentes sem determinação própria. São altruístas no voto, votam com gosto se sabem que os amigos votam no mesmo.
    Deixei de ter próximos, aprendi com o Júlio, o César, aquele que ficou um passador por ter gente muito próxima”.

    Meu Caro, um bom Ano Novo para ti e todos os teus.

    A guerra continua, nem te passa pela “cabecinha” o que vai pela FDL.
    Com a minha idade já me é permitido adivinhar, só pelo cheiro, o “petisco” que está ao lume em qualquer albergue. Pelo que vejo erras o alvo com os “imbecis e ranhosos”.

    Quando quiseres vamos a esse vinho que te espera há muito.

  12. o teu e o meu. :-D

    (tens, agora, a oportunidade de, além de um livro por dia, dizer-me porque estou nas excepções da censura. anda, safa-te).:-D

  13. Sim, assumo, o Valupi tem razão quando diz que eu faço da minha participação «um ataque à razão de ser deste espaço». Só falta dizer qual é a razão de ser deste espaço… E o que está à vista de qualquer pessoa com dois dedos de testa, é que este espaço existe para fazer propaganda ao Pinto de Sousa e para atacar todos os que se opõem ao impostor (sejam partidos, classes profissionais, politicos, pessoas comuns). A maioria dos comentários que aqui são colocados confirmam isso mesmo, pois eu nunca vi um blogue onde o aplauso e a concordância com o que é dito pelo «mestre» ou «pastor» valupi fosse tão grande. Isto é quase um espaço de reunião de devotos do Pinto de Sousa (mais ainda do que o blogue dos jugulares, imagine-se!). E estou convencido de que é assim porque a maior parte dos bloguers, nem está para perder tempo com um blogue deste género. Só mesmo os fieis e crentes lhe dão importância…
    Quanto a quem gasta o tempo com quem, ó homem (ou mulher, ou hermafrodita, sabe-se lá), se vires bem quem nunca perdeu o tempo com alguém, fui eu contigo, porque eu topei o teu estilo desde o início: um estilo que foge às questões dos outros, às interpelações dos outros, e que recorre ao «larga o vinho» como forma de não responder aos outros. Para além disso, e como todos podem confirmar, tu pouco respondes a qualquer pessoa: quase que te limitas a elogiar quem alinha com o teu discurso («boa, zé»; «muito bem, pinto»; «bravo, sousa») e a insultar (de forma encapotada ou não)quem te contesta. Portanto, não te faças de virgem ofendida com essa treta da minha falta de educação. Ou pensas que só tu é que podes ter o «privilégio» de mandar os outros «pró caralho»?
    Quanto a fazer parte da comunidade (ou rebanho) dos só-cretinos… Não, obrigado! Prefiro ser apenas só, mesmo…

  14. Antes de mais: FELIZ 2010 para o Valupi e todos os que demandam este espaço.
    Só há relativamente pouco tempo “entrei” neste blog e, desde essa altura mais dia nenhum deixei de o consultar, porque se abriu para mim, mais uma janela de conhecimento e de troca de ideias diversificadas (muitas das quais nem sempre condizentes com o meu pensar e outros, até, fugindo do meu campo de possibilidade de discussão, por total desconhecimento) que me ajudam a sentir-me mais “tolerante” na aceitação do contraditório.
    Bem-hajas Valupi. Continua porque “o cheque há-de chegar”…

  15. Fizeste deste espaço algo de ímpar na bloga tuga. E, segundo sei, recebendo m€no$ que eu. É um orgulho poder incluir no meu curriculum o facto de já ter pertencido a este blogue, do qual saí por razões tão pequeninas que eu próprio já não percebo.

  16. Ok, Val, eu levo isto, como uma partida de xadrez. o que o xadrez tem de bonito, não está no ganhar a partida, mas sim na variante que agente arrisca e aquilo dá em derrota.
    quando entrei neste blog, foi porque, alguém “associava o vinho ao Valupi”, e o Ds elucidou-me de forma brilhante “essa associação”. é esse comentário do Ds que tento encontrar, mas por mais que pesquise não consigo lá chegar.
    talvez tu ou o Ds, tenham o mês ou o post, e me encaminhem para lá
    de resto, não querendo ser chato, acho que o problema do DS é:
    acha que o Sócrates é um bom sacana, só que a a(s) alternativa(s), são bem piores.
    tendo com base um outro post do J Francisco, e porque ainda vivemos tempos de boa vontade, faz como o filho “d´Ele”, deixa para lá, e dá a outra face.
    por último acho que o Ds, é dos poucos que casca em ti, e de que maneira. surpreendo-me que não tenhas poder de encaixo para o Ds. se calhar isso vem dos tempos do PREC.

  17. Já agora, deixo aqui um presente de Natal (atrasado), que está constantemente a ser censurado nos comentários do Público, por um sócretino qualquer. Não gostam de ouvir verdades e tudo fazem para manipular as cabeças dos idiotas úteis com as mentiras do «reformismo», «privilégios», etc, etc.

    Na semana de 13/17 de Julho de 2009, a Agência Lusa, e depois a maioria dos órgãos de comunicação, incluindo a TV, acabaram por colaborar numa gigantesca operação de manipulação da opinião pública. Para isso, foi utilizado um estudo divulgado no Boletim Económico – Verão de 2009 do Banco de Portugal, que, segundo os autores da noticia, provava que “os funcionários públicos auferem um salário mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado e o diferencial aumentou ao longo do tempo, passando de 50% em 1996 para quase 75% em 2005” Desta forma, ficava justificada a politica deste governo contra os “privilegiados” da Administração Pública (uma ajuda para a campanha eleitoral de Sócrates), por um lado, e, por outro lado, preparava-se já a opinião pública para que o futuro governo continuasse a reduzir as condições de vida destes trabalhadores. Uma análise objectiva de todo o estudo do Banco de Portugal, e não apenas de alguns dados retirados do seu contexto, revela que a notícia dada pelos media é falsa. Na pág. 65 do referido estudo do Banco de Portugal encontra-se a passagem anterior que foi utilizada pelos media no seu ataque à Administração Pública. Mas logo a seguir, na pág. 66, do mesmo estudo chama-se a atenção que ” Os diferenciais brutos que temos vindo a referir podem ser indicadores erróneos de desigualdade salarial, já que remunerações mais elevadas podem ser justificadas, por exemplo, por uma maior dotação de capital humano”, ou seja, por uma maior escolaridade e qualificação. E logo na mesma página do estudo refere-se que “a proporção de funcionários públicos que reportam educação universitária ronda os 50% em 2005, enquanto no sector privado esta corresponde a pouco mais de 10%”. Mas tudo isto foi ocultados pelos media. Utilizando os valores dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores por conta de outrem de acordo com o seu nível de escolaridade obtidos através do “Inquérito às despesas das famílias 2005/2008” realizado pelo INE, e tendo em conta a percentagem de trabalhadores no sector público e no sector privado em cada nível de escolaridade, conclui-se que só o efeito da escolaridade mais elevada que existe na Administração Pública, explica que o salário médio ponderado anual nesta seja superior em 58% ao do sector privado. Por outras palavras, devido ao facto de 50% dos trabalhadores da Administração Pública terem formação superior, enquanto no sector privado são apenas 10%, e como os trabalhadores com formação superior auferem, em média, um salário muito mais elevado do que aqueles que apenas possuem o ensino básico ou secundário, o salário médio ponderado na Administração Pública teria de ser superior em 58% ao do sector privado. Mas as razões das diferenças salariais não resultam apenas do efeito escolaridade. Na pág. 68 do estudo reconhece-se “que a disparidade salarial bruta entre os dois sectores apresentada na última secção é largamente explicada pelas diferenças nas características da mão de obra”. Assim, segundo o estudo divulgado pelo Banco de Portugal, devido a essas características verifica-se, “em termos do salário mensal, que a diferença passou de 10% em 1996, para 15% ou um pouco mais na década que se seguiu” (pág. 68), portanto valores muito inferiores aos 50% e 75% divulgados pelos media. E mesmo esta diferença 15% não corresponde à realidade. Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI , que é uma das maiores empresas do mundo de serviços de consultoria, para fazer um “Estudo Comparativo de Sistemas de Remuneração entre os Sectores Público e Privado”. E as conclusões a que esta empresa chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fez desaparecer o estudo apesar do seu elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou). Segundo o estudo da CAPGEMINI, por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens: (1) Grupo técnico : entre -188% e -156%; (2) Grupo Técnico-profissional : entre -75% e -46%; (3) Grupo administrativo : entre -89% e -55%; (4) Grupo de auxiliares : entre -19% e – 27%; (5) Grupo de operários : entre -26% e -65%. O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior. E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média. Segundo o Banco de Portugal, o s salários destes trabalhadores eram em 2005, em média, inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76). E há profissões em que a penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%. Se a análise for feita para os trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal. E no período 2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%.

  18. Bem, tenho mais um asterisco, Blondewithaphd.
    Ademais todos contribuem para a ecologia unica deste blog. Quero no entanto destacar o Manuel Pacheco como um comentador unico pois contribui para a construção da memória em tempos em que a volatilidade e a mudança de opinião acompanham o rasgar diário das folhas do calendario. Num meio a maior parte das vezes unidimensional ele está aí inteiro e “nu”.Nunca o disse antes por mero pudor e tambem não o queria dizer tão cedo por um infindavel numero de patéticas razões, mas talvez já seja tarde. Obrigado Manuel, é obra.

    Bom ano novo, a todos.

  19. Val: só para agradecer a amizade
    e dizer que me sinto muito bem por aqui
    contigo e com a generalidade de amigos companhieros,
    com quem partilhamos ideias basicas
    se calhar, sobre muita coisa
    mas essencialmente
    sobre democracia
    desenvolvimento da nossa gente e país
    espero que a nossa luta e amizade continue!
    abraço

  20. As ideias ficam sempre mais claras quando temos a possibilidade de discuti-las. É assim que entendo este teu espaço, Val. O mote vem de ti, e os comentadores acabam por orientar a “conversa”.

    Gosto do blogue. É interessante e sem “lixo”

    Bom Ano de 2010 !!!!!

  21. O meu último comentário está com dificuldades em aparecer. Por isso volto a colocá-lo. Como eu disse, é um presente de Natal (atrasado) que é constantemente censurado nos fóruns do Público, por um socretino qualquer que não gosta da verdade e que adora a manipulação.

    Na semana de 13/17 de Julho de 2009, a Agência Lusa, e depois a maioria dos órgãos de comunicação, incluindo a TV, acabaram por colaborar numa gigantesca operação de manipulação da opinião pública. Para isso, foi utilizado um estudo divulgado no Boletim Económico – Verão de 2009 do Banco de Portugal, que, segundo os autores da noticia, provava que “os funcionários públicos auferem um salário mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado e o diferencial aumentou ao longo do tempo, passando de 50% em 1996 para quase 75% em 2005” Desta forma, ficava justificada a politica deste governo contra os “privilegiados” da Administração Pública (uma ajuda para a campanha eleitoral de Sócrates), por um lado, e, por outro lado, preparava-se já a opinião pública para que o futuro governo continuasse a reduzir as condições de vida destes trabalhadores. Uma análise objectiva de todo o estudo do Banco de Portugal, e não apenas de alguns dados retirados do seu contexto, revela que a notícia dada pelos media é falsa. Na pág. 65 do referido estudo do Banco de Portugal encontra-se a passagem anterior que foi utilizada pelos media no seu ataque à Administração Pública. Mas logo a seguir, na pág. 66, do mesmo estudo chama-se a atenção que ” Os diferenciais brutos que temos vindo a referir podem ser indicadores erróneos de desigualdade salarial, já que remunerações mais elevadas podem ser justificadas, por exemplo, por uma maior dotação de capital humano”, ou seja, por uma maior escolaridade e qualificação. E logo na mesma página do estudo refere-se que “a proporção de funcionários públicos que reportam educação universitária ronda os 50% em 2005, enquanto no sector privado esta corresponde a pouco mais de 10%”. Mas tudo isto foi ocultados pelos media. Utilizando os valores dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores por conta de outrem de acordo com o seu nível de escolaridade obtidos através do “Inquérito às despesas das famílias 2005/2008” realizado pelo INE, e tendo em conta a percentagem de trabalhadores no sector público e no sector privado em cada nível de escolaridade, conclui-se que só o efeito da escolaridade mais elevada que existe na Administração Pública, explica que o salário médio ponderado anual nesta seja superior em 58% ao do sector privado. Por outras palavras, devido ao facto de 50% dos trabalhadores da Administração Pública terem formação superior, enquanto no sector privado são apenas 10%, e como os trabalhadores com formação superior auferem, em média, um salário muito mais elevado do que aqueles que apenas possuem o ensino básico ou secundário, o salário médio ponderado na Administração Pública teria de ser superior em 58% ao do sector privado. Mas as razões das diferenças salariais não resultam apenas do efeito escolaridade. Na pág. 68 do estudo reconhece-se “que a disparidade salarial bruta entre os dois sectores apresentada na última secção é largamente explicada pelas diferenças nas características da mão de obra”. Assim, segundo o estudo divulgado pelo Banco de Portugal, devido a essas características verifica-se, “em termos do salário mensal, que a diferença passou de 10% em 1996, para 15% ou um pouco mais na década que se seguiu” (pág. 68), portanto valores muito inferiores aos 50% e 75% divulgados pelos media. E mesmo esta diferença 15% não corresponde à realidade. Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI , que é uma das maiores empresas do mundo de serviços de consultoria, para fazer um “Estudo Comparativo de Sistemas de Remuneração entre os Sectores Público e Privado”. E as conclusões a que esta empresa chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fez desaparecer o estudo apesar do seu elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou). Segundo o estudo da CAPGEMINI, por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens: (1) Grupo técnico : entre -188% e -156%; (2) Grupo Técnico-profissional : entre -75% e -46%; (3) Grupo administrativo : entre -89% e -55%; (4) Grupo de auxiliares : entre -19% e – 27%; (5) Grupo de operários : entre -26% e -65%. O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior. E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média. Segundo o Banco de Portugal, o s salários destes trabalhadores eram em 2005, em média, inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76). E há profissões em que a penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%. Se a análise for feita para os trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal. E no período 2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%

  22. Queres ver que, até aqui, o dito comentário é censurado? Ou será que eu é que acabei de ser expulso do blogue? ehehehehehheh

  23. Eu não compreendo a minha não aparição na lista de nomeados à toma da Aspirina B.

    Já sei!
    deve ser porque eu é mais bolos, leia-se terapias alternativas ou então leia-se Confucio Costa!

    Será?

  24. Lembrei-me da Magia, Valupi. Para além de que há sempre espaço para a Magia em todo o lado, é mais uma mulher a crescentar à lista, e nós estamos em minoria. Apesar disso tenho de referir que o Aspirina é o blogue que visito que mais mulheres tem a participar e o número tem vindo a aumentar. Um dia ainda havemos de dominar as caixas de comentários, vão ver. Mais uma vez um bom 2010 para todos, como estou bem disposta, até para os ranhosos e os imbecis. :)

  25. Sim, Chessplayer, é mais ou menos isso. Em linguagem de xadrez, o que aconteceu foi mais ou menos o seguinte: os peões, os cavalos e os bispos estavam a combater, quando a rainha do Valupi se virou para o meu rei e disse-lhe para largar o vinho. O meu rei mandou-a à merda (em sentido figurado, claro) e trocou de posição com a torre. Ora, as torres, como se sabe, são gajas um bocado brutas (e aguentam qualquer bebida), levam tudo à frente, e não têm medo das «jogadas» das rainhas, que vistas bem as coisas só se diferenciam delas por se armarem em moralistas como os bispos. A rainha do Valupi percebeu isso, percebeu que não passava de uma hipócrita, e recuou.
    Desde aí o «jogo» é o que se sabe: os bispos do Valupi continuam a evangelizar os sócretinos; há uns cavalos que tentam dar coices em quem se opôe ao «Rei Valupi»; os seus peões continuam a ser uns idiotas úteis facilmente manipuláveis; as suas torres continuam a querer a bebida só para elas; a rainha escondeu-se debaixo do rei; e o rei Valupi assiste silencioso, quase sem se mexer, ao espectáculo dos seus súbditos.

  26. Gostaria de começar por desejar um bom 2010 para todos os frequentadores do “nosso Aspirina B”, e mais particularmente, ao Val e ao escritor José do Carmo Francisco na qualidade de grandes dinamizadores deste espaço livre de opinião e debate.

    PS: “Numa partida de xadrez, às vezes, jogam mais de quatro cavalos!”,Savielly Tartakower (1887-1956).

  27. ainda venho a tempo de rematar. Para mim o Aspirina é um espaço de interacção comunicativa de alta qualidade. Resultado: torna-se vício justificado que são os mais difíceis de largar,

    bom ano novo para tod@s são os meus votos, beijos e abraços para quem quiser. Ontem levei dois xôxos de um sem-abrigo russo ou ucraniano que me pediu um cigarro, era barbudo mas tinha olhos de céu, e lembrei-me que ainda tenho A Condição Humana da Arendt por ler.

    Bem hajas Valupi, um 2010 em cheio de coisas boas, não é de somenos ser o anfitrião de um symposium assim, mesmo cabendo-te definir a proporção de água no vinho.

  28. armando ramalho, talvez um dia nos comeces a contar esses segredos que possuis. Com a tua idade, como referes, já é tempo de não teres problemas com a opinião dos outros. Venham daí essas revelações, homem!

    Até lá, até ao vinho, ou até sempre, toma lá um grande abraço.
    __

    MARGARIDO TEIXEIRA, cá ficarei à espera desse cheque. Só espero é que não se enganem na morada.

    Muito obrigado pelas tuas palavras.
    __

    Eduardo Pitta, grande abraço e quem agradece sou eu, nós.
    __

    Filipe, nesse caso, a cumprir-se o teu voto, talvez me estrague com tanta felicidade.
    __

    Rogério, lembras muito bem. Mas a tua passagem pelo Aspirina, e a história da tua saída, fazem parte integrante do percurso de um blogue que foi feito por todos, autores e comentadores, não se conseguindo separar os contributos. Terias de ter saído, porque eras o mesmo que tinha entrado – ou seja, foste fiel a ti próprio. E, vendo-te de fora e à distância, tens sido sempre.

    Grande abraço.
    __

    Chessplayer, eu também sou um jogador de xadrez. E um dos aspectos que mais me influenciou nesse jogo foi o da extensão da racionalidade: cada jogada ter uma intenção lógica, fazer parte de um plano, antecipar um cenário futuro. Nesse sentido, a interacção com o ds deixou de me interessar (como, aliás, se pode confirmar nesta mesma caixa de comentários, onde outra vez a sua falta de consideração, ou mania conspirativa, exibe os limites do seu entendimento) pois foi ultrapassado uma fronteira que separa as águas: o respeito pela liberdade. Ele parte do princípio de que não há legitimidade democrática para discordarem do que pensa, daí ser inútil tentar conversar. Para além disso, fez comparações com o nazismo para atacar Sócrates, e isso – para mim que tenho uma simpatia ontológica pelos judeus – é fatal: enche-me de repugnância a violação da memória das vítimas do nazismo para se fazerem ataques políticos, acaba a tolerância.

    Tu falas em não ter poder de encaixo, e eu não sei a que te referes. Que encaixo se deve fazer da cegueira e da raiva? Desconheço. Seja como for, caso tenhas tempo a mais entre as mãos, poderás fazer uma investigação acerca das interacções com o ds. Aquela a que te referes, onde se fala do “larga o vinho”, não sei qual seja. Apenas te posso explicar que uso essa expressão como um bordão quando os comentários não se colocam no terreno do diálogo. Como a fui repetindo, e pretendo continuar a repetir, ganhou fama e eu, naturalmente, comecei a ser também mimoseado com ela (o que é justíssimo, óbvio).
    __

    Muito obrigado pela tua lembrança (cá está, uma amiga tão frequente, a Blonde, até por mim citada recentemente num post, e que me escapou), e pelas sentidas palavras acerca do Manuel Pacheco, K.
    __

    aires bustorff, muito obrigado. És uma inspiração com esse espírito sempre elevado e o coração aberto em esperança.
    __

    Carmim, boa descrição.
    __

    magia, tens razão. Dei mais atenção à minha divisão da casa, mas todas as divisões estão cheias de amigos.
    __

    À mesma, muito obrigado pela sugestão, guida.
    __

    Primo, grande abraço para ti. E, quem sabe, talvez nos brindes com algumas presenças nesta tua casa durante 2010, um ano propício para a tua criatividade (como o foram todos os outros passados e todos os que venham a caminho).
    __

    jrrc, essa citação é de um rigor matemático. Muito obrigado pelas tuas palavras.
    __

    &, como bem sabes, fazes parte integrante desta coisa por onde passam tantos amigos. Muito te devemos, e muito nos honra a tua presença tão generosa. Grande abraço para ti e para o teu amor pelo mistério de estarmos uns com os outros.

  29. È o que eu digo: é muito sensivel este tipo que não se sabe olhar ao espelho. «Larga o vinho»? Qual larga o vinho, qual quê! Vai-te mas é catar!

  30. ds, não me parece inteligente a tua divisão da população portuguesa entre cretinos e sócretinos. É que não sendo sócretino só podes ser da outra parte.

  31. Mas já agora, e a respeito de supostas «comparações com o nazismo», o que aconteceu chessplayer foi muito simples: alguém citou a famosa frase do Goebbels, do ministro da propaganda (sublinhe-se esta parte) do Hitler, («uma mentira repetida mil vezes torna-se numa verdade») a propósito de já não sei o quê, e eu apenas disse que o Pinto de Sousa tinha uma forma de agir semelhante, e reafirmo-o, pois é a mentir e a fazer propaganda que o tipo é bom. Aliás, basta ler o meu presente de Natal para ter a confirmação da manipulação e das mentiras a que o tipo recorre. Dito isto, se alguém aqui é fraco de entendimento, é limitado na compreensão, é ceguinho, etc, etc, parece ser o tipo que não se sabe olhar ao espelho.

  32. Foi com bastante orgulho que não vi o meu nome entre bastantes outros o que me faz regozijar de orgulho. Significa que ainda estou lúcido

  33. Anda na imprensa portuguesa uma crise de cretinismo que só vista. Uma dúzia de cretinos que assentou arraiais nas redacções determinou que a década actual passaria a ser novena e ninguém lhes consegue abalar a estúpida convicção. É vê-los no Expresso, no JN, no Record, etc, a fazerem balanços da década como se esta não terminasse, como todas as décadas antigas e futuras, quando se completar o ano 10. E fazê-los aceitar o erro? Impossível, pois os cretinos preferem a sua tão amada lógica da batata à lógica matemática. Defendem-se com um impossível ano zero, e naqueles cérebros tão mesquinhos não consegue penetrar a ideia que os primeiros seis meses do putativo ano zero seriam meio ano, a metade de um, e não a nula metade de zero! Apetece dizer como outro: e não se pode exterminá-los?

  34. Fiquei, principalmente, sensibilizada com a tua frase «…muito obrigado por existirem…» Obrigada também por existires, Valupi!
    Foi uma maneira bonita e amiga de terminares o ano.
    Todas as felicidades para ti em 2010!

    Agora vou responder (em separado) ao Manuel Pacheco, que bem merece, não achas?

    Beijinho!

  35. Alô Val!,
    Aquele abraço! e aproveito a oportunidade para confidenciar que este ano o Aspirina não vai contar com o patrocínio do Cavaco Silva nem dos camaradas Louçã ou Jerónimo…
    Olha, vais ter de te arranjar doutra forma!
    Que isto dos melhores patrocínios anda muito disputado.
    Parece que este ano vão dividir-se mesmo entre eles e a Manela, o Aguiar, o Paulo e o Santana…

  36. Caríssimo Manuel Pacheco:

    Acredite que foi mesmo um «regalo» ler as suas palavras. Ser eleita por si, assim, dessa forma, é uma honra. Depois, num blog alheio vir fazer publicidade ao meu Sarrabal…Não sei que lhe diga. Mas digo: obrigada, Manuel Pacheco pelo seu comentário.Todo ele. A humildade, a simplicidade e o reconhecimento só dignificam quem os sabe expressar de modo tão directo e tão sincero.
    E, já sabe, tem no Sarrabal outra «casa» amiga.
    Tudo de bom para si em 2010 são os meus votos!

    («…as minhas histórias antigas, cada vez mais actuais», são «segredos» que partilho com os meus leitores. Ainda bem que «As Avós do Século XXI» lhe fizeram lembrar as suas avós – mesmo que já tenham passado 42 anos…)

  37. Só um cretino veria sócretinos censores em todo o lado. Quanto a aprender a ler, cretino, fá-lo-ei quando aprenderes a escrever. Por exemplo, o neologismo sócretino leva acento a propósito de que santanete? Ver: “Já agora, deixo aqui um presente de Natal (atrasado), que está constantemente a ser censurado nos comentários do Público, por um sócretino qualquer. ” (sic)

  38. Ó cretino, só um verdadeiro cretino falaria da “inteligência” de outrem para esconder as suas próprias debilidades. LOL

    Eu sei o que vos tornou raivosos: nunca pensaram que José Sócrates fosse o homem determinado que é. O resto são cantigas para boi dormir.

  39. Obrigadidinho, oh Val.
    É bom constar de um index com tão boa gente e protegido pela companhia de Jesus. :)
    Para ti, um grande abraço com os meus melhores votos para 2010.
    Que seja fantástico para todos nós.

  40. Rio-me, principalmente, de ti. Mas rir-se de si próprio é uma manifestação de humor e de inteligência segura. Faz-te falta. Se tu soubesses rir-te de ti próprio não farias a triste figura que fazes. LOL

    Eu sei o que vos dói: nunca pensaram que a derrota do “menino guerreiro” fosse tão radical e que José Sócrates se revelasse um político de tão elevado gabarito.

  41. Quanto mais fala mais tiros ao lado dá… Mas estás enganado numa coisa: ninguém duvida que o Pinto de Sousa é um tipo determinado. A tua pouca inteligência é que não se apercebe do sentido dessa determinação.

  42. Um bom ano para todos, incluindo os rezingões, e que a criatividade do Valupi continue à solta numa das prosas mais ricas da blogosfera.

  43. Olha, este RCP, já se esqueceu de mim. Como eu o compreendo… Mas eu recordo-te, pá: eu (mas não só eu) sirvo para justificar é a censura que existe no blogue dos «canciorosos». Os honrários lá se deverão aos idiotas úteis que vos seguem.

  44. Independentemente da maior ou menor concordância, degusto sempre com gosto as picardias do VAL e as leituras do JC Francisco, na arena da política ao campo de futebol. Por isso, votos para todos de um excelente 2010 (não, não estou a apelar a eleições em 2010:)). Mesmo e sobretudo para o… Carvalhal!

  45. Só vi agora que as festas foram rijas mas acho que ainda vou a tempo de agradecer e retribuir.
    Obrigada a ti, Val, por nos dares a oportunidade de te ler.

  46. Ocorreu-me agora que tive um GS há anos, cheio de problemas. Mas não era mau carro, apenas convivia mal com as suas limitações de potência…

    Val, méne, nem sou um fã por aí além do sócras pelo que sou insuspeito enquanto potencial assessor do gajo mas gosto da tua forma de dizeres o que te vai na alma e na mona.
    Tem um 2010 cheio de glórias. E longa vida a todos os teus oponentes, para que possam assisti-las.

  47. Foi com o coração a 190 bpm’s que comecei a ler a lista, mas à medida que me aproximava do fim o ritmo foi descendo e acabei nuns tranquilas 53 bpm’s, à medida que progredia na mesma reduziam-se as possibilidades do meu “nome” aparecer. Ufa não estava!

  48. Renovadas saudações para todos. Não tive tempo para ir respondendo comentário a comentário, pelo que envio um agradecimento colectivo por tanta simpatia derramada nesta caixa. E que não nos esqueçamos da grande verdade: vai ser o melhor 2010 de sempre.

  49. Valupi, só hoje, 10 de junho de 2015, vim (re)descobrir este teu texto. Por sinal, na altura (não me recordo qual), até comentei. Mas os anos passam. Estas palavras servem para agradecer-te e desejar que todos os anos sejam bons anos para ti. Não esqueci o «Aspirina». Enquanto fui colaboradora, recordo-me que me diverti bastante. «Passar em revista» todos estes nomes foi gratificante, acredita. Pois, o meu blog lá vai continuando, fiél aos seus princípios. Em Julho fará oito anos. Saúde e felicidades para ti, amigo. Abraço grande da Soledade Martinho Costa

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