Os professores é que a sabem toda

manifestação professores

Os professores são os maiores e contaram com o apoio do PCP, BE, PSD e CDS. Ganharam, claro. Agora já podem voltar para a depressão que arrastam há décadas.

Acabaram as excursões à Capital nos próximos tempos, acabaram os piqueniques e as algazarras, a juvenil folia de quem se acha no centro do mundo. Aguentem-se o melhor que puderem, e rezem para que a sociedade continue sem querer avaliar o que se passa nas salas de aula.

51 thoughts on “Os professores é que a sabem toda”

  1. Valupi,
    Depois do encafuado e ainda assim simpático sorriso amarelo da ministra, veio o Mário N. no seu estilo patrão-mandão-dono social “acima de ministro” do professorado, e alçou a Alçada para aprendiz de negocianta: cantou victória com um resumo tão grande e longo de ganhos e benefícios que alcançou para os seus professores que até parecia que tudo, afinal, havia sido decidido por sí próprio a seu belo prazer. Depois de dar a entender a todos que fôra ele que ditara o acordo, ainda falou na ministra para dizer que assim sim, até já tinha saudades duma boa negociação. E abalou de olhinhos redondinhos e escancarando o bigodinho todo sorridente.
    Sem deixar de fazer o rol, imenso, dos pontos que ficaram por acertar e têm de ser revistos já em próximas boas negociações.

  2. Ainda não sei quais as verdadeiras consequências deste acordo e o que ele realmente implica. É preciso deixar assentar a poeira. Se o Governo aceitou que todos os professores chegam ao topo no fim de carreira é um falhanço negocial, alias nem é negociação é cedência maquilhada de negociação.Compreenderei que por razões de equidade outras carreiras na função pública se manifestem em prol das mesmas regalias.

  3. Bom dia Val,
    A percepção que tenho, para já, é que os sindicatos conseguiram o essencial do que pretendiame que o ministério cedeu em pontos que não devia ter cedido.
    Mas como diz o K ” deixemos assentar a poeira “.
    Quanto a eventuais “custos” políticos convinha o governo ( qualquer ) não esquecer que 100.000 pessoas na rua podem fazer perder a maioria mas não as eleições e que os “outos” ( os não professores ) são muito mais que 100.000.
    Mas também me parce que os sindicatos estavam a ver que estavam a perder a credibilidade aos olhos dos “outros” e que já ninguém percebia o que eles queriam.
    A ver vamos.
    Cumprimentos

  4. Penso que houve uma cedência grave do Ministério face à demagogia (para não lhe chamar outra coisa!) das Federações Sindicais. Temos de ter em conta que não há nenhuma outra profissão em que 99,5% dos seus componentes sejam classificados de BOM , MUITO BOM ou EXCELENTE. Estas classificações (que não avaliações!!!) só são possíveis pelo corporativismo reinante e pela conivência de uns com outros (não posso dar má nota àquele, para que ele não me dê a mim…).
    Por outro lado é preciso desmistificar o tal número de 100 000 manifestantes (reparem que não disse Professores – que estariam em grande número, sem dúvida)porque houve um estudo, julgo que em França (perdão se estou enganado!) em que com um zepelin e câmara de alta resolução contaram todas as pessoas de uma manifestação em que os organizadores e a polícia davam um número altíssimo de manifestantes e com aquele método, a contagem foi cerca de metade dos núemros avançados. É preciso ver que o marketing também conta…

  5. Caro Valupi, como foi possível não saberes que em política as convicções são vendidas por um punhado de lentilhas, por estes e por todos. Onde estão as proclamadas certezas e convicções da rapaziada com quem perdeste tempo e feitio? Resta uma luz no fundo do túnel, o ensino vai todo ser “franchisado”, o Ministério da Educação será entretanto uma agência do Fundo de Emprego especializada? Que pagará os respectivos vencimentos.

    Cumprimentos

  6. Não se pode vencer o PCP, BE, PSD e CDS unidos. Isto é óbvio. Nem sequer com maioria parlamentar. Precisamente porque estamos em democracia, e um Governo maioritário não pode impor o que quer, tem ainda de negociar. Do outro lado, os sindicatos apostaram na radicalidade absoluta. Esperaram pelas eleições e consequente desgaste do PS. E ganharam.

    Foi assim.

  7. Val,
    Então pensavas que perdias a maioria absoluta e ficava tudo na mesma? Habituem-se.

    Margarido,
    Zepelins, câmaras de alta resolução. Ou então uns torniquetes na “entrada” das manifestações.

  8. Aristes, eu não votei PS, por isso não perdi nada. Agora, aconselho-te a mudar as lunetas, porque este acordo garante que fica tudo na mesma. Ficar na mesma é o destino favorito dos professores actuais e de quem os apoiou.

  9. Acho que todos perdemos, existe é quem ainda não tenha consciência disso.
    É inevitavel a pergunta e a curiosidade, em quem votaste Val? :)

  10. Não perdemos nada, temos é os melhores professores do Mundo, como tal merecem chegar todos ao topo da carreira, com vencimentos e reformas a condizer. Tudo a bem do equilíbrio das contas públicas que tanto preocupa os partidos da oposição. Se a moda pega aos restantes funcionários públicos…
    Então, e agora o que é que o Nogueira vai inventar para se manter na ribalta?

  11. É a tal questão “antes assim (ou feito como deve ser) que meia dúzia de Valupis que não fazem a mais pálida ideia do que estão a falar a avaliarem só porque acham que deve ser”. Quando estamos a lidar com pessoas do calibre intelectual de “qualquer reforma serve”, temos que ter muito cuidado.

  12. Valupi, mesmo que fique tudo na mesma não é ganhar? Lamento mas não é séria a tua saída.Os objectivos de uma “LUTA” de quatro anos um a ministra e muitas linhas da tua parte a dizer o que devia ser. E, agora ficou tudo na mesma? Tem dó.

    Sempre a considerar-te

  13. Aristides:
    Se entendeu que ao referir o facto de ter havido um zeppelin com câmaras a “contar” as pessoas na manif, que é o mesmo que dizer que sou contra o direito à manifestação ou sequer ao controlo das mesmas, é abusivo da sua parte, pois não foi isso que eu disse – nem sequer tal me passa pela cabeça.
    Apenas quis chamar a atenção para o facto de os números serem manipulados, conforme os interesses e, neste, como, noutros casos, poderem servir como “arma de arremesso”. Que da sua parte fique isto bem entendido, é o mínimo que lhe peço. Cumprimentos.

  14. Votei PS, não estou arrependido, mas um pouco desiludido.

    Por mais volta e argumento que se use, ou este é um acordo para salvar as várias faces (governo, sindicatos e partidos) e as alterações são cosméticas, ou então, a confirmar-se um retorno ‘ao antigamente’ é uma machadada da qual o PS dificilmente recuperará.

    A seguir a restante função pública exigirá tratamento semelhante, e com razão.

    E todo o contribuinte, incluído o que saiu à rua nas manifestações e achincalhou PS e o Sócrates, prepare-se para pagar. Não digo isto com maldade, mas apenas com lógica. O dinheiro público não é infinito e ou se tira de outro lado ou se arranja mais (impostos).

    Mas como de costume… Não interessa nada. como diz o povo: ‘Eles é que o ganham…’

    EM

  15. Edie, pode atalhar caminho candidatando-se a líder do PSD. Parece que eles estão com falta de líderes e, ultimamente, tornaram-se tão próximos…
    Talvez um homem de bigode consiga o que uma senhora séria e honesta não conseguiu: pôr ordem naqueles sacos de gatos. :)

  16. MEP ? yeap.
    A não ser as personalidades não conheço bem o movimento/partido mas coisas como Esperança não me seduzem muito na “definição” de um partido politico :))

  17. Tem graça julguei que a Ministra tinha sido escolhida por Sócrates, logo é melhor reformulares a frase

    “Os professores são os maiores e contaram com o apoio do PS PCP, BE, PSD e CDS”

    Mas posso dizer-te que um Professor trabalha mais do que tu que passas a vida agarrado à net já que ocupas um tachinho do PS, é um cheiro a suor
    Eu já reformado com 40 anos de trabalho nos cornos digo-te

    Val vai mas é trabalhar

  18. Blondewithaphd,

    Os sindicatos do ensino superior têm, a confirmar-se muito do que tem aparecido sobre o recente acordo, uma arma forte no confronto com o Min. Mariano Gago. A carreira terá de contemplar que todo o professor poderá chegar a Catedrático após 40 anos de serviço.
    Aliás, todo o funcionário público a chefe após o mesmo tempo. Todo o militar a General… etc, etc… (médicos, enfermeiros, …).

    Será inaceitável, descriminatório se tal não se passar a partir deste momento.

    O céu azul, apesar da frente de frio que dizem se aproximar, está a aparecer e o futuro da mesma cor para todos… e teremos o ‘paraíso na terra’.

    EM

  19. Os Professores do ensino superior é que são uns beneficiados basta a ver as horas que leccionam

  20. Val, só faltava culparem-no pelas políticas da educação ou, melhor dizendo, pelo recuo no sistemas de avaliação !
    Mas, se assim é, aqui fica a minha solidariedade para consigo, contra o fdP anterior
    Um abraço e bom ano de 2010.
    Jnascimento

  21. O governo estava pressionado pela oposição, que na sua ânsia de protagonismo estava incondicionalmente do lado dos professores e estes sabiam-no bem.
    O que me custa é perceber que não se podem fazer reformas a sério neste país, sejam elas quais foram, porque o tirar-se dividendos políticos irá sempre se sobrepor às resoluções dos reais problemas que teremos de enfrentar e que nos vai levar ao adiar constante deste país.
    O medíocre e o mau continuarão a semear impunemente a sua incompetência num área tão sensível como a educação, serão premiados de igual modo como os melhores, os sindicatos proclamarão que se fez justiça e os que foram atingidos pela calamidade da desgraça dum mau professor se puderem que o resolvam particularmente se não, fica-se como sempre o foram até aqui, abandonados à sua sorte.
    Imagino como não se sentirá neste momento a anterior ministra na sua impotência perante o sistema instituído, que será alimentado «normalmente» com a contribuição de todos.

    Nota: Eu conheço um caso duma professora, que deveria estar na cadeia, por durante três anos não ter conseguido ensinar a ler muitos dos seus alunos, alguns, os pais assumiram essa responsabilidade. Agora está no topo da carreira e muito satisfeita com o seu sindicato e eu quando a vejo, apetece-me chorar…, por saber dos danos irreparáveis da sua marca deixados em pessoas, que o deixaram de ser em parte.

  22. armando ramalho, não me lembro de te ver a defender o anterior Governo, muito menos a Ministra da Educação. Falas do quê, então?
    __

    K, concordo. O valor “esperança” tem algo de desesperado. Mas dada a oferta, e não sendo adepto do voto em branco, segui uma lógica alternativa, fuzzy.
    __

    Jnascimento, grande abraço para ti e que tenhas o melhor 2010 de sempre.

    Quanto a ser eu o culpado pela política da educação, e ainda o recuo, confirmo. É essa a função secreta deste blogue, aliás.

  23. Edie, lá que é uma pena o homem ficar sem nada que fazer nos próximos tempos, é. Um talento daqueles não devia desperdiçar-se. Não viste como os partidos da oposição estão contentes com o acordo que ele conseguiu?

  24. não vai nada ficar desocupado, ainda falta eliminar algumas cláusulas relacionadas com a avaliação. Já fiquei desiludida com Sócrates – pela 1ª vez. Se deixa cair a avaliação, então não sei que diga. Junto-me ao triste Movimento da Esperança, como o Val.

    O K tem razão, se este governo continua a ceder desta maneira, não se aproveita nada nas próximas eleições.

  25. Val, não me viste a defender o governo nem a ministra, muito bem, e o que tem isso a ver com o facto de te recordar que foi uma causa perdida de avanço aquela a que te deste de alma e coração. Só isso e nada mais.

    Falo do quê? Da tua lamentável previsão política, porque: ponto um, nem a matéria da avaliação estava bem estudada, ponto dois, os actores políticos como se pode verificar, foram despachados (postos a milhas) para a terra do nunca.

    Em concreto, meu caro, seguindo a tua legitima admiração por José Socrates deves propor o “animal feroz” para presidente da república. Seria a melhor sondagem às suas qualidades de estadista. O teu problema é que o teu santo “como todos” tem grandes pés de barro.

    Por ora ficamos assim, ainda vamos ver onde o andor vai parar.

    Seguramente que já entendes do que falo.

    Sempre a considerar-te

  26. Val,
    O que eu fui arranjar. Sinceramente, não me interessa, não acho relevante, se votas ou em quem votas, ou se te chamas João ou Joaquim. O “perdias” ali não é pessoal (é uma americanada, um suponhamos), para que fique mais claro, “perdiam”.

    Margarido,
    É Aristes, de Aristóteles. Sem desprimor para Aristides, do saudoso e honrado Aristides de Sousa Mendes.
    Claro que não penso, nem pensei, que é contra o direito à manifestação. Para a próxima vá lá espreitar, a manif, e chegará facilmente à conclusão de que não é preciso zepelins, nem câmaras de alta resolução. Ou torniquetes.

    Haja concórdia. Se até a ministra se entende com o Nogueira.

  27. Hoje parece que há azia por estes lados, ou será que não é azia é só a justificação para não dar o braço a torcer?

    E pour si mouve

  28. Os professores ganharam?! É impressionante como este pessoal se deixa levar pelas «notícias» e declarações feitas para a televisão. Como eu já disse, é isto mesmo que explica o culto socretino ao Pinto de Sousa: a realidade reduzida ao mediático e ao mediatismo.
    Porque afinal o que é que mudou? Acabaram os titulares? Mas pelos vistos continuam a existir quotas para aceder ao 7º escalão e agora também ao 5º. Ou seja, ficou tudo na mesma, ou mesmo pior, para os professores. Se estes mostrarem ser tão inteligentes como os socretinos, pode-se dizer que as coisas vão acalmar nas escolas. Mas se começarem a pensar naquilo que foi cozinhado, vão aperceber-se de que nada de significativo mudou, para além de meras palavras.
    Assim, a história é bem capaz de se vir a repetir, com os sindicatos a terem que voltar atrás quando os profs saírem novamente para a rua (o que significará que o Nogueira assinou a sua sentença de morte). Daqui por um ano, talvez, quando os conflitos dentro das escolas se tornarem mais intensos, e quando a burocratização inevitável do ensino conduzir à secundarização e degradação acelerada deste.
    Agora, estas pseudo-análises à valupi revelam pelo menos uma coisa: que na sua cabeça as «reformas» se fazem contra as pessoas, e não com elas. Um «menino bem» que segundo as suas «confissões» nunca passou pelo ensino público, e que por isso, enquanto privilegiado, deve pensar que para o «povinho» qualquer tipo de «ensino» serve, e que por isso importante, importante, é cortar na despesa com a educação (impedindo os profs de subirem na carreira, e impedindo os alunos de terem um ensino não facilitista): típico da «esquerda» neoliberal «moderna». A degradação do ensino público não o chateia, porque os «meninos bem» como ele têm sempre um lugar à espera no sistema privado…

    PS: O que também tem piada são aqueles socretinos que pôem em causa os números das manifestações dos professores, quando é sabido que na segunda manifestação (superior à primeira) a polícia foi proibida de divulgar os números. Pelos professores manipuladores, provavelmente. Ao que chegou o «discurso» dos pequeninos filhos-da-puta…

  29. armando ramalho, divergimos na avaliação: a causa não era, nem é, perdida. A causa é a da qualidade do ensino, como é que pode estar perdida? Acontece é haver díspares concepções que concorrem e combatem entre si, como sempre aconteceu ao longo da História – e especialmente em democracias.

    Falas de uma previsão que eu teria feito, mas não sei a que te referes. Explica lá isso melhor, por favor. Falas de uma avaliação mal estudada e não só ignoro a que te referes como até suspeito que não fazes a menor ideia do que estás a dizer. Aqui entre nós que ninguém nos lê, qualquer avaliação pode estar bem ou mal estudada, isso só depende do modo como essa avaliação for avaliada. Escuso de te explicar o resto.

    E não, não faço a menor ideia do local onde o andor irá parar, nem o que ele leva ou quem o leva. Pura e simplesmente, não sei do que falas. Mas sei que só o PS de Sócrates é que ousou introduzir nas escolas uma justiça baseada no mérito. O facto de se ter levado esse combate até ao seu limite possível honra quem o assumiu. Porque o fez em nosso nome, no interesse do bem comum.

  30. Valupi,
    De acordo com o dito às 23,45 em resposta ao Ramalho. Não só ousou como foi à luta e deu a cara. E além de obrigar os profs e aceitarem ser avalidos, a victória final, obteve imensas outras como aulas de substituição, horários, inglês, magalhães, emfim todo um conjunto de medidas que fazem que a “papinha” antiga da receita de “deixar correr o mel” acabou. E mais ainda, colocou na discussão pública todo o problema “Educação”, agora discutida na praça pública e até nos cafés, e o que leva os profs a estar sob observação e escrutínio público acerca do ensino que dão: os cuidados e atenção à sua própria formação e às aulas que dão são outros.
    Também pelo facto de o Mário N. ter cantado de galo por “victória”, não será muito certo que tenha sido assim tão alta quanto o canto. Foi ao estilo próprio de auto-agitador, mas também fácil é perceber que já estava entalado e tinha de sair da situação, tanto quanto a ministra porque: i) Depois de tanta “boa vontade” da ministra e cedências a população não entenderia outra nega e mais manifs, estava em causa poder perder a opinião pública. ii) A sua ameaça de solução pela AdR, que dias atrás pensava favas contadas, estava em causa com a actual “correspondencia” entre PS e PSD. iii) Talvez tenha pensado que, face a tudo o que estava rápidamente a mudar, o melhor era fazer o acordo pois também a ameaça de voltar a pôr na rua os profs em massa era problemática, sendo os profs uma classe altamente priviligiada, sobretudo, face ao desempregados neta altura.

  31. ela também ganhou, por aqui tudo bem, é normal. Houve bola, carambola e há-de estar a caminho de ir ao sítio que é onde deve ficar. Espero que os professores também tenham ganho, claro. E as escolas também.

  32. Pronto… pronto… Ganharam todos, ou não fosse o Pinto de Sousa o querido líder apostado em que todos ganhem e em que todos se sintam como parte integrante da «modernidade». Uma ganhou um tacho; outra ganhou (ou começa a ganhar) a aprovação dos socretinos (até porque basta saber aparecer na televisão); outros ganharam mais barreiras na carreira e mais burocracia no seu trabalho; outros ganharam aprovações garantidas e um ensino a caminhar para a degradação e para o facilitismo; os PSDs devem ter ganho juízo, ao aperceberem-se de que facilitaram a vida ao Pinto de Sousa. Como eu disse, até o Nogueira provavelmente ganhou mais contestação dentro da Fenprof. E, como cereja no topo do bolo, também se pode prever que os proprietários de camionetas vão ganhar mais cento e tal mil clientes daqui a um ano – o que só pode ser um ganho para a economia. Só há um senão: nestes ganhos todos, só um ingénuo (ou sócretino) pensará que o Pinto de Sousa ganhou os professores, porque está visto que estes estão perdidos para sempre, e, nessa medida, aquele nunca mais terá uma maioria absoluta. Eu até «arrisco» dizer que este será muito provavelmente o seu último governo.

  33. mas oh Ds isso é muito provável, desde o princípio que ele afirmou que ‘mais que dois mandatos só quem não estiver no seu juízo perfeito’.

    O que terias feito tu de diferente já que tens uma visão onde te reclamas de realista?

  34. Disse? Se disse, então isso entraria em contradição com seu o objectivo de provocar eleições antecipadas. Mas contradições no seu «discurso» já são coisas normais, pois já não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que o tipo diz uma coisa e depois diz que não foi bem isso que ele quis dizer (basta lembrar a conversa sobre o referendo ao tratado europeu ou a revisão do código laboral).

  35. ele disse isso em 2005!

    eu ando sempre atento ao que dizes porque a política tem cara e coroa mas tu o que fazes é só desconstruir e propôr, népias.

    O Pinto de Sousa está a fazer uma governação pragmática dentro dos princípios do centro-esquerda que comportam o liberalismo como componente,

    o que propões em alternativa?

  36. Em 2005? E depois? O que é que isso altera no facto de dois mandatos serem dois mandatos e não três ou quatro? É que dois mandatos com eleições antecipadas não são oito anos de governo! Felizmente, para quem tem a crença de que o tempo do Pinto de Sousa está a chegar ao fim.
    Só descontruo? Olha, então vê as coisas assim: se a negação da negação é uma afirmação, então a desconstrução da desconstrução é uma construção. O que significa que desmontar a treta da «esquerda» moderna, ou da terceira via à maneira do Pinto de Sousa, equivale a recuperar tudo o que o gajo destruiu.

  37. tens mesmo ódio! Existe um abismo entre nós, tu preferirias a ferrugenta e eu nem morto aguentava isso, aliás caia logo.

    Não tenho alternativa conceptual realista ao capitalismo algo social e dentro dessa acho que a melhor solução é governação com maiorias de geometria variável logo excluindo maiorias absolutas.

    Qual é a tua proposta?

  38. Caro Val, mesmo em ditas férias o tempo não é elástico!..É um prazer poder estar em debate no teu Aspirina e com a tua pessoa em especial.

    Ver-te de regresso, com o teu estilo coloquial de obrigar o “opinador” a descascar a sua argumentação, é um prazer. És um Sócrates, mas também grego na forma, só que ele fazia uma proposta, “tu vês assim, e se for de outro modo?”. Mas como não “entendes nada”, aí vai um abuso (único), pois não é meu estilo a “parasitagem”.

    Claro que o ensino é coisa bem séria, meu caro, mas isso é outra temática. Há solução garanto.

    Adolfo Contreiras, não nego os méritos do Sócrates na barganha política, ganha no corpo a corpo, muito bem, é confirmado como democrático e gestionário político de mérito como nenhum outro, por si.

    Não é a minha opinião de estadista, lamento. Para mim um estadista pensa em termos gerais, em objectivos de longo prazo e socialmente relevantes e nunca em “Magalhães” e coisas quejandas, sempre trapalhonas e mal explicadas. Para isso não faltam “marçanos” no governo.

    Parabéns pela honesta análise e positividade do que afirma, mas, permita-me que lhe diga sem sofisma, que tudo poderia e devia ser feito com muito menor custo político, social e financeiro para (o país) todos.

    Poderia lembrar-lhe várias histórias de castigo e mérito em simultâneo, há várias na nossa história trágico-marítima, mas fiquemos só pela imagem do menino do Legos que no fim “arrasa” tudo.

    Em 18 de Outubro de 2009, escrevi no meu blogue o que segue, podem ter uma ideia do que falo.

    Venceu a manha, parabéns.

    A vida é feita de sorte.

    Para uns, para outros nem tanto, a verdade está no dito americano que afirma “trabalha que Deus ajuda”.

    Foi o que fez José Sócrates, ao ver como as coisas do lado das oposições se desenrolavam. Nada de especial havia no horizonte, tentou, e ganhou.

    Se as eleições para a Europa foram um desastre, uma espécie de aviso, muito bem, “vamos lá vender a pele do urso ao preço mais caro”, terás seguramente pensado.

    Saiu-te a sorte grande com a Manuela do PSD, um verdadeiro maná para quem tinha uma sede do tamanho do mundo.

    O sr.prof. do BE não esperava aquela das deduções fiscais, que qual guilhotina da revolução francesa se despenhou nas goelas da rapaziada da classe média.

    O PC escondido atrás do avô credível e maternal para as criancinhas, procurando uma linha ideológica dos afectos? Não deu. O povo é muito mais sábio, não come beijinhos.

    O Portas, e seus “submarinos”, estavam no papo de avanço, eram e são favas contadas.

    Ganhas as legislativas com uma vitória para ti e para o PS ao melhor estilo de Pirro, só te sobra tralha, nada que um bom cozido e um tinto à portuguesa não afoguem.

    Reciclas os ministros pescados aqui e ali, dá-lhes uma patine de legitimidade partidária e política colocando-os nos lugares cimeiros das listas a deputados e pronto.

    De uma cajadada, uns terão emprego nos bancos do parlamento, outros, poucos seguramente, regressarão às lides da governação. Uns quantos só de passagem que a vida não se ganha aí, e os frutos são melhor colhidos na árvore e nunca caídos no chão.

    A reboque de ti meu caro José Sócrates, o povo foi atrás do poder e votou numa seita que anda por ai nalgumas câmaras municipais como sobas em miséria africana, e que estava destinada a ir bater a outras portas.

    Ganhaste também câmaras para uns aflitos de última hora, dando-lhes como que uma bênção. Não resultou em todas, mas deste o melhor de ti, mesmo a quem não te merecia.

    Enfim, o país é todo teu. Mas espera, esta história ainda não está acabada.

    O que falta? Um fim feliz para ti.

    As pessoas normais já têm uma vida triste que chegue. Sem ti, dirás, seria muito pior.

    É o que falta provar.

  39. Outra vez essa treta do ódio e das minhas preferências, &?! Desculpa lá, mas já tive essa conversa com o z. Não estou para me repetir. Mas «gostei» dessa coisa do «algo social», ou «quase nada» ou «cada vez menos social», digo eu. Assim, porque me perguntas por alternativas quando estás pouco interessado nelas?

  40. porque estou receptivo a qualquer alternativa mais social, socialista inclusivé, se a achar credível nomeadamente na compatibilidade com o exercício das liberdades e o funcionamento da economia, só que realmente não vejo como.

    e sim, claro, ódios, preferências, e todos os sentimentos fazem parte do estrume em que temperamos a nossa racionalidade, ou és um autómato?

    mas por agora já me chega de internet, vou esticar-me ao Sol, logo venho cá ver.

    A verdadeira batalha vai ser contra o estatuto e o papel do BCE relativamente ao financiamento do Estados-membro. Estás nela ou é grande demais para ti?

    eu e o Valupi estuvémos do lado contrário, nessa e noutras.

  41. Os professores continuarão a fazer excursões onde querem, como querem e com quem querem. Quando não há excursões, pode haver outras manifestações como jantares, reuniões, formações, seminários, etc.
    A inveja é muito feia mesmo!!!!

  42. Esta conversa do quem ganhou não faz qualquer sentido pois o que interessa é quem perdeu. E quem perdeu foi o País, os alunos e os pais da classe média que por este andar vão ter que tirar os seus filhos do ensino público para dar uma educação aos filhos minimamente condigna.

    De resto esta complacência com a calonice dos professores é de bradar aos céus. Primeiro não querem avaliação. Depois querem mas não aquela. Depois, afinal, talvez aceitem algum tipo de avaliação se não tiver repercuções na progressão da carreira. Filhos da puta dos professores é o que é.

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