Os defensores da raça

No Luxemburgo, os portugueses mostram a sua raça. Uma raça de empregados de mesa, motoristas, porteiras, mulheres da limpeza, camareiros, pedreiros, empregados fabris, desempregados. Uma raça de manipulados pelos doutores que são patrões, directores, chefes, capatazes. Uma raça que cultiva a tragédia de não votar, ou de votar nos que desprezam o aumento da escolaridade obrigatória, nos que boicotam a avaliação dos professores, nos que odeiam o projecto Magalhães e nos que gozam alarvemente com o programa das Novas Oportunidades. Uma raça a carregar, desde que há memória, a pior das misérias: a desistência de si própria.

Muito gosta desta raça quem entende o exercício de oposição como uma luta sem quartel pela conquista do Poder.

48 thoughts on “Os defensores da raça”

  1. É… Os luxemburgueses têm muito que aprender com o Pinto de Sousa! Este, e uma das suas secretárias de estado das finanças que se dizia ministra da educação, quiseram fazer crer (com as suas habituais mentiras e manipulações) que os professores portugueses eram os responsáveis pelo elevado abandono escolar (coisa desmentida agora pelo Luxemburgo). Vai daí quiseram impôr uma avaliação (propícia à manipulação de dados e à aldrabice) onde uma das coisas a considerar era o que os professores faziam para impedir esse abandono. Como isto não está nas mãos dos professores (a não ser que estes tenham o poder de mandar nas vontades dos outros), os dois chico-espertos puseram à disposição dos professores uma série de intrumentos que os «ajudariam» a diminuir esse abandono. Intrumentos como o estatuto do aluno (que transforma o abandono em não abandono mediante a presença num teste (fácil, claro) de fim de ano, e\ou pela eliminação das faltas que se vão livremente dando); como as novas oportunidades (que incentivam os alunos a abandonarem o ensino regular dos três anos de secundário e\ou dos três anteriores, pois dão-lhes a «oportunidade» de terem o «mesmo» diploma em três ou seis meses). Para além deste intrumentos, a própria avaliação obrigaria os professores a inflacionarem as notas dos alunos e a não darem negativas, pois a acontecer o contrário isso só poderia ser uma consequência de se ser um mau professor.
    Esta notícia mostra assim, mais do que a raça dos portugueses, a raça de quem está no poder: e essa raça é, já todos sabemos, a raça dos mentirosos e aldrabões…

  2. ds: Então a culpa do abandono escolar no Luxemburgo é do Sócrates? Foda-se, essa nem ao Bush lembraria. Você sabe alguma coisa do que está a falar? Lá por serem portugueses, aos alunos no Luxemburgo aplica-se o estatuto do aluno do….Luxemburgo. Que não é decidido pelo Ministro da Educação de Portugal. Entra-lhe na cabeça isto? Isso faz de todo o seu comentário um ataque sem razão nem argumentos. É a “marca da raça”. Partir de um pressuposto falso, encadear 5 pseudo-implicações, e colar tudo com a mesma conclusão de sempre. Já não há pachorra para tamanha desonestidade.

  3. Muito bem Valupi.

    “Uma raça de manipulados pelos doutores que são patrões, directores, chefes, capatazes”. Nem mais. As recentes “polémicas” acerca da educação são o resultado dessa triste realidade. E, como era infelizmente previsivel, a nossa esquerda extremada de doutores de café mostrou bem, e continua diariamente a demonstrar, em que campo se situa.

    Essa é que é essa…

  4. Pedro, pá, já não há pachorra é para aturar gajos que não sabem ler!
    Mas eu volto a explicar: não, não, o Pinto de Sousa não é o culpado do abandono escolar luxemburguês. São mesmo os próprios luxemburgueses, que, pelos vistos, não se lembraram das excelentes «ideias» que o impostor decidiu aplicar em Portugal para «combater» o mesmo fenómeno. Aquelas «ideias» que o seu ajudante em lavagens cerebrais enumerou aí em cima (avaliação dos professores, novas oportunidades, estatuto do aluno, etc) e que não passam de formas de manipular os dados reais, de mascarar a realidade e de levar os professores (apontados pelo mesmo aldrabão Pinto de Sousa como os grandes responsáveis pelo dito abandono escolar, lembre-se) a baixar a exigência e a dar diplomas a toda a gente (estudem ou não, mereçam ou não).
    Então? Esta nova explicação entrou-te na cabeça, ou precisas de uma nova oportunidade que te facilite a aprovação?

  5. ds: se em vez de chalaças de merda com as oportunidades ou aprovações necessitadas ou não por quem não conheces, faz mas é o favor de explicar como é que se parte da politica da educação do governo anterior para explicar o abandono escolar no luxemburgo, ou vice-versa. Porque até agora, parece que só repetes que como não há novas oportunidades no luxemburgo, e os alunos abandonam a escola, não deveria haver em portugal, para que fizessem o mesmo. É isto?

  6. Se não se importam, eu gostava de saber qual é a percentagem de alunos portugueses nas escolas do Luxemburgo. Lembro-me vagamente (mas não tenho os dados) que os portugueses já eram um quarto da população do Luxemburgo. A ser assim, qual é o espanto de um em cada quatro alunos que abandonam a escola serem portugueses?

  7. Calma. O que os dados dizem é que os alunos portugueses são 19% dos alunos e 23,5% daqueles que abandonam a escola. Ou seja, a taxa de abandono da escola é pouco superior à taxa de alunos. Os portugueses não estão portanto assim tão mal, relativamente aos outros.

  8. Olha, pá, por mim estás chumbado! O especialista em lavagens cerebrais que escreveu sobre a «raça que cultiva a tragédia de não votar, ou de votar nos que desprezam o aumento da escolaridade obrigatória, nos que boicotam a avaliação dos professores, nos que odeiam o projecto Magalhães e nos que gozam alarvemente com o programa das Novas Oportunidades» que te «explique» a relação entre as políticas «educativas» do Pinto de Sousa e a «diminuição» do abandono escolar. Estou certo que vais a ficar a «perceber» tudo, tudinho, e que vais ter a aprovação garantida. Até porque basta elogiares o Pinto de Sousa (como está implícito no seu post) para ele te atribuir o diploma…

  9. Convém ter sempre uma grande cautela com as estatísticas. Trabalhei 30 anos no Departamento de Comercio Eterno de um dos maiores bancos portugueses e nunca precisei de estatísticas para perceber a realidade do nosso trabalho. Bastava saber olhar para as secretárias dos nossos colegas e para os clientes no balcão. A vida verdadeira não está nos numeros, está na respiração das pessoas, nos seus gestos e palavras.

  10. Olha, pá, por mim estás chumbado! O especialista em lavagens cerebrais que escreveu sobre a «raça que cultiva a tragédia de não votar, ou de votar nos que desprezam o aumento da escolaridade obrigatória, nos que boicotam a avaliação dos professores, nos que odeiam o projecto Magalhães e nos que gozam alarvemente com o programa das Novas Oportunidades» que te «explique» a relação entre as políticas «educativas» do Pinto de Sousa e a «diminuição» do abandono escolar. Estou certo que vais ficar a «perceber» tudo, tudinho, e que vais ter a aprovação garantida. Até porque basta elogiares o Pinto de Sousa para que o sr. das aspirinas para adormecer te atribua o diploma…

  11. Caro jcfrancisco,

    Bom, de facto, ainda que as estatisticas tenham algumas aplicações uteis, é incontestavel que elas de nada podem valer num Departamento de Comércio Eterno, acerca do qual fiquei bastante curioso, por sinal… E’ la que tratam de calcular os juros sobre o Eterno Retorno ?

  12. Pedro, pá, a minha resposta ficou bloqueada, duas vezes. Vais ter que esperar pelo sr. das aspirinas para adormecer para a leres. Mas adianto-te desde já que, por mim, estás chumbado!

  13. tem piada, o nacionalismo da merda: não é o abandono escolar que interessa: é o ser português

    (a estatística também diz que eu como três frangos, ou dois ou quatro, por semana). :-)

  14. Valupi, tudo deve ter o seu equilibrio.

    essa raça de que falas, está ainda, de alguma forma, ligada ao salazarismo e marcelismo, pois reflete a educação dos nossos emigrantes dos anos sessenta e setenta.

    quando eu falo em equilibrios, estou a pensar nos licenciados desempregados. de que vale termos tantos licenciados, se depois para arranjarem um emprego têm de ser caixas de supermercado, seguranças, empregados de mesa, etc?

    não são eles também manipulados?

  15. É a mesma raça que vota no Eng. (?).

    Aposto que se os portugueses no Luxemburgo fossem corridos a graus académicos e tivessem diversos órgão a exercer pressão para que não fossem reprovados em qualquer circunstância, não teriam estes níveis de abandono escolar..

    .. nem metade da desenvoltura intelectual para serem “(Uma raça de) empregados de mesa, motoristas, porteiras, mulheres da limpeza, camareiros, pedreiros, empregados fabris, desempregados.” porque até para isso é preciso um certo nível que este sistema de educação sócretino não providencia.

    Pergunto-me se os luxemburgueses também se graduam ao Domingo..

  16. Caraças…tanto post, tão assanhado, só porque o Público fez um titulo da treta (como é habitual..).

    Já está escrito ai em cima por dois “comentadores” e está na própria noticia!
    “[…] os alunos portugueses, que representam 19,1 por cento da população estudantil[…]” e ” […] 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola[…]”.

    Oue seja, estatisticamente, estão na média dos abandonos. Não existindo informação que permita dizer, inequivocamente, que abandonam mais ou menos que outras nacionalidades.

    Que nabos tão grandes e com tanta vontade de escrever…irra!

    miguel

  17. Pois é, uma oposição que luta sem quartel. Uma oposição que chora em público com o desemprego e rejubila em privado com as possibilidades que este lhe confere de recrutar por uma tijela de arroz. Uma oposição, à esquerda e à direita, que teoriza sobre educação, formação contínua, blá, blá, blá e ao mesmo tempo obstaculiza tudo o que possa conduzir a esse objectivo. Uma oposição à direita que derrama, chorosa, lágrimas de crocodilo e outra, à esquerda que as lambe, apostando no quanto pior melhor e na indústria do bota-abaixo.
    “Raça” de almocreves, de caixeiros viajantes, de pulhas e merdosos, sempre invocando a ajuda do Estado quando lhes fenece a bolsa e execrando-o logo que a mesma se compõe.
    “Raça” que exporta os seus melhores, à força de lhes negar reconhecimento, destina os menos bem-aventurados a limpar a bosta “das Europa” ou a arrotear, em trabalho escravo, os campos dos nuestros hermanos e deslocaliza internamente os seus compatriotas em empregos bem remunerados( – €500,00) para servir empresários carentes de produtividade. Hoje estou na mesa do fundo.

  18. A leitura de uma notícia simples como esta, mostra até que ponto não se pode confiar nos jornais portugueses, desde a sua redacção até ao racional, é tudo uma confusão pegada em que tudo é baralhado. Um exemplo:
    Se abandonaram a escola 1.789 alunos no total (100%) o numero de portugueses (454) perfazem 25,3% dos abandonos não 23,5%, e por aí fora… é uma relação cada vez mais dificil com a objectividade até mas coisas mais simples. Tudo feito com os pés.

  19. O abandono escolar:
    Como sempre o governo seja qual for tem a culpa de tudo o que nos acontece. Se as medidas forem óptimas os do contra dizem que é para favorecer a sua clientela, que só pensa nas eleições que estão para vir. Se forem más são um bando de analfabetos, não percebem patavina da vida, estão desfocados da realidade ou vivem noutro País.
    Se fossemos todos cumpridores dos nossos deveres sabíamos que qualquer governo começa em nossa casa. Mas é mais fácil culpar os outros, agora assumirmos os deveres de cidadão, isso é que se torna difícil.
    Para se fazer face à vida o casal tem de ter um emprego se assim não for luta com dificuldades. Ao alcançar certas benesses sabe perfeitamente que perde outras. Se o casal souber disponibilizar o tempo entendo que consegue remediar alguns problemas. Podem dizer que não acompanham os filhos durante grande parte do dia, que esse tempo foi gasto com o horário de trabalho e suas deslocações. Tudo certo. E quando se chega a casa. A primeira coisa é ligar a televisão para verem telenovelas, um jogo de futebol ou mesmo depois de jantar ir para o café para um bate papo com amigos.
    A maioria dos homens ou mulheres que trabalham convivem mais tempo com os seus colegas de trabalho que com o seu marido. A relação casamento começa a deteriorar-se, não se conversa o suficiente, há pouco tempo para se dedicar aos filhos, não queremos saber dos seus problemas e quando temos conhecimento deles muitas das vezes é tarde.
    Tenho dois netos, eu ou minha esposa somos quem os vamos buscar e levar diariamente à escola, de manhã, ao meio-dia para almoçarem e à tarde um às quinze e trinta e outro às dezassete e trinta. A seguir ao almoço regra geral é a minha filha que os leva. Os meus filhos andam sempre em cima (preocupam-se) deles, em falar com os professores a ver o seu interesse pelos estudos e o comportamento.
    Todas as terças e sextas-feiras levo às dezanove horas o mais velho à piscina para ter uma hora de aula de natação. Ali vejo muitos pais, tanto marido como mulher, a assistir a toda a aula de natação, mas se lhes fosse pedido para fazer o mesmo na escola, aposto que a maioria dizia que não tinha disponibilidade. A natação deve ser mais chique. Com isto não quero dizer que não seja importante a sua aprendizagem quem me dera no meu tempo ter essas hipóteses.
    Por isso digo e redigo antes de importarmos culpas aos outros, neste caso ao Governo como muitos querem fazer crer, vamos assumir as nossas culpas. O Governo começa em nossa casa.

  20. olha lá ó ds:para estares a escrever a esta hora já entregaste o atestado o dia de hoje? eu já entreguei o meu.tambem pertences á raça dos que mordem a mão dos que te dão a bucha lança lá mais um balde de ódio.

  21. K, não digo que não haja erro, mas onde é que está escrito que foram 1789 os alunos que abandonaram? Talvez haja alunos de outras nacionalidades que não vêm referidos na notícia por serem pouco numerosos.

    Seja como for, a ver por alguns comentários que aqui li, não devo ter lido a mesma notícia. É que na que li, não só os portugueses são claramente os estrangeiros que mais abandonam, como as estatísticas (também não sei como se analisa isto sem ser com recurso a estatísticas) mostram que o número aumentou relativamente a anos anteriores.

  22. Há, de facto, um problema com um povo que emigra para ter melhores condições de vida e deixa que os seus filhos abandonem um bom sistema de ensino, em números superiores à média da população. Ponto. A questão é: será que esta diferença entre 19 e 23.5% se explica pelo meio (os meios escolares aonde se integram os emigrantes condicionam enormemente as expectativas e consequentemente o percurso escolar dos filhos dos emigrantes) ou pela “raça”?

  23. O Público publica uma das poucas percentagens irrelevantes e que dá origem a titulos da treta.

    Se calhar era relevante explicar a (aparente) variação de 50% entre o ano 2006/2007 e 2007/2008… Naa.. isso deve ser dificil.

    Se calhar podia ter salientado que em proporção da população estudantil a “raça portuguesa” abandona o mesmo que a “raça francesa2 ou a “raça belga”. Esse madraços mundialmente conhecidos.

    Se calhar, podiam ter escrito que estes abandonos da escola no Luxemburgo se devem a uma onda de regressos a Portugal, para aproveitar a fantástica recuperação que nos aguarda.

    Mas…nada. O Público resolveu publicar um número irrelevante, errado (como o K bem assinalou) e fazer um titulo de mer**.
    O Val embarca na onda e seguem-no, qual flautista de Hamelin, um monte de suicidas cegos.

    Vamos bem.

    miguel

  24. Basta atentar no que escrevem: “jafonso” e “Manuel Pacheco” para se entender o que alguns “ds” – direita serôdia(???), ou “Eça de Queirós” – com o monóculo preto do ódio que destila – não conseguem enxergar. Dizer mal, só dizer mal, é o que eles sabem dizer. Ter em conta que aquilo que é a vida rude de quem viveu décadas de obscurantismo e que ainda se faz sentir, pelo menos no ideaário, de muita da população que ou porque não teve oportunidades, ou porque não foi desperta para a realidade dos dias de hoje, nem tem em conta as condições sócio-económico-fianceiras do país e de grande parte do mundo, é estar desfasado da realidade e querer ser chic em dizer mal do PM, só porque o paisinho, ou o tiozinho, ou o avozinho lhes doou uns bens e com medo de os perderem, têm de ser os mais reaccionários possível. Depois, como não têm argumentos, insultam e pensam que têm alguma piada.Enfim, Doutores… (da mula ruça, diz-se na minha terra…).

  25. A utilização do conceito de “raça” é irónico. Remete para uma retórica balofa. E a 1ª notícia do Público não passa da repetição de uma notícia da Lusa, esta elaborada a partir dos dados oficiais do Luxemburgo: os portugueses são os que abandonam mais o ensino. A 2ª notícia do Público estende a informação e revela que os portugueses também vão à frente no abandono escolar noutras paragens.

    Ora, nada disto é uma novidade, seja fora ou dentro de Portugal. E é por isso que as opções do Governo anterior na qualidade educativa da população (horários de funcionamento das escolas, aulas de acompanhamento, inglês no básico, Magalhães, Nova Oportunidades, avaliação e carreiras dos professores) são tão decisivas para a revitalização da economia – e por isso é tão revoltante ver ataques a esta batalha contra a ignorância e desqualificação.

    Fala o luis eme em licenciados no desemprego como se isso fosse argumento contra as licenciaturas. Pois eu prefiro ter licenciados como caixas de supermercado do que patrões que nem para caixas de supermercado servem. Ter um curso não implica ter inteligência, vontade ou sorte, mas, pelo menos, implica uma formação superior, com todas as vantagens que ela oferece pela vida fora. A qualquer momento o caixa de supermercado licenciado vai para um emprego melhor, cria o seu negócio ou dedica-se à sua vocação por amor à causa. Quem não for mais do que um caixa de supermercado não tem outra saída, jamais. Isto é simples de entender.

    Para além da dimensão económica, os licenciados são também uma força política, pois estão em condições melhores para influenciarem os partidos e Governos com o seu voto e entendimento das questões. Também por isso, a educação é o principal factor de desenvolvimento. Isto é simples de entender.

  26. porque é que continuam a insultar o Eça de Queirós ao atribuir esse nome ao comentador acima? O homem é eça de querós – de querosene, não de queirosiano :)

  27. Já desisti de tomar como verdadeiras as noticias da Lusa ou do Público. Há muito tempo.
    Por isso convem ir ver o original e verificar que o titulo está errado.

    relativamente ao discurso da necessidade de formação, etc…nada contra.

    Tudo contra essa teoria que a “raça” (irónico ou não) tem um problema qualuqer genético e intrinseco.

    isso é algo que é conveniente para disfarçar a incompetência de alguns. Na verdade, no caso da educação atribuo a culpa a um único grupo: Os professores.

    Como grupo (quem inluirá muitas excepções) são os culpados da maioria dos erros e dos falhanços da nossa educação nos últimos 35 anos. São reponsáveis, tambem, pelas asneiras que os politicos fizeram porque nunca se mobilizaram pela defesa do ensino pelos alunos ou da escola. A única coisa que os tira do sofá e dá discursos na sala dos professores são os tostões. O tostãozinho.
    Eles são os culpados.

    miguel

  28. Meu Caro Valupi. V. Ex.ª não tem tempo para nos dar um “trocozito” ou ”tragozito”?
    Sem o retorno da sua contestação não aprendo nada, lamento.
    E constato que: a rapaziada está a ficar muito extremada, ou são liberais assim a assim ou pretensos radicais sem sentido, vejam lá como se comportam, porque não se pode ser ambas as coisa no mesmo parágrafo.
    Permitam-me, pois julgo saber do assunto – não sendo preciso ser doutor – para entender o propósito do Valupi e de alguns mais que aqui se comportam em alguns assunto como “os verdadeiros ranhosos e imbecis” tipo “emplastro” atrás das câmaras de TV.
    A realidade é bem diversa para ser “encaixilhada” na “raça”, termo de conotações “fascistoides”, da autoria do Valupi e não do texto da lusa e o arrastamento que faz abusivamente das profissões exercidas pelos portugueses de origem, e seus manipuladores. Só vê fantasmas.
    O contexto sócio-político que se vive hoje no Luxembourg, é bem diverso daquele que aí deixei no final de 79, mas a substância do tema tem raízes bem fundas e diversas, que não cabem em troca de “postes”, por muito boa vontade que exista.
    Verdades lapidares, se ainda há imigrantes económicos recentes ou antigos a culpa não é dos “manipuladores” luxemburgueses.
    Ser cidadão comunitário deu aos portugueses uma dimensão que nunca os antigos sonharam.
    O abandono escolar dos alunos lusos não pode ser de forma honesta comparado às razões dos conflitos nacionais. Aluno que não tenha frequentado a maternal com outras crianças que falem luxemburguês está condenada à marginalidade social, sem dó nem piedade. Os factores económicos dos país são, sem dúvida alguma, um elemento a considerar, pois estes, na sua grande maioria, não são de lado algum. Estes “investem” num futuro possível (impossível na prática) em Portugal e nessa medida reforça a auto-exclusão, mesmo no círculo restrito das pequenas comunidades de nacionais. São o “nicho” de apátridas com os quais não há possibilidades de construir uma consciência histórico-cultural possível, e muito menos política.
    Cumprimentos.

  29. Guida,
    Eu fiz a soma das respectivas parcelas mencionadas, se existem outros (como é o caso, tens razão) que o digam, ou então partam do total/universo e descrevam as partes/nacionalidades mais importantes. No entanto em 5 minutos (um pouco menos:))) ) cheguei à fonte, et voilá, existem mais dados de que não fomos informados , é que dos alunos que deixaram a escola (454) existem 147 que se reinscreveram e “só” 196 é que abandonaram a escola.
    Agora o que é de notar é que uma simples noticia com factos objectivos possa constituir logo uma noticia mal explicada e mal redigida, uma autêntica salganhada…e o Socrates aqui não tem nada a ver fará se tivesse…
    No entanto aqui fica o link, pag.15, o documento está em pdf.

  30. Só mais um pormenor, o jornal diz que o estudo é do ano lectivo de 2008/09 e não é, é de 2007/08…mas isso é de somenos.

  31. K, obrigada pelo link, assim ficamos com a informação toda. Ainda bem que nem todos desistiram definitivamente. De qualquer forma, infelizmente, e apesar de estar a diminuir, o problema do abandono escolar é bem português, como se pode ver aqui em 2008 era bem superior à média europeia. De facto, não se percebe que a oposição tenha atacado todas as medidas que o anterior Governo tomou para combater este verdadeiro flagelo.

  32. Val, mesmo com o seu 2º texto-interpretativo, que “troca por miúdos” o seu comentário certeiro sobre o abandono escolar no Luxemburgo, os “habituais intervenientes raivosos” não compreenderam nada!
    O tema da educação, alarvemente extremado e manipulado pela Fenprof (que continua a ver se ainda rende com a nova ministra) está absurdamente politizado da pior forma populista, com todos os partidos da oposição a “defenderem os pobres dos professores” … sem outro objectivo que o de recusar as propostas do Governo!
    Quando o que seria útil – PARA O PAÍS – seria uma campanha solidária para melhorar o que já foi feito e cujos resultados positivos já estão evidenciados nas estatíosticas, ou não?

    De todos os comentários, resta-nos partilhar a “sabedoria” simples, mas tão rica do Manuel Pacheco.

  33. Olha, o florzinha peixeira também está a precisar de voltar à escola para aprender a ler…
    E continua a mostrar grandes dificuldades em reconhecer-se. Olha, pá, «bota» lá aqui o «discurso do filho da puta» outra vez: aquele discurso onde se fala dos grandes fdp (como o Pinto de Sousa) e dos pequeninos fdp (como tu e como os lingrinhas mentais).

  34. Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM!),
    por Euleriano Ponati, poeta não titular

    Ó Fernanda, dado
    que já estou cansado
    do ar teatral
    a que ele equivale
    em todo o horário
    de cada canal,
    no noticiário,
    no telejornal,
    ligando-se ao povo,
    do qual ele se afasta,
    gastando de novo
    a fala já gasta
    e a pôr agastado
    quem muito se agasta
    por ser enganado.
    Ó Fernanda, dado
    que é tempo de basta,
    que já estou cansado
    do excesso de carga,
    do excesso de banda,
    da banda que é larga,
    da gente que é branda,
    da frase que é ópio,
    do estilo que é próprio
    para a propaganda,
    da falta de estudo,
    do tudo que é zero,
    dos logros a esmo
    e do exagero
    que o nega a si mesmo,
    do acto que é baço,
    do sério que é escasso,
    mantendo a mentira,
    mantendo a vaidade,
    negando a verdade,
    que sempre enjoou,
    nas pedras que atira,
    mas sem que refira
    o caos que criou.
    Ó Fernanda, dado
    que já estou cansado,
    que falta paciência,
    por ter suportado
    em exagerado
    o que é aparência.
    Ó Fernanda, dado
    que já estou cansado,
    ao fim e ao cabo,
    das farsas que ele faz,
    a querer que o diabo
    me leve o que ele traz,
    ele que é um amigo
    de Sao Satanás,
    entenda o que eu digo:
    Eu já estou cansado!
    Sem aviso prévio,
    ó Fernanda, prive-o
    de ser contestado!
    Retire-o do Estado!
    Torne-o bem privado!
    Ó Fernanda, leve-o!
    Traga-nos alívio!
    Tenha-o só num pátio
    para o seu convívio!
    Ó Fernanda, trate-o!
    Ó Fernanda, amanse-o!
    Ó Fernanda, ate-o!
    Ó Fernanda, canse-o!

    Euleriano Ponati
    (poeta não titular)
    http://blogotinha.blogspot.com/2009/05/requerimento-fernanda-cancio-namorada.html

  35. «E é por isso que as opções do Governo anterior na qualidade educativa da população (horários de funcionamento das escolas, aulas de acompanhamento, inglês no básico, Magalhães, Nova Oportunidades, avaliação e carreiras dos professores) são tão decisivas para a revitalização da economia»

    Então pedro? Já esclareceste as tuas dúvidas? Tens aqui a «explicação» do especialista em lavar os cérebros de tipos como tu (e como os florzinhas peixeiras). Como eu te disse, para teres a aprovação basta fazeres o elogio das medidas do Pinto de Sousa para mascarar e manipular a realidade. Mas claro que isso não evita que se continue abandonado pela inteligência…

  36. Lá ficou o meu último comentário novamente bloqueado. Adiante…

    Aliás, quem ainda duvidasse que por detrás das politicas «educativas» do Pinto de Sousa apenas se escondem políticas financeiras e que pretendem incentivar as pessoas a abandonar o ensino público (pela sua degradação) trocando-o pelo privado (quem puder, claro), eis que o Daniel Bessa vem abrir os olhos a todos os pequeninos fdp que não sabem ler: disse ele que se deve começar a pensar em privatizar o ensino (e a saúde também).

  37. sei lá…tendo em conta que os alunos portugueses representam quase 20% do total de alunos , creio que o facto de 1 em cada 4 alunos que abandonam a escola ser português não é assim nada de tão significativo. quem trabalhou as estatísticas não fez lá grande trabalho. e se é como diz K , que alguns reingressam , ainda mais , pois oculta dados importantes.

    ( e sempre é melhor trabalhar no call center ou na caixa do super sem ter de “perder” uma data de anos na faculdade a dar emprego aos profs )

  38. Nos anos cinquenta Portugal não era Europa, Salazar transformara o país numa coisa do outro mundo, exactamente para não cumprir a determinação de todas as potências coloniais europeias, que a decretavam como década da descolonização.
    Então muitos portugueses imigraram para fugir do estado novo e da guerra colonial, mas coisa estranha, com as suas remessas em divisas fortes viabilizam economicamente o regime, ao mesmo tempo enriquecem os banqueiros do Totta, Sottomayor, BPA, … e logo a seguir os patrões das grandes superfícies comerciais, em particular o lobo alfa. Estes predadores tão-se cagando para o interesse nacional, ninguém aperta com eles, estes governantes da treta não têm tomates, logo os tipos marimbam-se na aquisição dos meios da produção nacional, a escravatura chinesa produz tudo principalmente merda, o que eles querem é a propriedade dos meios de consumo e os imigrantes já nem contam para coisa nenhuma, o dinheiro agora vem de Bruxelas, perguntem ao senhor Cavaco se não é verdade, foi com ele e para a sua eternização, que mandou construir um mamarracho chamado CCB, que esconde os Jerónimos mas não é com isso que o sr está pilócu-pádu.

  39. Não podemos caracterizar o todo por uma particularidade apenas. Não estive no Luxemburgo, mas em França, país onde fiz a escolaridade até ao 12º ano. À medida que ia progredindo nos estudos, via os meus colegas portugueses ficarem para trás. Portugueses? Só um ou dois gatos pingados caídos de pára-quedas (como eu).
    Desistiam porque não tinham pedalada para aquele ensino rigoroso, onde não há favores, nem cunhas. Ah pois! E, como podem ver, não são só os portugueses a desistir: os outros também desistem. Mas, pela minha experiência pessoal, não deixo de recordar esta circunstância terrível que era de me ver com cada vez menos colegas portugueses à medida que ia progredindo nos estudos. Desistiam a meio sem perspectivas ou enveredavam por cursos profissionais.

  40. Isso é porque não há novas oportunidades, eliminação ou apagamento de faltas, professores culpados pelo abandono escolar, etc, etc… É porque não têm um Pinto de Sousa, nem «florzinhas» a apontar o caminho. São uns reaccionários, esses franceses…

  41. Boas (para alguns, más) notícias: Portugal é o segundo país a nível mundial com maior peso da energia eólica. Está no Público: “Por cada 100 Watt de electricidade consumidos no ano passado nos lares portugueses, 15,03 Watt vieram do vento, um valor que eleva o país para o segundo lugar mundial.”

  42. Amigo Edie, agora entendo os cuidados dos do costume. Afinal Portugal está mesmo à beira da explosão…eólica.

  43. Aceite as minhas mais humildes desculpas. A vergonha fez-me fugir da mesa junto à janela para a outra lá do fundo. Coisas de um pré-gágá, mas ainda cavalheiro.
    Ai quando as minhas netas souberem…

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