Humano est

O ataque no Afeganistão que matou oito agentes da CIA, a segurança nos aeroportos que continua sempre a precisar de melhoramentos apesar do 11 de Setembro e o facto de os serviços secretos de meio Mundo não serem capazes de apanhar Bin Laden, eis a prova de que a imperfeição e o erro não desaparecem com a abundância de recursos humanos e materiais.

17 thoughts on “Humano est”

  1. Ok, Valupi, errare socratinimum est! Mas isso nao implica que os agentes da CIA tenham alguma vez ouvido falar de Socrates. A especialidade deles e rebentarem a uma distancia eliminatoria dos efeitos de deslocacao de ar muito apressada carros carregados de explosivos a porta de mesquitas e em mercados no Iraque e, nesse estrondo repercutido em todas as direccoes pela media, criarem na mentalidade de algumas aves raras (mas nao tao raras que nao incluam 99 por cento dos pardais politizados de Portugal) a ideia de que isso tudo acontece porque os muculmanos sao todos uns animais selvagens. E essa industria rende sempre. Mais que a sua de servicos, atrevo-me a pensar.

  2. Para mim acho que foi mais um egano providencial. Aqueles meninos deviam andar a mijar fora do penico!
    Por cá também acontecem umas coisas parecidas!

  3. De vez em quando, o pensamento resvala-me para a “teoria da conspiração”. Eu sei que parece uma grande idiotice, mas ocorreu-me que sejam exactamente as forças ditas ocidentais a preparar tudo isto!…

    Por acaso, mas só por acaso, foi criada uma guerra no Iraque causada por falsos pretextos, recordam-se ?!?!

    Também por mero acaso, a industria do armamento é a mais forte dos EUA e de outros paises ocidentais

  4. Humano est:
    Se querem acabar com este tipo de regime é dar oportunidades de vivência a estas populações. Quanto a mim matar estes líderes, não vai resolver nada, pelo contrário, vai criar uma onda de protestos e uma série de homens bomba.
    Em lugar dos países democráticos criarem condições para que estes países se transformem numa democracia, vemos estes a seguir a mesma linha. Não digo que não se deva defender a nossa integridade mas, usar os mesmos métodos acho que não.
    A ditadura usa os mais desfavorecidos para atingir os seus fins. Sabem que regra geral quando a barriga padece a cabeça não pensa. Ao contrário a democracia tem por obrigação de saber resolver estes conflitos. Mas o negócio da indústria do armamento de guerra é mais importante que as vidas humanas.
    Enquanto for assim vamos assistir aos Bin Laden e às multinacionais do armamento de guerra, a fazerem a sua guerra.
    Esta é a humilde opinião de um leigo na matéria mas, que se revolta a ver este tipo de impasse.

  5. A maneira socratiana

    Unidades de tratamento do cancro com menos de 250 doentes em risco de fechar
    06.01.2010 – 08:03 Por Catarina Gomes
    Reorganização da rede de Oncologia, ontem discutida no parlamento, vai alterar a cobertura dos serviços em várias zonas do país.
    FV

    O novo mapa nacional para o tratamento do cancro tem como ambiciosa meta o final de 2010, mas, por enquanto, os critérios que o vão nortear não passam ainda de recomendações no papel. O coordenador nacional para as doenças oncológicas, Pedro Pimentel, disse ontem no Parlamento que deverão deixar de existir hospitais a tratar o cancro que atendam menos de 250 novos doentes por ano.

    As perguntas mais repetidas na audição parlamentar de saúde pelos vários deputados da oposição foram: afinal, quantas unidades vão fechar? Quantas se vão manter abertas? As respostas foram sendo sempre as mesmas: “Não temos esses números”, “ainda tem que ser avaliado”, responderam, à vez, Pedro Pimentel e a alta comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado, notando que eles são técnicos e que as decisões de fecho caberão às cinco Administrações Regionais de Saúde, com o aval da ministra da Saúde.

    Em cima da mesa estava o mais recente documento produzido pela Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas: os Requisitos para a Prestação de Cuidados em Oncologia. O panorama traçado pelo documento já é antigo: constata que são demasiados os hospitais a tratar doentes com cancro, algo que pode parecer um contra-senso. O argumento técnico usado é o de que, quantos mais casos passam pelas mãos dos médicos, mais prática e competência desenvolvem e melhor tratam os doentes.

    Tal como se argumentou no fecho das maternidades, dos serviços de urgência e dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP), o objectivo é concentrar serviços para rentabilizar recursos e também prestar serviços com maior qualidade.

    O último balanço dava conta de 55 hospitais a tratar doentes oncológicos. Pedro Pimentel escusou-se a responder quantos estão abaixo da fasquia. “De acordo com estes critérios, as unidades da maior parte dos distritos encerrariam”, criticou o deputado bloquista João Semedo, perguntando se estes critérios também são para ser usados nas unidades privadas, ao contrário do que aconteceu com os blocos de parto. Pimentel respondeu que, na sua opinião, os critérios devem abranger os dois sectores.

    O documento da coordenação está em discussão pública, sublinhou Pimentel, “não é um dogma”, tanto que o limiar mínimo dos 250 novos casos por ano de que falou no Parlamento é metade dos 500 definidos pelo documento para as Unidades de Oncologia – de três níveis, este é definido como sendo o menos complexo. “Penso que não se justifica uma unidade de Oncologia Médica que trate menos de 250 doentes, mas estamos abertos à discussão”.

    Uma ameaça ao Interior

    O mesmo documento define que para haver serviços de radioterapia é preciso que as unidades tratem um mínimo de 600 doentes por ano. Mas deverá ser a “rigidez” do número de casos a definir se uma população tem acesso a este tratamento, questionaram os deputados. Tanto mais que há 39 equipamentos de radioterapia no país, quando o ideal seria haver 66, notou o deputado social-democrata Luís Menezes, um défice constatado por números do próprio Governo.

    Clara Carneiro, também deputada do PSD, notou que a lógica dos números de casos mínimos vai acabar por deixar “desprotegidos os sítios com menos pessoas. Não podemos deixar para trás o país rural e das ilhas. Isto é mais grave do que [o fecho] os blocos de partos: o cancro é a principal causa de morte até aos 75 anos”, sublinhou.

    Pedro Pimentel reconheceu que pode ser muito mais penoso para um doente estar longe nos tratamentos de radioterapia, que podem exigir idas diárias ao hospital durante períodos, por exemplo, de seis semanas. “O doente fica desinserido do seu meio, é pô-lo no exílio”; o mesmo se pode aplicar aos tratamentos com quimioterapia. Assim, o responsável diz que onde faz mais sentido concentrar é na área das cirurgias, que exigem grandes equipas e em que depois da operação o doente pode voltar a casa. No documento, diz-se, por exemplo, que nenhum serviço deve poder operar um doente da cancro da mama se não fizer 50 cirurgias por ano.

    Uma das críticas mais ouvidas na comissão foi a tradição de, na área do cancro, se produzirem documentos que depois não são postos em prática. A chamada rede de referenciação oncológica que este coordenador quer agora pôr no terreno está prevista desde 2002. O próprio Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas, com prazo de 2007 a 2010, deixa pelo caminho muitas das metas.

    Uma delas foi a do rastreio, criticou a deputada social-democrata Clara Carneiro: o mais atrasado é o do cancro do colo e do recto, que apenas existe na Zona Centro do país, embora seja o cancro com maior incidência (responsável por 16 por cento dos casos).

    No rastreio do cancro do colo do útero apenas o Alentejo e o Centro têm cobertura; no cancro da mama, o país está quase coberto, mas trata-se de um rastreio que é assegurado não pelo Ministério da Saúde mas em grande parte pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

    “Os progressos foram demasiado tímidos para a situação real que se vive em Portugal”, afirmou João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, um dos partidos que pediram a presença destes responsáveis no Parlamento, juntamente com o Partido Social Democrata.

    Pimentel notou que a concentração é necessária “dada a escassez de recursos humanos, técnicos e financeiros”. João Semedo sublinhou que a área do tratamento do cancro “está subfinanciada”, algo que se constata com um estudo recente que diz que Portugal gasta no tratamento com cancro per capita 53,3 euros, face aos 92 euros da Holanda, 124 euros da França, 182 do Reino Unido. Na União Europeia, abaixo de Portugal estão apenas a Hungria (49 euros), a Polónia (30 euros) e a República Checa (50 euros), criticou.

  6. Mais um do PS

    José Sá Fernandes, um malandrim na Câmara de Lisboa SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
    Pois é, para sustentar o tráfico de influências desta besta quadrada andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo — tudo a recibo verde.

    “O Zé faz falta!”

    — Faz? Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!
    Se não vejamos:
    CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS – 11 PESSOAS

    Nome – Função/Origem/Contrato – Categoria/Vencimento (euros)

    Alberto José de Castro Nunes – Assessor (50%) Renovação – 1.530 ,00

    Ana Rita Teles do Patrocínio Silva – Secretária (100%) Renovação – 2.000.00

    António Maria Fontes da Cruz Braga – Assessor (50%) Renovação – 1.530,00

    Bernardino dos Santos Aranda Tavares – Assessor (100%) Renovação – 2.500,00

    Carlos Manuel Marques da Silva – Assessor (50%) Renovação – 1.530,00

    Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira – Assessora (100%)Renovação – 2.500,00

    Maria José Nobre Marreiros – Assessora (50%) Renovação – 1.530,00

    Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares – Coordenador do Gabinete (50%) Renovação – 1.730,00

    Rui Alexandre Ramos Abreu – Secretário (100%) Renovação – 2.000,00

    Sara Sofia Lages Borges da Veiga – Assessora (50%) Renovação – 1.530,00

    Sílvia Cristóvão Claro – Assessora (100%) Renovação – 2.500,00

  7. O Eca,

    Agora que ja pos essas verdades embaracosas aos frequentadores deste blogue que torcem pelo Governo Socialista – seccao saude e trabalhos manuais – peco-lhe por amor de Deus que acredite nisto: a radioterapia e o tiro de misericordia prolongado no doente com cancro. O que voce e esses parvalhoes do PSD deviam estar interessados em saber e a razao porque existe tanto caranguejo sob a pele dos portugueses, que e a parte que nos interessa neste caso.Se quizer atrapalhar mais gente, e na boa direccao, pode comecar por pedir a Liga Portuguesa Contra as Doencas Causadas pelos Morfos para lhe fornecer uma lista do numero de criancas afectadas pelas sindromes de Klinefelter e Turner em Portugal. Aposto que nao lha vao dar, mas se lha derem pode crer que estara in-com-ple-ti-ssi-ma. Aprenda a viver com dor.

  8. Ainda gostava de ver esparramados neste blogue os nomes e vencimentos dos tempos da gestão Santana Lopes na Câmara Municipal de Lisboa, e tambem a lista das despesas do cartâo de crédito que o sr. exigiu quando foi para lá(com batota nas eleições) e com a burrice complacente do Dr. João Soares que não se quiz dar ao trabalho de fazer uma campanha eleitoral a sério.

  9. Ainda que mal pergunte; o que será que as nomeações, nomes e vencimentos dos nomeados terá que ver com o tema em debate?…
    Anda tudo bebado…

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