PS vai mal

Já sabemos que Seguro, por sua vontade, não protesta, não se opõe e não entra em conflito com o Governo. Tinha uma estratégia matreira, sim, mas era em relação ao seu antecessor socialista. Aparentemente a meta era a liderança do PS e, de estratégia mais pensada, aquela era a única que tinha. Içado a líder por um processo coletivo de cegueira e um exercício do absurdo, cultiva a elegância, ou seja, o apagamento, e espera que o Governo caia de desgaste, sem que para isso contribua com o mais pequeno gesto e denotando uma capacidade extremamente limitada para avaliar as poderosas técnicas dos partidos seus adversários. Sabemos também que, se pressionado, lança frases formalmente determinadas e agressivas, que levam alguns otimistas a acreditar que “agora é que é”. Também vamos sabendo que não é.

Se a atual direção do PS pensa, e deve pensar porque o diz, que este Governo já foi e continua a ir muito para além do acordado no Memorando, agravando com isso ainda mais a situação do país e a espiral recessiva, num propósito que mais não é do que a implantação de um modelo ideológico de sociedade (para o que, diga-se, tem toda a legitimidade eleitoral) do qual o partido socialista discorda, devia agir em conformidade e demarcar-se a cada passo mais largo dado pelo Governo. E já são muitos, o que aumentou a distância em relação ao acordado em Abril de 2011 para um ponto escandaloso de não retorno. Não é isso que faz esta direção. Arranja um sarilho interno por causa da votação do orçamento, por causa disto e por causa daquilo, nomeadamente a disciplina de voto, outro sarilho por causa do Pacto/Tratado orçamental europeu, deixa que chamem socráticos aos que lhe exigem postura de oposição e acaba a dizer que o Governo deve ir sozinho pelo caminho escolhido. Mas agora, afinal, o memorando está a ser muito bem cumprido e o partido não vai rompê-lo. Pois é, medo e uns ziguezagues e incoerências que não dignificam nenhum dos protagonistas, nomeadamente Zorrinho, que, vá-se lá saber porquê, dá o peito às balas por tão fraco líder, e que confirmam, se dúvidas ainda houvesse, a total inépcia desta direção, que só envergonha.

O Governo tem maioria absoluta. Não precisa do apoio do PS para governar. Precisa dele, sim, mas para peão da sua estratégia. O discurso que se ouve por essas televisões, segundo o qual é muito importante que o PS apoie as medidas do Governo em nome da estabilidade e que Portugal é diferente deste e daquele país por ter os principais partidos do arco governativo vinculados a um programa externo é o discurso conveniente para domar e anular o principal partido da oposição que, convém lembrar, perdeu recentemente o melhor líder que alguma vez teve e do qual se devia orgulhar. Seguro engole sem minimamente se engasgar essa medicação oral que lhe enfiam todos os dias pela goela abaixo. E amolece. Mais: dá-a a beber a outros, que amolecem também.

Nem sempre concordei com Mário Soares. Entre outras coisas, as opiniões elogiosas de Passos que emitia há um ano foram incompreensíveis. Muitas vezes deixa-se levar por ódios pessoais a nível partidário. Não impede que tenha sido um grande homem e que mantenha uma capacidade de intervenção admirável. Tendo a dar-lhe razão nestas esporadas que decidiu dar recentemente ao PS. Perante a situação internacional, fazer coro com os idiotas que nos governam é um grande erro estratégico e político.

Temos uma direita de bimbos

A intenção de acabar com feriados alegando que tal contribui para o aumento da produtividade é a ideia mais estúpida do século XXI em Portugal. Evidentemente, o século está apenas a começar e a sua actual posição de topo não deverá manter-se, mas não vai ser fácil destronar esta aberração que ofende ao atingir duas datas que, pelo contrário, ganhariam era em receberem investimento festivo. Sintomaticamente, as alimárias que se lembraram disto passeiam-se com a bandeira nacional na lapela para todo o lado. Não tenho a certeza, porque não percebo muito desses assuntos difíceis, mas dá ideia de estarmos perante o 1º Governo pós-moderno da História de Portugal, onde as grandes narrativas míticas que estruturam a vivência cultural e social do Povo, celebradas em datas solenes, são substituídas pela semiótica do crachá. Se juntarmos a patetice das viagens em económica, a parolada das gravatas e os regulares espectáculos da decadência e perfídia cavaquistas, grandes símbolos do poder triunfante, temos que a presente direita reúne o que de mais bimbalhão se encontra nesta terra à beira-mar atrofiada.

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E o Vaticano ao preferir manter o 15 de Agosto, uma data sem relevância popular, assim abdicando do Dia de Todos os Santos, uma tradição profundamente enraizada na sentimentalidade pátria? Que não haja dúvidas, insondáveis são os caminhos destes senhores.

Chá, café ou laranjada?

“São momentos de angústia para muitas pessoas em Portugal, é preciso dizer que nós não nos deixamos vencer por essas dificuldades”, disse hoje Passos Coelho, discursando na sessão do 38º aniversário do PSD.

“Mais, as pessoas esperam que quem está no Governo não ande a chorar, mas, pelo contrário seja mobilizador, para que aqueles que têm capacidade para acrescentar valor e para mudar as coisas no país se sintam mais confortados, mais confiantes de que esse é o caminho que vale a pena fazer”, frisou.

Fonte

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Com o PSD no Governo, as pessoas esperam força, virilidade, garbo, diz-nos Passos. O discurso tem de ser mobilizador, de forma a confortar aqueles que acrescentam valor e mudam as coisas, esses heróis da revolução laranja. São esses que têm de se encher de confiança de forma a conseguirem resistir à angústia dos outros e evitarem o contágio da sua fraqueza, esses muitos que não acrescentam valor e não mudam as coisas.

Com o PS no Governo, as pessoas esperam a verdade e nada mais do que a verdade. A verdade, como se sabe, não é bonita quando governam os socialistas, porque os socialistas estragam tudo, desperdiçam recursos, abandalham a fazenda pública, mentem, roubam e levam o País à bancarrota.

E é isto. O PSD é isto e não mais do que isto.

Vinte Linhas 780

Dissertação sobre uma fotografia de Valter Vinagre

A minha terra. Foi preciso chegar a esta idade para me surgir «on line» uma cavalgadura a querer mudar o nome da minha terra. Uma besta quadrada a querer dizer que eu não nasci na terra onde vim ao Mundo. Um badalhoco a querer mudar as minhas referências de origem. Foi neste largo (ao tempo mais pequeno) que dei os primeiros passos em 1952 ainda havia a casa do Zé Rebelo no meio do espaço público e o pelourinho estava em frente à oficina do Zé Latoeiro. Foi neste largo que vi as primeiras festas de Santa Catarina e as primeiras procissões ao som da Filarmónica da minha terra com as suas marchas graves.

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Quimera é uma palavra grega, assim como crise e caos

Ainda não vimos tudo nesta crise. Enquanto, em Portugal, Gaspar vai impondo, devagarinho e acusando a toda a hora o bandido, um modelo neoliberal, com o silêncio conivente da oposição, estando a deixar o país de pantanas mas incompreensivelmente conformado, na Grécia, o partido equivalente ao nosso Bloco de Esquerda prepara-se para experimentar um outro modelo qualquer, e totalmente oposto, cuja primeira etapa consiste na declaração de nulidade do memorando da Troika; a segunda, já anunciada, na nacionalização dos bancos e a terceira, presumo, em assistir em grande estado de ansiedade ao fecho da torneira dos fundos externos. A quarta logo se vê. Há, pois, margem para experiências várias.

No entanto, a malta do protesto por cá, que lacrimeja de orgulho ao olhar para Tsipras, deve arrefecer um bocado o entusiasmo. Neste momento, o tal partido, Syriza, com 52 lugares no Parlamento, só pode constituir maioria para governar se formar uma coligação com a Esquerda Democrática, dissidentes do PASOK (19 lugares), os Gregos Independentes (33 lugares), o PASOK (41 lugares) e os comunistas (26 lugares). Sem o PASOK não há maioria e sem o KKE (comunistas) também não. Estes dois fatores irão frustrar-lhes, acho que para bem deles, os planos.
Mas é pena. Eu, que nunca assisti em direto à implantação de um regime radical de “esquerda”, nem que fosse por quinze dias, não escondo a minha curiosidade. Seria agora ou nunca, caramba.

Dito isto, 1) há fortes probabilidades de a Grécia ir à falência e sair do euro, a menos que os militares tomem o poder com a “ajuda desinteressada” da Alemanha; 2) se isso acontecer (saída), não vamos safar-nos, o que vai provar que ser aluno de quadro de honra ou de fila dos burros é a mesma coisa para efeitos de desfecho; 3) a paz podre que se vive na Europa atualmente algum dia tem que acabar e o mês de maio de 2012 é tão bom como qualquer outro; 4) a Alemanha não costuma acabar bem, segundo os compêndios de história.

Espera, afinal a Grécia é Portugal

André Freire considera que o governo socialista de José Sócrates foi um executivo centrista, por opção do líder. Era uma versão mais próxima da social-democracia à inglesa. O investigador considera que, após as eleições de 2009, Sócrates estava disponível para dialogar com quem quisesse para que fosse possível formar um governo de minoria socialista. “E ninguém quis. O mínimo que a esquerda radical (PCP e BE) devia ter feito era testar se Sócrates estava a falar a sério, dizendo ‘o nosso caderno de encargos é este’, e ver o que aconteceria. Não fizeram isso. Portanto a situação entre 2009 e 2011 foi de deterioração política. Mas não era obrigatório que assim fosse, podia ter sido de outra maneira”, refere.

Fonte

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Logo a seguir às eleições de 2009 e respectiva constituição de um Governo minoritário, ainda com a sucessão de Ferreira Leite em aberto, chegou-se a falar que o Orçamento de 2010 poderia não ser viabilizado pelo PSD, o que levaria à necessidade de repetir as eleições de imediato dada a impossibilidade do PS em governar. Claro, tratava-se apenas de retórica para os fidalgotes laranjas brincarem à política, sendo que a Manela rapidamente impediu essa fagulha de alastrar. O plano era todo outro, e passava por duas datas: a eleição do novo presidente do PSD, que os cavaquistas estavam seguros e desejosos de ser Paulo Rangel, e a reeleição de Cavaco. Pelo meio, Sócrates, Governo e PS continuariam a ser queimados num fogo cada vez mais intenso, boicotados no Parlamento, perseguidos na Justiça e emporcalhados na comunicação social. Era simples e foi feito com plena eficácia, mesmo com essa mudança de casting que a vitória de Passos introduziu.

Hoje, há quem diga que Sócrates devia ter-se demitido após a moção de censura apresentada por Cavaco na Assembleia nos idos de Março, outros chegam ao ponto de dizer que Sócrates nem sequer devia ter aceitado formar um Governo minoritário. São treinadores de bancada, francos no lamento mas reduzindo a complexidade daquelas situações ao seu quadro emocional presente. Caso Sócrates se tivesse demitido após a golpada de Cavaco na sua tomada de posse, de imediato seria apodado de irresponsável, cobarde, calculista, maquiavélico, doidivanas. Certo? Certíssimo. E ainda pior seria a decisão de se recusar a governar em minoria, numa altura em que se estava a conseguir resistir à crise económica e ainda antes de rebentar a crise das dívidas soberanas. Em ambos os casos, os portugueses não conseguiriam compreender, muito menos premiar, tais espadeiradas nesses nós górdios. E os adversários, à direita e à esquerda, entrariam em êxtase com a oportunidade de devassarem o eleitorado socialista, urrando que ficava provado ser Sócrates um tirano que precisava da maioria absoluta para conseguir exercer o poder.

Este é o cenário onde a reflexão de André Freire se destaca com cristalina nitidez. E este é o mesmo cenário que acontece na Grécia, onde os partidos à esquerda poderiam somar mandatos para uma solução governativa, mas onde o sectarismo alucinado prefere o caos ou a repetição do acto eleitoral. Por cá, de 2009 a 2011, o BE e o PCP preferiram trabalhar alegremente para a vitória da estratégia da direita, alinhando em todas as suas acções e golpadas. Foi, como agora sabemos e sentimos no lombo, o seu contributo para o caos.

Chungaria & Bezana

Se vir as reacções, vê-se que metade do PS, a chamada ala de José Sócrates, está histérica com este processo. Hoje [ontem] foi Augusto Santos Silva, que conhecemos pelas intervenções na Assembleia da República a defender coisas indefensáveis… É preciso ver uma coisa: o ACP está-se nas tintas para a política, ao contrário do que dizem esses socráticos. Não estamos contra o PS nem contra o PSD. Temos dialogado com todos os partidos e não enfio o chapéu de que estou a fazer favores ao PSD. Sempre fui e sou independente. Percebo que estejam enervados com alguma coisa que se possa descobrir, mas os portugueses estão a pagar milhões à custa dessas negociações, portanto estou tranquilo, e os comentários desses senhores, desses rapazes, batem completamente na carapaça da minha indiferença.

Carlos Barbosa, um gabiru que foi corrido do Sporting em Fevereiro por incompetência – sim, esse mesmo Sporting que mantém em funções essa personagem indescritível chamada Paulo Pereira Cristóvão

Revolution through evolution

Little Sisterhood Among Women Executives
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Shut Off E-Mail to Ease Work Stress
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Adolf Hitler’s ‘messiah complex’ studied in secret British intelligence report
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Light Weights Are Just as Good for Building Muscle, Getting Stronger
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Weight Loss Led to Reduction in Inflammation
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Mutltitasking Hurts Performance, Makes You Feel Better
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Computer Use and Exercise Combo May Reduce the Odds of Having Memory Loss
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Eating Fish, Chicken, Nuts May Lower Risk of Alzheimer’s Disease
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Happiness Model Could Help People Go from Good to Great
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Are You a Facebook Addict?

Vinte Linhas 779

Ana Teresa Pereira – tudo começou em «Matar a imagem»

Ana Teresa Pereira (n. 1958 – Funchal) é uma escritora de méritos reconhecidos que não tem parado de receber prémios literários desde 1989 até hoje. Por exemplo recebeu o Prémio Pen Club em 2005, o Prémio Máxima em 2007 e o Prémio Edmundo de Bettencourt em 2006 e 2010. Mas tudo isto começou muito antes em 1989 quando um júri constituído por José Guardado Moreira, José Jorge Letria, Manuel João Gomes, Belmiro Guimarães e por mim próprio, decidiu atribuir ao seu primeiro livro ainda em manuscrito o Prémio Caminho de Literatura Policial.

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Contributo para o negócio das bebidas e restauração

AMIGOS DESAVINDOS? SÓCRATES RESOLVE.

Uma mulher que apelida José Sócrates de “delinquente político” e adora ouvir Marcelo aos domingos à noite enquanto come um croissant acompanhado com vodka e um homem que diz do mesmo José Sócrates, enquanto beberica whisky, “Sempre detestei aquele senhor. É um analfabeto, oportunista e demagogo. É um homem detestável. Execrável.”

têm ou não têm suficientes pontos em comum e um motivo de peso para retomarem os almoços das quartas-feiras (“Almoçava todas as quartas-feiras com ele. Até que publiquei as minhas memórias.“)?

Espoir & αλλαγή

Hollande não é nenhum Obama. É um homem do sistema profundo, sem grande background, sem grandes feitos de que se possa orgulhar, chato e aborrecido no discurso,  nem nada que, normalmente, entusiasmasse demasiado. Ou sequer entusiasmasse, ponto. É presidente hoje não por mérito próprio, mas porque Strauss-Kahn se auto-destruiu e  Sarkozy se tornou extremamente impopular, até para os franceses de direita. E mesmo assim é presidente por uma unha negra.

Normalmente, não seria eleito, ou se fosse teria um mandato sem grande história. Mas não vivemos tempos normais, e é nos ombros deste homem apagado e inexperiente que repousam hoje as esperanças do princípio do fim da crise, e do ressurgimento da Europa. É uma responsabilidade cuja importância não pode ser menorizada. A Europa está profundamente doente, a cura pela sangria não está claramente a resultar, e os nossos amigos gregos, mais uma vez, mostram quais as consequências de deixar a doença seguir o seu curso natural, como tanto agrada aos liberais. Os primeiros sinais de gangrena estão aí. E tresandam.

1) I accept the third major ideology of history, the most rooted in the history of my people. The same anti-communism internationalism and universalism-liberalism.

2) I accept the need for a state founded and built with this ideology that continually nourishes and directs the individual and collective life. A state that serves these eternal principles of revolutionary Nationalist worldview ever, with the ultimate aim of forming a new society and “a new type of man”.

4)I understand that nationalism is the only absolute and real revolution because it seeks birth of new ethical, spiritual, social and spiritual values. The right and left solutions supposedly fighting each other, it’s just theater two partners who perpetuate the dominance of cosmopolitan internationalist and anti-national and anti-popular forces.

5) I think the only state that serves to correct the historical role of the People is the state where political power is the People without party pimps. For the People nationalism is not only a numerical section of people but a qualitative composition of people with the same biological and intellectual heritage, which is the source of all creation and expresses its power in secular state. The only state that can express the people as an organic whole and spiritual living.

10) I think it is important to society, the whole community of the People and not through the person. The person becomes a person and be pollinated form shape “I” in “We” of the total. People do not have historical importance as opposed to persons who are condensations spatiotemporal special qualities of the People and the Nation. A person can only be one person who completes the socialization, through the ability, as harmonious synthesis of social and individual values. This superior type of person is a new kind of man who seeks to realize nationalism.

12) The People’s State of Nationalism attaches equal social opportunities that are grounded in meritocracy and not ignore the law of diversity and difference in nature. Respecting the spiritual, ethnic and racial inequality of men can build equity and law in society. This egalitarianism is proof of moral excess of nationalism and shows how the one is not a legal difference to protect the natural existing institutional inequalities. Because they are an integral part of nature and life. Unlike the People – National State law gives the same room for enhancement and sealing of the different element of every being. So fight like every nationalist isopedotismo (Nations, Tribes, People), and any phony artificial inequality and oligarchy (money, party, perversion)

(Excertos dos valores do Partido neo-nazi Chryssi Avghi, que acaba de eleger 21 deputados ao parlamento grego. Traduzido do grego original pelo Google tradutor. Clicar na imagem para aceder ao site)

Stop the press: Seguro defende a separação de poderes!

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A iniciativa do ACP ao fazer uma participação criminal contra ex-governantes do PS não é só uma originalidade nascida do ar empestado do tempo, é igual e simultaneamente uma acção política com natureza e objectivos precisos. Por um lado, escolhe um só Governo e um só partido como alvos, deixando de fora tantos outros casos de tantos outros Governos e respectivos partidos que entrariam dentro dos critérios aludidos para a acção. Por outro lado, quem dá a cara pela manobra repete a cassete laranja da procura da “verdade” e ainda tem o topete de fazer uma associação canalha entre as SCUT e os cortes dos subsídios e restante austeridade. Mensagem: a culpa dos males que se abatem sobre a população é do anterior Governo e seu bando de criminosos. Para que ninguém tenha dúvidas acerca do que está aqui em causa, os burlescos Medina Carreira e João Duque estão indicados como testemunhas de acusação.

Perante este número, qual deveria ser a posição do PS, que devia Seguro dizer? Bom, deixa cá ver assim de repente: podia começar por desmontar a hipocrisia política inerente, depois expor a sua lógica partidária e por fim referir o absurdo legal que se esconde no ataque calunioso. Porém, contudo, todavia, Seguro não fez nada disso. Preferiu dizer isto:

Como sabe, eu defendo uma separação entre aquilo que é político e aquilo que é da Justiça. À política o que é da política e à Justiça o que é da Justiça. Se houver nessa matéria motivos para a Justiça agir, então a Justiça tem que agir. Mas esse, como sabe, é um critério que utilizo em tudo na vida pública. Quando há dúvidas, a Justiça que investigue.

É uma reposta que, se a sonsice pagasse imposto, deixaria Portugal com superavit para as próximas décadas. A Seguro não ocorreu mais nada do que falar de si e apenas para tranquilizar os indígenas acerca da sua crença na separação de poderes teorizada por Montesquieu no século XVIII, tópico que a sua equipa de estratégia e comunicação sabe andar a ser discutido acaloradamente à boca pequena nas paragens de autocarro e mijatórios públicos. Poderemos então antecipar que em futuros processos contra ex-ministros socráticos, venham do sindicato dos rebocadores liderado por Carlos Barbosa ou de qualquer outra entidade da sociedade civil já encorajada por Passos Coelho, teremos direito a receber de Seguro esclarecimentos definitivos a respeito da sua posição face à escravatura nas Américas, a Guerra do Ópio e o exílio da família real para Inglaterra.

Como é óbvio, a declaração de Seguro revela uma cumplicidade moral com a acusação lançada. Por isso o DN a fez manchete na edição de domingo, fanáticos como são nos continuados ataques a Sócrates e apenas se distinguindo do Correio da Manhã como o softcore se distingue do hardcore na indústria pornográfica. O homem é tão transparente naquilo que se esforça tanto para esconder que chega a sorrir de satisfação no meio das vacuidades que largava em modo de vingança passivo-agressiva. Seguro, o impoluto, o socialista que jurou limpar o partido da porcaria que teve o desplante de o ignorar, refulge de santidade graças ao mais baixo da mais baixa política.

Vinte Linhas 778

Dia 05-05-05 ou Sete anos passaram num instante

Faz hoje (5-5-2012) sete anos que uma noite mágica marcou um número mágico (05-05-05) e, em Alkmar para a Taça UEFA, Miguel Garcia marcou um golo no minuto 120 do jogo AZ-SCP. Cada ingresso custava 27 euros, o jogo foi às 21 horas e eu mandei dois bilhetes para o Fernando Venâncio que lá esteve num espaço definido como «visitors area» rodeado de Portugueses a festejar no fim dos 120 minutos, aquela que foi uma das derrotas mais felizes da vida da equipa «A» do Sporting Clube de Portugal. Sete anos passaram num instante. O Miguel Garcia da fotografia tirada em 1998 no campo nº 2 de Alvalade, o Miguel Garcia do jogo contra o CADE no Entroncamento em 1999, o Miguel Garcia de Alkmar em 2005, está hoje na Turquia. A família de Miguel Garcia transferiu-se de Moura para Lisboa : seu pai foi trabalhar num café, sua mãe num colégio de crianças. Eles sentiam que só estando perto do filho o poderiam apoiar em termos efectivos e também afectivos. Muitos anos mais tarde a família mudou-se de nova mas agora de Moura para Alcochete onde fundaram um restaurante de comida típica alentejana. Poucos meses depois dessa mudança Miguel Garcia foi afastado da equipa «A» do Sporting e foi jogar para Itália. Onde não foi feliz porque se lesionou logo.

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François Hollande – o melhor da sua vitória tão evidente num outro discurso: o da derrota

“Eu sou o Presidente de todos” – é a frase usual, mas que se impõe, é a frase democrática, republicana, a frase que rejeita ser-se Chefe de Estado só de alguns.
É a frase usual, sim, felizmente usual, porque apela à unidade após o tumulto de uma campanha; chega o momento do silêncio, de dar voz definitiva à democracia e o vencedor, o Presidente, deve dizer sempre, sempre, que a partir de aquele “agora” ele é o Chefe de Estado de todos. De Todos.
Da mesma forma, quem perde deve ter a dignidade de assumir a derrota e de endereçar os parabéns ao vencedor, ao que será o novo Presidente, no caso de hoje um sucessor.
Ouvi comentadores na televisão durante uma hora. Salientaram que Sarkozy, no cargo até 16 de Maio, assumiu a vitória, deu os parabéns ao vitorioso, o que “llhe ficou bem” e notaram a sua “emocionalidade”, elemento “interessante”.
Não devem ter ouvido o mesmo discurso que eu: Sarkozy mostrou-se num discurso perigoso, que só pode emocionar adeptos do sectarismo ou nacionalistas nostálgcos. Sim, deu os “parabéns” a Hollande”, mas com um “mas”, um queixume acerca da campanha, acerca do que foi dito sobre “eles”, sobre aquela “França” que o emociona e que estava ali à sua frente. Um mau perdedor ainda se aguenta com piedade, mas um Presidente cessante da França que no discurso da derrota não dá os parabéns totais a Hollande reconhecendo-o como o Presidente de todos os franceses, contribuindo para a unidade, para a democracia, é uma das demonstrações do melhor da vitória de Hollande. Mais do que três vezes ouvi, com o alívio da despedida, Sarkozy invocar e, pior, convocar a sua França: a dos seus valores. Com isso afirmou que há duas Franças. Pior: pediu que assim fosse.
E os franceses. E os franceses. E os franceses. Só os franceses cabem naquela boca que felizmente se cala.

Um orador estimulante, um político e patriota brilhante

“A Europa soube construir-se em torno de valores fundamentais admirados, respeitados e invejados em todo o planeta. Não vejo, portanto, como impossível que saibamos, com visão, coragem, bom senso, solidariedade e, evidentemente, disciplina, encontrar uma solução comum para as atuais dificuldades que nos mantenha a todos, do Norte ao Sul do continente, na primeira linha do bem-estar social, da produção de qualidade, da diversidade artística e cultural e sobretudo da liberdade, da tolerância, da democracia e da paz. Lutarei para que não sejam criadas, no sul da Europa, pequenas Chinas laborais e…”

Peço desculpa. Houve aqui um engano.

Agora sim:

«De novo, recorreu ao exemplo externo. Assinalou o sucesso dos países emergentes. Destacou a China, a Índia e o Brasil, para fazer um novo contraponto. “Quando olhamos para a Europa vemos que a crise vem criando uma angústia muito grande e que muitos estão iludidos de que a Europa permanecerá rica, com sistemas sociais financiados para sempre”, alertou. E para que não restassem dúvidas de que o declínio não é impossível, lembrou alguns casos: “Países que eram muito ricos hoje debatem-se com grandes dificuldades, como a Argentina”.» (Como a Argentina?)

O Valupi é que tem razão. Precisamos de ajuda interna. E de emergência!

Precisamos é de ajuda interna

Não há nenhum mal em pedir ajuda externa, o mal é não corrigir aquilo que nos conduziu ao pedido de ajuda externa.

(minutos ou segundos depois)

A imagem de Portugal foi abalada pelo facto de ter recorrido à ajuda externa. Isso é inabalável. Quando se pede ajuda externa, a primeira confissão que se faz é que alguma coisa correu realmente mal e não conseguimos dominar o problema sozinhos.

Passos, teórico da ajuda externa

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Uma das mais comuns características nos manipuladores, tanto em casos de violência doméstica como num qualquer grupo onde tal se exerça, é a duplicidade do discurso, as repetidas contradições, o paradoxo como lógica ao serviço do manipulador. Neste exemplo, Passos Coelho, o principal responsável ao nível parlamentar pelas condições que tornaram inevitável o resgate financeiro, começa por dizer que a ajuda externa é algo neutro e o seu pedido normal ou até bondoso. Está a falar de si, do seu partido e do seu Governo. Logo depois, afirma que a ajuda externa aumentou gravemente os problemas de Portugal, equivalendo a uma declaração de falência política, sendo algo moralmente vergonhoso, uma tragédia para a Pátria. Agora, está a falar de Sócrates, do anterior Governo e do PS. Desta forma, utiliza a mesma situação para se ilibar de responsabilidades e para castigar os adversários, não fazendo qualquer referência ao contexto onde foi um protagonista decisivo e intencional. Podia ter evitado o pedido de ajuda externa? Podia, mas não era a mesma coisa…

A retórica da direita partidária actual é básica e é para básicos. A realidade educativa e cultural do País dá-lhes toda a razão em manterem essa estratégia, pois o português adora a sarjeta do Correio da Manhã e tem em Cavaco o seu mais alto magistrado. Reduzir a política a uma farsa moralista debochada inclusive permite chegar às audiências da esquerda imbecil, aliadas no tiro ao xuxa e mantidas num estado de democracia vegetativa. Para PSD e CDS, a degradação cívica, a apatia moral, o afastamento da política – enfim, o suporte psicossociológico do populismo – são factores que protegem os seus interesses por levarem a uma redução do debate e do escrutínio, restando-lhes só continuarem a diabolizar Sócrates e quem com ele esteve, até ao limite do possível. Nesse propósito, qualquer processo que se consiga abrir no Ministério Público e nos tribunais é garantia de meses e anos de ataques venenosos contra a credibilidade, o bom nome e a honra dos envolvidos. Que depois acabem todos inocentes será o que menos importa, pois o trabalhinho estará feito e o povo já selou a sentença.

A tentativa de criminalização de políticos não vem dos direitolas por acaso. Velhos hábitos tarde ou nunca desaparecem nos velhacos.

Vinte Linhas 777

Dulce Maria Cardoso – da Figueira da Foz para Paraty

Leio na página 21 da Revista Ler nº 113, de Maio de 2012 o seguinte: «Dulce Maria Cardoso em Paraty – Já foi confirmada a presença da romancista Dulce Maria Cardoso na Festa Literária Internacional de Paraty (de 4 a 8 de Julho). Até ao momento é a única confirmação de autor português a fazer parte de uma das mesas principais. (www.flip.prg.br)

Ora «no dia 24 de Março de 1992 reuniu na Figueira da Foz o júri do Prémio Literário Joaquim Namorado na sua IX edição». Fiz parte desse júri com «Luís de Melo Biscaia, João da Silva Soares e Armando Garrido Gomes de Carvalho. Depois de prolongada troca de impressões o júri deliberou por unanimidade atribuir o Prémio ex-aqueo aos seguintes contos. «O herói pintado à mão» e «A ver navios». Abertos os respectivos envelopes dos pseudónimos verificou-se que «O Herói pintado à mão» é de autoria de Dulce Maria Cardoso residente em Cascais. «A ver navios» é de autoria de António Breda Carvalho residente na Mealhada». (citação parcial da acta)

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