Sem a força centrípeta de Louçã, quantos meses, semanas ou horas duraria o BE?
Arquivo mensal: Fevereiro 2011
Vinte Linhas 587
Casas e livros – dois exemplos diabólicos da vida «on-line»
No mesmo dia em que soube do caso da senhora que morreu há 9 anos na sua casa, ouvi uma conversa terrível no autocarro 758 entre o Cais do Sodré e a Estrada de Benfica. O caso da senhora (já focado no aspirinab.com) tem muitos aspectos para ser analisado. Neste texto interessa-me sublinhar a facilidade diabólica com que foi possível alguém vender «on-line» e outro alguém comprar uma casa «on line» sem nunca essa casa ser vista nem pelo vendedor nem pelo comprador. O caso dos livros tem a ver com a situação igualmente diabólica de uma autarquia ter uma biblioteca de onde foram roubados livros. Feita a queixa pelos autarcas, a primeira coisa que a polícia fez foi ir à Internet procurar os livros. Como havia uma livraria com catálogo «on-line» foi fácil dois elementos da polícia dirigirem-se à livraria e levarem um livro igual ao que foi roubado. Assim, sem mais nem menos. Simplesmente diabólico.
Até parece que no tempo antes da Internet a polícia não investigava livros roubados. Podiam ter começado pelos visitantes mais assíduos, por exemplo. Mas não – foram à Internet e deram logo um rumo à investigação apenas com um clic e uma imagem no ecran. É disto que eu tenho medo. Há 14 anos pedi para me reformar porque já não aguentava o ambiente diabólico no meu local de trabalho. Quem era mais estimado e promovido eram os que tinham jeito para os computadores ma eu não estava na Informática; estava no Serviço Operacional de Estrangeiro. Há 14 anos a minha intuição afastou-me da exagerada importância dada à Informática. Hoje estes dois casos provam que eu já tinha razão em 1996. Grande cambada…
O radar da inteligência
Mas falhamos num dos aspectos mais básicos da vigilância costeira: a rede de radares. Os que existiam foram desligados. Os novos, ainda não chegaram. Neste momento, Portugal, que é um país de costa e de mar, não tem uma ferramenta essencial para vigiar essa área.
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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana tem em operação 50 câmaras térmicas de longo alcance, distribuídas de forma a “blindar a costa”, garantiu hoje à Lusa fonte daquela força de segurança.
“A GNR evita divulgar alguma informação de caráter operacional”, para poder “atuar de forma discreta e intercetar os ilícitos”, e “tem de salvaguardar informação por questões de segurança”, acrescentou.
As câmaras “colocadas de modo discreto ao longo da costa”, em carrinhas e viaturas todo-o-terreno, possuem a “mesma tecnologia, inclusive da mesma marca, dos equipamentos utilizados pelos marines americanos no Afeganistão”, referiu ainda.
A UCC assegura a atividade operacional marítima com 20 lanchas, no âmbito do SIVICC da costa. São 12 Lanchas de Vigilância e Interceção e mais oito Lanchas de Fiscalização de Águas Interiores, o que permite àquela força de segurança controlar e fiscalizar todo o tipo de infrações no mar e nos rios, referiu a mesma fonte.
Além disso, a costa conta com um sistema de radar alternativo, complementado com unidades móveis, tendo o sistema antigo sido desligado porque não respondia, disse hoje à Lusa fonte do comando da Unidade de Controlo Costeiro da GNR.
“O sistema antigo tinha de ser desligado porque estava velho, e já não respondia, por isso está a ser instalado o SIVICC” e a “UCC da Guarda Nacional Republicana está a operar o VTS [do Ministério das Obras Públicas], como sistema alternativo”, explicou a fonte contactada pela agência Lusa.
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A oposição seguiu, em fila indiana, o sensacionalista DN e afundou-se algures num local fora do alcance do radar da inteligência.
Um País de tesos
Grandes questões da actualidade
Quando é que se começou a impingir comercialmente o dia de São Valentim em Portugal? Anos 80? Para além de ser uma importação espúria e inútil, pois já estávamos muito bem servidos com o nosso Santo António, o 14 de Fevereiro é uma péssima data se comparada com o 13 de Junho. Frio em vez de calor, santo que morre decapitado em vez daquele famoso pelos seus abundantes milagres, resulta esta troca num absurdo climático-sentimental. Se era mesmo preciso inventar mais uma ocasião para gastar dinheiro, bastaria estender o simbolismo dos noivados para o que os antecede romântica e inevitavelmente: os namoros.
Que pensas desta importantíssima questão?
Vinte Linhas 586
Raul Brandão – «Ser superior aos outros é uma desgraça muito maior»
Esta pajela sobre o Regicídio, este «papelinho» como lhe chama Raul Brandão nas suas «Memórias», é de Fevereiro de 1909 e faz parte integrante da 1ª edição de 1919 que possuo. Os motivos de interesse deste livro são muitos, o seu autor conheceu bem a gente do seu tempo. Por exemplo recorda D. Luiz que «como todos os fidalgos portugueses gostava de convier com gente baixa. Quando se iam embora os ajudantes e a côrte, ficava com os particulares, com a gente que lhe chamava doutor Tavares e então regalava-se de escândalo, de ditos, de má-língua ordinária». Sobre António Nobre recorda o seu funeral: «Foi para a cova completar trinta e três anos num dia de chuva como este, frio e sujo, o poeta insolente como um príncipe e adorável como uma criança. Quantos estavam ali à beira do túmulo? Meia dúzia escassa, o Frei, o Justino, o Eduardo de Sousa, eu – e quem mais? Quantos mais? Os jornais deram a sua morte em duas rápidas linhas. Respirou-se. Hoje é um dos poetas portugueses com mais admiradores. É um poeta de simpatia. Nunca teve sorte senão depois de morto. Porquê? Porque não misturou, como nós todos, o sonho com a vida prática. Ao contrário, raros homens terão posto tão de acordo a vida com o sonho. Fez mais: suprimiu a vida. Correu o globo e só a si próprio se encontrou. Viu o mundo e nunca assistiu a outro drama que não fosse o da sua alma. E poentes, árvores, estrelas ou pedras, entraram-lhe no coração como espadas. Fugiam dele antes de publicar o Só; os poetas do seu tempo odiaram-no depois de publicar o Só. Ser diferente dos outros é já uma desgraça; ser superior aos outros é uma desgraça muito maior». Fim de citação.
Good food for good thought
Biological anthropologist Chris Boehm at the University of Southern California studies the human revolutionary impulse and has been struck in particular by how it plays to a unique tension in the psychology of our species. On the one hand, humans are extremely hierarchical primates, readily picking leaders and assenting to their authority for the larger good of the community. On the other hand, our hunter-gatherer ancestors were a very egalitarian bunch, doing best when the group operated collectively, with dominance asserted only subtly. When one individual — usually a male — began to overreach, he was dealt with swiftly. That impulse — to challenge the bully and take him down — is one that stays with us today, and that we practice with great relish.
“The revolutionary urge is the universal reaction to power being exerted over us in an illegitimate way,” says Jonathan Haidt, a moral psychologist at the University of Virginia, whose own work parallels Boehm’s. “It’s absolutely thrilling and intoxicating to people.” How thrilling and intoxicating? “Put it this way,” says Haidt, “the flag of my state is an image of a woman warrior with a bared breast and her foot on a dead man, who represents tyranny. The state emblem is a murder.”
Um livro por semana 219
«O Homem quase novo» de Paulo da Costa Domingos
A partir de Sá de Miranda («Que farei quando tudo arde?») Paulo da Costa Domingos inscreve nos seus poemas o inventário do real: «cansa estar-se assim conectado / à máquina da banca enquanto / gira o tapete-rolante de um real / a degradar-se». O Homem novo, prometido nas revoluções, está adiado; o Mundo também: «Negra, a maré ainda não bateu / à nossa porta. Ácidas, as chuvas / ainda não comeram o pasto / do nosso rebanho». O Homem está dividido entre um tempo juvenil povoado por vizinhas inacessíveis («Bezerras imaturas») a Vala Comum dos idosos entre as ruas («o município não recolheu um pombo morto») e os lares: «Acenam uma separação / que vai ser irreversível, coração na boca / e duas pedras frias na mão, entregues / a lares onde o poema nem sobrevoa / nem é real, na companhia veterinária / de parceiros no abandono». Entre o grito juvenil («Tá-se bem!») e a lágrima dos antigos («com os olhos húmidos») o poema vê nos gatos a ligação à Vida: «Fazer a verdura voltar / a parecer verde / para que os gatos se purguem / e o apaziguamento da idade / se concilie com a Natureza». Mas também o Paraíso perdido que o poema persegue: «Um vento atiça o gato, expulsa / essa dádiva selvagem do bosque / primitivo». Depois de Peter Sloterdijk («Numa cultura em que sistematicamente nos mentem, queremos saber, não apenas a verdade mas a verdade nua e crua») vem a homenagem a Cesare Pavese: «Fumo um cigarro, tento pensar agora / noutra coisa, mas sorrio / estimulado pelo meu segredo. / Escreve-se imaginando um leitor / que saiba ler. Farrapos.»
(Conceito e Edição: Frenesi)
E que nunca mais aconteça
A prestação de Rui Pereira no Parlamento, nesta sexta-feira, voltou a ser insuficiente. E a da Secretária de Estado, Dalila Araújo, ainda foi pior. O que está em causa vai crescendo em gravidade, pois já se discutem os resultados do inquérito feito pela Universidade do Minho. De urgente esclarecimento são as declarações do demitido Paulo Machado, o qual veio dizer que as suas decisões foram sempre do conhecimento da Tutela ao longo do tempo. Isso contradiz frontalmente a declaração de Dalila Araújo acerca da data em que tomou conhecimento do incumprimento da notificação aos eleitores, 23 de Janeiro. Vendo ao longe, a versão da Dalila é inverosímil ou indiciadora de incompetência.
Não pode ficar uma pedra por virar até se descobrir o que aconteceu.
Para além do oportunismo, a perversidade
Pedro Pestana Bastos explica e acrescenta.
Os 18 dias que não mudaram o Egipto
Na CNN, os repórteres vão perguntando aos egípcios: O que sente/sentiu com o afastamento de Mubarak? Nada que interesse se pode responder, claro. Em todas as estações televisivas internacionais, com emissão a partir da Praça Tahrir, os jornalistas repetem esta pergunta só para obterem a mesma inanidade. E mostram-se contentes, querem ser veículos amplificadores da excitação à sua volta. A festa é contagiante ou mandatória.
Celebra-se o fim de 30 anos da tirânica autoridade de um homem que se preparava para uma sucessão dinástica, não a chegada da democracia. Mubarak tornara-se o boneco de vodu do regime que, subitamente, era possível espetar com agulhas, rasgar e mandar para a fogueira. É a esta catarse que os egípcios chamam liberdade. Mas se estivéssemos perante uma revolução, o povo não teria tido o apoio de todos os militares – todos, os mesmos que garantiram durante três décadas a segurança do ditador finalmente amaldiçoado em público.
A rua egípcia ainda nem sequer sabe lucidamente o que não quer, quanto mais saber o que quer.
Parabéns, puto!
Isto de ver a oposição a fazer oposição à oposição com censuras
A estupidez instalou-se. Tudo começou com a possibilidade de uma moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP, prerrogativa constitucional inquestionável, claro, mas politicamente sem saída; um Partido sem qualquer hipótese de se apresentar sozinho ou acompanhado como alternativa de Governo. Nessa altura, o BE afastou o cenário de idêntica iniciativa, parecia que caminhava por terras de razoabilidade, mas eis que encontra uma frase de ataque ao PS para justificar a insuportável circunstância de ficar atrás do PCP: em tom ameaçador, Louçã avisou que ou temos confiança, prerrogativa do Governo, ou teremos a sua moção de censura. Ei-lo.
O cidadão vê a contradição, pode até ter muitas considerações a fazer sobre o estado do país, mas não vê certamente no BE, um apanha-casos que vive, precisamente, da confortável irresponsabilidade de não ser nem vir a ser poder, uma alternativa.
Como, com quem e com que programa, santo deus?
Chamava-se Augusta Duarte Martinho, aquela solidão
Há uma mulher morta no chão de uma cozinha. Com ela, morto o seu cão, o único que a testemunhou, se bem ouvi a história. Há esta mulher morta no chão da sua casa. Está ali, morta há nove anos, naquele lugar que, em Direito, desde os Romanos, também é “domicílio”, o local, precisamente, onde presumivelmente a pessoa se encontra. Nessa vertente, o domicílico que anda para aí citado na feira da queima das responsabilidades, tem a ver com a nossa projecção num lugar em termos de vontade: quero fazer disto a minha casa.
É então natural que esta história nos recorde, antes do Direito, às vezes tão infernal, a metáfora aguda da solidão que ela encerra.
Artigo 34º da Constituição, artigo 177º do CPP, pois, posso passar por lá, mas uma mulher posta no chão do espaço que foi a sua casa, por nove anos, morta, velada por um cão, se bem entendi, sem que a quebra das suas rotinas gerasse um pontapé na porta?
Que vizinhanças as nossas, que comunidades estas, que olhares matinais e que olhares à chegada aos domicílios permitem desaparecimentos por nove anos? E que vida era aquela, a da mulher, assim como agora se diz, da mulher, essa pessoa de nome Augusta, que não viu, felizmente, que o silêncio que põe fim à vida prolongou-se por um ano sob uma luz a ser cortada por falta de pagamento e por mais oito, porque há artigos e normas e conceitos mal interpretados.
O primo, Armando, foi 13 vezes ao Tribunal. A Vizinha, Aida Martins, foi a primeira a participar o desaparecimento.
Nove anos nada. É ler isto. As normas, os conceitos e as interpretações criminosas. Entre agentes da autoridade e vizinhos que se lembrassem da estranheza de alguém eclipsar, pena que não tenha ocorrido a um qualquer cidadão arrombar a porta: chama-se acção directa.
Agora, apurar responsabilidades. Apurar.
A solidão é tanta que não me ocorre uma banda sonora decente que me acalme. A solidão é tanta também porque uma multidão andou a interpretar o Direito no sentido daquela solidão.
Bacalhau com todos
O que aconteceu com a Parva que Sou não passa de outro episódio na longa novela de misérias da oposição portuguesa – esteja quem estiver no Governo. Começou com os revolucionários do cu-sentadismo sem paciência para esperarem pela dialéctica da luta de classes e a recorrerem às mais primárias técnicas de marketing na tentativa de criar um hit instantâneo, e terminou com o Zé Manel a profetizar a chegada de mais um hino anti-Engenheiro, depois de já ter produzido uma inventona sem eira nem beira como aquecimento para a Inventona de Belém. Pelo meio, aconteceu uma parolada extraordinária: a reacção do público foi apresentada como prova da superior relevância social da letra e do glorioso destino político da canção. Mas que reacção foi essa? Pessoas a aplaudir, ordeira e convencionalmente, os artistas do espectáculo musical a que foram assistir. Um fenómeno do Entroncamento que deixou o capitalismo apavorado.
Um dos programas que mais aprecio na TSF é A Playlist de… A edição com a Ana Bacalhau mostra-nos uma forte e encantadora personalidade, de uma frescura infantil, que se filia na tradição do lirismo português clássico. E é essa matriz que ajuda a explicar o seu aproveitamento provinciano e demagógico por todos, à esquerda e à direita.
Menos um enigma neste mundo
Vinte Linhas 585
Breve dissertação para o livro verde de Marta (foto do Arquivo Pitoresco 1864)
Escrevo na esplanada da Pollux (Rua dos Fanqueiros) onde viemos descansar duas vezes com um refresco depois das compras antes da tua partida para Évora (em 2003) e antes do teu primeiro dia de trabalho (em 2008). O objecto procurado em 2008 era um «termus» para manter a comida quente. Os aviões em frente continuam a descer sobre a cidade no ritmo de dois em dois minutos – TAP, AIR FRANCE, SWISSAIR, KLM, ALITALIA. «Pombas de metal» lhe chama o poeta Armando Silva Carvalho. Chegam aqui ruídos próximos: autocarros e eléctricos na praça da Figueira. Chegam cheiros dos restaurantes vizinhos: feijão para o cozido semanal. É hoje o dia. Á esquerda o Tejo com o pórtico da Margueira a anunciar uma moldura para um quadro. À direita o alto do Parque Eduardo VII e o palácio da Justiça de Manuel Geraldo escrevia as suas crónicas para o «Diário de Lisboa». Em frente as ruínas do Carmo e a metálica eficiência do elevador de Santa Justa. Atrás das pedras vivas do Convento vê-se o Teatro da Trindade e ao lado o centro comercial nascido no Teatro do Ginásio. A seguir a igreja de S. Roque com o melhor miradouro da cidade e, logo ao lado, o antigo jardim de S. Pedro de Alcântara. As gaivotas gritam no ar desta manhã de Fevereiro uma espécie de vírgulas sonoras na paisagem cheia de luz que bate no castanho dos telhados. Os sons de S. Nicolau rompem a serenidade da manhã mas a horas certas. E eu fiquei feliz por ter descoberto o teu primeiro dicionário, o Francisco Torrinha, comprado para ti em 1991. Estava com prontuários, vocabulários, gramáticas e outros dicionários. Mas só to devolvi em 2011 ainda a tempo de te pedir desculpa pelo atraso. Só agora descobri.
Os imbecis superam-se na imbecilidade
Coisas da vida
Old habits die hard
Costinha tem vindo a fazer um trabalho excelente, peço a todos os sportinguistas para que tenham calma, porque com certeza ele vai fazer o melhor para o Sporting.
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Uma das raízes do mal que grassa no Sporting chama-se Paulo Bento. O problema nasceu com o seu sucesso. Com apenas 1 ano de treinador, e a treinar uma equipa de juniores, foi lançado para o comando do Sporting. Era um absurdo. Mas quatro consecutivos segundos lugares, mais as quatro taças, provaram que o absurdo pode ser uma fonte de coreáceo sentido. Bento era apreciado por muitos, menos por aqueles que gostam de futebol. Avesso a correr riscos, cristalizava-se em fórmulas nefastas para o que se via no campo e o que se adivinhava no balneário. Não custa a entender: o seu período de iniciação na carreira estava a ser feito num lugar onde poucos chegam, e nunca tão cedo. Não havia tempo, nem espaço, para experimentações, para erros. Não havia espaço, nem tempo, para aprender, crescer. Acabou a criar uma cultura de empata fodas.
Contra a Argentina, Bento matou o espectáculo com a saída de Ronaldo, o qual estava em crescendo e a entusiasmar as bancadas nesse preciso momento em que foi mandado sentar-se no banco. O que se seguiu na Selecção imitou o pior da era Queiroz. Equipa sem jogo, jogadores sem profissionalismo nem respeito pelo emblema nacional. Foi merecidíssima a derrota, ainda por cima por ter sido assinada por Messi no final da partida. Fez-se justiça.
Pelo meio, temos o Miguel Veloso. Ele é um dos protagonistas do fenómeno que retirou adeptos de Alvalade a partir da época 2008/9. Chegou a ofendê-los com gestos no próprio relvado, para além de dizer para ficarem em casa. Nestas alturas, Bento nunca o repreendeu publicamente, o que equivale a sancionar a sua postura. Não admira, pois, que Veloso apareça agora do nada a apoiar Costinha, alguém que acabou de atraiçoar todos os valores que consubstanciam uma ligação à entidade patronal, ao clube e à comunidade. Trata-se de mais uma das entradas de Veloso a pedir o cartão vermelho.





