44 thoughts on “Menos um enigma neste mundo”

  1. Val, antes de mais nada – só assim para abrir as hostilidades – tu és um homem dificil? Consideras-te dificil? A pergunta tem como único intuito que me expliques esse conceito de “homem dificil”…

    Aguardo…

    (Já agora, pode-se falar se sexo aqui?)

  2. Esse princípio de incerteza é o mesmo que sustenta o estado de alerta e a consequente sobrevivência dos animais selvagens…

    É o mesmo princípio estudado em experiências comportamentais com ratinhos…

    Até existe como Princípio da Física das partículas…

    Não admira que se manifeste no comportamento humano interpessoal.

  3. Iceberg,

    O Valupi, dificil? Brincas? O gajo é (mas é) um montador de gazelas sem vergonha. O costume que ele tem de andar a olhar pro ar sem assobiar quando passa uma gaja boa deve-se a um jeito que ele deu ao pescoço há muitos anos a examinar demoradamente os frescos de nudismo macho-religioso do Miguel Ângelo na Capela Sistina.

    .

  4. hum.:-) estas tretas fazem-me pensar se faz sentido querer chegar a sexta-feira sem passar pelo sábado, domingo, segunda, terça, quarta e quinta.

    (é porque faz – e isso faz da sexta um dia difícil) :-)

  5. Iceberg, sou um homem. Achas os homens difíceis? Seja o que for que respondas, assinarei por baixo.

    Quanto a falar de sexo por aqui, não dá. É algo que nunca se fez nestas bandas, lamento informar. Somos todos assexuados.

  6. Val, vou começar pelo fim. Era sexo no sentido do artigo. Não tencionava iniciar uma longa dissertação sobre maratonas sexuais. Tinha a ver com desejo, expectativas e concretizações…

    Acho os homens indecisos. Não são fáceis nem dificeis. Têm apenas relutância em tomar decisões e dar os primeiros passos em direcção ao(s) abismo(s) desconhecido(s).

    Assinas por baixo?

  7. Claro que assino, até duas vezes ou três. Mas qual é o ser superiormente inteligente que não hesitaria em dar os primeiros passos em direcção “ao(s) abismo(s) desconhecido(s)”?…

  8. Meu caro, há abismos e abismos. E, como calculo que esteja a falar com um homem adulto, experiente e vivido, também calculo que tenhas absoluta noção que quem não dá passos em direcção ao desconhecido também não vive em pleno.

    A hesitação inicial é perfeitamente aceitável. Mas, qual é o ser superiormente inteligente que hesita perante algo que possa ser fantástico?

  9. Mau… mas os passos vão na direcção do abismo ou do algo que pode ser fantástico? É que de fantástico num abismo só o facto de ficarmos à beirinha a contemplar o vazio.

  10. Olha que não, Val. Aliás, com certeza conhecerás melhor que eu o fenómeno psicológico da atracção do abismo.

    E eu, que já experimentei, acho mesmo que não existe pessoa nenhuma no mundo que, colocada à beira do abismo, não pense “e se eu saltar?”

    Seja como for, o abismo era uma metáfora. E, antes que me perguntes, o que é uma metáfora e metáfora do quê. Digo já. Metáfora = representação simbólica de algo. O ‘algo’ era mesmo o desconhecido. Esse monstro de 4 cabeças que nos aterroriza desde criancinhas.

  11. Mas as metáforas não são inocentes ou matemáticas. Ou achas que a única metáfora que ilustra o conceito de desconhecido é “abismo”? É que o facto de estares por aqui a teclar significa, entre outras coisas, que em ti a atracção do abismo não teve qualquer efeito. E ainda bem.

  12. Estás a ver qual é, tantas vezes, problema da comunicação? Para ti, o facto de eu ter escolhido o abismo como metáfora terá que ter um motivo grandioso; um sentido sublime; um propósito quase divino. No entanto, eu escolhi essa como podia ter escolhido o quarto escuro ou a casa dos espelhos.

    É uma metáfora. Só uma metáfora. Aliás, era só uma metáfora até tu a começares a usar como forma de evitar o debate da questão primeira.

    Se o desconhecido é um abismo, uma centopeia cor-de-rosa ou uma faca de dois gumes é absolutamente irrelevante para a questão. A questão primeira e foste tu que a levantaste era se os homens eram dificeis ou fáceis e que depois passou para a relutância desse mesmo género em correr riscos.

    Se é para discutir figuras de estilo, prefiro outras, como já deves ter percebido.

    (E vamos todos falar baixinho que a Edie está a dormir, sim?)

  13. Iceberg, o facto de escolheres metáforas aleatoriamente, ao arrepio de qualquer lógica semântica ou subtextual, faz de ti uma mulher difícil.

  14. Val, e o facto de analisares todas as metáforas exaustivamente, em busca de um significado e significante, faz de ti um homem que pensa demais. Eu sinto. Muito. Talvez demasiado. Mas tal como escrevi algures, há uns dias, “Prefiro desiludir-me e ainda assim desejar e sonhar. Prefiro isso a viver de migalhas de felicidade.”

    Sei que sou dificil porque não sou racional… Isso faz de mim o ‘abismo’ para muito boa gente.

  15. Protestaria sempre contra as hesitações fossem elas dos homens ou das mulheres. Hesitar em viver é cobardia, Val.

    E isto não é uma questão de género. Porque também há mulheres que hesitam. São é, segundo a minha experiência, em muito menor número.

    O que é que preferes? Uma vida plena, vivida intensamente, ainda que isso te possa trazer desgostos? Ou uma vida de cautela onde cada passo é medido e analisado e só dado se houver a garantia de que não causará qualquer dano?

  16. Uhhhh he’s bringing out the big guns (words)…

    Eu até gostava muito de te explicar o meu ponto de vista, mas terá que ficar para mais tarde que eu tenho ali um exame que espera por mim.

    Mas antes não resisto a uma pequena achega… Meu querido, a vida vive-se.
    Até mais logo.

    Foi um prazer, como sempre.

  17. Ó Fresquinha, não te sabia assim tão abismal!
    Um destes dias temos que desbundar uma sensação assim tipo um mix asa delta com mergulho em profundidade. Ou assim. Mas bué carpe diem, claro.)

  18. (Ó Shark, já viste o pedido público de desculpas que a fresquinha te fez? Acho que ajoelhou e tudo mas isso não está cientificamente provado)

  19. (Olha… Óh tubarão, foi a primeira vez que me disseram que era melhor serem poupados à imagem de minha pessoinha de joelhos! Vivendo e aprendendo…)

    (Val, no sentido religioso de pedir perdão, obviamente. Eu sei que aqui não se fala doutras coisas.)

  20. Ó Teresa, com franqueza…
    Então tu achas-me capaz de expor aqui as minhas intimidades religiosas com a fresquinha?
    Jamais! (com sotaque francês, à ministro, e tudo!)

  21. E olha que a novela é catita mas acabou quando estava a ficar interessante… mas eu tenho fé que ainda vou saber mais umas cenas….

    (eu não disse que ia saber? já sei…)

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