Old habits die hard

Costinha tem vindo a fazer um trabalho excelente, peço a todos os sportinguistas para que tenham calma, porque com certeza ele vai fazer o melhor para o Sporting.

Miguel Veloso

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Uma das raízes do mal que grassa no Sporting chama-se Paulo Bento. O problema nasceu com o seu sucesso. Com apenas 1 ano de treinador, e a treinar uma equipa de juniores, foi lançado para o comando do Sporting. Era um absurdo. Mas quatro consecutivos segundos lugares, mais as quatro taças, provaram que o absurdo pode ser uma fonte de coreáceo sentido. Bento era apreciado por muitos, menos por aqueles que gostam de futebol. Avesso a correr riscos, cristalizava-se em fórmulas nefastas para o que se via no campo e o que se adivinhava no balneário. Não custa a entender: o seu período de iniciação na carreira estava a ser feito num lugar onde poucos chegam, e nunca tão cedo. Não havia tempo, nem espaço, para experimentações, para erros. Não havia espaço, nem tempo, para aprender, crescer. Acabou a criar uma cultura de empata fodas.

Contra a Argentina, Bento matou o espectáculo com a saída de Ronaldo, o qual estava em crescendo e a entusiasmar as bancadas nesse preciso momento em que foi mandado sentar-se no banco. O que se seguiu na Selecção imitou o pior da era Queiroz. Equipa sem jogo, jogadores sem profissionalismo nem respeito pelo emblema nacional. Foi merecidíssima a derrota, ainda por cima por ter sido assinada por Messi no final da partida. Fez-se justiça.

Pelo meio, temos o Miguel Veloso. Ele é um dos protagonistas do fenómeno que retirou adeptos de Alvalade a partir da época 2008/9. Chegou a ofendê-los com gestos no próprio relvado, para além de dizer para ficarem em casa. Nestas alturas, Bento nunca o repreendeu publicamente, o que equivale a sancionar a sua postura. Não admira, pois, que Veloso apareça agora do nada a apoiar Costinha, alguém que acabou de atraiçoar todos os valores que consubstanciam uma ligação à entidade patronal, ao clube e à comunidade. Trata-se de mais uma das entradas de Veloso a pedir o cartão vermelho.

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