O radar da inteligência

Mas falhamos num dos aspectos mais básicos da vigilância costeira: a rede de radares. Os que existiam foram desligados. Os novos, ainda não chegaram. Neste momento, Portugal, que é um país de costa e de mar, não tem uma ferramenta essencial para vigiar essa área.

Editorial do DN

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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana tem em operação 50 câmaras térmicas de longo alcance, distribuídas de forma a “blindar a costa”, garantiu hoje à Lusa fonte daquela força de segurança.

“A GNR evita divulgar alguma informação de caráter operacional”, para poder “atuar de forma discreta e intercetar os ilícitos”, e “tem de salvaguardar informação por questões de segurança”, acrescentou.

As câmaras “colocadas de modo discreto ao longo da costa”, em carrinhas e viaturas todo-o-terreno, possuem a “mesma tecnologia, inclusive da mesma marca, dos equipamentos utilizados pelos marines americanos no Afeganistão”, referiu ainda.

A UCC assegura a atividade operacional marítima com 20 lanchas, no âmbito do SIVICC da costa. São 12 Lanchas de Vigilância e Interceção e mais oito Lanchas de Fiscalização de Águas Interiores, o que permite àquela força de segurança controlar e fiscalizar todo o tipo de infrações no mar e nos rios, referiu a mesma fonte.

Além disso, a costa conta com um sistema de radar alternativo, complementado com unidades móveis, tendo o sistema antigo sido desligado porque não respondia, disse hoje à Lusa fonte do comando da Unidade de Controlo Costeiro da GNR.

“O sistema antigo tinha de ser desligado porque estava velho, e já não respondia, por isso está a ser instalado o SIVICC” e a “UCC da Guarda Nacional Republicana está a operar o VTS [do Ministério das Obras Públicas], como sistema alternativo”, explicou a fonte contactada pela agência Lusa.

Fonte

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A oposição seguiu, em fila indiana, o sensacionalista DN e afundou-se algures num local fora do alcance do radar da inteligência.

11 thoughts on “O radar da inteligência”

  1. É impressionante, de facto! Um telefonema não esclareceria o João Marcelino (é dele o editorial, não?). Esta agenda já cheira mal demais. Brilhante a tua observação final. :-)

  2. É pá a mim parece-me tão errado escrever sobre coisas desligadas sem as ver como vender (e comprar) uma casa «on line» sem a ver – é tudo uma questão de ver para crer.

  3. Claro que o PSD se entusiasmou, então até aparecia na capa do DN um mapa de Portugal com os radares desligados e tudo, e afinal… não se sabe onde é que o desencantaram. É o que dá ter como principal objectivo pintar o País o mais negro possível.
    E depois o Governo é que anda desnorteado, a oposição e a comunicação social estão muito bem e recomendam-se…

  4. Toda esta gente,isto é, jornalistas e partidos de oposição, transmitem uma certa impressão que perderam completamente a noção de seriedade com que temas delicados-porque envolvem questões de segurança- devem ser tratados.
    È o reino do vale tudo desde que se calcule poder atacar o poder.

  5. A TSF chegou ao ridiculo de dizer que os radres velhos estavam a ser substituidos por binóculos!
    Bínóculos precisariam os jornalistas da TSF caso isto não fosse PURA MÁ FÉ!

  6. Será que a este país calhou em sorte a escumalha da comunicação social que o mundo tem que aturar?! Francamente, não sabemos se rir se chorar!

  7. Passei os últimos 20 anos da minha vida a operar os ditos equipamentos de observação e vigilância e a dar formação sobre esta matéria a futuros operadores. Passei o dia de hoje a ouvir as maiores calinadas sobre o mesmo assunto, por parte de uma oposição que não tendo um vislumbre de proposta séria para aparecer nas televisões, trata de se colocar em bicos de pés perante uma notícia mal parida, na ânsia de dar a estocada final no ministério que é agora o bombo da festa, sem sequer cuidar da quantidade de informação de índole operacional e por isso reservada que estão a divulgar. A localização dos equipamentos, desligados ou não, é agora pública e eu sei de uma quantidade de gente que dava muito dinheiro para ter esta informação. Não lhes passa sequer pela cabeça que um radar, mesmo desligado, pode cumprir a sua missão, desde que os infractores não tenham conhecimento desse pormenor. Isto só lá ia era com uns binóculos 20/120, que são bem grandes, enfiados pela cabeça abaixo dessa estirpe de “vigilantes” encartados!

  8. Pior que tudo isso é ouvir o jornal da Uma na SIC, e ver o espectaculo montado duma maneira que o puto do almoço até me caiu mal, ainda se fosse só o DN…

  9. caramba que fiquei com os pêlos a bater palmas de medo. vivendo juntinho ao mar posso, perfeitamente, ser atacada por um atum muçulmano. chiça penica.:-D

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