Vinte Linhas 409

O cavaleiro da Mongólia chegou ao Largo do Carmo

Ruslam Botiev, o pintor e escultor que veio da Mongólia para Portugal e a quem eu, por brincadeira, chamo cavaleiro da Mongólia, acaba de se instalar com armas e bagagens no Largo do Carmo. Depois de ter andado ao sol e à chuva pelas escadas da Basílica dos Mártires e da Igreja do Sacramento, este é o poiso ideal para Ruslam Botiev. Um pouco a exemplo do que aconteceu no Príncipe Real onde o pintor japonês Nagashima se instalou no quiosque do senhor Oliveira, este simpático cavaleiro da Mongólia está a expor e a vender os seus trabalhos junto do quiosque do Largo do Carmo. Mais protegido da chuva e do sol, a sombra do quiosque dá-lhe uma protecção objectiva. Deixou de ser nómada e tornou-se habitante do lugar, passando a integrar a paisagem.

Há um anúncio da Superbock no Youtube sobre a cerveja «Stout» no qual o amigo Ruslam Botiev surge como protagonista – é ele que entrega a rapariga a troco de 2 milhões de cervejas. Mas porta-se bem e não estraga a «menina» no momento do resgate. Mas voltando à pintura: ele continua a fazer os seus Cristos-Rei, as suas Praças de Touros, os seus Eléctricos de Lisboa, as suas Sés-Patriarcais e os seus cavaleiros da Mongólia. Às vezes em vez de cavalos são dromedários pachorrentos mas eficientes.

Gostei de ver Ruslam Botiev no Largo do Carmo. Aquele lugar que já foi um espaço de revolução está a ser para ele uma revolução silenciosa. Deixou de andar com a casa às costas, ao sol e ao vento. Deixou o precário e instalou-se num (relativo embora) quotidiano organizado e estável. Merece toda a sorte do Mundo este homem de paz, sempre armado dum sorriso capaz de desfazer todos os equívocos – «Bom dia Portugal!»

Gorjeios

Meu caro, “bom rapaz” eu? Ora bem, o nosso amigo Ibn Erriq, e os da sua espécie, via visão marxista da realidade, são adeptos da suspeição generalizada. Vejamos: o marxismo contém uma teoria sobre a consciência do seu opositor (qualquer que seja); esta encontra-se necessariamente eivada de erro, uma vez que a sua situação de classe o condiciona no sentido de pensar como um capitalista. Até aí tudo bem. É capitalista! Ou seja, a consciência não passa de uma máscara de interesses. Ora, com o marxista passa-se precisamente o mesmo, com a diferença de que os seus interesses coincidem com os da própria humanidade. Onde vai isto parar? A consciência do marxista é a que está certa. Vai daí, quem tem a consciência errada, os não marxistas, torna-se culpado. Isso faz do esclarecimento um dever sagrado do marxista, no que não difere assim tanto do fundamentalista islâmico. Mas vejamos mais de perto. No marxismo dialéctico, a ideologia equivale invariavelmente a uma consciência errada, pelo que, está ao nível da moral e não da ideologia. É uma espécie de jogo onde diz o Ibn Erriq ao parceiro: – “vejo uma coisa que tu não vês, a saber, as estruturas que tens nas costas e que condicionam o teu pensamento”. Agora, não fora tudo isto assentar num período histórico desfasado destas construções ainda passaria despercebido. Precisando, o Ibn Erriq, qual bardo incansável da mensagem, com a sua harpa, vai dedilhando um compasso roufenho, em que, lendo os elogios ao Sócrates e os seus admiradores, do seu aparente distanciamento, isto é, perspectivando a cidade num todo, consegue imaginar quão tolhidos estamos todos nós. Estamos portanto cegos da proximidade do movimento alternativo, porque se quer uma cidade diferente, alternativa. Bom, o pior, é que não passa de um desejo piedoso. Ibn Erriq, a sociedade machadiana que o menino tão bem vê, é demasiado complexa para a podermos alterar a nosso bel-prazer. Se porventura acredita nessa possibilidade, isso deve-se ao facto de ainda se orientar pelas revoluções ocorridas na transição da sociedade tradicional para a moderna e pensar que pode tratar a sociedade moderna, ou, pós-moderna (segundo alguns) como se fosse tradicional. Assim confunde tudo e não se entende a si próprio. Perdoe a simplificação, mas não precisava é de vir para aqui fingir-se do partido socialista, afinal, sempre tem o seu “arrastão” para arrotar postas de pescada requentadas.

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Oferta do nosso amigo Paulo Gorjão

Um livro por semana 140

meu brasil brasileiro duda guennes

«Meu Brasil Brasileiro» de Duda Guennes

O jornalista Duda Guennes (Recife, 1937) vive em Portugal desde 1974 e colabora em A BOLA desde 1980 com «Meu Brasil Brasileiro». Ali cabem «crónicas, causos, estórias, factos, fofocas e acontecências» como esta curiosa definição de árbitro de Armando Nogueira: «O árbitro de futebol é o único ladrão que rouba a gente na presença de milhares de pessoas e ainda vai para casa protegido pela polícia». José Miguel Wisnick afirma que «A arte do amor, como a do futebol, é abrir espaços onde não há» e Rubem Braga testemunha que um dos maiores prazeres da vida é «Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito – e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro». Garrincha respondeu uma vez a um director que lhe chamou boémio por frequentar boates – «O senhor também já foi visto várias vezes em velório e não é defunto». Roberto Pásqua, presidente do Corinthians disse em 1985 – «Se minha vida particular atrapalhar o Corinthians, abandono a vida particular». Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama afirmou sobre a corrupção – «Ética é coisa de filósofo». Dissertando sobre a estética do futebol, o jogador Dadá Maravilha afirmou – «Não existe golo feio. Feio é não fazer golo».

Garrincha, farto de levar pontapés do chileno Eulálio Rojas no Mundial de 1962, gritou esta maldição – «Olha aí, ó panasca, vocês chilenos não jogam nada. O Chile só é bom em terramoto e mesmo assim perde para o Peru». Por fim um clássico: o médio Ananias antes de um Náutico-Santa Cruz no Recife disse – «Só faço prognóstico no final do jogo».

(Editora: Prime Books, Capa: Luís Afonso, Apresentação: Vítor Serpa, Prefácio: José Carlos de Vasconcelos)

Disputatio – IX

Preguiçoso, e perigoso, o lugar-comum que atribui a Portas e Louçã dotes superlativos no campo da discursividade, oratória, retórica. Confunde-se maneirismo, Portas, e melodrama, Louçã, com a arte de persuadir, da comunicação por excelência. Acontece que Portas e Louçã são os políticos mais artificiais actualmente no activo. São obscenamente falsos. Estão reféns das respectivas imagens de marca, não conseguem desviar-se dos códigos de nicho. Contudo, Portas é lúdico, não leva a sério o que se passa porque só precisa do que já tem: um bom emprego, cheio de confortos e consolos. Já Louçã é fanático, não tem outra vida para além da que ambiciona ter: chegar lá, ao trono, e contemplar o povo a seus pés.

Estas duas figuras castiças da cultura portuguesa iam-se pegando ao estalo por causa de umas contas de contar. Um chamou burro ao outro, fazendo uma aldrabice. O outro perguntou se lhe estavam a chamar aldrabão, feito burro. Antes disso, foram exibidos cartões com figuras coloridas, citou-se Salazar, deu-se Berlusconi como prova da vaga xenófoba na Europa, falaram dum puto que escreve umas larachas no website do CDS e leram-se passagens da Fátima Missionária. Depois disso, atacaram furiosamente um problema ridículo que metia telemóveis. Os dois melhores tribunos da República ficaram agitadíssimos, desvairados, com a possibilidade de acabarem o debate deixando a percepção de que tinham consentido uma vantagem ao adversário nessa magna questão. E ainda a esta hora lá estariam, a chamarem nomes um ao outro, não se tivesse dado a fortuna de ocorrer a Judite de Sousa que estava em risco de ser multada por ultrapassar o tempo estabelecido para o debate. Foi o balde de água fria para cima da canzoada.

Na retórica, há uma noção central que está completamente fora de moda, o termo quase desaparecido do vocabulário corrente: decoro (decorum). Diz respeito à conformidade do conteúdo com a embalagem, so to speak como dizem os franceses. Essa conexão, ou falta dela, entre logos e lexis, res e verba, o cu e as calças, amiúde encontra em Portas e Louçã momentos esplendorosamente indecorosos.

Intermitência

 

 

 

 

“Disse, desde sempre, à minha esposa que só poderia, algum dia, porventura, traí-la se estivesse completamente sob o efeito do álcool”, explico, calma e objectividade, a F., uma loira espampanante que conheci na biblioteca. “Estou, por isso, a cumpri-lo à risca”, finalizo. E continuo, com método e paciência, a cobrir, com álcool etílico, o sexo erecto.

Vinte Linhas 408

«Outros frutos» de Luísa Ribeiro (uma leitura)

Organizada em dois capítulos («Outros frutos» e «Intervalo»), esta edição bilingue tem como ponto de partida a voz da solidão («Estou só e ferida») e como ponto de chegada o encontro do amor («tens um coração e dois / olhos como toda a gente mas não sei / o que te reveste de tão puro que ficas / parecido com a lua). Entre a solidão e o amor existe uma distância igual à que distingue a Natureza da Cultura: «não passas do papel / para a ogiva dos meus braços e morro / antes que me encerrem as palavras / numa fábrica de significados / e uma língua de água / me passe perdida no rosto / alucinado».

O segundo espaço («Intervalo») organiza-se em prosopoemas e desloca o fulcro dos textos do Corpo para a Casa: «A minha casa é eterna, se eu escrever a minha casa». Essa casa existe perto do mar («Vem da luz do mar aos meus olhos de fera perdida») e situa-se numa ilha: «Assaltam-me piratas na madrugada. Roubam-me da arca os bichos de pelúcia, degolam-me bonecas cegas e rasgam os poemas que te escrevi aos dez anos». Na desordem do Mundo a saída possível está numa peregrinação ao contrário – do Universal para o Local: «Sou peregrina de Compostela à Serreta. Faço descalça qualquer trilho, rumo infinito. Prometo aos pés doidas caminhadas. Guardo num vaso o cabelo rapado. Não evito urtigas, agulhas, espinhos e vou forte prometer a vida. Peço três desejos de águia. No regresso, tomo o caminho do Paraíso».

(Editora: DAURO, Prefácio e Tradução: Emílio Ballesteros, Prólogo: Nuno Júdice)

Disputatio – VIII

Bute aí dizer verdades: Ferreira Leite foi escolhida como solução estrambólica para um PSD em pânico com o destrambelhamento de Menezes e sem confiança em Passos Coelho para aguentar o barco, mas a senhora é absolutamente incompetente para a função e não tem condições intelectuais para exercer o cargo de primeira-ministra. Tragédia: não pode desistir, tem de ir a votos. E depois acontece aquilo a que o PSD já assiste sem conseguir esboçar uma qualquer defesa, a cruel exibição da postura disfuncional da sua Presidente. Como na Madeira, o evento que assinala o fim do que restava da ilusão. E neste debate com Portas, onde só não vê quem não quiser ver o berbicacho onde o PSD se enfiou.

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E não podemos asfixiá-los?

Comentadores políticos que estão a pedir uma asfixia nada democrática:

Inês Serra Lopes – A sua presença nas televisões a debitar sentenças é um enigma à prova do tempo. Talvez represente a escola Freeport dos mexericos de Justiça.

Joaquim Aguiar – É um catastrofista. Daqueles que está fartinho de saber que o mundo já acabou, os outros é que ainda não foram avisados. Todas as manhãs, enquanto enfia a chinela, pergunta à empregada ― Já acabou, Susete? Ela responde da cozinha ― Ainda não, senhor doutor! Temos mais um dia pela frente! Depois vai sentar-se colado ao televisor a roer as torradas. O seu único desejo é que ao ligar o aparelho surjam imagens de portugueses aos tiros a portugueses, montras partidas, lojas pilhadas, carros a arder, a Moura Guedes de volta ao JN6. Nessa altura, abriria um enorme sorriso, recostava-se e berrava ― Eu não disse? Eu não disse?!… Com o Sócrates a governar-se e a desgovernar-nos, só podia dar nisto… Ó Susete, faça-me aí mais umas 4 torradas que estou com uma fome de catraio!…

Luís Delgado – Por ser o Luís Delgado, não carece de outra explicação.

Ricardo Costa – Este amigo, numa rivalidade com o mano, convenceu-se de que é o maior. Ele é que sabe. Em especial, sabe que Sócrates não pesca nada disto. Sócrates só faz merda, e da grossa, concede o Ricardo em explicar à audiência. Adler conheceu muitos comentadores desta estatura.

Assustador

Depois do debate Sócrates-Louçã, alguns acólitos e simpatizantes tentaram recuperar a validade ideológica da política fiscal que o BE apresenta no seu Programa. Foi uma alarmada reacção ao rombo que a credibilidade intelectual de Louçã sofreu nos tais 48 minutos históricos. Apesar de ferida e tardia, eis uma análise evidentemente meritória, inclusive por trazer à colação posições de Sócrates e Vital Moreira de outros contextos e tempos. E mais individualidades socialistas que fossem buscar, pois não faltam opiniões, seriam sempre um ganho qualitativo. Falta-nos a promoção dessa discussão em matéria tão complexa, tão prenhe de consequências financeiras para todos os cidadãos, e a qual tem ainda a supina vantagem de obrigar à racionalização. Contudo, se obriga à racionalização, o BE não está em condições de assumir a despesa. O BE transformou a política numa batalha emocional e populista, em exacta sintonia com o PSD, ambos os partidos apostados em assassinar o carácter de Sócrates, ambos os partidos caluniando sem vergonha nem amanhã. E por isso mesmo Louçã chegou ao confronto com Sócrates incônscio da existência de um asteróide a vir na direcção da sua jurássica demagogia.

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Intermitência

 

 

 

 

“Costumam dizer que eu sou parecido com o Nuno Gomes, aquele avançado do Benfica”, digo, estilo e pose, a uma morena sensual que conheço no bar do bairro. “Vês como é verdade”, reitero, orgulhoso, horas mais tarde e já no sofá da casa dela. E continuo, sem sucesso, a tentar acertar com o meu pénis no sexo aberto dela.

Um livro por semana 139

crepúsculo teixeira de pascoaes

«Crepúsculo» – antologia – de Teixeira de Pascoaes

Teixeira de Pascoaes (1877-1952) foi vítima, enquanto poeta, de uma espécie de «Sporting-Benfica» na literatura portuguesa: «Se lês Pessoa não leias Pascoaes». Quem lê Pessoa deve ler Pascoaes e Sophia e Herberto e Carlos de Oliveira e Ruy Belo e Jorge de Sena e Vitorino Nemésio. Não há Sporting-Benfica em literatura.

Este volume recolhe três livros publicados em 1924/1925 por Guilherme de Faria: Elegia do Amor, Sonetos e Londres. O mentor do Saudosismo («a religião da saudade») abre deste modo a Elegia do Amor:

«Lembras-te, meu amor / Das tardes outonais / Em que íamos os dois / Sozinhos, passear / Para longe do povo / Alegre e dos casais / Onde só Deus pudesse /Ouvir-nos conversar?»

Mas já os Sonetos entram em contradição; vejamos o início do poema Amor:

«Para que foi, Senhor, que ao mundo vim / Se eu hei-de, nesta vida, amar somente / A mais sequinha flor do meu jardim / E o bailado das sombras do poente?»

Já no livro Londres (dedicado a Aubrey Bell) a viagem na cidade inglesa (Trafalgar, Westminster, Hide Park) termina sempre na portuguesa saudade:

«Tudo é saudade… E aqui, debaixo deste Azul / Que a tristeza em feições quiméricas dilata / Evoco dolorido o meu País do sul / Lá, onde é oiro o sol que, neste céu, é prata».

(Editora: Cosmorama, Prefácio/Organização: José Rui Teixeira, Capa: sobre desenho de Carlos Carneiro, Apoio: Câmara Municipal de Amarante)

Disputatio – VII

Perguntou-se a Jerónimo se considerava haver medo na sociedade portuguesa. Jerónimo nasceu em 1947, tinha 27 anos em 74. São 27 anos de ditadura. Hoje tem 61 anos. E então, Jerónimo, tu que eras um homem mais do que feito no 25 de Abril, que chefias um partido que construiu a sua mitologia na luta contra o salazarismo e na prisão política, um partido com militantes que morreram em nome da liberdade, achas que há medo na sociedade portuguesa? Diz que não, mas que existiram sinais preocupantes. Sinais de asfixia democrática, repete Jerónimo fazendo coro com a estratégia demente e suja da direita. O exercício de liberdade sindical, de manifestação e de reunião foi alvo de intolerância por parte do Governo, afiança Jerónimo sem apontar onde e quando e como e porquê e para quê. Faltava só chegar à Madeira, tal o embalo. E chegou, para dizer que no bastião inamovível da boa governação PSD um comunista pode manifestar-se à-vontadex, lá não existe asfixia democrática, garante o Jerónimo que rememora passeios prazenteiros no Funchal. Os sinais preocupantes ficam no continente, têm medo de voar. Constança estava satisfeita, tinha espremido a bisnaga até ao fim.

Manela mostrou saber ouvir: usou de imediato o testemunho do Jerónimo para ilustrar a elevada qualidade da democracia na Madeira, terra de amplas liberdades desde que João Jardim se começou a sacrificar pelo povo. Seguiu-se uma listagem de provas inequívocas relativas ao medo que oprime a sociedade portuguesa, mais uma vez com o alto patrocínio do Procurador-Geral da República. E tenho de realçar uma delas, por me parecer de especial e gravosa importância:

Cuidado, não vás ali porque, se te vêem, podes perder o emprego.

Cá está, sente-se o medo estampado nas palavras. O problema não consiste em se querer ir ali ou mesmo ter chegado ali. Não, nada disso. Ir ali, pode-se ir, tudo bem. E acolá, talvez também dê para ir, fica a promessa. O problema é outro, é haver quem veja, quem esteja à espreita. E aí, sim, o emprego pode ir para o galheiro. Ora, como é que isto se resolve? Creio que a solução passa por ir ali fora do horário laboral. Esperar pela hora da saída e depois, devagar ou a correr, ir ali. E já não assustará que alguém veja. Será um sufoco, uma asfixia, ter de aguentar o trabalho, ter de cumprir o horário, suportar os colegas, obedecer ao patrão. É óbvio. Mas depois, há um ali lá. Lá onde o ali é um outro aqui. Mas sem medo, sem cuscos a olhar.

Da Galiza

Estou a seguir um bocadinho a campanha para as eleçoes portuguesas, vi algun debates, e conhezendo os candidatos e ajudado pelos vosos relatorios e opinioes na aspirina, procurando informação ao respeito. Uma coisa que eu destaco, comparando com Espanha e que em Portugal há mais debates, moitos mais, e variados, e que dentro da cultura democrática do pais o debater é normalidade. Em Espanha não é assim, a direita não gosta moito do debate, mas bem pouco, e só quando as coisas vão mal, arrisca no debate. Tambem os líderes portugueses semelham moito mais sereos e educados que os espanhois, realmente deijando as ideias aparte gosto de vê-los, e aproveito para dizer que o que mais me gosta debatindo e o Sócrates, acho que é um político moi presentavel. Será tambem porque é o que me fai mais facil a escoita do Porugués, notase que é do norte do país.

Na Galiza o dos debates para as eleçoes últimas ja foi vergonha, ja que o lider da direita negouse a debater contra os outros dous que se apresentabam, e ganhou. Não há moita costume , e antes de facê-lo, danlhe umas quantas voltinhas nos jornais, mas parece que foram a guerra que a falar.

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Oferta do nosso amigo reis