Intermitência

 

 

 

 

“Costumam dizer que eu sou parecido com o Nuno Gomes, aquele avançado do Benfica”, digo, estilo e pose, a uma morena sensual que conheço no bar do bairro. “Vês como é verdade”, reitero, orgulhoso, horas mais tarde e já no sofá da casa dela. E continuo, sem sucesso, a tentar acertar com o meu pénis no sexo aberto dela.

23 thoughts on “Intermitência”

  1. Bom, é claro que eu, pelo contrário, tenho o mesmo sucexo danado quando digo, às loiras frígidas dos Bairros vizinhos, que sou muito parecido com o Cristiano Ronaldo, ou com o Deco, ou com o Simão, enfim, com toda aquela maltosa da selecção que se tem fartado de meter golos (ui!…), por entre as pernas dos adversários, nos últimos jogos!

    Cheira-me, contudo, que devia talvez arriscar um pouco mais e garantir a alguma mulatinha estrangeira que, apesar dos meus evidentes 110 kg, sou tão levezinho como o LIEDSON…

  2. Sinhã, esta do CC estava mesmo a pedir a analogia com o marcavas… marcavas… da recente publicidade do não sei o quê.

  3. não está em causa a qualidade, Sinhã :-)
    mas olha que estava. se não me engano, o nuno gomes até é um dos personagens do tal spot :-)

  4. são modas, Sinhã. :-)
    para quem quer jogar só faz bem treinar remates fora da área. quem não quer jogar, não devia sequer ser convocado :-)
    isto sem te tirar a razão. pelo contrário.
    ainda há uns dias ouvi um caramelo comentador desportivo dizer que para alguns jogadores marcar um golo era como um orgasmo. e isto para justificar que um jogador tire a camisola para o comemorar. um espanto!
    por essa ordem de ideias, há muitos que nunca passam dos preliminares.
    são felicidades. :-)

  5. :-)

    eu tenho outra versão, tra.quinas. atendendo à riqueza – que um jogo de futebol tem – de metáforas, eu diria que a baliza não é o sexo mas, antes, o coração. e o golo, certeiro, é a seta a bater no peito

    (razão pela qual despem a camisola: libertação e, daí, a corrida para o orgasmo que é, bem visto, a totalidade do tempo do jogo). :-)

    Os que não jogam nada são, precisamente, os utilitários da bola. :-)

  6. Mas devias dizer. E mais ainda: que nos tornamos malcriados a ler o CC. Culpa de quem escreve e de quem lê, batendo palmas ou entrando mesmo em palco, divertindo-nos com a pornografia que o CC nos serve, achando piada à mensagem velha e rasteira de que andamos nesta a vida a foder-nos uns aos outros. Nem erotismo nem amor, nestas «intermitências». «Sexo aberto», como eco da vulgaridade «pernas abertas» e um pénis solitário, desencontrado da vagina. Em cenas de sexo explicito somos reduzidos a pouco mais que caralhos e conas. O penis veio ao engano. Talvez por isso não acertava com o «caminho», não é CC?

  7. mário, pareces-me confuso. :-)

    eu bato, sempre, palminhas à sátira do CC – não conheço outra igual com tanto riso e inteligência juntos. tu conheces? conheces textos que são verdadeiras imagens – pequenos filmes de curta metragem – tocadas a riso?

    (e não. não sou malcriada por ler; tanpouco malcriada ao comentar; de forma alguma, ainda, a censura de “empata-fodas”. e foi o que não percebeste em mim: se o querias dizer – dissesses. está sempre muito bem dito – e feito – aquilo que nos sai com vontade. ) :-)

  8. Car@ Sinhã (e parabéns pelo lindo nome), decerto que, na voragem da leitura, nem se terá apercebido de que eu estava precisamente a ser irónico com os temas do racismo e da xenofobia, que são para mim as causas profundas das alergias epidérmicas à presença de Liedson na selecção portuguesa.

    Bem, espero que agora tenha ficado esclarecido que o mais importante mesmo é enfiá-los, de preferência bem lá dentro dela, independentemente da cor ou da naturalidade de quem remata…

    GRANDE LIEDSON!

    GRANDE PEPE!

  9. obrigada, marco: escolhi bem, eu sei. :-)

    fico esclarecida. (e, sabes, fiquei a apreciar o liedson desde que o CC escreveu aquele texto, magnífico, aqui, aonde revela como o levezinho faz o amor nos estádios.) :-)

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