Archive for Dezembro, 2007
É o melhor conselho da quadra. Uma festa. Entrar em 2008 a perdoar.
Encontrar paralelismos entre Benazir Bhutto e Sergio Gómez não é para qualquer um. Aposto que sou o único, dos 6 mil milhões de cérebros humanos em aparente actividade, a alcançar tal feito. E é altamente provável que venha a ser, em simultâneo, o primeiro e o último. Mas acontece terem sido os dois assassinados em […]
Em 2008 quero que todos os portugueses, maiores de 12 anos (a idade da razão, como é do conhecimento geral), adquiram este livro supra anunciado e o enviem para o político que consideram mais competente. Nos casos em que o político favorito seja o Cristiano Ronaldo, o Ricardo Araújo Pereira ou algum participante nos Morangos […]
Perdemos a ginjinha do Rossio
E as bolas-de-berlim ao sol de Agosto.
Os pés hão-de deixar de fazer mosto
E o medronho de dar combate ao frio.
A varina, coitada, está sem pio.
A fruta unificada não tem gosto.
O jornal das castanhas foi deposto,
Mas Portugal ganhou o desafio.
Não temos quem nos ponha em risco a vida.
E se nos pesa muito […]
Jorge Luís Borges escreveu um dia que os argentinos não têm a noção de Estado. Não só porque nunca leram Hegel, mas também porque a própria ideia de Estado é, para eles, uma completa abstracção. Para os argentinos roubar dinheiro ao Estado não é um crime.
Neste fim de ano, conjugam-se duas situações (uma pública, outra […]
O nosso amigo Rui Vasco Neto brindou-nos com um garboso texto a embrulhar uma justíssima reflexão. Oportunidade para um itálico que nos honra. A sua escrita tem aqui um lugar de abundância, humor e atenção ao que mais importa.
Garoto sem disciplina é um sério candidato ao disparate. Não se lhes pode dar corda a mais […]
Somos de pura raça lusitana,
Herdeiros de um incerto Viriato,
De um bastardo que foi prior do Crato,
Dos que foram além da Taprobana.
Vendemos lã para comprarmos “lana”,
(“Caprina”, que é negócio mais barato.)
E já produz mais fumo o nosso mato
Do que oxigénio a nossa mata emana.
Povo de heróis, de artistas e de santos,
(Líamos assim… sábios, outros tantos…),
Em seus […]
Ler o que o povo escreve nos jornais é redentor. Salva-nos de eventuais ilusões relativas ao poder da racionalidade. No Público de hoje, alguém escolheu para as Cartas ao Director uma que ataca a acção da ASAE repetindo clichés paranóicos, e que termina assim:
Na Serra de Monchique uma brigada da ASAE sentou-se à mesa de […]
O concurso Melhor Blog Português de 2007 merece a nossa atenção. Ao Fernando acelerou-lhe a veia ditirâmbica, esta causando no Daniel uma bizarra troca de identidades (chamar Yazalde a um Purovic), e a mim suscita-me uma declaração de voto: o melhor blogue do mundo é o Abrupto. À opinião já com mais de 1 […]
O rapazinho chorava. O agente da PSP que estava de serviço àquela escola de Rabo de Peixe perguntou-lhe a razão do choro, e ele respondeu: “Minha mãe não teve dinheiro para comprar velas.”
Uns anos antes, o pai fora acusado de maus tratos à mulher e aos filhos. Entretanto, deixara de beber e arranjara emprego. […]
Teu corpo é uma paisagem protegida
Que não se lê num livro ou na Escola
A origem do prazer e a fonte da vida
Situa-se entre as calças e a camisola
Olho e vejo as dunas, vento e areia
Condições de humidade e pressão
No teu corpo é sempre maré-cheia
As ondas trazem espuma e paixão
Mostravas os quadros de uma sala
Mas a […]
Francisco José Viegas diz: «Às vezes sou galego». Isto na Origem das Espécies.
Leia «Qual crise?» no sempre visitável Da Literatura.
FIVE O’CLOCK TEAR
Coisa tão triste aqui esta mulher
com seus dedos parados no deserto dos joelhos
com seus olhos voando devagar sobre a mesa
para pousar no talher
Coisa mais triste o seu vaivém macio
p’ra não amachucar uma invisível flora
que cresce na penumbra
dos velhos corredores desta casa onde mora
Que triste o seu entrar de novo nesta sala
que triste a […]
Eu apenas desejo, aos que me desejam feliz ou bom Natal, a graça de saberem do que falam. Raramente é o caso.
E o toque kitsch…
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Arranje uma temperatura francamente negativa, cinco graus é o ideal. Junte-lhe nevoeiro, preferentemente denso. Convide uma leve aragem, o suficiente para a humidade se mover. Misture bem e atire pela janela. Vá dormir. Quando acordar, ele estará pronto. O sincelo. Pronuncie «sincêlo», não vá ele estragar-se. Pegue […]

