O melhor blogue do mundo

Não apanhei o período da paixão pelos blogues, os anos de 2002 a 2004. Estava de ressaca, anteriores experiências comunitárias na Internet tinham-me já revelado o essencial e o acidental nisto de se comunicar com anónimos através de um teclado. E, talvez por ter começado num outro formato, pouco me fascinou, me fascina, nos blogues.

As leis da selecção natural também se aplicam na blogosfera. Stultorum numerus est infinitus, e nada como a Internet para o comprovarmos. Passado o ciclo da novidade — e exceptuando aqueles que, por variada causa, são militantes do meio ou se sentem obrigados a dar notícia de terceiros — ficamo-nos por um conjunto muito limitado de autores. Olhemos para a listagem de blogues referenciados aqui no Aspirina, por exemplo. A maior parte deles está activa, alguns mantendo um ritmo intenso. Quantos visito regularmente? Dois. Um deles é o melhor blogue do mundo.

O que Pacheco Pereira faz é admirável, sob qualquer ponto de vista. Primeiro, oferece conteúdos intelectualmente superiores num discurso acessível para o leitor médio (tal como faz na imprensa, onde alia o rigor da reflexão à simplicidade da argumentação), expondo a sua erudição e amplitude de interesses sem proselitismo. Depois, usa o meio para servir a comunidade, o que acontece com a publicação de e-cartas, fotos, textos de autor (a surpreendente parceria com Agustina), referências à blogosfera e, muito importante, com a reflexão e crítica da blogosfera enquanto objecto sociológico e ecossistema. Por último, mas cada vez mais longe do fim, a sua produção é constante; assim cumprindo a promessa, inclusa na etimologia, de os blogues serem diários e diários.

Com tudo, talvez o traço que mais me impressiona no Abrupto, e na pessoa que o faz, seja a ausência de cinismo. Há melancolia, sim, inevitável consorte da lucidez, e até essa apenas implícita, mas não há expressão do cinismo. O cinismo é imbecil, e o Abrupto é um dos mais poderosos antídotos contra a estupidificação nacional; logo, água choca para um lado, azeite puríssimo para o outro.

Lendo as suas “Regras Próprias“, não há como evitar a conclusão: eis o melhor blogue do mundo. Do meu mundo, pois claro.

101 thoughts on “O melhor blogue do mundo”

  1. Cheira-me que este poste vai bater os recordes dos comentários no AspB, não sei porquê?
    Agora não notar proselitismo, nem cinismo nos textos do JPP é coisa notável mesmo?

  2. Ia-te já acusar de estares a tentar alterar o humor do “D. João e a Máscara”, mas salvaste-te mesmo no último momento com a última frase (comentário cínico).

    Bem vindo de volta rapaz, e que este seja o primeiro de muitos posts outonais.

  3. (Se este post tivesse um título seria:)

    OS ABRUPTOS TAMBÉM AMAM

    É, de facto, — ouso alvitrar — qualquer coisa assim: os blogues, e os demais florescentes acervos internéticos, não são um mundo, mas sim vários mundos.

    Não serei porventura dos mais assíduos ‘abruptíveros’, nem tão-pouco compartilho muitos dos pontos de vista que lá desaguam. Todavia, reconheço àquele espaço e ao(s) seu(s) autor(es) uma honestidade nítida de opinião e um implícito, e constante, estímulo às inteligência e ponderação de cada qual, bem como um apelo ao juízo, ao senso e ao critério.

    Na verdade, quando todos concordamos o marasmo e a ineptidão sobrevêm e encavalitam-se-nos aos ombros. E eu, diabo!, já estou pesado quanto baste.

    Valupi, este ‘seu mundo’ é diferente do meu, no entanto compreendo perfeitamente, sem desaplausos nem pejos nem sarabandas, o porquê de ser o ‘seu mundo’.

    Acrescento apenas mais uma pitada à caixa de Pandora que abriu e afirmo, sem reservas — e recorrendo a uma réstia, digamos, de brio que me importuna de lusitanidade —, que se vê por essa Net fora inúmeros bons blogues em português.

    Será talvez pela vocação nostálgica, que tão bem assenta no canal blogueiro, talvez pelo vício inexplicável de calar a voz mas sussurar entredentes; mas a verdade é que a blogosfera lusa é a nova, e rica e povoada e irrequieta, praça pública que os portugueses adoptaram como filha pródiga do seu bem-querer.

    “E La Nave Va”, neste mundo, seu, meu, ou noutro qualquer.

    Até já.

  4. Fernando

    E do de muita gente, o que só confirma que a Nação está viva.

    Politikos

    Acho que estás (muito!) enganado quanto à contabilidade futura deste post.

    No que diz respeito ao proselitismo e cinismo, termos usados por mim sem a necessária contextualização conceptual que permitisse uma discussão válida, estão a valer todas as opiniões. Revela-nos a tua.

    Luís

    Caro amigo, muito obrigado pelas boas-vindas. Vamos lá ver se contribuímos para o aquecimento global com um Outono escaldante aqui no Aspirina. O sulfúrico “D.João e a Máscara” bem que podia reaparecer, para dar uma ajudinha incendiária.

    Renato

    Muito obrigado (pela usual inteligência). E estou de acordo — acordo suposto, et pour cause — em que haverá inúmeros bons blogues em português. Mas o problema está no adjectivo, “inúmeros”, para o qual não há verbo nem substantivo que o valham. Porque o critério não será o de se encontrar texto aqui e texto ali que satisfaçam gostos educados. O que eu procuro é o altruísmo, não o narcisismo; a comunidade, não a vaidade; a intelectualidade, não a mediocridade. Estas características estão no Abrupto; nunca as vi juntas noutro lugar.

    Susana

    Vou pôr à prova o teu conhecimento da blogosfera. O outro blogue que faz parelha com o Abrupto assumiu recentemente uma assinatura que reza assim: “Este blog pertence ao arco da governabilidade”.

    No entanto, faço notar que a premissa do texto remete para os blogues listados no Aspirina. Há outros, fora dessa lista, que visito regularmente — como um onde escreve (ou escreveu) uma personagem hipnótica que dá pelo nome artístico de “Fox Trotter”. Não sei se conheces, mas é uma preciosidade.

  5. Valupi:

    Quer eu quer o D. João e a Máscara andamos com pouco tempo para isto pelas melhores razões. Mas manda-me o teu endereço de correio electrónico que se eu achar um bidom de gasolina trato de o enviar por estafeta com detonador e tudo.

    Falando de coisas sérias bom bom era que Pacheco Pereira segredasse ao ouvido do Cavaco Silva para este dissolver a Assembleia da República, não sendo assim receio que tenhamos que aturar uns Outonos estilo Silly Season.

    Uma solução alternativa era pôr o Bush a bombardear o Irão ou Israel a bombardear o Líbano como no Verão quente de 2006. Achas que o TT será capaz de mover as suas influências junto do Blair e do Borwn?

    Já se vê que também não devo nada ao cinismo …

  6. Esqueceu o péssimismo ou mesmo o seu insuportável derrotismo militante, e o tomar, não poucas vezes, a parte pelo todo. Do resto, subscrevo.

  7. Se estes post tivesse um título apropriado seria: Os Idiotas Úteis Estúpidos também escrevem em blogues.

    Os epíteros não são de minha autoria. Foram seleccionados e escolhidos e assumidos pelo próprio.

    E está tudo dito. Ainda bem que eu não escrevo em nenhum “melhor blogue do Mundo”. As regras dos meus blogues não estão lá escritas, porque são minhas… e não têm a pretensão de “fazer lei” para os outros, impondo os meus critérios. Mas isso é porque eu, graças a Deus, não escrevo em nenhum “melhor blogue do Mundo”…

    E isso é porque eu, graças a Deus, não sei usar o cinismo, como se pode comprovar pelo teor deste comentário…

  8. Não poderia deixar de salientar que tal como Pacheco Pereira se considera dono da verdade, posssuidor de uma mente superior, ainda tem a incrível generosidade de escrever em linguagem simples, entendível por nós, pobres e simples mortais….give me a break please! é tão arrogante e egocentrista a sua maneira de ver o mundo, como a expressão do Valupi ao referir o Abrupto como o melhor blogue do Mundo….porquê? conhece todos? porque só lhe vejo a capacidade para emitir a sua opinião caso tivesse sido fadado com o dom divino da omnisciência…ah…aproveito para lhe dizer que o Pacheco Pereira também não foi fadado com esse dom, felizmente para nós simples mortais!

  9. Ausência de cinismo e proselitismo nas postas do Abrupto?!?!

    Buahahahahahahahahahahaha!

    Espera…

    Ahahahahahahahahahahaha!

    Epah…

    Ahahahahahaha!

    Não consigo…

    Buahahahahahahahahahaha!

  10. Quando se escreve: “lendo as regras próprias” e o link não serve para nada porque nunca há link directo para um post, a eficácia técnica bastava para invalidar a qualidade do blogue.

    E por aqui me fico, que sou um espírito simples nestas coisas.

  11. Outra questão: quando se publicam imagens, sem nunca incluir legenda, também se invalida a regra mais simples de qualquer publicação- a autoria.

    E isto digo eu, que sou um espírito simples nestas coisas

  12. As regras do Abrupto são estas, basta procurar e explicam o seu sucesso como o Valupi e muita gente percebeu, menos a zazie

    REGRAS PRÓPRIAS

    Ler a blogosfera como leitor e não como autor de blogues.

    Escrever num blogue sem ser para ser lido apenas pelos autores dos blogues.

    Toda a atenção para fora, sempre para fora, para a furiosa veemência do mundo.

    Toda a atenção para fora, sempre para fora, para os silêncios que (nos) falam.

    Toda a atenção para fora, sempre para fora.

    Não ser distraído.

    Estar atento.

    Continuar.

  13. Pois, o figo deve ser um génio com QI que rebenta a escala. De tal modo que acha que eu baixo o nível mas nem percebeu o que eu escrevi.

    O que escrevi foi básico- essas regras, que apontam para um leitor que está fora da blogosfera, nunca seriam encontradas rapidamente-

    tecnicamente o Abrupto é ineficaz- não tem links directos para os posts.

    2ª questão que apontei e o génio chamou baixar de nível:

    Qualquer publicação básica deve informar o leitor da autoria do que publica. O Abrupto nunca inclui legendas nas imagens publicadas.

    Aqui fica a minha fraqueza de nível em confronto com o brilhantismo e inteligência da sua conra-argumetnação

  14. O engraçado é que não encontro nenhuma diferença entre o Cocanha da zazie e o aspirina B que permitam atacar o Abrupto por aí. É só embirração, se não for por este pretexto é por outros.

  15. Eu não falei no Cocanha. Nem o Cocanha tem links ou sequer sitemeter.

    O Cocanha não existe. Ponto final. O Cocanha é uma brincadeira minha que só a conhece quem já me conhecia. Mais nada. Nem estou na corrida nem invoquei a treta do Cocanha para apontar uma contra-argumentação ao Valupi.

    Ainda assim, também o génio do QI do figo, está errado- tenho links directos para cada post e preocupo-me sempre em citar bibligrafia e legendas de tudo quanto publico.

    A única bibliografia que nunca indico é a minha. A dos textos que me pertencem sem ser na qualidade da Zazie.

    Não ataquei nada. V. é qué deve ter paranóias e ser preconceituoso a tal ponto que nem consiga ler 2 frases sem ver baixa de nível.

    Repito- quer sem “cinismo” seguindo à letra o título do post do Valupi e as regras do Abrupto- para quem está de fora; nem entendendo a piscadela de olho na última frase (no meu mundo) para quem está na blogosfera- o aspecto técnico funciona-

    Não há links directos para os posts. Apontei apenas, neste caso, uma falha técnica.

    No segundo apontei uma necessidade básica de qualquer publicação- indicar e respeitar a autoria- incluindo nas imagens- chama-se a isto- informação para o leitor- nem é mais nada. Apenas básica informação que o Abrutpto não disponibiliza.

    Quanto a blogosfera, o único blogue que seria capaz de defender e no qual participei- era a Janela Indiscreta. Mais nenhum- o Cocanha não existe- nunca o publicitei. Se deram com ele foi contra o meu desejo e por um diabo de um engano ao ir com o lin atrás nos comentários do Blasfémias e do Alex dos Espelhos Velados.

  16. e, se v. vai meter o nariz no Cocanha, tal deve-se apenas a outro factor que aqui também me parece ter sido esquecido-

    os blogues não são “nossos”. Não são publicações “nossas” como uma revista ou um jornal. São um espaço público, facultado – neste caso- pelo blogger- à borla, onde qualquer pessoa pode ir, ler e aproveitar o que por lá está, como bem entender.

    E, é também por esse factor, que não existe o “dentro e o fora. Tudo se mistura, e ninguém tem possibilidades de o diferenciar.

  17. Passando à frente do génio Ficus carica da má-fé quem nem capa rota é, dirijo-me ao Valupi:

    Esta questão da propriedade dos blogues é um factor que me parece muito mal lido.

    É também por aí que muitas das “regras” internas de filtragem ou bloqueio de comentários (não me estou a referir ao Aspira, estou a falar em geral) é um tipo de prepotência que só mostra que não se percebeu ainda bem o que é a blogosfera.

    Tratam-se os blogues como “a minha casinha” onde entra quem eu quero e posto na rua quem eu mando” mas esse é um exercício caricato que apenas funciona nas caves dos comentários.

    Para qualquer leitor que, de facto, não esteja tão envolvido nas trocas de galhardetes entre “n” bloggers mais conhecidos, este exercício é uma total anormalidade.

    O espaço é público- a “autorização” é dada a todos por igual e à borla- pelo blogger.

    Ele sim é o “dono” das salinhas que por aqui pululam e dos egos mais ou menos inchados que se disputam.

    Uns de forma honesta e com enorme vantagem para a liberdade de comunicação. Outros usando-a para as “suas comunicações” por via de correspondências de poderes que nada têm a ver com as “plataformas” técnicas que lhes são disponibilizadas.

    Por esta razão, apenas me apeteceu apontar 2 falhas neste caso-

    – uma técnica

    – outra de mero rigor e norma de publicação.

  18. tá giro zazie, o irmão do Rocco quero dizer, e pertinente: essa história da não citação das fontes; quem não o faz, faz apropriação indevida das palavras ou imagens de outrém, e não é preciso mais para concluir sobre a sua desonestidade intelectual.

    Ora a partir daí, vale zero, o cardinal do conjunto vazio.

  19. Valupi,
    fiquei muito interessado no produto que a sua firma apregoa e confesso que estou tentado a comprar 350 gramas de “Abrupto”, à experiência.
    Mas antes de me lançar num investimento dessa natureza, gostaria que me respondesse a algumas dúvidas. Diga-me sinceramente, Sr. valupi, os conteúdos “intelectualmente superiores” do V. “Abrupto” vêm com selo de garantia? Sao certificados por algum organismo ou instituição credíveis? E, já agora, acha que os mesmos estarão ao alcance de um leitor inferior? Ou a mediania é condição sine qua non para a sua recepção e usufruto? Folgo em saber que o produto em causa é isento de cinismo; mas há algo que o seu panfleto deixa por explicar, relativamente aos índices de melancolia – serão eles muito elevados? Estarão conformes com as directivas da UE para essa substância? E poderão ser contagiosos?
    Por último, sendo o V. “Abrupto” um “poderoso antídoto contra a estupidificação”, acha que funcionará no meu cão Piloto? Pergunto isto porque tenho em casa um cão (apresento-lho: Piloto. Vá, Piloto, cumprimenta o Sr. Valupi.) que possui uma inteligência superior [béu-béu!!] (tá a ver, Valu, ele é maluco por elogios) mas – hélas – não fala! A minha questão é então a seguinte, e já termino, acha que os cconteúdos intelectualmente superiores do seu elixir poderiam ajudar o meu jeco a transitar para o estádio civilizacional seguinte e, quem sabe, chegar um dia a deputado do parlamento europeu?
    Não lhe tomo mais tempo (pois sei que a vida de um promotor é uma lufa-lufa constante!) e peço-lhe que não se enfade com todas estas minhas questões, que não pretendem pôr em pôr em dúvida a qualidade da marca “Abrupto”, mas apenas tranquilizar-me. O Sr. Valupi conhece melhor do que eu o mundo da publicidade, certamente, pelo que não estranhará se eu disser que anda muita intrujice por aí.
    Fico então a aguardar as V. especificações, com os melhores cumprimentos,
    Nosferatu

  20. Crítico insuspeito

    Não se trata de reconhecer no PP um qualquer tipo de perfeição, completude ou harmonia. Ele é um profissional da comunicação-espectáculo, assume a obrigação de expressar opinião sobre a actualidade a qualquer hora — quer lhe apeteça quer não, quer tenha algo de original ou apenas de banal para dizer. Inevitavelmente, muitos discordarão dele, e muitas vezes a sua participação não é relevante. Mas essas naturais limitações só reforçam a tese: ele é excepcionalmente generoso no Abrupto. O blogue não lhe dá proveito, ele seria sempre o Senhor TSF, o Senhor Público, o Senhor Visão e o Senhor SIC (ou outras variações possíveis). Assim, está a jogar por amor à camisola.

    Dito isto, seria estultícia pensar que PP ignora o potencial comercial de um blogue de sucesso. No seu caso, reforça a sua popularidade e consolida as oportunidades laborais na indústria da opinião. Porém, ficar ofuscado nesta vantagem, e ignorar que a mesma é um epifenómeno, é ser-se cínico. Desmonta-se o argumento mostrando que mais ninguém, na indústria da opinião, faz o que PP faz da maneira como o faz. Alguns nem sequer têm pachorra, ou plasticidade afectiva, para tal (por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa ou Miguel Sousa Tavares), outros tentam e desistem rapidamente (o caso de Vasco Pulido Valente) e o mais usual é vermos arraia-miúda que começa nos blogues e é repescada para os escaparates mediáticos (variados casos nos dois, ou três, últimos anos).

    Ou seja, não está em julgamento o homem, o cidadão, o político, o politólogo, o historiador, o publicista. Nem eu seria juiz dessas dimensões da pessoa Pacheco Pereira. Apenas me interessou circunscrever o ditirambo ao blogue. E já não me parece nada pouco nem suspeito, ó Crítico.

  21. Biranta

    Comecei a ler o teu comentário e de imediato fiquei em sintonia com a primeira frase. Depois, ao acabar de ler o teu comentário, estava ainda mais em sintonia (se possível!) com a primeira frase do que no princípio da leitura. Mérito teu.

    Rendinhas

    O professor já ditou o TPC. É fazer, e rapidinho.

    Jorge

    Não chores. Um dia saberás argumentar.

    Figo

    Ambiciono glórias maiores, meu caro. De resto, a matilha tem mais o que fazer do que vir para este beco.

  22. No blogue da zazie, que é, como ela diz, um espaço público, por exemplo o acesso aos comentários é limitado.

    Nao que eu queria lá escrever nada, mas é um bom indicador de liberdade.

    Aliás fartei-me de a ver sugerir isso mesmo na poça de comentadores do Espectro como forma de afastar os indesejáveis.

    (Peço desculpa ao Valupi pois agora vai ter que aguentar mais uma dúzia de email irados da famosa tresloucada, mas paciência …)

  23. Helena:

    Que acesso é que é limitado no meu blogue?

    O único acesso que conheço que é limitado é a interdição que tenho de comentar na Natureza do Mal.

    Eu tenho os comentários disponíveis para qualquer pessoa. Não imagino a que se refere.

    Nunca apaguei um único comentário. Apenas instalo, de vez em quando, aquela necessidade de registo no blogger por uma única razão- evitar aqueles tarados que gostam de usurpar os niks de outras pessoas (como o da maloud) para se fazerem passar por elas.

    Se foi esse o caso só lhe lamento que a estultície lhe suplante o engenho.

    Há quem finte melhor o blogger e comente no mesmo nome apenas mudando a inicial- de maiúscula para minúscula e vice versa.

    Como vê, tal como o maradona e o Bruno do Avatares, também sou uma pessoa extremamente simpática:

    até dou dicas a galinhas para me chatearem na toca

    “;OP

    O seu mal é que antecipa a loucura pelos outros.
    Já agora conte lá que Helena é, que mail disponibiliza e que blogue tem que é para a malta que também não me grama se poder solidarizar com a sua triste sorte de aldrabona a quem sai o tiro pela culatra.

  24. Zazie

    Primo, os posts do Abrupto têm link directo. No caso: http://www.abrupto.blogspot.com/2006_05_01_abrupto_archive.html#114693681683066315

    E o post que está abaixo: http://www.abrupto.blogspot.com/2006_05_01_abrupto_archive.html#114693110889956658

    Nota: até agora tinha o link de baixo em vez do de cima. Por causa do teu reparo, fui confirmar o link e dei-me conta do erro. De qualquer maneira, essa falha não explica a falta de acerto dentro da página, que também me aconteceu. Curiosamente, agora parece melhor, ou mesmo já estar corrigido.

    Secundo, desconheço os critérios de endosso de autoria no Abrupto, nem eles me preocupam.

    Tertio, a questão da propriedade dos blogues, tal como a tematizas, está resolvida à partida: dupla regência. Os blogues são públicos porque o meio é de livre acesso, mas são privados porque gerem os seus conteúdos, matéria onde se incluem os eventuais comentários de terceiros. So what?…

  25. Mas isto em matéria de QIs e boa-fé é uma maravilha. Esta sujeitinha vem para aqui dizer mentiras e queixar-se de não poder comentar no meu blogue acrescentando que, no entanto, nunca teve qualquer interesse em lá ir dizer nada. Apenas vir aqui atirar com uma mentira e avançar que ia ser insultada por isso.

    Se querem provas do que é censura dirigida a uma pessoa em especial, independentemente do que ela escreva- aqui está.

    http://i19.photobucket.com/albums/b159/panotea/censura-natureza-do-mal.jpg

    Por acaso, acerca deste post onde se escrevem barbaridades impensáveis em quem não seja totalmente analfabeto, até respondi com outro, já que comentar não me é permitido.

  26. Valupi:

    como diferencias o post correspondeste a este link
    http://www.abrupto.blogspot.com/2006_09_01_abrupto_archive.html#115891369191836078

    deste:

    http://www.abrupto.blogspot.com/2006_09_01_abrupto_archive.html#115891369191836078

    2- Se não te preocupa não teres a identificação de uma imagem, é contigo.

    No mínimo é uma questão da mais elementar regra em qualquer publicação. Já nem falo universitária. Falo de liceu, falo de informação que se deve ter.

    Nem coloquei a questão de roubo de autoria. Apenas a de saber de onde vem e de quem é.

    Num blogue que nem permite comentários para se poder fazer essa pergunta e obter a resposta, é no mínimo, repito, no mínimo uma falha que contraria a “regra” de servir o exterior.

    Se achas bem e gostas assim, é contigo, apenas diz dos teus gostos e nega a regra em que te apoiaste, bem como a função de serviço de qualidade como a caracterizaste.

    É impensável publicar-se uma revista ou um texto, nem que seja, numa editora de vão de escada onde se assine como Historiador e não se facultem as fontes.

    Ele faculta as dos textos mas usa as imagens como se usava no século XIX- bonecos para ilustrar a página. Meras decorações

  27. so what?

    isso mesmo. Está aí a resposta. É caricato tomá-los por outra coisa ou imaginar que é pelos comentários que se rege a “casinha”.
    É caricato dar-lhe mais importância que isso mesmo-

    um espaço público facultado à borla quer para quem escreve, quer para quem abre a página e lê.

    O único cuidado que devia existir era ter a noção desta insignifância em que a propriedade não é do “espaço” mas do texto.

    E aí é que entra o rigor a que não dás qualquer importância.

    Pois eu dou. Eu inverto os termos- a única verdadeira importância que o que escrevemos pode ter, está no cuidado dirigido a quem a pode ler.

    E esse não és tu que determinas, de acordo com o que dizes que gostas ou não gostas- é mais vasto e tem regras.

    Como disse, a autoria é uma delas. Gostes ou não lhe ligues.

  28. À medida que vai levando pancada e sendo contrariada a zazie vai recuando. Autoria? Quando já não há nada para criticar no Abrupto agora serve-se essa falsa questão. Se a zazie lesse o Abrupto veria que não há nenhuma imagem que esteja em linha neste momento que não tenha sido identificada quando foi colocada a primeira vez. No Cocanha há trinta e tal neste momento sem indicação. Só má fé com telhados de vidro.

  29. Nosferatu

    Não te aconselho uma carreira pelo humor, pois é registo dos mais exigentes e a amostra produzida não te beneficia. No entanto, e porque sou bem-mandado, vou deixar-te as especificações solicitadas.

    E resumem-se elas a uma só frase: nem toda a publicidade é enganosa.

    Helena

    Serve-te à vontade desta caixinha, a qual me limito a manter minimamente limpa.

    Zazie

    Não entendo a tua questão sobre os links. Aliás, estás a lidar com um néscio nessas matérias (e em quase todas as outras, fica a informação).

    Quanto à autoria explícita das imagens, reafirmo o meu agrado (preguiça?) pelo lado selvagem, nómada e caçador do procedimento. Encontra-se uma imagem na Net e parte-se do princípio que basta ter boa intenção para tornar legítima a sua posse. Sim, é uma liberdade de acordo com o espírito hippie que a Net tinha nos seus primórdios. Foram as empresas que começaram a perverter essa descontracção comunitária, começando a pôr arame farpado nas vastas pradarias.

    E de resto, se alguém quiser saber de onde veio, é só mandar um email ao homem.

  30. Quando veio a notícia de que havia tipos da marinha que foram detidos por tráfico de armas, pensei logo no nosso querido Pacheco Pereira. Ah se alguém investigasse os negócios da UNITA… ;)

  31. Valupi,
    desilude-te se pensas que vais destruir no ovo a ambição de uma vida, a minha, que é a de vir um dia a ser o maior humorista da caixa de comentários do blogue Aspirina B!
    Na verdade, se a tua exigência em matéria de humor for tão grande como a que evidenciais em matéria de conteúdos intelectuais (superiores) – e não vejo motivos para suspeitar do contário – já vês que não serão os teus apupos a minar a grande confiança que tenho neste meu projecto de vida.

  32. Nosferatu

    Mas, afinal, qual é o teu problema com a expressão “conteúdos intelectualmente superiores”?

    Estou curioso, desembucha lá.

  33. Valupi,

    A questão técnica é mania minha que tenho cabecinha de canalizador nestas tretas. Acredita.

    É bem capaz de ser secundária mas, como sabes, não há canalizador que não fale de detalhes técnicos como se fosse uma súmula.

    Quanto às imagens não me estou a referir a coisas que são públicas nem àquelas que toda a gente sabe o que são. Estou mesmo a referir-me a quadros, gravuras, iluminuras, etc, etc, que acompanham os textos e que ele usa como quem faz um rabisco ou uma esquadria para a “composição” ficar mais bonita.

    Não é “mania” minha, é regra e da mais elementar em qualquer publicação. Apenas a referi por teres comparado a qualidade e o serviço com qualquer publicação dos media e achares que quem lê o Abrupto até vai melhor servido.

    Pode ir, em muitos aspectos, nem falei de mais nada, mas esta é uma falha indesculpável. Não por ser o blogue do senhor deputado, mas por ser um blogue de quem também assina como Historiador. Com maiúscula.

    O respeito pela história em nada invalida o gosto meio anárquico que tu referes. Por acaso esse é que lhe falta e a falha ainda se salienta mais por essa razão.

    Quanto às imagens que eu tenho nem vale a pena responder a mentecaptos de figos.
    É mais que óbvio que há muito tipo de posts e alguns deles contêm omissões precisamente para entrarem em diálogo com os leitores.

    Não são informações sonegadas, são estilos.
    Um dos melhores, nesse aspecto é o Alex dos Espelhos Velados. Nunca coloca legenda nas pequenas imagens alusivas a filmes.

    E o gozo é descobrir a que correspondem.

    São coisas diferentes. Se alguma vez me esqueci nunca mo disseram. Mas tenho sempre preocupação de referenciar as fontes, a bibliografia e a autoria das imagens.

    Repito, faço o contrário da maior parte dos bloggers, a única coisa que não digo é o que é meu.

    Só para teres ideia do que eu considero excelente blogue feito por um estrangeiro, olha para este:
    http://www.spamula.net/blog/
    e mais este
    http://bibliodyssey.blogspot.com/
    Isto sim, são blogues sem peneiras, que oferecem pérolas e até dão livros e discos aos leitores. O Misteraich é assim.

    Claro que o género é outro. Mas as qualificações e status até parecem inferiores, se formos a olhar para as exigências de tratamentos em casos de abdupção…

    e já nem falo na ligação ao poder, à tv e aos jornais que já sei que a resposta dos desgraçadinhos da praxe- é a inveja…

    Não é por nada. Mas é nestas alturas que me lembro de uma pessoa que faz muita falta no Aspirina: o Tchernignobyl.

    Esse sempre falou claro. Esse nunca andou com floreados

    ehehehe

  34. Já agora para te esclarecer.

    O problema com os links do Abrupto toda a gente sabe. Não há blogger que não passe a vida a referi-lo por não ser possível escrever um texto com uma palavra ou frase em que se clique e vá ter ao post do Abrupto em causa.

    ´Funciona como um jornal de papel. Tens de saber o nome do post e andares para ali à procura dele. Os links por data junto a cada post apenas vão dar aos arquivos da página toda.

    Por acaso até sei resolver o problema em segundos

    Defeitos de cabecinha técnica e positivista, meu…

  35. “Mas, afinal, qual é o teu problema com a expressão “conteúdos intelectualmente superiores”?” (Valupi)

    Nosferatu

    Acho que o Valupi tem razão em questionar a sua estranheza em relação à expressão que ele usou.

    De facto, até eu, que nem me dou bem com “conteúdos intelectualmente superiores” como os do Abrupto, percebi logo que essa expressão, quando usada pelo Valupi, corresponde a um “que pessoas tão altas!” na boca do Marques Mendes.

    Percebeu agora, Nosferatu?

  36. É fácil, de facto, não gostar de quem é ,de facto, superior. Principalmente àqueles que, de facto, apenas medianos, e não superiores.

    Leia-se, de conhecimento.

  37. Sou Europeu, Português, Cidadão de Pleno Direito do séc. XXI.

    Hoje, 28 de Setembro de 2006, acordei com a obsessão de querer saber o que contém o “Envelope 9”. Mais: acordei com a sensação de querer saber tudo o que está dentro de todos os envelopes, e quero saber o conteúdo de todas as escutas que foram feitas neste país, ou, pelo menos, de uma síntese dos seus temas, intervenientes e implicações.

    Não me sinto representado por um bando de cavalheiros, que, sentados numa coisa chamada Assembleia da República, apenas perpetuam o sistema de conluios e mentiras que transformou o meu país numa espécie de Colômbia Lusitana.

    Assumo, à Luz da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Princípio da Separação de Poderes, que os Tribunais do meu país funcionam de acordo com a Lei-do-tem-dias, e não asseguram a igualdade do cidadão perante a Lei. Consoante as luas, forjam culpados, e inocentam criminosos.

    Quero ter órgãos de informação social que me digam, quando eles não sabiam que estavam a ser escutados, todos os enredos, tramóias e compadrios que se teceram nas minhas costas. Quero saber quem é de confiança, ou um puro criminoso, daquelas caras que nos governam, e que, diariamente, sou obrigado a suportar.

    Quero saber para onde vai o dinheiro dos meus impostos. Exijo que, um a um, todos os indivíduos que não cumprem as leis do meu país e se acham no direito de oprimir os meus concidadãos com o cumprimento das mesmas, sejam arredados de todos os cargos políticos, representativos e de direcção que ocupam.

    Quero saber que, com quem, e sobre o quê se falava nas escutas dos Envelopes 9, 10, 11, 12, 13, e por aí adiante.

    Quero que haja um grupo de cidadãos que peça o mesmo, e que, se descobrir que o Poder Judicial, em Portugal, está total, ou parcialmente, minado pela Corrupção, tenha o direito e o dever de apelar para a intervenção de Tribunais Europeus, ou Mundiais, isentos.
    Quero saber onde vivo, quem me governa, e para onde estou a ser levado.

    Porque, parafraseando Almada, eu sei que todas as escutas que haveriam de limpar o “Sistema” já foram feitas, já só falta, agora… limpá-lo.

    Muito Bom Dia.

  38. Valupi
    A minha estranheza prende-se apenas com o facto de, pessoalmente, não reconhecer qualquer superioridade a um intelecto tão sabujo e desonesto como o do autor do blogue Abrupto. JPP é apenas um desses intelectuais alugados à página, pelos businessman da política, para defenderem o partido da situação. Se por acaso um cataclismo político lançasse este país para uma situação pós revolucionãria, JPP reciclaria em poucos meses os conteúdos do seu intelecto superior e passaria a defender o “poder operário” e o dirigismo estatal. Não duvides. Porque JPP é feito da ganga intelectual dos que têm que estar sempre do lado da situação. A sua independência equivale a zero. E sem independência, não há intelecto superior; e não é o facto de JPP colocar poemas (quase sempre maus, aliás) no seu blogue que vai mudar isso.

    Mas é claro que tu tens o direito de admirar intelectualmente quem quiseres, e eu não tenho nada que o criticar. Desculpa.

  39. Nosferatu diz: “Porque JPP é feito da ganga intelectual dos que têm que estar sempre do lado da situação. A sua independência equivale a zero.”

    O absurdo da declaração fez-me hesitar sobre se valeria ou não a pena dizer alguma coisa.

    Mas não resisto a convidar o tal de Nosferatu a dar exemplos de “situacionismo” de JPP.

    Estará a falar da sua militância politica na oposição/clandestinidade antes do 25 de Abril? Ou de quando Santana Lopes, em representação do partido no qual milita JPP foi nomeado Primeiro Ministro, tendo dado origem à célebre frase de JPP “pobre país o nosso” e à sua demissão do cargo de Embaixador na UNESCO?

    Ou estará antes a lembrar-se da iniciativa do “Não” à Constituição Europeia?

    Ou à sua posição sobre a entrada da Turquia na UE que hoje vem no Público?

    Ou… ou … enfim, fico à espera.

  40. Nosferatu vive dentro de um frasco de pickles, envenado pela sua propria bilis, odiando tudo o que mexe, mentindo, odiando e caluniando tudo o que lhe lembra a sua mediocridade. Escrever um post sobre o JPP é ter a certeza que mil destes ressentidos aparecem. Dá sempre resultado.

  41. Pois é zazie, olha que está na hora de tomares os comprimidos outra vez. Ou de ires fazer companhia ao josé da Grande Loja, lá na tumba onde repousa.

  42. O Abrupto é um serviço público de inequívoca qualidade. A prova, felizmente, está no seu enorme e espontâneo sucesso a bem da já de si paupérrima consciência cívica e cultural do país.

    Contudo, o homem não é perfeito, nem julgo querer sê-lo.

  43. Helena,

    o absurdo dos exemplos que aduz como “prova” da independência de JPP é de tal ordem, que também eu hesito sobre se valerá a pena responder a quem, visivelmente, dá mostras de ser uma alma simples e facilmente ofuscável pela potência dos holofotes mais mediáticos.
    Mas, tal como a menina, também eu não resisto. No caso, a dizer-lhe o seguinte: uma andorinha não faz a primavera. Que quero eu dizer com isto, pergunta a menina Helena? Quero dizer que um funcionário intelectual com o calibre e o estatuto de JPP não precisa de se rebaixar ao papel de um yes-man. Ou seja, pode ter opiniões independentes, de vez em quando, e até lhe fica bem dissentir, num ou outro ponto de somenos importância, com os seus patronos. Isso, claro, desde que o dito funcionário não abuse e nunca deixe de ter presente o essencial. Assim, os JPP’s têm toda a liberdade de criticar o tom de azul ferrete que o Rei escolheu para a libré dos seus criados. Ninguém lhe leva a mal essa “independência” crítica – oh, muito pelo contrário: o Rei até aprecia muito a frontalidade do seu bobo. Bem diferente seria a situação dos JPP’s se eles de repente se pusessem a questionar, sei lá, a necessidade de haver librés ou, pior, a de haver criados!
    Mas podemos estar descansados a esse respeito: JPP sabe bem até onde pode ir; JPP é – como é que se diz? – um homem responsável. E assim, o Rei gosta muito dele, e os barões (da imprensa e nao só) também, e JPP não tem mãos a medir, não há folha jornalística onde não perore e opine.
    Ora, você acha, menina Helena, que os barões estariam na disposição de pagar balúrdios a um criado mal-criado? Capaz de morder (com verdadeira independência) a bonita mão que o alimenta? Claro que não. Por isso é que lá têm um JPP e não outro. Percebeu, não percebeu, Helena? Ou faz parte do grupo daqueles que NÃO QUEREM perceber?

  44. … não posso falar do abrupto, para já irritou-me o nome, quem é abrupto não diz que é, depois irrita-me o JPP, cronista do regime, o homem nunca faz férias, eu só gosto de quem gosta de férias…

    não lhe dei portanto a honra de sequer pisar naquele chão digital, muito menos de pyar, se é que era permitido.

    Isso da autoria e da propriedade em terreno digital é giro, pás, ando surpreendido :)

  45. Zazie

    Gostei muito dos blogues que sugeriste. Obrigado.

    Quanto ao Abrupto, foste tu que o comparaste com a imprensa, não eu. Para mim, o Abrupto é um meio de comunicação pessoal, com acesso público e gestão privada. Logo, o que avalio nos blogues é relativo às idiossincrasias de autor, não atento nos supostos regulamentos gerais. Isto é, para a qualidade da minha experiência, é-me indiferente se as imagens aparecem com referências ou não. Obviamente, nada tenho contra os teus critérios.

    ___

    Nosferatu

    Não há nada de absurdo nos exemplos da Helena. São factos, os quais compõem um retrato que tornam o teu ataque ao PP num mero libelo “ad hominem”. Muitos outros se poderiam acrescentar, mas seria inútil para esta discussão, pois não estás nela de boa-fé.

    Tudo o que até agora disseste não passa de abstracções, generalizações, suposições e insinuações. Pressinto que por detrás de todo esse ressentimento estará uma concepção delirante da sociedade, onde qualquer exercício do poder seria sempre maligno. Para ti não há ninguém simultaneamente independente e remunerado, livre e famoso, digno e democrata. Enfim, és um cínico.

  46. Abrupto? Prefiro blogues de autores que escrevem melhor e se comportam pior. O português do Abrupto é pouco mais do que indigente, o que se estranha em quem é tão crítico do “nível cultural do país”. Além de que o autor é insuportavelmente self-righteous.

  47. Valupi,

    Há muita gente capaz de ser independente e remunerada (desde que a remuneração nao tenha por objectivo comprar, isto é calar, a independência, como me parece suceder na generalidade daquilo a que se chama imprensa); e também não vejo qualquer incompatibilidade entre fama e liberdade, e muito menos entre dignidade e democracia.
    Não creio é que esses salutares convívios sejam muito frequentes na área da política e do poder. É uma desconfiança que eu sinto. Nasci assim. Mas a essa desconfiança não se chama cinismo, Valupi, chama-se quando muito pessimismo.
    Não nego que ao meu tipo de discurso anti JPP se possa chamar um ataque ad hominen, mas por detrás dele não existe essa concepção de sociedade que dizes, até porque o meu ataque não visa JPP como político ou como figura do poder (o verdadeiro poder não está na mão de político nenhum), mas apenas como assalariado e valet de plume de barões.

  48. É muito curioso ver que nenhum destes criticos ataca as ideias concretas de JPP, ninguém o ataca pela sua militância por essas mesmas ideias, nem pelo olhar sobre o mundo que transmite.

    Ficam-se por dizer que não gostam dele, que detestam os quadros ou os poemas que escolhe, criticam o formato do blogue ou a falta de comentários.

    E o ataque não pode ir mais longe porque a consistência e solidez do pensamento e dos conhecimentos e a profundidade das suas reflexões são difíceis de contradizer e de igualar, principalmente por quem tem o pouco raciocínio de que é capaz toldado, porque simplesmente não suporta as qualidades alheias.

    JPP é passível de crítica. As suas ideias podem ser discutidas. Dá é muito trabalho. Pelo menos igual ao que tem para escrever como escreve.

    E são necessárias outras coisas que nem com muito trabalho lá se chega. Ou se tem ou não.

    Não se tendo, é mais fácil atirar uns insultos baixos e umas insinuações que servem para todos indistintamente.

  49. Helena tirou-me algumas palavras. Eu não concordo com o JPP em muita coisa, mas mete-me nojo, isso mesmo, nojo, o modo como um dos poucos interventores na vida política portuguesa que é culto, aceita debater as suas posições mesmo as mais dificeis sem medo, quando outros se calam, é honesto como poucos, , já mostrou que não é apegado nem ao poder nem às mordomias, é sujeito a um ódio vesgo e caluniador que o trata muito pior do que farsantes como o Marcelo ou gente que mistura negócios com a politica como o Vitorino. É por isso que Portugal não vai a lado nenhum com uma escumalha invejosa atira em tudo o que mexe. Devem preferir os outros. cada palavra que aparece miserável, insultuosa mais vontade tenho em defender o JPP mesmo quando nunca votei nele. Nojo mesmo.

  50. olhe D. Helena fique lá com o seu modelo de obreiro intelectual e não o queira impôr aos outros, tá?

    Eu acho isto de uma trivialidade glauca:

    “Hoje continuamos a não entender que a única Europa que funciona é a ‘mínima’ e essa devia ser preservada antes que se estrague, e que a ‘máxima’ só traz caos e tensões, e nem sequer é hoje minimamente factível”.

  51. E sabem que mais, qual foi o erro do JPP, foi ter um blog que é popular e muito lido. Para muitos ele ocupa o espaço do ego deles e em vez de tentarem fazer melhor, ou ocuparem o seu lugar por mérito, sem se preocuparem com os outros, tentam extermina-lo à força de insultos. Se ele não fizesse o Abrupto tinha melhor recepção nos blogs.

  52. py, é você o autor da frase que a seguir transcrevo?

    ” não posso falar do abrupto, para já irritou-me o nome, quem é abrupto não diz que é, depois irrita-me o JPP, cronista do regime, o homem nunca faz férias, eu só gosto de quem gosta de férias…

    não lhe dei portanto a honra de sequer pisar naquele chão digital, muito menos de pyar, se é que era permitido.”

    Então não fale. Sabe quea ira tolda o raciocíno. E se ainda está irritado com o nome do blogue, então vai demorar a passar.

    Acalme-se primeiro e depois leia outra vez a frase trivial (E já agora o texto todo. Pode ser que ajude)

  53. … eu estou calmo, Helena, considero a frase trivial, nada mais. Não é a inveja que me move em relação ao JPP, é um cronista de serviço do regime, há longos e longos anos, e enjoei… No me gusta. Meu direito, não? Igual ao seu direito de gostar.

    Sabe que aqueles que eu gosto mesmo não são tolerados pelas instituições mais do que um bocadinho – e depois zás.

    Spinoza ou Peirce são bons exemplos.

  54. O que este post revela e os que vão atrás acrescentam_ é que há todo um mundo de parôlos com uma demão de “cultura” em cima.
    E assim nem vale a pena dizer nada. Nunca um parôlo se dá conta da sua parolice. Apenas gosta de estar acompanhado.

    O Abrupto é uma parolice que se não fosse feita por quem é ninguém estava para aqui a citá-la como o “melhor blogue do meu mundo”.

    E muito menos a recomendá-la por qualidade quando por lá se dizem as maiores bacoradas com toda a leviandade de quem fala de jardinagem e de vinhos como um especialista.

    E ainda menos como também usa aquilo como prolongamento politico e de propaganda. Os patos caem. Ficam embasbacados com os versinhos, com as imagenzinhas, com as viagens, com as cartinhas dos leitores, com todo aquele tempo livre para post diário e ficam felizes.

    Dos pobres de espírito é o reino dos céus. A idade também costuma ajudar- tendem para baixo. Para a facilidade e acomodação.

  55. Helena

    Assinaria por baixo o que escreveste.

    Nosferatu

    Mas o cinismo é pessimista, essa uma das suas marcas principais. E os pessimistas são seres acabrunhados, que se limitam, diminuem, intelectualmente (sim, para quê pensar, descobrir, dialogar, criar, amar, se nada vale a pena?…). Aconselho-te a lutares contra o pessimismo, não contra o Pacheco Pereira (que culpa tem nenhuma de teres nascido “assim”).

    Claro que há alguns benefícios no pessimismo; como isso de nos afiançar, regularmente, de estarmos na posse da verdade. A realidade é selvagem, caótica, fragmentária, inconstante, corruptível. Então, aparecem sempre os casos de injustiça explícita ou implícita para confirmar o pessimismo. Isso conduz a uma adaptação no indivíduo, o qual passa a aceitar que essa seja a ordem natural das coisas (onde se inclui o seu mal-estar).

    Ora, precisamente, é no mal-estar que pode estar a salvação. Isso que te leva a ser cáustico com toda a corte, poderá ser o fermento de uma nova dinastia. Não? Acharias demasiada obra e obra desmedida? Lembra-te que ao chegares a este plano de existência já apanhaste muita papinha feita. O número daqueles que venceram o seu pessimismo, o seu medo, as suas dúvidas, as suas fraquezas, não tem conta. E foram eles que transformaram uma realidade desvairadamente mais pessimista do que aquela onde agora trocamos galhardetes.

    Creio que a tua força é boa. Apenas não a creio apontada ao alvo.

  56. O que não dá para perceber é esta necessidade de se perderem 2 dias em prosa quixotesca a defender uma banalidade como quem se julga na mais iconoclasta das críticas.

    Tem o mesmo sentido que aquela prosa bafienta do Pereira Coutinho. Esse também se julga sempre a praticar as maiores iconoclastias quando vende as acomodações mais comezinhas.

    A única diferença é que por aqui o estilo vai em maratona.

  57. Em maratona e no combate ao “inimigo” que prefere a crítica com o mesmo brilhantismo de argumentos das peixeiras que também nunca vão mais longe do “o que você tem é inveja do peixe, ó rica!”

  58. O que não dá para perceber, não estimula a entender e não vale a pena de compreender é o que tu estás a escrever ou imagines que estejas a dizer.

  59. O Valupi quis imitar a bomba mas não chegou lá e deixou-se hipotecar num disparate de que já deve estar arrependido.

    Como já é tarde para voltar atrás, sente necessidade de defender o indefensável. E vai partindo a cara e hipotecando os seus talentos ainda mais…

  60. Valupi,

    O cinismo define-se melhor por uma palavra que eu (sem razao, dirás tu) aplico aos JPP’s, essa palavra é oportunismo. Um oportunista é um cínico infectado pela indiferença em relação à verdade e em relação ao mal dos outros, ou seja, é uma mistura de sofista e de egoista. Qual verdade, perguntarás tu, todo niezschiano(é um supor, claro, pois não te conheço),se tudo são interpretações? Bom, há uma verdade básica e insofismável: o sofrimento. O sofrimento que a política A (por exemplo: despedir alguém porque os lucros não estã a ser tão bons como eu gostaria, ou pior, bombardear alguém porque etc.e tal) leva a milhares ou milhoes de pessoas. Perante tal política(bombardear, “excedentarizar, etc) o cínico ao estilo JPP limita-se a defender quem manda e paga, para o que recorre a qualquer blá-blá sobre a inevitabilidade histórica ou o alto desígnio do Deus Mercado, e outras ficções que lhe pareçam convenientes.
    E são apenas esses pessimistas cínicos (ou oportunistas, na minha terminologia) os que tendem
    a “aceitar que essa seja a ordem natural das coisas”, como muito bem dizes. Acontece que eu não acho nem aceito que haja uma ordem natural das coisas em termos sociais. As “coisas” são aquilo que os homens querem que elas sejam. E, precisamente, os JPP’s deste mundo querem que elas sejam aquilo que, em cada momento histórico, melhor convém aos seus interesses e aos interesses da elite a que pertencem.
    A esta luz, já vês que é absurdo pedir-me que lute contra o pessimismo, em vez de contra os JPP’s, se são precisamente estes que induzem em mim o pessimismo, e se eu estou plenamente convencido que aquilo que diferencia, em termos civilizacionais, económicos e culturais, um país como, p. ex., a Dinamarca disto em que nós vivemos são as elites. As elites tugas (na área política, económica, cultural, etc) são abaixo de cão, e é por culpa das nossas elites, e não do Zé Tono da peixaria (que até é um moço honesto e trabalhador) que este país está como está. O que não significa que eu não saiba que é bem possível estar muito pior (há 150 países atrás de nós em índices de desenvolvimento) e que a situação concreta dos portugueses já foi bem pior: há 20, há 50, há 150 anos, e por aí fora. Mas se essa situação pôde ser transformada, se houve evolução, olha que não foi graças aos JPP’s. Esses apenas querem o que existe. Estão-se a marimbar para a esfera do dever-ser: a do ser (a do existente) convém-lhes às mil maravilhas. São felizes nela. O sofrimento dos outros? O que é que eles têm a ver com isso? Ninguém lhes paga para pensar nos “outros” ou na “sociedade” (que nem sequer existe, como sabem muito bem os liberais: apenas existe o eu e os seus interesses), e muito menos para decidir em função de uma ideia de comunidade ou de país. (Aliás, eles querem é que o país se foda! E essa tanga da bandeirinha ou do hino, por exemplo, está boa para a populaça. O país, para eles, está onde estiver o dinheiro. Por isso é que não se importam de destruir tudo, de deixar destruir tudo, de arrasar ou deixar arrasar a paisagem urbana ou rural, de criar o deserto à sua volta,. Quando isto estiver esgotado, eles poderão sempre meter-se nos seus aviões, ou nos seus foguetões (se os danos forem realmente vastos) e irem estragar outro país ou outro planeta qualquer. E repitoe que esses eles a que me refiro são as elites políticas e económicas de que os JPP’s são meros advogados.
    Já sei o que vais dizer, Valupi, que eu vejo o mundo a preto e branco. É verdade; mas receio que o mundo seja de facto mais a preto e branco do que a gente gostaria. Só que (e por aqui já verás como eu sou pessimista) não é um mundo onde a diferença seja entre bons (o povinho) e maus (elites); náo, a diferença é apenas entre maus e piores, como diria a Hanna Arendt.

    E era fácil continuar por aqui abaixo; mas nem eu tenho tempo para estes simpáticos colóquios, nem tu para me aturares. Obrigado

  61. Pasmado, acabrunhado, cheio de má consciência, com tanta inveja e pessimismo acerca do divino JPP. E logo agora, que me preparava para dizer algo que ainda não foi sequer soprado sobre o altar pontifício do JPP: 1. Lendo o abrupto fico a saber, por informação do próprio Abrupo, que, comparativamente com as televisões, ele tem mais audiência que a TVI. Sobre o argumento mais que científicamente comprovado do mérito por via das audiências, deviam pois os seus detractores reflectir, e reflectir muito. 2. Que, a avaliar pela discorrência destravada(e alguma pesporrência mal travada)de JPP, ele ainda tem tempo para corresponder às suas obrigações de político institucional. Mistério dos mistérios, é saber onde é que o homem arranja tempo para corresponder à fórmula de que tempo é dinheiro. Quanto à inteligência de JPP e à sua tese da “outra” teoria da conspiração (aquela da conspiração cultural islâmica) que o obriga a ter aquela pose de vidente que conhece o futuro, tão bem pelo menos quanto o passado, deveriam os seus detractores conformar-se aos suaves ensinamentos da Escola das Américas, que ele tão bem advoga. Quanto ao resto, senhores defensores e senhoras defensoras, são só ninharias. Os detractores do JPP não merecem crédito e não o merecem. O JPP é uma abrupta marca registada (que respeita confidências do Google)como se sabe e ele próprio diz.

  62. A qualidade da escrita no Abrupto.

    Rui Bebiano e Maria Manuela Cruzeiro (organização), Anos Inquietos, Vozes do Movimento Estudantil em Coimbra (1961-1974), Porto, Afrontamento, 2006

    Embora a crise estudantil de 1962 seja a mais estudada e citada, em grande parte pelo destino e papel de alguns dos seus principais protagonistas, a começar por Jorge Sampaio, a crise de Coimbra não lhe fica atrás. O livro de entrevistas organizado por Rui Bebiano e Maria Manuela Cruzeiro é um dos primeiros a recolher sob a forma oral as histórias de vida de alguns dos protagonistas do movimento estudantil de Coimbra, à volta do seu annus mirabilis de 1969. O livro merece uma outra análise mais atenta, mas dois factores são patentes nas entrevistas, que fornecem um excelente ponto de partida para estudos posteriores: um, o carácter muito sui generis do movimento coimbrão, com poucos pontos de contacto com Lisboa e Porto; outro, a peculiar fragmentação da organização dos estudantes comunistas, sem paralelo com o que se passava em Lisboa e Porto que tinham unidade de direcção.

    No seu livro sobre a crise de Coimbra, Celso Cruzeiro revela como era difícil fazer entender aos dirigentes associativos de Lisboa, com uma politização mais explicita e radical, o que se passava em Coimbra. Este testemunho mostra a estranheza peculiar a alguns passos das entrevistas para quem não era de Coimbra (o Conge, os IBM, etc,), e revela uma idiossincrasia especial do movimento. Em Coimbra, havia a universidade, centralizada, sem fragmentação associativa, – a AAC é o centro e quase tudo anda à volta do centro , mesmo quando outras entidades, como o Conselho das Republicas o substitui ou complementa por necessidade – permeado por um cultura estudantil local antiga, com a praxe, as “repúblicas”, e uma hierarquia entre veteranos e caloiros, que seria absurda em Lisboa e Porto. No movimento estudantil de Coimbra são muito fortes, a cidade, a “cidade universitária”, e a memória sob forma de tradições, umas vezes usadas, outras recusadas pelo movimento dos estudantes.

    Com este livro avança-se para perceber como o movimento estudantil nacional era diversificado por detrás da sua aparente unidade. Mas falta estudar tudo o resto no movimento estudantil nacional, em particular Lisboa depois de 1962, onde só o episódio da morte de Ribeiro Santos é razoavelmente conhecido e praticamente tudo sobre o Porto, cujo movimento era mais parecido com o de Lisboa, mas mais clandestinizado pela escassez de associações legais . O interesse de relevar estas omissões, de que os seus autores não têm responsabilidade, é porque assim seria possível colocar a crise de Coimbra fora de Coimbra, fora dos quadros narrativos e interpretativos internos a um movimento estudantil muito peculiar.

    Esta dificuldade é acentuada, aqui já por escolha dos seus autores, pela falta da dimensão esquerdista, – os “contestas” como depreciativamente eram classificados pelo núcleo comunista, – sem a qual a partir de 1969 não se percebe o movimento estudantil. Esta última opção é mais contestável, porque mantêm uma visão ortodoxa, “proprietária” da crise de Coimbra, que ganharia em ser medida com os seus limites e com episódios de que pouco se fala, como o “pedido de desculpas” posterior de alguns dirigentes associativos a Américo Tomás que gerou grande indignação em Lisboa e Porto. Como diria um “contesta”.

    10:22 (JPP)
    …………………

    Repare-se na construção das frases e na fluidez do texto:

    a recolher sob

    mas dois factores são patentes nas entrevistas, que fornecem um excelente ponto

    Este testemunho mostra a estranheza peculiar a alguns passos das entrevistas

    As vírgulas: são muito fortes, a cidade

    Com este livro avança-se para perceber como

    O interesse de relevar—- é

    Esta dificuldade é acentuada, aqui já por

  63. Que patetice do “das couves”! Sou professora de português e não vejo ali nenhum erro. É uma maneira de escrever, um estilo, gosta-se ou não. Eu sou capaz de fazer o mesmo com os posts das “couves” e isolando as frases dá o mesmo. É ridícula esta tentativa de assassinar o carácter, a escrita, o blog, a pessoa, tudo do dr, Pacheco Pereira. Quando um argumento se esgota aparece outro e já se percebeu que nunca mais vai acabar. É mais um caso de um português que quando morrer passa a génio, até então é só malhar. Medíocres!

  64. Então, Valupi, não quis armar em pitonisa ou em oráculo de Delfos, mas não me enganei muito quanto à contabilidade do poste?!?! Hein?!?
    Quanto à minha opinião sobre «proselitismos» e «cinismos» do JPP, com tanto que foi dito, já não releva… Adiante… Mas como vês, este é um daqueles temas que convoca as «forças vivas» da blogosfera e uma receita certa para uma boa discussão… ;-)

  65. Valupi, pá, desculpa desapontar-te, mas eu sei argumentar. Só que guardo os meus argumentos para quando vale a pena. E argumentar com alguém que diz coisas daquelas dum blogue como o Abrupto e dum autor como o Pacheco Pereira, decididamente, não vale a pena.

    Mas obrigado pela gargalhada. Estava a precisar de uma valente gargalhada daquelas. Limpa as veias do cérebro do excesso de colesteróis. Recomendo.

  66. Nosferatu

    Eu não leio nem ouço JPP porque tenho mais que fazer. Ali´s é um indivíduo que me mete nojo… mas não é só de agora; desde há cerca de 30 anos… Não sei se o abrupto tem a audiência que se diz (já constatei casos de fraude nessa questão), nem me interessa; mas se for verdade deve ser consequência de baixo nível cultural do País, ou então a “publicidade enganosa”. Em matéria de blogues há coisas muito melhores, quer tenham audiência ou não. Tudo isto para justificar que não teria voltado aqui pelo tema, que só voltei por alguns dos comentários, incluindo os seus.
    Agradeço-lhe o primeiro comentário, até porque me dispôs bem…
    Os outros revelam lucidez e idoneidade que falta a alguma bajulação cega, motivada pelas “convenções” ou por fraqueza da espinha dorsal.
    No essencial concordo consigo (peço desculpa aos outros comentadores com que concordo mas não cito).
    Acredite que o “problema” não é seu. Aliás isso percebe-se bem pelo tom “retaliatório” das respostas.

    Quanto ao seu último comentário, não se deixa enganar. Esse seu “problema” é comum a muita gente, à maioria das pessoas; a gente demais para se poder concluir que se deve a algum seu comportamento culposo.
    Gostei de o ler. E, por favor não se iniba de manifestar o ques sente… até por solidariedade para com tanta gente que não sabe se expressar e que, quando tenta, desiste rápido devido às “respostas” premeditadamente “retaliatórias” com que se pretende censura pela inibição, de modo a não estragar a aparência de Mundo perfeito que garanta impunidade aos abutres por mais algum tempo…
    Afinal foram os seus comentários (e os outros cujos autores não refiro) que fizeram com que não desse por desperdiçado o tempo desta leitura

  67. Nosferatu

    Antes de tudo o resto, agradeço este texto que nos ofereceste. Explanaste com muito maior detalhe o teu ponto de vista, dando a ver melhor as raízes do teu desgosto. E fizeste-o com boa escrita, last but not least.

    Quanto ao conteúdo, parece-me que misturas duas ideias, com prejuízo para ambas. Vejamos:

    – Uma, onde assinalas que há uma forte tendência (logo uma elevada probabilidade, quiçá uma inevitabilidade) para a existência de abusos de poder. Mais abusa quem mais manda, portanto (no teu discurso), as elites são as responsáveis pelo mal, o poder corrompe, estamos condenados a toda a sorte de abusos, manipulações, sofrimentos. Neste ponto, falhas ao não valorizar as transformações sociais, as quais resultam de variadíssimas causas e que acabam por se inscrever na História. Ao descartares parte da realidade, estás a abraçar uma irrealidade.

    – Outra, onde atribuis ao PP um conjunto de intenções que remetem para uma dimensão secreta. Ora, ao não apresentares qualquer prova das tuas afirmações (como essa de ele ser “advogado” dos poderosos que nos exploram), estamos obrigados a concluir que imaginas. Não tem mal nenhum imaginares o que quer que seja, bem pelo contrário, mas quando passas para a exposição da imaginação podes estar a incorrer numa falha ética (no mínimo…). Basta fazeres o exercício de te imaginares alvo de uma acusação de igual tipologia, onde os teus ataques ao PP seriam vistos como prova de estares ao serviço de forças que querem abafar uma voz livre e incómoda, blá, blá, blá. Seguramente, achar-te-ias ofendido com a difamação que te estaria a anular como sujeito livre com direito à sua opinião. Isto é, tu prezas o direito que tens a pensar o que quer que seja a respeito do Pacheco Pereira ou de outro qualquer assunto, vendo nisso a realização da tua liberdade. Por que raio não reconheces ao PP o mesmo direito, admitindo que, afinal, talvez apenas se dê o caso de vocês terem ideias diferentes, sendo ambos, no entanto, cidadãos dignos, livres e responsáveis?…

    É um prazer “aturar-te”. Fica à vontade.

  68. Crítico

    Old stuff.

    Já levaste o responso merecido. Tens de ir mais vezes aos treinos.

    São

    Muito obrigado pelo bom-senso aqui introduzido.

    Politikos

    Dou-te não um, mas os dois braços a torcer: tinhas razão. Mas, enfim, não iremos bater o recorde do Aspirina (o que, de resto, seria um galardão totalmente absurdo). Conta, isso sim, o que disseste — que haja uma boa discussão.

    Jorge

    Claro que sabes argumentar. Apenas se dá o caso de ainda não o teres feito, mas lá que sabes argumentar é uma daquelas coisas que nem se discutem (por falta de argumentos, lá está).

  69. … já agora, se alguém tiver a bondade de me responder, fiquei curioso com uma coisa: em tempos, o senhor PP defendeu, com lata verborreia, a invasão do Iraque, fazendo a retaguarda ideológica da posição de JMF et al.: o elogio à liderança do bush face à pusilanimidade da Europa, etc.

    Será que o cavalheiro já mudou de opinião?

    É que está na moda…

  70. PY

    É uma belíssima pergunta, à qual não sei responder em nome do PP. No entanto, parece-me que poderia ser uma destas duas:

    – Não, porque a invasão do Iraque, naquele contexto, aparecia como lógica e necessária (ou bondosa). Os EUA acabarão por estabilizar o Iraque e deixarão um regime democrático, assim obtendo uma vitória estratégica decisiva. Por agora, lidam com um problema de altíssima complexidade, mas que, em termos históricos, corresponde apenas a um instante da História, etc.

    – Sim, porque só os burros não mudam de opinião perante as evidências, sendo agora o tempo de reconhecer os erros (impossíveis de reconhecer antes, até porque ainda não tinham sido feitos nem conhecidos). No entanto, os que se opuseram no começo estavam errados porque não o faziam por boas razões.

    Mas talvez o melhor seja fazeres-lhe directamente a pergunta.

  71. Valupi, como é que eu explico isto de maneira que me entendas?

    Vejamos…

    Sou um tipo ocupado. Não tenho emprego fixo, logo não tenho salário fixo, mas tenho muito trabalho e só ganho quando trabalho o faço. A designação oficial da coisa é freelancer, parece. Portanto só perco tempo com argumentações quando me parece que tenho alguma hipótese de chegar a algum lado com elas, ou então de aprender alguma coisinha no processo. Ora, a vida ensinou-me que não vale a pena perder tempo com três tipos de pessoas:

    1. Idiotas, em particular aqueles que, não contentes por serem idiotas, estão convencidos de que sabem alguma coisa;
    2. Fanáticos, sejam políticos, sejam religiosos, sejam culturais, sejam o que forem, isto é, gente incapaz de pôr um pezinho fora dos dogmas que adoptou;
    3. Discutidores; aqueles tipos que discutem por discutir, porque o acto em si lhes agrada, independentemente de temas ou ideias.

    Neste caso, temos o Pacheco, um homem que mostrou ao longo de anos e anos e anos uma tamanha dose de cinismo, de ajustar pretensas convicções àquilo que convém ao seu pequeno nicho no mercado de trabalho dos comentaristas portugueses (o tipo que está sempre do contra sem estar propriamente do contra), o que lhe tem servido muito bem, como se sabe, de pregar a mensagem de um tudomesmismo liberalóide de pacotilha, que alguém que não vê cinismo ou proselitismo no homem e no seu blogue só pode ser porque não os quer ver. Ora, como a cegueira selectiva é característica de todos os tipos de pessoas com quem eu me recuso a argumentar, só me rio.

    Entendido?

    Espero que sim.

  72. Jorge

    Para quem tem o tempo tão ocupado, e é tão meticuloso e dogmático na escolha dos seus interlocutores, tu andas aqui a perder dinheiro. Vê lá isso, a vida de freelancer é tramada.

    Entretanto, quem te convenceu que a notícia do teu riso é de interesse público? E se vais a correr exibir o teu riso só porque detectaste alguém com quem te recusas a argumentar, qual a patologia que tal comportamento configura?

    Quando tiveres uma ideia (uma só que seja) que se reconheça, poderás entrar nesta discussão. Até agora, tens tido um discurso vazio.

  73. “É uma belíssima pergunta, à qual não sei responder em nome do PP. No entanto, parece-me que poderia ser uma destas duas:

    – Não, porque a invasão do Iraque, naquele contexto, aparecia como lógica e necessária (ou bondosa). Os EUA acabarão por estabilizar o Iraque e deixarão um regime democrático, assim obtendo uma vitória estratégica decisiva. Por agora, lidam com um problema de altíssima complexidade, mas que, em termos históricos, corresponde apenas a um instante da História, etc.

    – Sim, porque só os burros não mudam de opinião perante as evidências,(…)”

    Valupi:

    Então tu consideras plausível que a posição do JPP relativa ao Iraque se deva a um voluntarismo de esquerda sob roupagens neoconservadoras?

  74. By the way:

    Pelo menos de um ponto de vista estritamente formal o “voluntarismo de esquerda” pode também ser diagnosticado a Rumpsfeld e a Bush.

    Como diria o py, nem sequer me parece que Gauntanamo seja suficiente para eliminar esta simetria esquerda-direita. Talves lá fosse com kpk’s, whatever that means …

  75. Valupi, caro, mas quem te disse a ti que tu próprio tens ideias? E logo tu, o homenzinho da cabeça cheia de trastes velhos por excelência? Logo tu, o mais exemplar exemplo de lixo presunçoso que lança miasmas na blogosfera portuguesa e a deixa a feder a ranço até Marte? Logo tu, imagem fiel da cobardia anónima que o teu ídolo Pacheco criticou da forma mais cínica e insultuosa possível aqui há meses, do alto do seu pedestal de barro?

    Eu de ti, patinho feio, só me rio. E rio com vontade e gosto. Decerto não sabes, tu que nada sabes, mas a gargalhada é coisa pública por natureza. Foi por isso que nasceu ruidosa. E livre.

  76. O que eu gosto na blogosfera é de constatar que algumas pessoas só mantém os limites do respeito enquanto há concordância ideológica, mem sequer é empirica é ideológica.

    E depois?! Depois dedicam-se à poesia. E que bela prosa poética escrevem …

  77. Luís, se fazias pontaria para este lado, falhaste o alvo. Namorei com uma rapariga que era fã do Paulo Portas e votava CDS. Namorar do estilo viver com. Durou três anos. Portanto já se vê que sou capaz de respeitar – bem mais do que isso – quem não pensa como eu. O valupi é que, realmente, não. Mea culpa, mea maxima culpa.

  78. obrigado Valupi, está bem visto, também acho que das duas uma, e lá se safa mais ou menos… O homem é completamnente addicted em estar sempre a perorar e eu enjoei dele como disse.

    Noutro dia queria conversar sobre Ciência e Religião mas depois deu-me uma canseira ou parecido e ficou para a próxima.

    Creio que a Ciência como racionalidade suprema morreu no século XX (e foi enterrada agora em Março de 2006 com um artigo do G. Chatin no Scientific American: there are infinite true mathematical theorems that cannot be derived from a finite set of axioms, ou muito parecido, estou a citar de cor).

    Morreu a Ciência, ficaram as ciências: multiplicidade, diversidade, mesmo metodológica, etc.

    Tenho uma dúvida: não sei se podemos dizer que morreu o logos, ficaram as episteme, nem sei se isto está bem dito, ou até se é ao contrário.

    Foi de dentro das ciências que emergiram as rupturas, logo na rainha-mãe, a Matemática, desde 1930 com o Teorema de Godel.

    Dessas rupturas resultaram paradoxos que abriram espaço de novo para a espiritualidade, os infinitos tipos de infinito, os espaços com 10 e 11 dimensões das teorias globais da Física, etc

    A religião que está em falência é a apostólica romana, e os protestantes também estão mais ou menos em crise, mas o islão continua muito pujante, como se vê.

    Mas tudo isto é muito cansativo para domingo à noite…

    (kpk: hold the numbers :)

  79. Luís

    Fazes uma pergunta que carece de uma longa contextualização. Vou canhestramente fugir a elas (à pergunta é à contextualização), refugiando-me na ideia de estarmos no tempo da irrelevância das noções de esquerda e direita.

    No entanto, faço notar que a opinião do PP (como a de todos os que, a contragosto, apoiaram publicamente a invasão do Iraque) é resultado de um facto consumado, pelo que remete para a escolha de um mal menor.

    Ainda não há suficientes documentos e testemunhos para se saber qual tenha sido a intenção na invasão. E devem ter sido variados os objectivos a se quererem atingir em simultâneo.

    Jorge

    Concordo contigo na parte relativa ao “patinho feio”. Quanto ao resto, continuas cada vez mais na mesma.

    PY

    Trazes notícias fascinantes, espero bem que um destes dias te passe a canseira. Tentei ensaiar esse debate, mas não tive grande sucesso.

    Quanto às religiões, creio (cá está, não podemos fugir a ela…) que te enganas. Nenhuma religião se salva, pois o critério de sobrevivência não diz respeito às contabilidades de supostos crentes. Aliás, quando se cruzam os números de eventuais fiéis com os de reconhecidos praticantes, fica-se com uma imagem muito mais realista do fenómeno. A grande maioria das pessoas ditas religiosas não passa de um conjunto de materialistas cuja identidade cultural conserva marcas (no seu duplo sentido) religiosas. Mas é só, pois como força que influencie as dinâmicas sociais e as configurações psicológicas, a religião já não é operativa e nunca mais o poderá voltar a ser.

    Outra coisa é o aproveitamento e manipulação do discurso religioso pela política, pela corrupção e pela psicose. Mas isso apenas confirma o óbito do religioso.

    Quanto à ciência, faz parte do seu método estar sempre em permanente crucificação. Por isso mesmo, nunca a ciência poderá reclamar o título de racionalidade suprema, posto que o tal Logos se constitui como o seu excessivo e pressuposto. [vou deixar a última frase assim, de modo a que pareça uma ideia importante]

  80. Escapa-me é a relação dinâmica entre os dois últimos parágrafos do teu último comentário … admitindo por hipótese que haverá alguma!

  81. bom dia, hoje vou basar cedo, tratar coisas e praia, se isto fosse como dantes no Semiramis papava já todos os coments até ao 101 :)), mas aqui tenho vergonha de revelar que a minha tentativa budista de desapego não surtiu algum efeito…

    Continuaremos a conversar, nada como um grupo de machinhos com egos inflados (onde me inkluo), para se poder chegar a alguma coisa não entediante

    Por crucificação da ciência entendes a falsicabilidade do Popper?

    O fim das grandes narrativas foi muito bem enunciado por Lyotard na Condição Pós-moderna, como saberão, excelente livrinho aquele, mas depois operou-se o regresso do sagrado, quanto mais não seja por uma reacção dialéctica.

    hasta

  82. Luís

    Pois, a tua hipótese é válida… Mas, sim, há: estou a elaborar sobre a noção de voluntarismo. Ou seja, é crível admitir que o PP, tendo esse poder, não optasse pela invasão do Iraque. Porém, como sujeito de opinião, pode apoiar a invasão por razões do foro estratégico ou político (adesão circunstancial), não necessariamente por acordo filosófico ou paradigma ideológico de fundo.

    O mesmo para os decisores americanos, os quais poderiam ter chegado à decisão de invadir por processos relativos à qualidade das informações que tinham na sua posse e respectivos métodos de interpretação e cálculo, não sendo obrigatório que o evento seja uma manifestação de voluntarismo presidencial.

    PY

    Exacto, a falsicabilidade de Popper; mas também a posição de Feyerabend: a ciência como radical exercício de liberdade.

    O regresso do sagrado foi capitalista e consumista. Não existe como fonte de transformação social. O que nos vai mudar é a ecologia e as respectivas respostas tecnológicas que teremos de desenvolver (no caso de se conseguirem desenvolver, obviamente, pois também podemos ir para o galheiro de um momento para o outro).

  83. ui meu deus, eu bem que tentei resistir mas de manhã não consigo, com uma kpkuazona mesmo à vista!

    Bom, vamos lá então: mas como enquadras tu a Ciência? Dantes, ao tempo do Acaso ou Necessidade (Jacob&Monod) era pacífico caracterizar o logos científico a partir do postulado da inteligibilidade do mundo, a que se associavam os princípios metodológicos da causalidade – não há efeito sem causa – e da objectividade.

    A objectividade foi à vida: quando muito um resultado “objectivo”, é apenas, quando muito, intersubjectivamente estável, já que não há factos puros mas apenas factos interpretados.

    Quanto à inteligibilidade do mundo ficou “mais ou menos”, a partir da Teoria do Caos: não se consegue agora distinguir nos efeitos, os comportamentos determinísticos complexos e os aleatórios.

    Regressando agora às palavras de Chaitin: repara que comporta uma contradição nos próprios termos, um teorema exige demonstração, um teorema sem demonstração chama-se conjectura, no entanto Chaitin não fala de conjectura, mas de factos matemáticos que enfatiza com um “true”, que aliás é pleonástico.

    Quanto às religiões: ao tentarmos objectivar a sua extensão e influência não podemos ir pelo lado da consistência interna, mas sim da adesão e dos actos/factos que lhe são imputáveis.

    Eu acho que o Islão continua pujante, quer se goste quer não, eu por exemplo nem gosto.

    Bom mas isto são coisas que me parecem, mas posso sempre refazer opiniões…

  84. do Chaitin:

    ” a formal system written in n bits cannot prove the randomness os a number greater than n bits in length”

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