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Ou não

A democracia permite que se desenvolvam as mais complexas e dinâmicas sociedades possíveis. Só a democracia o permite, por ter na liberdade e na Lei o simbiótico fundamento da comunidade. Mas com esta abertura à inteligência e à acção vem um obstáculo para muitos, potencialmente todos caso aconteça estar-se intelectualmente fragilizado: a complexidade causa fadiga cognitiva, e esta pode gerar confusão e fuga para reducionismos e simplismos – ao limite, a complexidade assusta quando não conseguimos agir nela.

Tente-se explicar o que é o Estado de direito democrático a uma criança. A partir de que idade tal devia acontecer? Só na adolescência? Algures nas vésperas de poderem tirar a carta e ir votar? Agora tente-se explicar o mesmo conceito aos adultos. Qual será a percentagem dos que não precisam de explicações e qual será a percentagem dos que, mesmo com os melhores explicadores, jamais vão conseguir entender o que está em causa numa noção fulcral do regime onde queremos viver? Neste devaneio, imagino que a quantidade de cidadãos que estão em condições de fazer uma exposição sobre as características e benefícios do Estado de direito democrático quando comparado com uma qualquer ditadura seja 100 vezes inferior à quantidade de cidadãos que se consideram habilitados para discorrer fluentemente acerca da “corrupção em Portugal”.

Trump, Bolsonaro, Putin e quejandos atraem aqueles para quem a democracia é fonte imparável de sofrimentos cognitivos. Os tiranos e tiranetes prometem resolver todos os problemas dessas pessoas baralhadas com o excesso de informação e com a abundância de opções recorrendo aos seus folclóricos poderes mágicos e à violência de quem lhes obedece. E espalha-se um conforto imediato nessa promessa, que é alívio da complexidade, descanso da democracia. O sonho infantil de ter quem decida por nós.

E depois, acorda-se. Ou não.

Revolution through evolution

Study shows differences between brains of girls, boys with autism
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Mental speed hardly changes over a lifespan
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Eating prunes may help protect against bone loss in older women
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Study reveals likely link between mitochondrial dysfunction and age-dependent cognitive disorders
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Impatient and risk-tolerant people more often become criminals, study finds
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The time a person spends on different smartphone apps is enough to identify them
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Can a planet have a mind of its own? Thought experiment
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Dominguice

O que há antes da identidade? O mundo. Primeiro, é o mundo; o suporte e dinâmica dos sentidos e da consciência. Só muito depois, o verbo. E o verbo se fez identidade. Esquecida do mundo, a identidade transforma-se no inferno do subjectivismo, do narcisismo, do egoísmo e seu imparável cortejo de ilusões.

Há que crucificar a identidade no X. Na interrogação. Só a curiosidade, essa mãe celeste, garante a alegria eterna.

Assuntos que não interessam a ninguém

Na constituição de Carlos Alexandre como arguido com a suspeita de crimes de abuso de poder, falsificação de funcionário e denegação de justiça, qual a razão, ou razões, para o desembargador Jorge Antunes ter recusado ouvir sete oficiais de justiça, a juíza Amélia Reis Catarino e a funcionária judicial Anabela Ferreira (afastada para dar lugar a Teresa Santos), tal como o ex-primeiro ministro pretendia, e ainda se recusando a juntar ao processo as entrevistas dadas por Carlos Alexandre?

A Justiça é volúvel

«A divulgação da detenção do jovem de 18 anos que estaria a planear um ataque na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa foi “precipitada” e “anormal”, no entender de Cândida Almeida, ex-directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que considera que a comunicação “pode levar a que outros tentem a mesma coisa por simpatia” e fomenta o “pânico e o terror nas pessoas”.

Mas nem todos pensam o mesmo. A procuradora jubilada Maria José Morgado vê vantagens na divulgação de factos que, no seu entender, mais cedo ou mais tarde viriam a ser conhecidos, uma vez que um inquérito judicial passa necessariamente por muitas mãos. “Para repor a paz social e a verdade dos factos”, explica, sublinhando que isso mesmo é permitido no Código do Processo Penal.»

Fonte

Cândida Almeida e Maria José Morgado têm em comum muita e muita coisa, da formação especializada à longa carreira, do género à celebridade. Mas aqui estão elas a discordar radicalmente a respeito do mesmo assunto. Quem tem razão? Porquê? Quantos cidadãos portugueses conseguiriam explicar o que está em causa na divergência?

Trago esta notícia para ilustrar a irredutível e indelével ambiguidade inscrita no âmago das matérias judiciais – particularmente quando se prestam a ser exploradas pela comunicação social, cujo efeito é sempre pernicioso porque reina o sensacionalismo e a indústria da calúnia em vez da deontologia. Neste caso, a diferença de opiniões não aquece nem arrefece a assistência, sendo sociologicamente irrelevante e só interessando a investigadores e maluquinhos. Mas noutros casos, aqueles onde há políticos como alvos de procuradores e jornaleiros, este tipo de diferenças pode manifestar se vigora o Estado de direito ou o Estado ao serviço da direita.

O jornalismo como interpretação de realidades a ocorrer num futuro próximo

A SIC violou o artigo 69.º da Lei da Televisão quando recusou emitir o direito de resposta suscitado por João Pedro Matos Fernandes, na qualidade de Ministro do Ambiente e da Ação Climática, e João Saldanha de Azevedo Galamba, na qualidade de Secretário de Estado Adjunto e da Energia, deliberou a ERC. Que consequências terá este episódio, além da satisfação dos queixosos e da irritação dos talibãs capitaneados pelo mano Costa? Aparentemente, nenhumas de nenhumas. É assunto que não interessa a mais ninguém para lá dos directamente envolvidos. Porém, a ocorrência fica como mais um monumento à decadência da direita portuguesa, neste caso revelando a prepotência de que os órgãos de comunicação social, e seus directores e jornalistas engajados, desfrutam no relacionamento com os políticos, em geral, e com os governantes socialistas, em especial.

A emissão em causa é de 15 de Dezembro de 2021, a seis semanas de umas eleições legislativas. Nela, José Gomes Ferreira fez o que José Gomes Ferreira faz há décadas: mentiu, deturpou, lançou difamações e suspeições gravíssimas contra personalidades ligadas ao PS. Isto, portanto, carece de novidade. O que é novo é termos acesso aos critérios deontológicos de Ricardo Costa lavrados em acta. Eis o que o estupendo, genial, Übermensch, director de informação da SIC chutou para a ERC:

6. Sustenta a Recorrida que o jornalista «fez repetidos convites públicos, em direto, no próprio programa, para que os governantes viessem à SIC Notícias explicar o porquê» das suas opções energéticas, mas «[n]unca os próprios nem os seus assessores responderam positivamente a esses convites».

7. Refere que «[n]unca o jornalista disse que os Recorrentes são suspeitos de corrupção, mas sim que grandes leilões, concursos e concessões ocorridos nas duas últimas décadas em Portugal, estão envoltos em suspeitas de corrupção [...]», sendo opinião do jornalista «[...] que nos próximos anos os alvos das novas investigações judiciais sobre negócios da energia deverão certamente incidir sobre os atuais novos concursos, leilões e concessões».

8. Sustenta, ainda que «[o] mesmo sentido e alcance [...] é também aplicável à utilização da expressão “dar negócios a amigos”, não se podendo dela extrair, por si só, que são os Recorrentes os autores desse tipo de atividade».

9. Mais referindo que «[n]unca o jornalista questionou a legitimidade do Governo para tomar as iniciativas em causa, mas sim a oportunidade política para o fazer».

10. Entende, portanto, que se trata de crítica legítima do jornalista, «que a ela tem direito [...]», em particular porque, sustenta, é «um exercício legítimo de interpretação sobre uma realidade a ocorrer num futuro próximo».

11. Conclui, reiterando o entendimento quanto à “não justificação” do exercício do direito de resposta, «muito menos como reação a uma opinião crítica de um jornalista da SIC/SIC Notícias, visando exclusivamente o escrutínio público das questões supra».

Lemos isto e é inevitável imaginarmos o mano Costa a gargalhar, a babar-se e a peidar-se alarvemente enquanto teclava, ou via teclar, o “vão-se foder” que acima está citado. Parece então que a ideia da SIC era a de conseguir ter em estúdio um ministro e um secretário de Estado para o Zé Gomes continuar a desenvolver a sua “interpretação sobre uma realidade a ocorrer num futuro próximo“. E como eles se cortaram a participar no espectáculo, assim frustrando a legítima curiosidade da audiência a respeito desses “amigos” a quem estão a ser dados “negócios”, o mano Costa cortou-lhes o direito de resposta em retaliação.

No país onde gostaria de viver não seria preciso dizer mais nada após se tomar conhecimento do nível a que chegou o “jornalismo de referência” pago pelo Balsemão. A coisa vinha a público e haveria demissões no Grupo Impresa no dia seguinte. Simples, lógico, decente. Mas não é nesse país que habito. Pelo que colhe recordar o que o mesmíssimo José Gomes Ferreira lançou no espaço público em Outubro de 2020, quando acusou António Costa e Francisca Van Dunem de prepararem o controlo da Judiciária com a finalidade de conseguirem dar “negócios aos amigos”. E lembrar que a sociedade não protestou contra esta calúnia demente. Lembrar que a sociedade, o regime, a comunidade são cúmplices de um pseudo-jornalismo que, em comparação, faz das tabernas escolas de virtudes.

Revolution through evolution

Exercise post-vaccine bumps up antibodies, new study finds
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Changing your diet could add up to a decade to life expectancy, study finds
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Calorie restriction trial reveals key factors in extending human health
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Context-dependent behavior can make cooperation flourish
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Online Parenting Communities Pulled Closer to Extreme Groups Spreading Misinformation During COVID-19 Pandemic
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Hungry for love: Gut molecule discovered that flips the feeding-to-mating switch
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Research Demonstrates Importance of Consistent Branding in Political Television Ads
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Dominguice

Bento XVI, quando era arcebispo de Munique, foi cúmplice por encobrimento de abusos sexuais de crianças ao cuidado de sacerdotes católicos, de acordo com uma investigação independente alemã. O Vaticano reagiu dizendo que não há provas, embora admita que Joseph Ratzinger mentiu a respeito da sua presença numa reunião onde se debateu um desses casos. Porém, os homens do Vaticano consideram que essa mentira foi benigna, um lapso de memória que será irrelevante pois na tal reunião não se informou o futuro papa do que estava na origem da transferência do sacerdote em causa, apenas se disse que ele precisava de “fazer terapia” e pronto, assunto arrumado.

Felizmente, o deus dos católicos é omnisciente e omnipotente. Caso contrário, iria levar muito mais tempo a expulsar os demónios de batina e crucifixo ao peito que comem crianças e trocam os olhinhos aos papas.

Votaste no centrão e já sabias

Será possível encontrar matéria política onde PCP, BE e IL estejam perfeitamente de acordo? Sim, no que toca ao “centrão”. O centrão é uma entidade inorgânica e fantasmática que permite acusar PS e PSD de fazerem acordos debaixo da mesa para dirigirem e dividirem entre si os recursos do Estado. Visto da esquerda, o centrão está ao serviço do “grande capital”, servindo para explorar os trabalhadores e oferecer negociatas e carreiras à rapaziada partidária. Visto da direita, o centrão está ao serviço do “socialismo”, servindo para oprimir os empresários e oferecer negociatas e carreiras à rapaziada partidária.

Nesta verrina nada se prova, nada se justifica, tudo se difama e calunia. O facto é que os resultados eleitorais têm levado PS e PSD a alternarem-se na governação do País ao longo das décadas, tendo até chegado a governar juntos. Há nisto algum problema que tenha de ser evitado? A haver, a solução passará por acabar com as eleições, posto que são os eleitores quem tem considerado socialistas e sociais-democratas como as melhores escolhas para a produção de legislação e preenchimento dos cargos ministeriáveis. Os eleitores, livre e soberanamente, não têm acreditado que valha sequer a pena experimentar ideias políticas totalmente geradas e executadas para lá deste centro.

Aos restantes partidos, que acham não poder concorrer no mesmo mercado eleitoral, resta a diabolização da realidade. Se estão no poleiro outros tipos que não eu e os meus amigos, colegas, familiares, sócios, conhecidos, vizinhos, então é porque esses tipos não prestam e nada do que fizeram ou venham a fazer presta. Eis a singela e ctónica lógica a alimentar o chorrilho de bacoradas que largam embriagados de cagança e estupidez. Eles não fazem a mínima ideia do que aconteceria se as políticas alternativas que propõem fossem concretizadas, nem precisam de fazer. Caso se apanhassem com maioria no Parlamento e S. Bento à disposição, haveria muito tempo e boa disposição para adaptar as promessas ao que fosse adequado à nova situação: terem eles a faca e o queijo na mão.

Daí ser hilariante a intenção da IL de sentar o seu grupo de deputados no centro do Parlamento, precisamente entre o PS e o PSD. O sentido é o de se anunciarem como o verdadeiro “centro”, equidistantes da direita e da esquerda e, por inerência, à esquerda do PSD. Ou melhor, acima da direita e da esquerda, num Olimpo libertário. Pouco importa que o seu radicalismo económico e social seja literalmente de extrema-direita; agora que se fantasiam a apanhar o PSD, ou mesmo a ultrapassá-lo, de imediato querem iniciar a propaganda de serem percepcionados como o “novo centrão”.

Surpresa? Nenhuma, a começar por quem votou neles.

Assim fala um comunista

«Lê-se e não se acredita. Falo do comunicado do comité central do PCP, do passado dia 1, sobre a “análise” dos resultados eleitorais do partido e dos seus aliados da CDU, nas eleições legislativas antecipadas, de 30 de Janeiro de 2022.

No emaranhado das justificações, distingue-se a acusação de que “o PS, ambicionando a maioria absoluta, em convergência com o Presidente da República, precipitou a realização de eleições”.

O que o comité central não explica são as razões de fundo que levaram o PCP a chumbar o Orçamento, que não era pior do que outros que tinha viabilizado, provocando um sobressalto na vida do país. Mesmo que houvesse, como diz, uma conspiração na cúpula do Estado, por que razão cedeu à vontade de Costa e Marcelo, dando-lhes a deixa para a dissolução da Assembleia da República, que o Presidente da República repetidamente anunciara, caso o Orçamento não passasse? Que espécie de análise fez então a direcção do PCP para um acto de vastas repercussões, como estão à vista, incluindo as que se voltaram contra o próprio partido? Foi enganada? Foi atraída pelo abismo, como diz por aí? Na situação criada, o PS explorou, é claro, defensiva e ofensivamente, o erro crasso e a grave leviandade sectária do PCP.

[...]

A campanha eleitoral do PCP, centrada no furioso ataque ao PS, quase esquecendo a direita e até a extrema-direita, foi a continuação e agravamento do erro. Não está em causa a crítica mais que justa às insuficiências da governação do PS, a sua excessiva moderação e cedências à pressão do patronato. O erro foi o exagero de “deitar abaixo” essa governação, em coro com a direita, ocultando os seus lados positivos, como o combate à pandemia, que o país reconhece, a tentativa de identificar o PS com a direita, em que o povo não acredita, em suma, tratar o PS como inimigo principal.»


Carlos Brito

João Miguel Tavares e André Ventura, unidos à nascença

João Miguel Tavares e André Ventura são dois casos miméticos de sucesso meteórico e retumbante na sociedade portuguesa.

O primeiro, até Sócrates o ter processado em 2009 por causa do artigo “José Sócrates, o Cristo da política portuguesa”, era um banal e irrelevante colunista sem conotação ideológica definida. Depois desse episódio, extremado por Sócrates que esgotou todos os meios judiciais na procura de uma reparação, este Tavares tornou-se numa super-vedeta da indústria da calúnia e do laranjal. Rapidamente, saltou do DN para o esgoto a céu aberto. Os 10 anos seguintes foram de crescente, sistemática e maníaca exploração do filão. A um ponto tal que, chegados ao início de 2019, ele já era uma anedota desvairada no seio da própria direita, a começar a perder a paciência para a sua obsessão disfuncional por ser agora fétida canalhice que se ia voltando contra os direitolas que não o coroassem como magno herói das Grandes Guerras Socráticas. Foi nessa fase de esgotamento da fórmula que lhe caiu na vaidade, ex machina, uma das mais altas honras da República: presidir à comissão das comemorações do 10 de Junho. À esquerda ouviram-se raríssimos e abafados protestos de indignação pela degradante afronta. À direita não se conseguiu esconder o espanto com o atrevimento burlesco de Marcelo e soltaram-se alarves gargalhadas com a justificação dada pela Presidência para a escolha, isso de ser uma homenagem ao “jornalismo”. O regime, portanto, validou e celebrou um caluniador profissional apenas e só por ser um caluniador profissional ao serviço do assassinato de carácter de Sócrates e do maior número de personalidades socialistas, e afins, que conseguisse apanhar na sua linha de tiro mediática.

O segundo, até Passos Coelho lhe ter oferecido o PSD como plataforma política, não passava de um comentador chunga que aparecia num canal por cabo chunga a falar de futebol com outros chungas. Qual o seu o currículo, à data, para Passos o escolher como cabeça de cartaz na importantíssima Loures? Uma simples publicação no Facebook em 2016, onde atacava os muçulmanos na Europa no contexto de um atentado em Nice, juntamente com as técnicas de emporcalhamento afinadas na CMTV, fizeram de Ventura o espécimen ideal para uma experiência inovadora em Portugal: testar junto de um eleitorado onde existissem conflitos sociais, insegurança e racismo larvar um discurso securitário e de xenofobia populista sob a chancela de um dos partidos fundadores da democracia. A obscena intenção foi tão descarada que o CDS-PP, honra lhe seja, decidiu romper a coligação com o PSD para essa autarquia. Nada que perturbasse o vale tudo de Passos e seus tenentes, bêbados de rancor por causa de 2015, que subiram para o palco com Ventura e lá ficaram a chocar o ovo. Depois Passos recolheu-se em Massamá à espera de uma manhã de nevoeiro e Ventura saiu do PSD para ir a Fátima aprender a fazer milagres. 5 anos mais tarde, o Chega é a terceira força política no Parlamento e a normalização de quem despreza os direitos humanos, de quem ameaça destruir os pilares constitucionais e de quem pretende instituir uma ditadura policial vai de vento em popa na “imprensa de referência” e no consulado de Rui Rio à frente do PSD.

João Miguel Tavares e André Ventura cultivam com fanatismo babado e asinino a imagem de Passos Coelho. Pintam-no como chefe mítico de uma direita triunfante, imperial. Uma direita capaz de correr os piegas a pontapé para além-fronteiras e de prender os adversários políticos por razões políticas. Daí a sinergia de agendas, o trabalho de influência que o Público e a TVI/SIC (até ao ano passado também a TSF) exercem ao darem ao caluniador profissional um prestígio máximo como moralista da Grei. Acham que o podem controlar, por não passar de um videirinho, e que entretanto a chicana contra o PS justifica os métodos mais sórdidos.

Enquanto o linchamento de Sócrates for mais importante do que o Estado de direito democrático para a comunidade que somos, o Chega continuará a crescer pois não passa da evolução lógica do que a oligarquia ordenou que o PSD fizesse a partir de 20 de Junho de 2008. Há um ecossistema político e mediático cristalizado onde se pratica o ódio político e se despreza a coragem constitucional. João Miguel Tavares e André Ventura enchem os bolsos à conta dessa decadência, dessa desonra colectiva.

Revolution through evolution

Wisdom engendered: Study finds men and women have different strengths
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Men with sex addiction may have elevated levels of the “love hormone”
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New research shows when and why people divulge other people’s secrets
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Brains of older people are not slower but rather wiser than young brains
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Brain function boosted by daily physical activity in middle-aged, older adults
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Healthcare Workers to Patients: Please Be Nice
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Brain shortcuts may be partially to blame for vaccine and mask non-compliance
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