O jornalismo como interpretação de realidades a ocorrer num futuro próximo

A SIC violou o artigo 69.º da Lei da Televisão quando recusou emitir o direito de resposta suscitado por João Pedro Matos Fernandes, na qualidade de Ministro do Ambiente e da Ação Climática, e João Saldanha de Azevedo Galamba, na qualidade de Secretário de Estado Adjunto e da Energia, deliberou a ERC. Que consequências terá este episódio, além da satisfação dos queixosos e da irritação dos talibãs capitaneados pelo mano Costa? Aparentemente, nenhumas de nenhumas. É assunto que não interessa a mais ninguém para lá dos directamente envolvidos. Porém, a ocorrência fica como mais um monumento à decadência da direita portuguesa, neste caso revelando a prepotência de que os órgãos de comunicação social, e seus directores e jornalistas engajados, desfrutam no relacionamento com os políticos, em geral, e com os governantes socialistas, em especial.

A emissão em causa é de 15 de Dezembro de 2021, a seis semanas de umas eleições legislativas. Nela, José Gomes Ferreira fez o que José Gomes Ferreira faz há décadas: mentiu, deturpou, lançou difamações e suspeições gravíssimas contra personalidades ligadas ao PS. Isto, portanto, carece de novidade. O que é novo é termos acesso aos critérios deontológicos de Ricardo Costa lavrados em acta. Eis o que o estupendo, genial, Übermensch, director de informação da SIC chutou para a ERC:

6. Sustenta a Recorrida que o jornalista «fez repetidos convites públicos, em direto, no próprio programa, para que os governantes viessem à SIC Notícias explicar o porquê» das suas opções energéticas, mas «[n]unca os próprios nem os seus assessores responderam positivamente a esses convites».

7. Refere que «[n]unca o jornalista disse que os Recorrentes são suspeitos de corrupção, mas sim que grandes leilões, concursos e concessões ocorridos nas duas últimas décadas em Portugal, estão envoltos em suspeitas de corrupção [...]», sendo opinião do jornalista «[...] que nos próximos anos os alvos das novas investigações judiciais sobre negócios da energia deverão certamente incidir sobre os atuais novos concursos, leilões e concessões».

8. Sustenta, ainda que «[o] mesmo sentido e alcance [...] é também aplicável à utilização da expressão “dar negócios a amigos”, não se podendo dela extrair, por si só, que são os Recorrentes os autores desse tipo de atividade».

9. Mais referindo que «[n]unca o jornalista questionou a legitimidade do Governo para tomar as iniciativas em causa, mas sim a oportunidade política para o fazer».

10. Entende, portanto, que se trata de crítica legítima do jornalista, «que a ela tem direito [...]», em particular porque, sustenta, é «um exercício legítimo de interpretação sobre uma realidade a ocorrer num futuro próximo».

11. Conclui, reiterando o entendimento quanto à “não justificação” do exercício do direito de resposta, «muito menos como reação a uma opinião crítica de um jornalista da SIC/SIC Notícias, visando exclusivamente o escrutínio público das questões supra».

Lemos isto e é inevitável imaginarmos o mano Costa a gargalhar, a babar-se e a peidar-se alarvemente enquanto teclava, ou via teclar, o “vão-se foder” que acima está citado. Parece então que a ideia da SIC era a de conseguir ter em estúdio um ministro e um secretário de Estado para o Zé Gomes continuar a desenvolver a sua “interpretação sobre uma realidade a ocorrer num futuro próximo“. E como eles se cortaram a participar no espectáculo, assim frustrando a legítima curiosidade da audiência a respeito desses “amigos” a quem estão a ser dados “negócios”, o mano Costa cortou-lhes o direito de resposta em retaliação.

No país onde gostaria de viver não seria preciso dizer mais nada após se tomar conhecimento do nível a que chegou o “jornalismo de referência” pago pelo Balsemão. A coisa vinha a público e haveria demissões no Grupo Impresa no dia seguinte. Simples, lógico, decente. Mas não é nesse país que habito. Pelo que colhe recordar o que o mesmíssimo José Gomes Ferreira lançou no espaço público em Outubro de 2020, quando acusou António Costa e Francisca Van Dunem de prepararem o controlo da Judiciária com a finalidade de conseguirem dar “negócios aos amigos”. E lembrar que a sociedade não protestou contra esta calúnia demente. Lembrar que a sociedade, o regime, a comunidade são cúmplices de um pseudo-jornalismo que, em comparação, faz das tabernas escolas de virtudes.

20 thoughts on “O jornalismo como interpretação de realidades a ocorrer num futuro próximo”

  1. Apenas se oferece acrescentar que a maioria absoluta do PS demonstra que, apesar de todos os esforços dessa CS, esta narrativa não tem receptividade na grande maioria dos cidadão eleitores.

  2. Muito provavelmente, a recusa da SIC em emitir o direito de resposta do Ministro Matos Fernandes não terá consequência alguma. A coberto dum putativo direito à impunidade. No que, aliás, tem aqui imitadores. Basta observar o padrão de actuação adoptado pelo mula russa. Hoje não oferece dúvidas o facto de que o mula russa é useiro e vezeiro a vestir a pele de moralista encartado do jornalismo, ao mesmo tempo que usa e abusa do suposto direito à impunidade na mentira e na omissão sobre matéria jornalística . A título de exemplo, recorde-se a apologia encomiástica dedicada à jornaleira mercenária Eva Bartlett, apesar do currículo desta em matéria de branqueamento dos regimes sírio e norte-coreano ou a cobardia do silêncio com que reage sempre que confrontado perante os atropelos à liberdade de imprensa na Rússia de Putin.

  3. Joaquim Camacho
    15 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 0:22
    São carraças e percevejos, amigo Lucas, parasitas sem existência autónoma. O Homo sapiens sapiens produz sangue, suor e lágrimas. Quanto à carraça parvalhatz e seu namorado, o percevejo parvalhov von apartheid, as poucas pinguitas de sangue de que dispõem são as que sugam ao Sapiens e imediatamente transformam em peçonha. No que respeita a suor, nem sabem o que isso é, ladrões que são do suor alheio, e lágrimas, então, é fenómeno que lhes é absolutamente estranho, exclusivo que é do Sapiens. Carraças e percevejos não choram nem riem, a “vida” deles é apenas morder, chupar e peçonhar. Resumindo: parasitar.

    espelho de mula
    15 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 8:08
    “Diz-me onde estão os que me parasitam, diz-me” – pede o mula russa ao espelho mágico.
    Responde o espelho: “olha bem para o que vês à tua frente, imbecil, e verás a cara dum parasita.”
    “Não a vejo” – responde o mula. “Então vai à merda, cabrão, vai à merda” – conclui o espelho.
    E o mula russa vai à merda, pela segunda vez

    Joaquim Camacho
    15 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 8:53
    Mas tu continua m’amando, né, meu bem?

    espelho de mula 3
    15 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 13:38
    “Mas tu continua m’amando, né, meu bem?”, pergunta o mula russa ao espelho mágico.
    E o espelho responde: “Dou-te já com o amor nesses cornos! Vai à merda, veado, vai à merda!”
    E o mula vai à merda, pela 3.ª vez. A cantar a modinha brasileira “faz o chifrinho pro teu corninho ver”.

    Joaquim Camacho
    15 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 15:17
    Não é “veado”, analfaburrico pretensioso, é “viado”. Beijinhos, viadinho querido, minha fofura fofurenta.

    —————————–

    Atão, parvalhov von apartheid! Agora vens peidar a “resposta” para a sala ao lado, para o pessoal não ver (mais uma vez) como és estúpido e impotente, percevejo capado e fujão? Ora aqui fica o “histórico”. Beijinhos, fofura analfabeta.

  4. mas a sic recusou passar um video gravado pelos queixosos , tipo carta no jornal ? ou queriam que a sic fizesse um programa de propósito , ?
    era só para perceber o que queriam.

  5. o chamado “mula russa” e o Joaquim Camacho bem que podiam resolver o seu problema num duelo.
    Quanto às armas a utilizar, visto a apetência que mostram pela escatologia, bem que podia ser através de flatos, na gíria forense conhecidos por “ventosidades expelidas pelo ânus”, (potência, intensidade, odor, efeito sonoro, etc) , tudo em campo aberto, como é óbvio, para salvaguarda da saúde dos padrinhos e testemunhas.

  6. “Olha, mula” – diz o espelho mágico ao bom mula russa – , “se não fosses tão corno manso, punha-te a escrever “veado” mil vezes no quadro. Mas como não estou sequer com pachorra para levar-te pelas orelhas para o banco dos burros, limito-me a instruir-te com a pedagogia adequada: vai à merda, cabrão, vai à merda”.
    E o mula russa vai à merda pela 4.ª vez.
    https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/veado/4393/

  7. Como queiras, viadinho. Queres por cima ou queres por baixo? As coisas que tu (não) sabes, amorzinho.

    《Profanities in Brazil
    Many of the most used curse words and phrases of Brazilian Portuguese are the same as in European Portuguese. There are exceptions, however:

    “Viado” is a somewhat offensive word used to refer to a homosexual man. It is different from the word “Veado” which means “deer”. It does not exist in European Portuguese, though a smiliar-sounding term “virado” (from the Portuguese verb for “turn around”, virar) is not unheard of. Similar phrases, widely used with similar connotations and equally emotionally charged, would be “Larilas” or “Maricas”.》
    Aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese_profanity?wprov=sfla1

    https://www.urbandictionary.com/define.php?term=Viado

    https://dictionary.university/viado

    https://www.wordsense.eu/viado/

    https://en.dicionarioinformal.com.br/significado/viado/217/

  8. Gostas de viado, querido, ou preferes que te trate por virado? E o que me dizes a larilas, maricas, roto, panasca, paneleiro, rabeta, et ceteraleiro? E o que diz a tua mulher sobre isso? Aposto que já te chamou todos.

  9. Mickzinho, querido! Já tenho dois pretendentes, não preciso de um terceiro. A sugestão de campo aberto é gira, mas está visto que para ti não serve, já que, sem seres convidado, te enfiaste voluntariamente na sala fechada, a abarrotar de ventosidades, para onde o teu finérrimo narizinho te atraiu.

  10. “Viado ou veado?”, pergunta o mula russa ao espelho mágico.
    Responde o espelho: “olha cagalhão, se não fosses tão burro, esclarecia essa dúvida dando-te com um calhamaço nos cornos. Mas és apenas um filho da puta, a que reservo a condescendência de poupar aprendizagens excessivas. Por isso, dou-te como tarefa fazeres aquilo que tão bem sabes: ir à merda. Vai, cabrão, vai à merda, que vais bem”.
    E o mula russa vai à merda pela 5.ª vez. E vai feliz☺.

    https://dicionario.priberam.org/veado
    https://miltonribeiro.ars.blog.br/2010/01/19/a-origem-da-utilizacao-da-palavra-veado-para-designar-homossexuais-no-brasil/
    https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/veado
    https://www.dn.pt/desporto/tabu-porque-e-que-o-futebol-brasileiro-evita-o-numero-24-14575226.html

  11. Esta caixa está a precisar de desinfestação. A Rentokil é eficaz contra todo o tipo de pragas: ratos, pulgas, baratas e até ninhos de vespas. Fazem orçamentos gratuitos.

  12. Querido pide em dedicação exclusiva. Amorzinho. Se não fosses a ternura de analfabetismo pronto-a-comer que és, bastava teres ido ao ‘Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa’ e ao ‘Dicionário Integral da Língua Portuguesa’, ambos em papel (extravagância absolutamente fora de moda), na entrada “veado”, para me esmagares sem apelo nem agravo, pois dar-te-iam aparentemente razão. Em vez disso, vais buscar 40 “dicionários” criados por taxistas, mais 50 inventados por trolhas, e “esmagas-me” com a koltura dos bitaites. Querido, se estivesse para aí virado, podia despejar-te aqui mais 400 “dicionários” criados por serventes de pedreiro e outros 500 inventados por cantoneiros a dizer exactamente o contrário. Infelizmente, demasiado ocupado com o outsourcing blenorrágico da querida e gonorreica esposa, agravado pelo défice cognitivo crónico que te consome as meninges, não consegues perceber que, se tomada a sério, a questão é controversa, como se percebe num dos links que me ofertaste (miltonribeiro.ars.blog), mas, principalmente, que estás, para não variar, a ser gozado, amor. Beijinhos, querido bonobo viado capado.

  13. Querido pide em dedicação exclusiva. Pelos vistos, com o desespero de castrado a deixar-te à beira da apoplexia, deste em te aventurar (no meio da abundante adjectivação que generosamente me dedicas às 22:45) numa rua que, se tivesses pelo menos neurónio e meio, saberias que te estava interdita. É uma ruazinha pequenina e sossegada, mas é privada. Essa aventura poderá um dia valer-te, literalmente, os cornos partidos. É claro que, por enquanto, nada posso fazer para te impedir de lá entrar de novo. Mas cada aventura irá para a conta-corrente. E sabes como é: tantas vezes vai o cântaro à fonte que… Antes de aí chegarmos, porém, monarca republicanamente absoluto de tudo o que em dado momento me dá na telha, decidi adaptar à tua “substância” um decreto régio que há anos dediquei ao teu namorado porcalhatz, o bully residente. Aqui vai, em edição copy pastada, para perceberes por que motivo há ruas em que nunca devemos entrar:
    _______________________________________

    Decreto Real

    Espíritos pouco preocupados com o rigor da ciência não hesitarão em classificar o cretino analfabeto parvalhov von apartheid como um filho da puta, na linha da exaustiva investigação e sistematização feita por Alberto Pimenta sobre essa odienta e odiosa figura. De um ponto de vista puramente científico, porém, tal classificação terá de ser considerada um erro, pois o cretino analfabeto parvalhov von apartheid, coliforme invejoso, hiperactivo e bilioso, não nasceu de ventre de mulher. O seu surgimento foi o funesto resultado da partenogénese acidental (e até então inédita) de um cagalhão vagabundo saído do cu de um cão raivoso em estertor de peido final por afogamento, depois de o dono o ter atirado de uma ponte. Tendo dado à costa não muito longe de uma saída de esgoto, o dito cagalhão foi acidentalmente pisado por um pescador desportivo que se abeirou da margem para mijar, acabando a azarada (e involuntariamente pestífera) sola do sapato do pobre homem, no regresso a casa, por espalhar pela urbe a infecção.

    Não se contesta que ser um filho da puta é o propósito primeiro e último do cretino analfabeto parvalhov von apartheid, o sonho molhado da sua abjecta existência. Mas a realidade objectiva é que, reunindo embora praticamente todos os requisitos necessários à sua classificação como tal, falta-lhe um, que o rigor científico considera crucial: apenas tendo na sua génese um ventre de mulher se poderia afirmar, com propriedade, ter o cretino analfabeto parvalhov von apartheid como matriz uma meretriz. Um verdadeiro filho da puta, legítimo, da Bayer.

    Uma coisa é gotejar para a existência à boleia do peido final de um “Canis lupus familiaris”, ou, como dizem os brasileiros, de carona. Outra, bem diferente, é a bênção de provir de uma cona. Do aqui exposto se infere, aliás, outra impossibilidade ditada pelo rigor científico, que é a de mandar o cretino analfabeto parvalhov von apartheid para a cona da mãe, pois nunca a teve. É uma desagradável intimação (possibilitada pelo privilégio da origem) a que todos nós, humanos, já fomos ocasionalmente sujeitos, mas também disso está livre (por manifesta impropriedade) o cretino analfabeto parvalhov von apartheid, que apenas pode ser mandado para o cu do cão.

    Pelos motivos acima aduzidos, e por mais que macaqueie e papagueie o “Homo sapiens sapiens”, não ultrapassará nunca, o cretino analfabeto parvalhov von apartheid, a incómoda mas descartável condição de coisa pegajosa e malcheirosa na sola do sapato de quem percorre as ruas do mundo dos homens.

    Estabelece-se, assim, por decreto régio, que o nome científico do coiso, de acordo com as regras da Nomenclatura de Lineu ampliada, será averbado nos Anais do Reino e Arredores como “Cretinus analfabetus parvalhovus von apartheidicus biliosus hiperactivus”, embora a generosidade de uma bula papal autorize, excepcionalmente, o uso da designação popular “filho da puta” para facilitar a vida ao povo martirizado pela crise, sem tempo nem paciência para a exactidão da ciência.

    Devem, porém, ainda que de forma voluntária, abster-se de tal atitude facilitista os espíritos amantes do rigor, que utilizarão apenas a designação científica.

    Aos 16 dias do mês de Fevereiro do ano da graça de 2022

    Promulgue-se.

  14. depois do trump e com putin o mundo ficou virado ao contrário, quantos anos serão necessários para reverter este retrocesso civilizacional.

  15. chamaram-lhe filho da puta e ele associou logo ao pimenta, portanto não percebi se a critica literária de hoje é ao pimenta ou ao pavlov, mas já mandei traduzir para russo e entregar na visconde santarém para anexarem ao protocolo de minsk.

  16. “Gostaste do que escrevi?”, pergunta o mula russa ao espelho mágico.
    “Não vou perder tempo a comentar essas imbecilidades, corno mole” – responde o espelho seu amigo. E acrescenta: “aquela parte da promulgação tem alguma piada, mas é manifestamente irrazoável porque erra no alvo. Se existe promulgação garantida é a da declaração legal da tua estupidez, mula. Com força de princípio consagrado na Constituição e adequadas alíneas respeitantes à cobardia, hipocrisia e não sei que mais.”
    “Só isso?” – retorque o mula.
    Responde o espelho: “Se quiseres ouvir mais alguma coisinha, posso acrescentar que as inanidades da tua lavra mostram bem o orgulho ferido de quem leva no focinho mas não dá parte de fraco. O que, bem vistas as coisas, é manifestamente absurdo. Por duas razões. A primeira reside no facto de que a virulência das tuas palavras é tributo de homenagem ao visado, com bom motivo para sentir-se lisonjeado pelo ódio tenaz dum cretino excepcionalmente obtuso mascarado de inteligente. A segunda razão é, digamos assim, de natureza escatológica. Na dupla acepção do termo: a primeira liga-se à circunstância de viveres na plenitude a senilidade dum pobre cabrão que, por força da lei geral da vida, está cada mais próximo de bater a bota. A segunda pode ser ilustrada sob a forma de singela pergunta: mula, já viste um cagalhão melindrar-se com o facto de causar repulsa?”
    “Não.” – responde o mula, com excitação de bom aluno.
    Continua o espelho: “Assim é, de facto”. Mas não é tudo. Em abono da verdade, deve acrescentar-se que tu, mula, e o cagalhão, partilham a mesma natureza. São dois entes consubstanciais. A merda é a mesma, dito de forma mais simples. Por isso, quando te mando ir à merda, o que faço é reconduzir-te à tua essência original. Ires à merda é, afinal, ires ter contigo próprio. Chamem-lhe maiêutica socrática, se quiserem. Concluindo: já sabes o que tens a fazer. Ou seja, como das outras vezes, vais à merda, cabrão, vais à merda, e leva beijinhos da minha parte”.
    E o mula russa vai à merda pela 6.ª vez.

  17. Enquanto trocaram imensas mensagens de briguinhas infantiloides, deixaram de comentar o essencial do texto, a falta de deontologia e a canalhice da SIC (junto com outros meios de comunicação do mesmo grupo de dos amigos) que há vários anos são meros “Meios de Desinformação Social”, “Mass Me(r)dia”, “JornaLixo”. Que não temos um único meio de comunicação social que informe honestamente, com deontologia, e já agora, com lógica. Estamos entregues a “sabujos” que obedecem ao pensamento único, a uma ditadura disfarçada de informação democrática e plural. Uma cambada de vassalos que só sabe chular o país! Isto é que deveria ser debatido na caixa de comentários e também a nivel nacional para expor cada vez mais estes “vendilhões de Portugal” como tão bem faz aqui o Aspirina B.

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