«Questionado pelos jornalistas sobre uma notícia do jornal Sol que refere que Portugal vai ser colocado na lista negra do Qatar, o chefe de Estado afirmou que "uma coisa é aquilo que é uma especulação, outra coisa é a realidade".
"A realidade é muito simples, há um relacionamento diplomático, económico, forte que veio do passado, que não impede que haja pontos de vista diversos, sobre matérias importantes".»
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Não falha, o que Marcelo acha “muito simples” está associado a uma manifestação da sua incapacidade para exercer as funções de Presidente da República. No caso, trata-se de mais um espantoso episódio de erros crassos na gestão política de uma situação que pedia sentido de Estado.
Atente-se na alucinante sequência: quis passear até ao Qatar por sua alta recreação, disse que a temática dos direitos humanos não era coisa que o impedisse de ir à bola e estar a conviver com a rapaziada, atribuiu a Sócrates e Cavaco a culpa da sua viagem, fez uma cegada no Qatar para meia dúzia de monos só para passar na TV que falou dos direitos humanos algures naquela terra, e conseguiu abrir uma crise diplomática com o Qatar que levou Santos Silva a ser o bombeiro de serviço.
Há sinais de se estar perante um problema psicológico, quiçá de saúde. O Expresso, que é um altifalante de Belém, pela primeira vez atacou Marcelo, no que parece ter sido uma encomenda de alguém na Casa Civil sem outro recurso para conter os danos. E uma novel vedeta do comentariado direitola coloca a hipótese de haver uma renúncia ao mandato. Este não é o usual ressentimento contra Marcelo da direita passista e pulha, isto são sirenes de alarme perante as evidências.
Ora, se o caso for clínico, azar. Acontece a todos. E deve-se fazer o melhor para o interesse nacional. A alternativa é o caso ser moral, o que acabaria por ser ainda mais danoso para o bem comum. A coisa, pois, é muito grave e muito simples.