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Dominguice

A pergunta mais radical que se pode verbalizar é esta: porque há alguma coisa em vez do nada? Trata-se de uma questão sem resposta possível. Interrogação que funde a própria racionalidade e arrasta a consciência para um abismo horroroso. O Inferno do infinito.

Mas essa não é a pergunta mais importante que existe à disposição da nossa inteligência. A pergunta mais valiosa, e mais difícil, que podemos conceber é a seguinte: que devo fazer?

Putin, um pobre coitado amante da paz

«Ainda sobre aquilo a que designa de operação militar na Ucrânia, Putin diz que pensa constantemente nos soldados russos mortos no país vizinho, mas que Moscovo não tinha escolha a não ser invadir solo ucraniano. "Tivemos que decidir o que fazer com o Donbass porque as pessoas viveram oito anos debaixo de fogo. Tivemos de reconhecer a sua independência", atirou, afirmando que o "próximo passo lógico" seria a incorporação da região na Federação Russa.»

Fonte

Mentira, mentira e mais mentira.

Mentira porque podia não ter invadido, ninguém atacou a Rússia nem sequer a ameaçou. Mentira porque podia ter reconhecido a independência do que quisesse e lhe apetecesse sem ter invadido. Mentira porque poderia ter invadido limitando-se a colocar forças no Donbass de forma a garantir a segurança dos seus “russos” e montar “referendos”, como fez na Crimeia.

Em vez disso, invadiu com o plano de chegar a Kiev e meter um Governo fantoche no poder, assim conseguindo anexar toda a Ucrânia.

Mas talvez a maior mentira seja a de que pensa constantemente nos soldados russos mortos na flor da idade para satisfação do seu delírio imperial. Será mais ao contrário, pensa constantemente é em formas de matar mais soldados ucranianos, à mistura com os malditos civis que querem continuar livres, só para conseguir adormecer reconfortado e sorridente.

Touché

«Numa intervenção no primeiro dia do debate da proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), no parlamento, Catarina Martins afirmou que este é um "mau Orçamento", levando a que "quem vive do seu trabalho" irá "empobrecer".

"A direita faria igual", disse a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), depois de minutos antes ter considerado que com a proposta orçamental o Governo "está a premiar quem ganha e está a deixar que quase todos empobreçam".

Em resposta a Catarina Martins, o primeiro-ministro salientou que desde o Orçamento do Estado de 2021 que o BE considera que os orçamentos apresentados pelo executivo são de direita.

"A cegueira do ódio ao PS é tão grande que a deputada até consegue estabelecer uma equivalência entre um aumento menor de pensões do que aquele que propõe com o corte de pensões que a direita fez enquanto governou", disse.»


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Uma fraude intelectual a denunciar outra fraude intelectual

«O político e historiador José Pacheco Pereira acusou, este domingo no programa da TSF e CNN "O Princípio da Incerteza", a Iniciativa Liberal de "fraude intelectual" depois de o partido ter feito uma publicação no Twitter em que compara José Sócrates a Liz Truss, afirmando que os dois governantes tiveram em comum uma política de "despesa pública descontrolada". "Este tipo de argumento é de uma enorme desonestidade porque a bancarrota de Sócrates não tem nada a ver com as razões que levaram a primeira-ministra inglesa a abandonar o governo numa situação de desgraça."»

Fonte

Nunca existiu “a bancarrota de Sócrates” por duas inegáveis constatações: primeiro, Portugal não entrou em bancarrota sob um Governo de Sócrates; depois, o pedido de resgate em 2011 é da responsabilidade de quem chumbou o PEC IV.

Mas repete-se “a bancarrota de Sócrates” por duas sórdidas motivações: primeiro, a direita portuguesa desde Cavaco é decadente e traidora do interesse nacional; depois, a força política de Sócrates explica o ódio que o persegue desde 2004, havendo um culto obsessivo do seu assassinato de carácter.

Pacheco Pereira não pode dar lições de honestidade intelectual a ninguém. Porque ele é, dada a sua preparação teórica e a soberba da pose, o mais importante caluniador na política-espectáculo.

Só se desilude quem se ilude

"A minha maior desilusão foi ver que havia uma excelente oportunidade para resolver algumas questões no plano imediato que se colocavam ao povo e ao país e essa oportunidade foi perdida, na medida em que se isso se tivesse concretizado Portugal hoje estaria melhor."

Jerónimo de Sousa

Este amigo tinha conseguido que o Governo aceitasse várias das exigências do PCP para o Orçamento de 2022, assim mantendo as políticas executivas no lado esquerdo do centro. Porém, lá na Soeiro Pereira Gomes acharam que o papel do Governo devia ser o de papar tudo o que eles tinham cozinhado. Como o Governo lhes disse que já estava cheio, muito obrigado e bute lá apertar as mãos para ir ao trabalho, os iluminados cientistas da História decidiram que a melhor defesa dos interesses do Povo seria juntarem-se ao Chega, CDS, PSD e BE para chumbar o Orçamento logo na generalidade, uma estreia em democracia e uma absoluta recusa na continuação das negociações. Logicamente, porque se tratava de um Governo minoritário, o resultado inevitável seria a abertura de uma crise política que obrigava a eleições no meio de uma pandemia. O bom Povo amante da “política patriótica e de esquerda” que resolvesse o imbróglio nas urnas. E ele resolveu.

Jerónimo não é estúpido, antes tendo sido uma das mais apreciadas e respeitadas figuras políticas nacionais até aos idos de Fevereiro do corrente. Mas Jerónimo fica estúpido quando a hipocrisia a que está obrigado esfrangalha o seu respeito pela nossa inteligência. O Povo que alega defender merecia muito melhor.

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Dominguice

Saímos da escolaridade obrigatória na posse de conhecimentos dispersos, superficiais, mal amanhados. Informações transmitidas e capacidades formadas através da lotaria dos talentos pedagógicos dos professores. A lógica dos programas até ao 12º ano está ao serviço da continuação da aprendizagem, seja na academia ou no ensino técnico. A lógica não está na cidadania, não está na aprendizagem da Constituição, não está na politização dos alunos infantes e adolescentes.

Ou seja, a escolaridade obrigatória não ensina ninguém a usar e a querer o poder. Isto perpetua as desigualdades e atrofia a liberdade, pois os berços das oligarquias são escolas de poder. Isso talvez seja o principal factor de empobrecimento do País.

O Presidente da República como chefe de facção

Como o nosso amigo F Soares aqui assinala, Marcelo excluiu da representação presidencial todos aqueles que abominam, detestam, não gramam ou meramente antipatizam com Passos Coelho: Foi assim:

«"Eu falei para dizer o seguinte, o país deve-lhe, porque deve mesmo, aquilo que fez durante a crise da troika e que é um ativo politico para o futuro. Tenho dito isto a muita gente, é a minha opinião como Presidente da República portuguesa, dizer em voz alta o que muitos portugueses pensam", afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, em Vila Nova de Gaia, Porto, à margem de um encontro de magistrados. "Em relação ao doutor Passos Coelho, como em relação a muitas outras pessoas da vida portuguesa, falei como Presidente da República, não falei como Marcelo Rebelo de Sousa", insistiu.»

O episódio não pode ser catalogado como uma marcelice típica, ou a continuação da diversão para escapar à vergonha da sua postura perante os abusos sexuais na Igreja Católica, ou como alguma jogada estratégica de longo alcance por causa de putativos candidatos presidenciais. Nada disso. Desta vez o homem voltou ao assunto porque Passos resolveu achincalhá-lo em público, coisa em que o Expresso alinhou. Vai daí, sentiu a necessidade de se defender, e para o fazer voltou a abusar do cargo que ocupa.

Desde quando é que um Presidente da República tem de “dizer em voz alta o que muitos portugueses pensam”? Que caralho de sofisma inane é este? Mas vamos admitir que sim. Então, como é que Marcelo fez o cálculo das opiniões dos portugueses acerca de Passos? Não fez, óbvio, mas se fizesse qual seria o resultado previsível? Diz o bom senso, ou o mero senso comum, que apenas uma mínima minoria subscreve o panegírico cuja primeira versão até deu para o delírio de convocar Merkel. E diz a História que, não fosse por exclusiva responsabilidade de Passos, a “crise da troika” teria sido evitada, que milhões de portugueses teriam sido poupados a esse período de destruição económica e de punição social com a aprovação no Parlamento do acordo feito em 2011 com a mesma Merkel agora usada para vender banha da cobra.

Este número inacreditável vai ser abafado por toda a gente. Porque o que revela, e estabelece, é a violação do juramento solene do Presidente da República Portuguesa.

Montenegro, abrindo o futuro com o seu dom profético

Presidente do PSD prevê que Costa vai “atrapalhar-se, tropeçar e passar um testemunho em piores condições”

A direita não precisa de ter boas ideias, daquele tipo que suscitam boas discussões por despertarem a esperança de alcançarem bons resultados. Nada disso. Do que a direita precisa, avaliando pelo gasto, é de más ideias, como as da Iniciativa Liberal, ou de péssimas ideias, como as de Ventura, ou então de ausência de ideias, como acontece ao Montenegro.

E consta que a este senhor, no PSD, vai seguir-se o fantástico Moedas. Isto, claro, para ir entretendo o pagode até à manhã (ou talvez noitinha) de nevoeiro cognitivo em que se anunciará o regresso apoteótico (quiçá apocalíptico) de Passos.

O sensacionalismo e o alarmismo compensam

«A ex-ministra da Justiça Francisca Van Dunem alertou hoje que a repetição “exaustiva” de imagens de violência nos média gera uma perceção errada de insegurança, num país onde a taxa de criminalidade é baixa.

“O estado de segurança, que é real e objetivo [a criminalidade violenta e grave diminuiu mais de metade nos últimos 10 anos], não é percecionado por uma grande franja da população e, sobretudo, não é assim percecionado pelas camadas mais idosas e mais frágeis da população”, afirmou a antiga governante, que falava numa sessão das Conferências de Coimbra, dedicada à segurança urbana.

Para Francisca Van Dunem, o desfasamento entre a realidade e a perceção terá como base a forma como a comunicação social aborda o crime e a violência.

“A verdade é que a repetição exaustiva, por vezes ‘ad nauseam’, de imagens de violência e relatos de violência podem gerar sentimentos de insegurança tão profundos como a própria vivência de uma situação de violência, porque o medo tem um potencial de desestabilização autónomo”, notou.

A discursar no Convento São Francisco, em Coimbra, a ex-ministra realçou que o crime “hoje vende” e acaba por ser “um produto de utilização intensiva nos meios de comunicação tradicionais”.

“Agora que estou reformada, tenho feito a experiência de observar alguns canais de televisão e devo dizer que a experiência de algumas horas – um dia é pesado – dedicada a observar a programação de canais de televisão em sinal aberto é, de facto, uma iniciação a um mundo paralelo e, sobretudo, uma triste descida a um universo de irresponsabilidade”, vincou.

Segundo a antiga governante dos executivos de António Costa, apesar de ser necessário “criar programas de prevenção criminal”, nenhum desses instrumentos será eficaz se não for possível “aproximar a perceção das pessoas da realidade vivida da realidade que lhes é criada justamente por esta bolha”.

“É preciso trabalhar na prevenção com os responsáveis dos órgãos de comunicação social, no sentido de criarmos uma articulação mais eficaz entre o direito de informação e o dever de informar e as exigências de paz e de tranquilidade sociais”, defendeu, sublinhando que o clima de medo gerado pela forma como a violência e o crime é retratado nos média acaba por também cercear a liberdade dos cidadãos.»


Francisca Van Dunem alerta para a repetição “exaustiva” de imagens de violência nos média

Marcelo, o Catavento

«Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse este sábado, em Amarante, que o país ainda "deve esperar muito do contributo" do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

"Sendo tão novo [Pedro Passos Coelho], o país pode esperar, deve esperar muito ainda do seu contributo no futuro, não tenho dúvidas", afirmou aos jornalistas, observado que a "resistência" do ex-chefe do Governo no período da troika é reconhecida dentro e fora de Portugal.

"O país deve, num período muito difícil de crise na troika, ao primeiro-ministro Passos Coelho, uma resistência, que ainda há dois dias pude ouvir ser elogiada pela boca da então chanceler Angel Merkel. Portanto, é reconhecida cá dentro e reconhecida lá fora, é um facto", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.»

Marcelo diz que “país deve esperar muito do contributo de Passos Coelho”

Estas declarações só não causam escândalo nem vergonha alheia porque o próprio Passos se deve estar a rir alarvemente com a miséria política da chachada presidencial. Marcelo teve de apelar aos fanáticos do passismo, onde se inclui Ventura e quem o apoia e financia, para encontrar pé depois de ter metido tanta água na questão dos abusos sexuais na Igreja Católica. É agora um farrapo moral, sem pejo de envolver neste número circense a tal Merkel que fustigou Passos por causa da irresponsabilidade – nacional e europeia – de ter chumbado o PEC IV só para abrir uma crise política que obrigasse a eleições.

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