A Síndrome de Gaza é uma patologia mental caracterizada por sintomas de forte identificação com o Hamas, o qual aparece como a parte boa do conflito israelo-palestiniano. A psicose opera através da recuperação das matrizes bíblicas, projectando-se nos palestinianos as estruturas das narrativas judaicas onde se fala de um Povo Eleito. Concomitantemente, transformam-se os israelitas em romanos, real e simbolicamente vistos como o invasor.
Cá pela terrinha, a vítima mais conhecida deste distúrbio psíquico é o Daniel Oliveira. O que ele escreve aqui é apenas um pequeno exemplo da distorção habitual. No entanto, os comentários respectivos merecem leitura exaustiva, repondo sanidade naquele ambiente. Confrontam o autor com as suas incongruências, contradições e cumplicidades. Dizem que pouco lhe importa saber dos crimes cometidos pelo Hamas contra o seu próprio povo e os planos de extermínio do povo vizinho, pouco lhe importa saber das mentiras e manipulações que diabolizam o exército israelita, pouco lhe importa a existência de uma verdadeira democracia que permite protestos públicos contra a política de Israel dentro de Israel e confere direitos cívicos e políticos aos árabes, pouco lhe importa a tirania nascida da ignorância e alucinação de grupo em Gaza, pouco lhe importa que a demência seja o alimento da luta que apenas consegue aumentar os sofrimentos dos envolvidos.
Isso para nada importa. A Síndrome de Gaza reduz toda a complexidade do presente, e todos os nós cegos da História, a uma faixa de percepção demasiado estreita para que lá caiba a coerência.



