9 thoughts on “O valor das ideias”

  1. Bush lamenta-se no Daily Show: “Porquê eu? Que fardo! Porque é que o colapso financeiro teve de acontecer comigo?”

    George Bush: Pensei muito no Katrina. Será que eu poderia ter agido de forma diferente?

    Jon Stewart: Que tal ter mostrado alguma preocupação? Ter voltado de férias e não ter dito ao director do FEMA que estava a sair-se bem? Ou até não ter esse tipo como responsável do FEMA? Ter havido coordenação nas operações de salvamento em vez de fingir que ninguém sabia que os diques podiam ceder? Essas coisas.

    George Bush: Será que eu poderia ter agido de forma diferente? Como aterrar o Air Force One (avião presidencial) em Nova Orleães? O problema aí é que as autoridades seriam afastadas da missão e suspeito que as vossas perguntas seriam: “Como foi capaz de levar o Air Force One para Nova Orleães, afastando os polícias necessários para controlar Nova Orleães da sua missão, para o proteger?

    Jon Stewart: Não faz ideia do porquê da revolta das pessoas à volta do Katrina, pois não? Achou que foi por causa do avião? É como o tipo cuja mulher chega a casa e o apanha a papar a irmã dela, e acha que ela está zangada porque ele não lhe disse que ia chegar mais cedo.

    George Bush: Porquê eu? Que fardo! Porque é que o colapso financeiro teve de acontecer comigo? Termos pena de nós próprios é uma coisa patética.

    VÍDEO legendado em português.

  2. eu gostei de ler mas não percebo nada daquela gente toda, mas como estou muito ligado aos EUA por causa da minha data de nascimento I say:

    mr. Obama the t parameter is the key: butterfly catastrophe, Saunders sense, t<0 and you get out of the cusp catastrophe, tertium datur,

  3. Eu julguei, para tristeza minha que aprecio particularmente bifurcações, pontos fixos, e caos, que fosse consensual que a economia matemática é um ramo diletante: resume os seres humanos a um comportamento robótico, sem nenhuma aderência à realidade. Em todo o caso, como bem mostraram os Ladrões de Bicicletas, a economia menos ortodoxa, do tipo da que entra em conta com países a cores como eu fiz nesse post, tem muito maior potencial explicativo. Discorda?

  4. Se a pergunta é para mim, Carlos, não posso concordar mais. Foi por apreciar essa dimensão compreensiva do teu texto que me ocorreu o paralelo. De resto, não estamos propriamente a dar novidades ao povo, a complexidade da economia (nas suas dinâmicas políticas, psicológicas, antropológicas, etc.) ultrapassa em muito a mera dimensão do cálculo, como é óbvio.

  5. e se fôr para mim Carlos Santos aviso desde já que além de diletante sou platónico, e com muito gosto, dispensa-me de saber quem é quem e pensa o quê, onde me baratino facilmente, mas não nas Formas,

    e a polémica Sokal foi engendrada como agenda política, não discuto a sexualidade das fórmulas como faz o Deleuze, mas reconheço que a pele é o mais profundo do ser,

    em todo o caso gostei de ler

  6. Valupi, não se fala de cálculo mas de topologia e variedades diferenciáveis – morfogénese é o termo próprio, depois vulgarizado como TC.

  7. Caro Valupi,

    Não serão novidades ao povo. Mas a inundação neoliberal da blogosfera com insurgentes por todo o lado leva a que muitas vezes incautos se convençam que a convergência para um ponto fixo (um equilíbrio) é algo de inevitável se não forem uns malandros que não concordem com as permissas.
    O tema de hoje em muitos blogues da ala é o livre comércio por causa das mesmas falácias intelectuais. Deixo o meu ponto de vista, necessariamente heterodoxo:
    http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/comercio-livre-comercio-justo-e.html

    Abraço,
    CS

  8. Carlos, fazes muito bem em desmontar as falácias e contrapor com as tuas ideias. É desse nível de rigor que precisamos, ver a academia a fazer mediações com a sociedade civil. E desejo as maiores felicidades para o teu livro e demais actividade intelectual.

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