Poucos políticos têm posto os interesses do país à frente dos seus. Desde 2008 que tem sido uma demência. Teixeira dos Santos aumentou então os funcionários públicos para ganhar as eleições em 2009. Cavaco Silva devia ter obrigado a um Governo de coligação depois dessas eleições. José Sócrates jamais deveria ter negociado o PEC IV sem incluir o PSD. O PSD não devia ter tombado o Governo. E assim se sucedem os erros em que sacrificam o país para não perderem a face, as eleições ou a briga de ocasião.
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Eis uma apresentação desta conhecida e cada vez mais popular figura do comentário político:
Jornalista, 39 anos, é director do Jornal de Negócios, de que foi um dos fundadores em 1997. MBA pela Universidade Nova e licenciado em Gestão pelo Instituto Superior de Gestão, publica diariamente artigos noticiosos e de opinião no Jornal de Negócios, é colunista da revista “Sábado” e dos jornais “Correio da Manhã” e “Record”. Comentador da RTP e da Antena 1, participando regularmente em programas e comentário de TV e rádio. Publicou em dezenas de títulos de imprensa, em Portugal, Espanha e Inglaterra, bem como em livros de gestão, economia e política.
Como se lê, é um cromo. Um cromo do universo da gestão, das empresas, da economia, das finanças. Um cromo do jornalismo, da produção intelectual, do comentarismo ubíquo. Ou seja, faz parte da elite portuguesa. Faz parte daqueles raros felizardos que estão munidos das capacidades cognitivas e disciplinares para entenderem o que se passa em Portugal e no Mundo, e em Portugal por causa do Mundo, e no Mundo apesar de Portugal. É muita informação junta, muito saber acumulado. Eis, pois, alguém a quem devemos dar atenção. Ou não?
A citação acima vem de um texto escrito a quente, na ressaca do nosso fatídico 11 de Setembro, dia em que o Governo caiu pelo monocórdico e delico-doce paleio de Vítor Gaspar. PSG conseguiu nessa peça sintonizar-se com a revolta que irrompeu desvairada por toda a sociedade ao darmos conta de que não havia ninguém no Governo que agisse em nossa defesa. O fartar vilanagem a coberto da Troika tinha conhecido o seu mais obsceno momento e o caldo estava finalmente entornado depois de um ano de consecutivas violações do contrato eleitoral. No meio do espancamento do seu homónimo, com soqueira, o preclaro autor passou um atestado de demência a quatro responsáveis políticos, dois do PS e dois do PSD: Teixeira dos Santos, Cavaco Silva, Sócrates e Passos Coelho. Distribuiu o mal pelas aldeias, assim contribuindo para reforçar o coro que berra “eles são todos iguais”. Mas será que são?
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