No tempo em que os animais falavam – 1

A 4 de Maio de 2011, a um mês das eleições, Passos Coelho despejava estas verdades para cima do povo:

Sandra Sousa – Isto que dizer, Doutor Pedro Passos Coelho, que não há grande margem de manobra para alterar algumas políticas? Ontem à noite, por exemplo, o negociador do PSD, Eduardo Catroga…
Pedro Passos Coelho – Não foi isso que eu disse.
Sandra Sousa – … disse que abriu a porta a um mix de políticas, caso se viesse a revelar necessário.
Pedro Passos Coelho – Exactamente, nós não temos é espaço para falhar os objectivos. Mas julgo que é importante…
Sandra Sousa – Mas têm espaço para alterar as políticas? O que é que quer dizer, exactamente, com este mix de políticas?
Pedro Passos Coelho – Julgo que é importante que, uma vez fixados os objectivos, por exemplo de atingir um determinado volume de despesa pública, encontrar um determinado mix para a área fiscal, quer dizer, uma combinação dos impostos sem aumentar a carga fiscal, para que se possa ajudar a economia a crescer.
Sandra Sousa – Deixe-me ver se eu percebi o seu ponto…
Pedro Passos Coelho – Se isto acontecer, não há uma única combinação de políticas que pode dar o mesmo resultado. Ora, do nosso ponto de vista, e dissemo-lo desde o inicio, era muito importante que houvesse espaço para esta flexibilidade a seguir às eleições.
Sandra Sousa – E há esse espaço?
Pedro Passos Coelho – Eu julgo que haverá esse espaço, não há dúvida disso.

2 thoughts on “No tempo em que os animais falavam – 1”

  1. “… uma combinação dos impostos sem aumentar a carga fiscal…”

    táva bom de ver que o problema do país era lingerie e o modelo económico era baixar as cuecas. logo à noite o mix é entrevistado em s. bento porque se for à rtp riscam-lhe a limbosine. entretanto preparem-se para novo golpe de estado do sonso de belém, ainda vamos ter um governo de união nacional chefiado pela velha e com representantes dos partidos escolhidos pelo bolicao, tipo novo desígnio nacional um presidente, um governo, um parlamento, um povo e caxias para quem não gostar.

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