Para o caso de encontrarem o Seguro no elevador

Descartando a forte possibilidade de o encontro entre Passos e Seguro, ocorrido a 30 de Agosto, ter sido única e exclusivamente para discutirem o grave problema da falta de avançados no Sporting, então Seguro ouviu de Passos a boa nova de que daí por uma semana estaria de novo a chicotear a populaça, e que três dias depois Gaspar nos ia empalar em nome da cooperação entre empregados e seus carentes patrões.

Seguro teve uma semana para preparar a resposta a este tsunami de empobrecimento sobre o empobrecimento, a este espectáculo de descalabro político em queda-livre. E que fez? O que melhor sabe fazer, citando o Vega9000: calou-se e anda agora a fingir que vai fazer alguma coisa. Se ao menos lhe conseguissem marcar a consulta com o outro mestre da sonsice, sempre obteria umas fotos para mostrar ao País o que é um secretário-geral do PS sério, transparente e responsável. Até lá, há que esperar. Esperar violentamente.

Por favor, haja alguém que apanhe o Seguro no elevador e lhe diga que para ser responsável tem de começar por assumir as suas responsabilidades – sendo a primeira delas a de liderar a oposição.

14 thoughts on “Para o caso de encontrarem o Seguro no elevador”

  1. ele pensa que pode fazer de morto até aos dia em que os fachos se forem embora, e ir ele ao pote, mas também ainda não percebeu que os portugueses se preparam para deitar o bébé fora com a água do banho. Como foi possível tanta falta de coluna vertebral ter chegado ao cimo dos principais 4 partidos?

  2. A propósito disto e de toda a demais trapalhada em que estamos metidos, sinto no ar um frémito de fim-de-festa, um cheirinho a baldeamento do emplastro de massamá – o dr. Portas dá sinal de vida, a partir de um aeroporto qualquer, e ameaça com uma reunião; o dr.Félix explica laboriosamente a diferenças entre taxas e impostos; o dr. Sarmento confessa-se engasgado; o dr. Relvas (o Alexandre, não o Miguel) diz frases de revolta; o dr. Rangel produz declarações lamentosas; a dra. Ferreira Leite irá, brevemente, dizer-se abalada, ou outra coisa qualquer; e o talentoso Pacheco irá teorizar imenso. O dr. Silva, esse, permanecerá calado, deixando os seus áulicos do costume dizerem as coisas dele. Da malta laranja, à excepção da que se encontra governada, apenas o dr. Mota Pinto continua corajosamente à procura de inteligência na obra do anormal. E o dr. Seguro parece disposto a sobressaltar-se violentamente.

    Moral da história: fora com o barítono.

    Por mim, não é perspectiva que me deixe especialmente feliz, embora não ao ponto de me organizar em Associação para a Defesa e Continuação do Dr. Passos e de Outros Animais Exóticos. Confesso, mesmo, que sentirei o ar mais limpo e desanuviado quando o fulano for terebentinizado e não deixarei de entoar, in pecto, uma ou outra aleluia.

    Mas, no entanto, há algo em tudo isto que cheira a déjà prévu – uma farsada há muito planeada e ensaiada pelo empresário-mor, o do costume, o Silva, que terá, finalmente, a oportunidade de coroar o caminho iniciado com o discurso dos Açores com o seu grande golo: um presidente (ele), uma maioria (esta) e um governo (o dele).

    Porque ninguém acredita que a simpática agremiação, encurralada em s. bento, na gomes teixeira e nas adjacências, estes inacreditáveis patetas, de quem ele não gosta e de quem nunca gostou, corresponda ao que o chefe do estado a que isto chegou possa considerar o seu governo, o que ele quis, com as pessoas que ele quis e de quem ele gosta. Nem ninguém pode acreditar que por estas criaturas, estivesse ele disposto a mexer uma palha de salvação, quando o momento do borda fora chegasse. Chegou.

    Ou muito me engano, o que nos espera é, depois de aprovado o orçamento, feita grande parte do trabalho sujo, devolvido ao Ângelo o inimputável, despejados os restantes farçolas, tenhamos, enfim, à nossa frente, para concluir, à comissão, a venda dos destroços do país, o bom governo de portugal, com a gente fina que se imagina, nos negócios que nem sonhamos.

    Por isso, creio que a tarefa mais essencial que se nos coloca é prepararmos a recusa activa da solução, que se pressagia, de um novo governo sem eleições (que se lixem as ditas) escolhido em belém. De recusa do ranço que se prepara. De recusa de quem, bem pensante e cobarde, possa contemporizar, desde os momentos preparatórios, com mais este golpe de estado (refiro-me, nomeadamente, aos que andam por aí, tolamente, a pedir a intervenção do senhor presidente da república.

    É que ele pode ouvir.

  3. Só foi possível encontrá-lo depressa na noite das eleições em junho, quando ainda fumegava Socrates. É urgente correr com este xoninhas e com “as suas partners”

  4. Val,

    por nano-segundos tive esperança que a ideia de apanhar o Seguro no elevador se destinasse a dar-lhe com um ‘pano-encharcado-nas-ventas’!!! (…no mínimo)… é que a pasmaceira dele não se desvanece com discursos, ACHO.

  5. Estou com um palpite que o coelho que vai sair da cartola em todo este imbróglio vai ser o Tozé acabar por segurar o governo e acólitos. Não foi claro na recusa do próximo orçamento, às insistências dos jornalistas titubeou e meteu os pés pelas mãos. Por outro lado, o Proença também já teve o cuidado de vir dizer que não rasga o pacto social que assinou, apesar de totalmente desrespeitado pelos estarolas do governo.
    O Visconde de Coelha e Belém vai manobrar e esta gente fraca (Seguro, Proença e outros) sucumbirá com facilidade. E um banho de água fria, gelada mesmo, será servido com toda a desfaçatez.
    Espero estar enganado. Mais espero que os militantes e os principais dirigentes do PS encostem o Seguro à parede e não o deixem livre para atraiçoar as legitimas esperanças de muitos portugueses.

  6. O problema não é o Seguro. Ele nem sequer é parte do problema.

    O problema é quem vai e como aparecer a liderar a solução.

  7. A única hipótese de encontrarmos o Seguro no elevador era fazermos um, não sei é se a OK teleseguro faz seguros de habitação.

  8. O PS exige a demissão dum cidadão (sortudo!) que produz umas lamechices no Facebook. Ai valha-me Deus! Linda “oposição”!!!
    Começo a não saber o se é melhor acabar primeiro com a “liderança” actual do PS ou com o governo da “mentirice eleitoral”…
    Como é que se permite que que o governo continue a assentar o “argumento” na “herança”? — O que acontece no país está ainda inteiramente dependente do “antes”? — E, em relação à “troika”? Não seria altura de “reforçar a ideia” (e dizer a verdade…), afirmando que o governo está a desrespeitar o “manual de procedimentos”?
    Trazer o “manual” para cima e DEMONSTRAR que está a ser “mal usado” não seria uma boa estratégia para trazer à consciência das pessoas que o “mal” actual não vem da troika, vem dos EXECUTANTES… — É que os Coelhos, arriscam-se a passar incólumes no vendaval, entre as “culpas” ao Sócrates e “maldade” troikiana… Será mentira que o plano da troika é muito melhor do que a governação que é feita em nome dele?

  9. Francisco Araújo, boa análise. E é claro que acertaste quanto à Ferreira do Leite, que ontem à noite, na TVI24, lá se entregou a um exercício de demolição do Passos/Gaspar bem mais violento do que a oposição do Totó Seguro. Estará a posicionar-se para a chefia da quadrilha de inspiração boliqueimiana, talvez com o Bagão nas Finanças. Deixa-os poisar, janelas não faltam…

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