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Não penses com os pés, faz caminho na tua cabeça

A 9 de Março de 2011, Aníbal António Cavaco Silva, discursando solenemente no lugar de honra da Mesa da Assembleia da República, pediu um sobressalto cívico na sociedade e que os jovens fizessem ouvir a sua voz. Disse que a política devia ser mais sadia, mais limpa, mais digna. Exortou os portugueses a despertarem e a fazerem uma grande mobilização.

Três dias depois iria realizar-se uma manifestação que começou por ser de jovens à rasca e que cresceu desmesuradamente por impulso das agendas partidárias para se transformar num Woodstock da oposição. Milhares e milhares de pessoas declaravam a sua intenção de participar pela primeira vez numa coisa dessas, milhares e milhares de profissionais dessas coisas preparavam as máquinas para encher a Avenida da Liberdade. Eis o que declarou um dos organizadores da coisa acerca do empurrão do coiso:

Alexandre Sousa Carvalho, um dos organizadores do protesto da “Geração à Rasca” convocado para o próximo sábado, ouviu “com agrado” o discurso presidencial.

As palavras de Cavaco, diz o jovem licenciado em Relações Internacionais são “um apelo” mas que é coerente com “aquilo que o próprio Presidente da República tem vindo a fazer desde o seu primeiro mandato”. Ou seja, o apelo de Cavaco a uma participação da sociedade civil na vida política nacional não é novidade mas, dado o actual contexto, é “com agrado que vemos que as pessoas – de esquerda ou de direita – se identificam com os motivos do nosso protesto”.

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Quem nos dera estarmos na situação que herdaste, Pedrinho

Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa.

Passos, Junho de 2011

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Confrontado com a posição do PS de que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro ultrapassam todos os limites do admissível, Miguel Frasquilho disse ficar «espantado com essa posição».

«O PS parece esquecer-se que quem conduziu o país à situação de emergência financeira, económica e social foram os seus governos».

«Estas decisões foram tomadas entre o Governo e os representantes da ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). Portanto, ao PS ficaria bem um pouco de modéstia e que reconhecesse os erros que cometeu no passado», acrescentou.

Setembro, 2012

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O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse hoje estar “espantado” com o “ataque cerrado” feito pelo PS ao Governo, afirmando que todos os portugueses estão à espera de “um pedido de desculpas” pela anterior governação socialista.

O ministro afirmou que, “ao longo deste ano”, o Governo da coligação PSD/CDS-PP “tem cuidado de salvar” o país e lançou uma crítica ao líder do PS: “Estranha-se agora que a cumplicidade que hoje não deseja ter com o Governo que luta para salvar Portugal tenha existido em relação a um Governo que em seis anos conduziu o país à bancarrota”.

Setembro, 2012

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“Nenhum Governo gosta de dar más notícias, mas é da responsabilidade de um Governo que tem legitimidade, conferida pelos portugueses. E essa legitimidade também é da oposição, em particular do maior partido de oposição, que governou o país por seis anos”, reforçou Relvas.

O ministro Ajunto e dos Assuntos Parlamentares acrescentou que o actual Governo assumiu o país em crise, herdando uma situação gerada em anos anteriores pelos executivos PS. “Não nos peçam para fazer num ano aquilo que outros estragaram em seis”, completou.

Setembro, 2012

Revolution through evolution

That Giant Tarantula Is Terrifying, but I’ll Touch It: Expressing Your Emotions Can Reduce Fear
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Smokers Who Value the Future Are More Likely to Quit
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Brainy Beverage: Study Reveals How Green Tea Boosts Brain Cell Production to Aid Memory
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When Do We Lie? When We’re Short On Time and Long On Reasons
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Climate Change Attitudes Depend More on Ideology Than Education
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New Research: Overconfident CEOs Are Better Innovators
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Treatment With Fungi Makes a Modern Violin Sound Like a Stradivarius
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Exceptional Upward Mobility In The U.S. Is A Myth, International Studies Show
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Creativity Predicts a Longer Life

Borges, a eminência parva

Estamos de joelhos face ao BCE.

António Borges, Outubro de 2010

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Passos é verdadeiramente tonto. Por isso se presta a ser uma marioneta de Borges. Repete-lhe a cassete. Por isso andou pimpão a recusar qualquer ajuda do BCE na resolução da crise europeia só para vir agora reconhecer que a decisão de Draghi para a compra de dívida soberana é benéfica. E este Borges, em 2010, fazia activamente campanha pela capitulação de Portugal perante a lógica dos mercados. A direita partidária portuguesa alinhou com todas as suas forças neste propósito, sabendo que a ruína do País seria a salvação dos seus interesses.

Este general de uma ideologia onde reina a abstracção financeira não pode ter empatia, sequer simpatia, pelas consequências concretas dos ajustamentos económicos feitos a mata-cavalos. Nada do que venha a afligir as populações o irá afectar. No ecossistema protegido onde está e ficará, aconteça o que acontecer, o seu mérito mede-se pela violência com que conseguir atingir os objectivos numéricos. Quão mais rápido, mais violento. Quão mais profundo, mais violento. Quão mais violento, maior a glória.

Estar de joelhos face ao BCE ou estar de joelhos face ao Borges. É escolher de olhos abertos.

Anti-histamínico precisa-se com urgência

Os eleitores portugueses, e por inerência todos os cidadãos maiores de idade tivessem ou não votado, escolheram livremente ter na Presidência da República e no Governo fulanos que os enganaram à doida desde 2008 no acto mesmo de reclamarem a posse da “verdade”. Manuela Ferreira Leite transformou a maior crise económica internacional dos últimos 80 anos num “abalozinho”, o PSD reduziu a política ao abate de um homem enquanto enchia a opinião pública com uma avalanche de difamações e calúnias e Cavaco Silva, autor moral de uma inaudita e filha-da-puta conspiração gizada na Casa Civil contra um Governo, até 5 de Junho de 2011 desconhecia oficialmente a existência de qualquer problema na Europa e apelava a que se satisfizessem as exigências dos sábios e justos mercados. O plano resultou em pleno, tendo sido a dupla Passos-Relvas a realizar o sonho de Sá Carneiro: um Presidente, um Governo e uma Maioria para o laranjal. Assim que tomou posse, o Coelho saltou da toca cheio de raiva e desatou a fazer literalmente o oposto do que prometeu em campanha e no programa eleitoral. Perante a crescente devastação causada pelas suas favolas sôfregas, o povo foi calando e o Presidente da República foi consentindo. Como é que este fenómeno colectivo de inércia, masoquismo e falta de amor-próprio se explica? Que leva a que os portugueses prefiram ser enganados desta forma tão básica e tão obscena?

Se nos recordarmos do que aconteceu com Sócrates e seu Governo desde meados de 2007, constatamos que existiu uma santa aliança entre os partidos da oposição à direita e à esquerda e o Presidente da República, a que se juntaram feéricas a imprensa e a oligarquia. Isso levou a uma partilha de estratégias, todas equivalentes na intenção de explorarem o moralismo populista e não assumirem o papel do contexto económico e financeiro internacional. Os processos emocionais agressivos assim promovidos e deixados ao abandono levaram a situações de permanente violência mental (constantes campanhas de suspeições e deturpações na comunicação social, golpadas político-judiciais, hostilidade aberta de jornalistas sem ligação assumida a forças partidárias, incontáveis pregações de incontáveis profetas apocalípticos) e até alguma violência física (agressões a governantes à porta de escolas e não só, perturbação e boicote de acções partidárias socialistas). A mobilização conseguida não tem paralelo na história da democracia, tendo resultado em gigantescas manifestações de rua e no ódio dirigido ao bode expiatório perfeito, fetiche favorito de impotentes e decadentes, a causa de todo e qualquer mal sobre a terra: Sócrates, o guerreiro sanguíneo que apavorava os seus inimigos.

Os factos são os factos são os factos. Vivemos em democracia. Todos temos Internet no telemóvel, no emprego, nas universidades ou na casa do vizinho. A informação abunda, circula, é grátis. Existe liberdade de expressão. O PCP pode distribuir milhões de panfletos à porta do Metro que ninguém se intromete. O BE pode convocar uma ranchada de jornalistas para dizer o que lhe der na veneta. Qualquer cidadão pode fundar um novo partido. Qualquer macaco pode encher o Twitter, o Facebook, o seu blogue ou a parede de uma casa de banho pública com aquelas verdades que vão mudar o mundo. Não é, pois, por qualquer limitação à nossa liberdade que gostamos de ser enganados. Que preferimos ser enganados e explorados e gozados. É mesmo porque somos alérgicos à inteligência.

É fácil de perceber a raiva que este PGR desperta nos pulhas

Com a algazarra do Processo da Roubalheira Em Curso, nem sequer houve cabeça para dar atenção a estas palavritas sem qualquer importância para a responsabilização política, a salubridade do espaço público e a defesa do Estado de direito:

Fernando Pinto Monteiro afirmou que, nos seis anos de mandato como procurador-geral da República (PGR), “nunca nenhum governante sugeriu o que quer que fosse” à Procuradoria, garantindo que “nunca houve pressão”.

“Desafio qualquer pessoa que diga o contrário. Nunca houve pressão”, assegurou Pinto Monteiro, em entrevista ao jornal “Advocatus” cuja próxima edição sai na segunda-feira.

Quanto ao facto de as pessoas falarem frequentemente da existência de pressões, o PGR justificou esses “rumores” com o facto de, em Portugal, se pretender “resolver problemas políticos através de processos judiciais”.

“Ações tão discutidas como a do Freeport, por exemplo, são processos políticos. Foi um processo que começou a partir de uma carta anónima fabricada, mas foi sempre político. Eu nunca mexi no processo e a única vez que falei com os investigadores foi para lhes dizer ‘investiguem tudo'”.

Segundo Pinto Monteiro, basta um órgão de comunicação social dizer que “este ministro é culpado” e “não adianta nada ir aos tribunais”, porque se os tribunais entenderem que o ministro não é culpado, é “porque houve pressão”, e se “a investigação não descobriu qualquer ilícito, é porque o Ministério Público [MP] é ineficiente”.~

“A conclusão tem de ser da comunicação social, mesmo que não tenha pés, nem cabeça. É tão simples como isto”, criticou Pinto Monteiro, observando que, se mandasse investigar todos os políticos sobre os quais recebeu queixas, “muito pouca gente em Portugal escapava”.

Pinto Monteiro frisa porém que “todo aquele que comete ilícito, seja governante ou não, deve ser responsabilizado”, mas o que não se pode é responsabilizar por decisões políticas, porque “senão é o fim da democracia”.

Depois de a ministra da Justiça ter dito à agência Lusa que o próximo PGR deve ser alguém que “ame o MP”, Pinto Monteiro disse à “Advocatus”: “Será que se pede ao PGR que ame o MP como se ama um filho ou uma mulher, que desculpe ao MP as asneiras como se desculpam a um filho ou a uma mulher? Se é assim, é mau”.

Na entrevista, Pinto Monteiro lamentou ainda que não haja respeito pelo segredo de justiça, enfatizando que, “enquanto os intervenientes da justiça telefonarem para os jornalistas e os jornalistas para eles, não há lei que valha”.

Pinto Monteiro nega que alguma vez tenha sido pressionado

A responsabilidade, segundo o PSD

O social-democrata Jorge Moreira da Silva desafiou o PS a apresentar «alternativas» que permitam a obtenção de dois milhões de euros ou então a ficar ao «lado do Governo». Em declarações à TSF, Jorge Moreira da Silva questionou se a alternativa do PS será o «aumento do IVA ou do IRS, a criação de uma sobretaxa, cortar o SNS ou atacar a escola pública».

«Há um outro caminho que é dizer que, sendo autores do memorando de entendimento das metas de consolidação orçamental, embora preferíssemos outro caminho, neste contexto estaremos ao lado do Governo», afirmou este vice-presidente social-democrata, numa referência aos socialistas. Com esta via, concluiu Moreira da Silva, o PS estaria a «assumir um sentido de responsabilidade, tal como, no passado, o PSD o fez».

Fonte

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Em conferência de imprensa, e depois da conferência de líderes parlamentares ter agendado para esta quarta-feira a discussão do PEC 4, Francisco Assis lançou um apelo ao PSD.

«O que se exige a um partido como o PSD, que legitimamente aspira a ser uma alternativa política de Governo, é que apresente no debate de amanhã as suas linhas de orientação alternativas», desafiou Francisco Assis. «E, para além disso, e a partir dessas linhas, se disponha a dialogar com o Governo tendo em vista a obtenção de um consenso que nos permita ter em Abril um PEC em condições de ser definitivamente apresentado às autoridades europeias», justificou.

Fonte

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José Sócrates e Angela Merkel pedem a PSD para “mostrar alternativas”, ao PEC que chumbaram, para que Portugal possa atingir as metas orçamentais com que se comprometeu, “acalmar os mercados e restaurar a confiança”.

No final da cimeira da União Europeia, Angela Merkel afirmou que tanto o Governo, como a oposição “devem tornar claro publicamente que medidas propõem implementar para que os objectivos sejam atingidos de forma diferente”.

José Sócrates acrescentou que “os partidos têm de apresentar alternativas e esta é a hora de o fazer. Só assim contribuem para a credibilidade do País”. Chumbar o PEC sem mostrar alternativas “Não basta”.

Fonte

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Para melhor se perceber o que significa no discurso deste PSD a palavra “responsabilidade”, tomai e lede:

escrito no pedro (memória da memória)

A realidade, realmente

Um dos efeitos da crise global, que acabou por condicionar todo este ano de 2010, foi a séria crise de confiança que se abateu nos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas dos países do Euro. Esta situação, sem precedentes na União Europeia, levou à subida injustificada dos juros, e afectou todas as economias europeias. Basta, aliás, ver o que passa lá fora para se compreender a dimensão europeia desta crise que a todos afecta embora a alguns países de forma mais intensa.

A verdade é que todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros.

O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação. Com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir. O que está em causa é da maior importância. O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português, e o próprio modelo social em que queremos viver.

Sócrates, nas vésperas de começar a ser aplicado o Orçamento para 2011, negociado com o PSD

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Reacções da oposição:

Bernardino Soares

Foi uma mensagem de propaganda do Governo na qual o primeiro-ministro tentou alijar as suas responsabilidade e as do Governo na situação que o país vive, procurando enviá-las para outras instâncias, como a crise internacional.

José Manuel Pureza

A realidade é uma coisa e o discurso do primeiro-ministro é outra completamente diferente.

Nuno Melo

O primeiro-ministro aproveitou o Natal para um exercício muito infeliz de auto-elogio, que esta realidade não consente, e para propaganda, que é exactamente o que Portugal não precisa. Portugal vive uma realidade e há uma outra em que este primeiro-ministro gravita. O que ele vê não é seguramente o que todos sentimos.

Relvas

O primeiro-ministro voltou a omitir a realidade de Portugal para fugir às suas próprias responsabilidades na situação presente. Assistimos a mais um exercício de retórica e a mais um discurso sem novidades do primeiro-ministro. Não há nada de novo a acrescentar, além do habitual irrealismo do primeiro-ministro.

Dúvida metódica

Sendo que o PSD não mente aos portugueses, e tendo este partido garantido que o agravamento da já agravada austeridade é culpa do Tribunal Constitucional, não estará na altura de fazer um jantar de desagravo ao Seguro, agradecendo-lhe por ter tentado com todas as suas forças que a Justiça não se intrometesse no Processo da Roubalheira Em Curso?

Sim, merecemos que nos achincalhem com este à-vontade

Hoje, é fácil contrastar o profundo ceticismo de que Portugal era alvo na comunidade internacional com o voto diário de confiança que depositam em nós. Somos agora vistos pelos nossos parceiros internacionais e pelos agentes da economia global como um País confiável e merecedor de apoio, e a nossa reputação no exterior é incomparável com a que gozávamos há cerca de ano e meio. Este ativo tem consequências diretas na vida dos Portugueses, como nos demos conta quando no passado o delapidámos, quer mais recentemente quando efetuámos vários leilões de dívida pública a juros mais baixos aliviando os encargos de todos os contribuintes no financiamento do Estado.

Tudo isto é uma obra coletiva que mobilizou e mobiliza todos e cada um de nós. Uma obra de uma comunidade nacional que tem razões para deixar de duvidar de si mesma. Estou certo que neste ponto até os mais céticos concordarão.

Indivíduo que saltou de proscrito nas listas do PSD para Primeiro-Ministro por acção de Cavaco, Portas, Louçã e Jerónimo

Take five – x2

Barroso diz que resgate não deve destruir Estado social

Então, ó Zé Manel, fazes o favor de dizer isso
1. Ao teu amigo Passos Coelho,
2. Ao teu para-colega Vitor Gaspar,
3. Ao teu ex-chefe Aníbal Cavaco e Silva,
4. Ao presidente da Comissão Europeia (sabes quem é, não?),
5. E aos caras de pau que andam agora em Lisboa a dizer que temos de cortar isto e mais aquilo e mais aqueloutro na proteção aos pobres, aos desempregados, às famílias numerosas e no serviço aos doentes, às crianças, aos deficientes, aos idosos (os da troika, já ouviste falar?)

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Comissão insta Estados-Membros a reconhecer competências adquiridas fora do meio escolar e universitário

Recomendo a leitura desta comunicação da Comissão Europeia:
1. Ao Primeiro-ministro português, que achava que o programa Novas Oportunidades era a certificação da ignorância e o liquidou,
2. Ao ministro Miguel Relvas, que sabemos que achava o mesmo que o anteriormente citado pela simples razão de que o Novas Oportunidades exigia muito mais dos candidatos à certificação do que a Universidade Lusófona lhe exigiu a ele,
3. Ao ministro Nuno Crato, executor material, às ordens dos precedentes, da liquidação do Programa,
4. A todos os imbecis que, com mais ou menos galhofa, vomitaram anos a fio as maiores alarvidades sobre o método de reconhecimento, validação e certificação de competências, sem nada perceberem dele, e assim foram criando o ambiente necessário para a extinção do Novas Oportunidades,
5. E aos imbecis ao quadrado que, tendo dito o mesmo, nos irão dizer um destes dias que, em cumprimento das instruções de Bruxelas, o país se dotará de um programa de reconhecimento de competências adquiridas fora do meio escolar.

Augusto Santos Silva

Good food for good thought

Jason Fried is a founder and CEO of 37signals, a software company based in Chicago. Fried also treats 37signals as something of a laboratory for innovative workplace practices – such as a recent experiment in shortening the summer workweek to just four days. We caught up with Fried to learn how employees are like fossil fuels, how a business can be like a cancer, and how one of the entrepreneurs he admires most is his cleaning lady.

FAST COMPANY: You have your employees only work four-day weeks in the summer.

JASON FRIED: Sometimes people are not really used to working just four days and actually want to stay to get more work done.

You’re saying you have people who actually want to stay the fifth day?

When we first started this a few years ago, there was a small sense of guilt in a few corners. People were like, “I have stuff to get done, it’s Thursday, so I’m gonna work Friday and just get it done. But we actually preferred that they didn’t. There are very few things that can’t wait till Monday.

How many employees would stay to work Fridays?

I don’t know.

Because you weren’t there!

We don’t track things in that way. I don’t look at that. I don’t want to encourage that kind of work. I want to encourage quality work.

As CEO, wouldn’t it simply be rational to let people work the fifth day for you if they wanted?

If you’re a short-term thinker you’d think so, but we’re long-term thinkers. We’re about being in business for the long haul and keeping the team together over the long haul. I would never trade a short-term burst for a long-term decline in morale. That happens a lot in the tech business: They burn people out and get someone else. I like the people who work here too much. I don’t want them to burn out. Lots of startups burn people out with 60, 70, 80 hours of work per week. They know that both the people or the company will flame out or be bought or whatever, and they don’t care, they just burn their resources. It’s like drilling for as much oil as you possibly can. You can look at people the same way.

[…]

37signals Earns Millions Each Year. Its CEO’s Model? His Cleaning Lady

Não é um idiota, nem um mentiroso, nem um demagogo, nem um hipócrita, nem um sonso, nem um louco

Quando o memorando da troika foi assinado era de todos. Era da troika, que nele mostrava uma absurda confiança. Era do PS, que nos dizia ser o melhor possível. Era do PSD, que garantia ter tido um papel fundamental no seu conteúdo e que até lhe ia acrescentar mais um tempero de sua autoria. Era do Presidente, que criticava o então primeiro-ministro por ter demorado demasiado tempo a chamar os homens que nos iriam salvar. Era dos comentadores e economistas, que dedicavam odes à “abençoada troika”.

Daniel Oliveira

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O Daniel Oliveira não é um idiota, nem um mentiroso, nem um demagogo, nem um hipócrita, nem um sonso, nem um louco. O Daniel Oliveira é apenas um extraterrestre que aterrou na política portuguesa no dia 3 de Maio de 2011 à tardinha. É por isso que se permite escrever que o Memorando é do PS, o tal PS de então de um tal Sócrates que se recusou a assinar um qualquer memorando até ao ponto de ter contra si o PSD, o CDS, o BE, o PCP, o Presidente da República, os patrões de imprensa, os super-patrões, os sindicatos, os banqueiros, a gente séria, os leitores do Correio da Manhã, os espectadores do Crespo e os fãs da Manuela Moura Guedes.

Para o Daniel Oliveira justificar a inclusão do PS no elenco paternal do Memorando, traz uma súmula da mensagem de Sócrates ao anunciar o fecho do acordo: “era o melhor possível”. Isto deixado assim pendurado chega-lhe para responsabilizar o PS por uma solução inevitável, estabelecida nas piores condições para o interesse nacional, contra a qual o Governo socialista combateu isolado. O que vale é que o Daniel Oliveira não é um idiota, nem um mentiroso, nem um demagogo, nem um hipócrita, nem um sonso, nem um louco. Ao menos, isso.

Várias vezes ouvimos, e lemos, Daniel Oliveira dizer que Sócrates foi o pior primeiro-ministro da nossa democracia – ou o segundo pior, atrás de Cavaco, variação conforme ao fluxo emocional do momento. Ora, tendo em conta que o Daniel Oliveira não é um idiota, nem um mentiroso, nem um demagogo, nem um hipócrita, nem um sonso, nem um louco, há que esperar que ele nos faça igual listagem dos piores líderes partidários na oposição para finalmente conseguirmos perceber em que lugar aparece o Daniel Oliveira na classificação dos mais sectários comentadores políticos de todos os tempos.