Borges, a eminência parva

Estamos de joelhos face ao BCE.

António Borges, Outubro de 2010

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Passos é verdadeiramente tonto. Por isso se presta a ser uma marioneta de Borges. Repete-lhe a cassete. Por isso andou pimpão a recusar qualquer ajuda do BCE na resolução da crise europeia só para vir agora reconhecer que a decisão de Draghi para a compra de dívida soberana é benéfica. E este Borges, em 2010, fazia activamente campanha pela capitulação de Portugal perante a lógica dos mercados. A direita partidária portuguesa alinhou com todas as suas forças neste propósito, sabendo que a ruína do País seria a salvação dos seus interesses.

Este general de uma ideologia onde reina a abstracção financeira não pode ter empatia, sequer simpatia, pelas consequências concretas dos ajustamentos económicos feitos a mata-cavalos. Nada do que venha a afligir as populações o irá afectar. No ecossistema protegido onde está e ficará, aconteça o que acontecer, o seu mérito mede-se pela violência com que conseguir atingir os objectivos numéricos. Quão mais rápido, mais violento. Quão mais profundo, mais violento. Quão mais violento, maior a glória.

Estar de joelhos face ao BCE ou estar de joelhos face ao Borges. É escolher de olhos abertos.

5 thoughts on “Borges, a eminência parva”

  1. o broges é bluff e marketanga, oficialmente não existe e os currículos que para aí circulam é na base do diz-que-disse, parece-que-foi e que na realidade é: um oportunista com uma lábia filha-da-puta e quem o conhece não fala porque já foi aldrabado. consta que à pála de ser director do fmi, melhor dizendo funcionário, entrava pelos gabinetes dos governos psd, para comissionar umas invenções financeiras e que lá foi fazendo umas negociatas por conta. acho que uma vez o santana lopes correu com o gajo do gabinete por não ter batido à porta.

  2. No esquema da privatização vigente, Coelho é subempreiteiro do Borges, que no cambão laranja tomou de empreitada a governança da terrinha.

    No esquema do alterne, Cavaco é a tia, Relvas o azeiteiro e Marcelo o alcoviteiro.

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