Quem nos dera estarmos na situação que herdaste, Pedrinho

Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa.

Passos, Junho de 2011

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Confrontado com a posição do PS de que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro ultrapassam todos os limites do admissível, Miguel Frasquilho disse ficar «espantado com essa posição».

«O PS parece esquecer-se que quem conduziu o país à situação de emergência financeira, económica e social foram os seus governos».

«Estas decisões foram tomadas entre o Governo e os representantes da ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). Portanto, ao PS ficaria bem um pouco de modéstia e que reconhecesse os erros que cometeu no passado», acrescentou.

Setembro, 2012

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O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse hoje estar “espantado” com o “ataque cerrado” feito pelo PS ao Governo, afirmando que todos os portugueses estão à espera de “um pedido de desculpas” pela anterior governação socialista.

O ministro afirmou que, “ao longo deste ano”, o Governo da coligação PSD/CDS-PP “tem cuidado de salvar” o país e lançou uma crítica ao líder do PS: “Estranha-se agora que a cumplicidade que hoje não deseja ter com o Governo que luta para salvar Portugal tenha existido em relação a um Governo que em seis anos conduziu o país à bancarrota”.

Setembro, 2012

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“Nenhum Governo gosta de dar más notícias, mas é da responsabilidade de um Governo que tem legitimidade, conferida pelos portugueses. E essa legitimidade também é da oposição, em particular do maior partido de oposição, que governou o país por seis anos”, reforçou Relvas.

O ministro Ajunto e dos Assuntos Parlamentares acrescentou que o actual Governo assumiu o país em crise, herdando uma situação gerada em anos anteriores pelos executivos PS. “Não nos peçam para fazer num ano aquilo que outros estragaram em seis”, completou.

Setembro, 2012

6 thoughts on “Quem nos dera estarmos na situação que herdaste, Pedrinho”

  1. Pedir desculpa é obrigação deste governo.O ps que se saiba não subscreveu o corte do subsidio de ferias e 13 .mês.o Ps não subscreveu nenhuma das politicas que vão alem da troika. o ps em devido tempo denunciou que este rumo” do custe o que custar” era nefasto para portugal. por ultimo, esta gente vai ter que se sentar num tribunal, para responder pela politica criminosa de destruição do pais iniciada em junho de 2011.

  2. Que parte da afirmação de PPC “vamos ter de empobrecer” é que não entendeu ?!

    Aquilo que stá a ser feito é uma baixa generalizada de salários para simular a desvalorização da moeda que não podemos fazer, como pudemos nas duas intervenções anteriores do FMI. Onde houve aumentos de salários nominais da ordem dos 15% negociados com os sindicatos a parceiros sociais combinada com uma desvalorização do escudo da ordem dos 30%. Resultado: o pessoal “comeu” com uma desvalorização do salário real de 15% (30%-15%) sem se aperceber! E ainda ficou alegre por ter visto o salário aumentar 15%: o seja qeu recebesse um salário de 200 contos/mês passou a ver na folha salarial um valor de 230 contos! Embora o seu poder real de compra tivesse baixado para 170 contos para o valor do Escudo anterior à desvalorização!

    Numa desvalorização cambial, penaliza capital e trabalho. Mas torna as empresas mais competitivas no mercado externo, sendo (teoricamente, não fosse a agregação de componentes importados) neutro no mercado interno.
    O problema é que do custo dos inputs para as empresas, só baixou o custo do factor trabalho. Os outros mantém-se elevados com tendência para aumentar (energia e capital). Assim, não há competitividade que resista!

    Agora é o mesmo mas a frio, i.e., sem anestesia: o pessoal no fim do mês olha para a “bottom line” da folha de salário e vê lá (ou vai ver lá…) um número mais pequeno! Só há um vantagem neste método: sendo mais doloroso, o pessoal não é enganado!

  3. “… sendo mais doloroso, o pessoal não é enganado!”

    antes foram “enganados” e a economia recuperou, agora propões que não sejam enganados e se peçam sacrifícios para um plano de recuperação que sabes que não vai funcionar. lê bem o que escreveste, imprime e manda pró ministério das finanças, pode ser que vás a tempo para a segunda rodada de assessores.

  4. Pois, vamos empobrecer, mas como o Zaulino entende que o que se está a fazer “é uma baixa generalizada de salários para simular a desvalorização da moeda que não podemos fazer” talvez fosse bom recordar-lhe que a desvalorização da moeda não é o mesmo que o agravamento de uma taxa de onera os privados, pois esta irá afetar sobretudo o consumo interno com todas as suas negativas consequências, diminui a capacidade de poupança, mantém as importações a custos normais, o efeito que tem nas exportações é próximo do nulo, pois os custos da mão de obra no seu total não excedem, em média, os 13% e com esta medida passarão a ficar-se pelos 12,25 %, o que convenhamos não é um grande impulso para a competitividade.
    Fica-se pois o governo por”uma nota de exortação às empresas para que adiram a este esforço nacional de redução dos custos e preços, e façam traduzir este alívio das contribuições para a Segurança Social nas suas políticas de preços” e pouco mais.
    Aguardemos pelas novidades de hoje, serenamente a ver se encontramos lura onde não entre o coelho…

  5. De início,foram os “desvios colossais”que surgiam como o tremoço sem que um tal “inSeguro”reagisse porque poderia pensar-se que defendia o Sócrates,um avatar de tanto perigo para ele quanto para o Xico Anacleto ou para os dos amanhãs cantadeiros.O arruido esmoreceu quando alguns jornais não beneficiados pelo pote desataram a fazer contas sobre os colossais roubos do BPN,para cima dos nove biliões e os das Madeira,que andam pelos mais de seis biliões.Se os frasquilhos,turbolicenciado e o lamentável da alegada defesa pátria e outros,persistem com as “pesadas heranças”,pedidos de desculpa e responsabilizações como processos de tapar as asneiras de um ano de (des)governanças,é porque estão cientes de que o PS jamais advogará causas de Governo anterior o que é lamentável.Vai valendo um Santos Pereira ou o Santos Silva,quando lhes permitem a faladura.

  6. Zaulino, por termos sido enganados é que o psd está no poder.os portugueses não entendem este seguidismo face à troika e à europa de Merkel.o que são resultados positivos para o fmi e bce são dramaticos para portugal.a receita da grecia,não pode tambem ser aplicada em portugal.não há equidade nas medidas de austeridade.é verdade que hoje não se pode desvalorizar a moeda,mas a situação dos trabalhadores nessa altura era tambem de menos compromissos economicos:milhares de portugueses viviam em barracas, as rendas das casas estavam congeladas (porto e lisboa) , automovel, era um luxo de minorias.só as elites, ou gente de dinheiro punham os filhos nas universidades.vivia mais gente da agricultura no interior. a realidade social e economica do pais era outra. Zaulino, as nossas ambiçoes de uma vida melhor não podiam ficar-se pelo padrão do salazarismo.É a esse passado de pobrezinhos honrados e obdientes que a direita nos quer levar.

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