CML – O vandalismo oficial ou os assassinos dos girassóis
Depois de ter destruído o Jardim de S. Pedro de Alcântara (é hoje um miradouro) e de ter assassinado maia de 60 árvores no Príncipe Real (deixando nuvens de pó a sujarem gargantas, roupas, comidas, bebidas, jornais e automóveis) a CML, actuando como uma quadrilha selvagem, veio de madrugada destruir os girassóis da Rua Augusto Rosa frente à Livraria Fábula Urbis e junto à loja de artesanato «A arte da terra». Foi no passado sábado dia 17-7-2010 que uma equipa camarária veio, furtivamente, destruir a beleza dos girassóis deixando apenas as couves e a alfazema. Houve uma senhora que os viu e os identificou pela farda e pela viatura da CML. Caso contrário pensaria tratar-se de vandalismo fortuito. Mas não é. Tudo isto é concertado e sistemático. Haver arquitectos paisagistas que odeiam árvores, arbustos e flores é o mesmo que haver editores que querem queimar livros. Fico a pensar que a Livraria Municipal pode começar (se não começou já) a destruir os livros editados pela CML sobre Lisboa – como, por exemplo, o meu «Transporte Sentimental».
Vivo em Lisboa desde Setembro de 1966, pago os meus impostos, derramas e contribuições autárquicas, arrisquei a pele no «25 de Abril» por um Mundo melhor, tenho um louvor na caderneta militar por isso mas vivo numa cidade cada vez mais suja, feia e desertificada. Gostava que quando começarem a queimar os livros me avisem por causa do meu neto. Ele é pequenino, faz hoje 4 anos mas há-de gostar de saber que o avô escreveu o «Transporte Sentimental», um livro que a CML editou sobre Lisboa – nele ela era uma cidade mais limpa e mais bonita porque povoada de beleza e de paz.


















