O Zé

O Zé-Povinho na minha pequena memória catarinense

A casa onde nasci (13-2-1951 – Santa Catarina) já não existe pois está reduzida a um monte de entulho entre telhas podres, barrotes com bicho, tábuas velhas e caliça tão antiga que já ninguém se lembra das casas feitas com cal, pedras da Serra e areia.

Mas, num canto do armário da casa de fora, se ninguém o retirou a tempo para o colocar a bom recato, ainda deve estar um Zé-Povinho que o meu avô José Almeida Penas trouxe das Caldas da Rainha há muitos anos de um, mais um, 15 de Agosto.

Na minha terra, pelos idos anos 50, sempre me lembro de ver nas inúmeras tabernas os bonecos de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) a ilustrarem uma frase e um gesto: «Queres fiado? Toma!»

Como sou o mais velho da minha geração, também me lembro de as pessoas amigas dizerem às crianças da minha família, quando estavam ao colo de alguém: «Faz-lhe um toma, palerma!». E a reacção era sempre oposta: se uns diziam «Coitadinho do cachopo, não lhe ensinem isso!» já outros diziam «Já está em boa altura de aprender!»

Quando eu nasci já o Zé-Povinho era uma figura popular há 76 anos e estava, por assim dizer, consolidada. Tal como a imagem com o «milagre de Dom Fuas Roupinho» praticamente todos os lares catarinenses do meu tempo tinham um Zé-Povinho.

Só mais tarde soube que ele, o espantoso boneco-símbolo do Povo Português, tinha nascido na revista A Lanterna Mágica.

Só mais tarde soube que foram seus progenitores, além de Rafael Bordalo Pinheiro, o primeiro-ministro Fontes Pereira de Melo, o rei D. Luís e o ministro Serpa Pimentel. Todos pediam ao Zé-Povinho um tostão para o Santo António. E ele não deu.

Só mais tarde soube que na sua família foram muitos os artistas: seu pai Manuel, sua irmã  Maria Augusta, seu irmão Columbano e seu filho Manuel Gustavo.

Mas isso já é Cultura, uma coisa que se aprende porque se pode ler e ir buscar a quem sabe mais do que nós. Mas na base, bem na base da memória, está a figura do Zé-Povinho que, em momentos de tristeza ou de desânimo, me habituei a ver as pessoas da casa a olharem para ele como quem invoca a sua atitude. Quando uma coisa corria mal, quando um desaire se anunciava, quando um desabafo subia de tom para o inevitável «Ah fado dum ladrão!», nesses momentos difíceis a figura do Zé-Povinho ajudava a resistir. Assim como se o armário fosse um altar e o boneco um santo.

Aqui há tempos, estava em Londres e lembrei-me do Zé-Povinho. Fui sujeito a uma bateria de perguntas até finalmente receber o cartão de leitor da British Library. Quase me trataram como um delinquente e a minha sorte foi ter um cartão de crédito «gold» pois caso contrário ainda agora lá estava à espera de ordens. Estava tão-somente a querer ajudar o meu filho na sua (ao tempo) tese de mestrado que é hoje um livro nos escaparates das livrarias – «O primeiro Marquês de Alorna – restaurador do Estado Português da Índia (1744-1750)». Pois o nosso querido Zé-Povinho fez muita falta na British Library. Talvez seja isso mesmo – para muitos de nós o Zé-Povinho é mais um familiar, um parente próximo, uma amigo desde sempre e para sempre. Mudam os tempos, mudam as circunstâncias mas o Zé-Povinho continua no seu posto.

73 thoughts on “O Zé”

  1. Ora diz-me lá, o que é que o cu tem a ver com as calças?! Recordas o Zé Povinho para ir buscar o quê? A tua ida a Londres – coisa que cai sempre bem -, o teu cartão de leitor do British Library – outra coisa que cai a matar – e a tese de mestrado do teu filho, «que é hoje um livro nos escaparates das livrarias». Imagina-se a falta que te fez em Londres o Zé Povinho português!!! Desgraçadamente, nem sabes aliar a figura criada por Bordalo ao seu verdadeiro significado: a sua analogia ao povo e à política!
    Já agora, o Fontes Pereira de Melo, o rei D. Luís e o Serpa Pimentel «todos pediam um tostãozinho para o Santo António e ele não dava»?! Olha, não sabia…Mauzinho o Santo António! Ora vê se escreves direito, pedante da trampa! Depois queixa-te de quem comenta os teus miseráveis textos…

  2. Pero esta explicación nos vale solo en parte. ¿Por qué nuestros vecinos portugueses hablan mejor inglés que los españoles? Uno de los motivos es de índole lingüística, y tiene que ver con los diferentes sistemas vocálicos del castellano y del portugués, lo que explica también que, tratándose de dos lenguas cercanas (y mutuamente inteligibles en su expresión escrita), ofrezcan tantas dificultades para su mutua comprensión oral, al menos para los hispanohablantes.

    Los diferentes sonidos vocálicos del portugués suponen una barrera inicial para los hablantes de español, que armados con nuestro sencillo sistema de cinco vocales, nos sorprendemos ante la diversidad lusa. Por eso, la dificultad que experimentamos los hispanohablantes cuando nos enfrentamos al aprendizaje del sistema de 12 vocales del inglés es superada con facilidad por los portugueses. Si uno está acostumbrado a que en su lengua materna una “a” no siempre suena igual, poco le costará adaptar el oído (y la pronunciación) a un sistema que, aunque distinto, se basa en la diferenciación no entre cinco sino entre más del doble de vocales. En cambio, los españoles luchamos denodadamente durante décadas por distinguir entre ship y sheep, entre latter y letter, entre cut, cot y caught, etcétera.

    Trecho do artigo, na secção Opinião, “Por qué a los españoles se nos da mal el inglés” de Fernando Galván, hoje, en El País.

  3. Mas que me espantam as respostas de quem se diz poeta! Um poeta é doçura, é sensibiidade, é espiritual. Não é um burgesso, carago!
    Cum camandro.

  4. Philip Larkin:

    They fuck you up, your mum and dad.
    They may not mean to, but they do.
    They fill you with the faults they had
    And add some extra, just for you.

    But they were fucked up in their turn
    By fools in old-style hats and coats,
    Who half the time were soppy-stern
    And half at one another’s throats.

    Man hands on misery to man.
    It deepens like a coastal shelf.
    Get out as early as you can,
    And don’t have any kids yourself.

    É só doçura e sensibilidade, este então… ;-)

  5. Ora toma!, esqueceste-te do “a minha sorte foi ter um cartão de crédito «gold»”. Foi isso que o irritou, não soubeste ler essa referência à sua alta condição bancária.

  6. Uma coisa é certa, meus meninos (e acreditem em mim), o Saramago nunca se gabaria de ter um cartão de crédito «gold». Temos aqui um protótipo típico da esquerdelha sem bases, mas, atenção, com cartão de crédito «gold», respeitinho!

  7. O jcf é um arrivista, o típico novo-rico do pós-Abril. São de uma arrogância e de uma altivez a toda a prova. Mesmo assim não me acredito que seja assim tão detentor de grandes posses. Tem muita língua, muita léria, muita treta. Um português fanfarrão de terras de incógnitas. Esbanja a vida podriqueira no Aspirina: dinheiro, diplomas, megalomanias tendo por base a literatura que não o quer nem de graça, etc.
    É triste despir toda a loucura e miséria num blogue…

  8. Ó Vega 9000 pá, também é sensibilidade, pá, ainda por cima o fuck up não é o que estás a pensar é uma espécie de screw you up, tás a ber? Mas tá bem apanhado, man, bem apanhado, porra pá estava a refrir-me era aos versos do JCfrancisco, Fogo.
    Foste logo buscar um de fuque – fuque.

  9. Ó Maria Albertina Mete-Nojo, a graça quêutachei com aquela do «a minha sorte foi ter um cartão de crédito «gold»! Passou-me, filha, passou-me! Sim, porquêu fico completamente passada com este gajo! Mas o quêu me ri, menina, o quêu me ri! Isto não são postas de pescada, filha: são postas de baleia! Agora a Cláudita, sem papas na língua, arreia do rijo! Cada palavrinha dela acerta no alvo que nem uma luva. Nem eu, quelharreio forte e feio faria melhor. Mas sabes, Albertina; até chego a ter pena do tipo. Com estes comentos deve sofrer pracaramba, nachas? O pior é que não tem emenda nem vergonha! Será que o filho mestrado lê a prosa do pai? Dizmetu, o cachas?

  10. Pois, Maria Albertina Mete-Nojo, com a risota, troquei os pseudónimos: eu sou o «Ora toma»! O meu mano gémeo éqé o «tou-te a ler». Mas vai tudo dar ao mesmo, tászaber? (Isto é a minha pronúncia de Vila Real de Santo António). E por falar em Santo António: próano, filha, não esqueças de pedir ao Zé Povinho um eurito pró Santo António. Na terra do JCF parece qéra costume pedir ao genial boneco do Bordalo esse contributo pró santinho. Modernices? Não, Maria Albertina: maluquices, issosim!

  11. NOVA LETRA DO HINO NACIONAL

    Heróis do mal
    Pobre Povo
    Nação doente
    E mortal
    Expulsai os tubarões
    Exploradores de Portugal
    Entre as burlas
    Sem vergonha
    Ó Pátria
    Cala-lhe a voz
    Dessa corja tão atroz
    Que há-de levar-te à miséria
    P’ra rua, p’ra rua
    Quem te está a aniquilar
    P’ra rua, p’ra rua
    Os que só estão a chular
    Contra os burlões
    Lutar, lutar !

    CASINO ESTORIL DESPEDE 112 FAMILIAS COM LUCROS E O ESTADO AJUDA

  12. Le temps ne fait rien à l’ affaire
    Quand on est con, on est con
    Qu’on ait vingt ans, qu’on soit grand-père
    Quand on est con, on est con

    Georges Brassens – Le temps ne fait rien à l’ affaire

  13. tou-te a ler, não sofre nada! O QI não dá para isso. Através dos postes do jcf, aqueles contra os quais todos nós embatemos os neurónios, ficamos todos a saber que ele é um zé ninguém, aspirante a e invejoso de. Enfim, o hábito não faz o monge e ele bem pode ir a Londres e fazer mil e uma piruetas pelo mundo fora que será sempre o Zé Chico, lavrador analfabeto do Portugal profundo.

    História do Zé Chico do Aspirina.

    Zé Chico nasceu em casa que para luxos de sala de hospital não havia. Arreavam-lhe forte e feito, já ele estava pregne de lêndeas, por meter sempre os dedos ao nariz, que o ranho saboroso era a única consolação.
    O sonho do Chico era ler como o padre e o doutor lá da terra, muito venerados estes tanto pela fantasia espiritual como pelo calibre material. Os pais, à força de muita enxada, lá o meteram nos estudos. A matéria entrava-lhe obtusa e teimosa no cerebelo fresco, mais afeito a estrume e piões do que a letras e algarismos. Em seguida, os padrinhos ajudaram-no, pois morrer numa cadeia campestre longe da cultura e da civilização era impensável, inconcebível!
    Chiquinho apanhou-se com umas letras e julgou-se o rei de toda a ciência e mediante tanta sapiência atirou-se desenfreado ao massacre dos livros: lê-los, violá-los, esventrá-los, expô-los, embalsamá-los. O culto aos livros nunca fora tão convictamente levado a sério!
    Uns fãs esparsos, levados pela ilusão, aplaudem as suas eructações eruditas; outros apontam-lhe a vaidade, a vanitas que o ridiculariza diariamente.
    Zé Chico saiu do estrume para brilhar na esfera pura e cristalina da literatura! Evidenciou-se pela sua sagacidade em manusear a foice campesina! E viva o Chico!

  14. Ó Tou-te a ler, meu camelo, pá! Logo fostes arranjar um nome parecedo comó meu, pá. Pára lá com essa porra, quando não bou aí e desfasso-te o cálcio na testa. pá, keu quando marro, até as tripas tiro pra fora.

    Cum granda catano Claudia,

    Minha, tu abres a boca e matas de imediato. Granda mulher. Benha o primeiro penduricalho chamar sexo fraco à Claúdia. Bou boltar a ler Julio Dinis.

  15. Ò Cláudita, tu nem acreditas a graça qachei ao teu comentário! Foi das coisas mais giras, com mais piada que li aqui no aspirina (e tenho lido muitas)! Esta tua «História do Zé Chico do Aspirina» é digna de antologia Láudita! Ri tanto, mas tanto! Cada palavra tua é um retrato tão perfeito do Chiquinho, que nem o Leonardo da Vinci seria capaz de fazer melhor! Agora são dois: o Chiquinho e a Gioconda! Parabéns ganda Cláudia! E viva a Cláudia!

  16. Ganda Cláudia si senhore, é inteligente e manda umas quantas do catano. Conta aí Claúdia, que fazes na bida, para além de te chatearem? Cá pra mim, tens cultura e andas aqui como eu para gozares o prato. És libre minha.

    Ó Tou-te a ler,

    Já tavisei. Muda a merda do nick,pá. Queres protagunismo à minha conta, ai!

    Valeta, pá, conta lá, sempre fazes publicidade aos pensos higiènicos? Gostaria que me combidasses para fazer brainstorming na matéria. Podemos pensar num slogan.

  17. Que faço na vida? É uma boa pergunta… Eu não pedi para nascer, mas já que estou aqui tento sempre questionar esta coisa que é a vida. A maneira como encaramos a morte é a maneira como encaramos a vida.
    Diz-me o que pensas da morte, dir-te-ei quem és na vida.

  18. Olha, lá, ó meu «fininho» da Invicta (?), ninguém te disse que «há muitas Marias na terra»? Mas com essa das «tripas», lembrei-me logo das «tripas à moda do Porto»! Chiça, cacertas logo à primeira, carago! Queres conversa, né? Tá tarde, meu. Tou na caminha não tarda um ai. Agora por ai. Ganda dor de calos deve tar a sentir o Chiquinho com a história da Cáudita. Numa coisa, concordo contigo ó tripeiro: «que venha o primeiro penduricalho chamar sexo fraco à Cládia»!! Tou-te a dizer…

  19. Errata: Cláudita e Cláudia, é que estava certo. Mas «tou-te a escrever» agora para rectificar.

    Tou-te a ber: achas, atão, que tou-te a roubar o protagonismo?! Toma uma aspirina e vai também dormir, pá. O teu mal é sono.

    Cláudia: ainda não me passou a vontade de rir!

  20. tou-te a foder: só se for pelas costas… do casaco! Coitadito, tens cá uma imaginação…

  21. Claudia,

    A morte é uma continuação noutro patamar, que pode ser melhor ou pior, consoante o que fizeste enquanto ser terreno. Passaste no exame, vais para outro nível. Chumbaste, repetes exactamente a lição, e assim será as vezes que forem necessárias.
    Já agora, pediste para nascer, sim.Mal sabes tu.

  22. Ó tou-te a foder, meu granda porco, pá, mas tu pensas que é só chegar e encaixar ó kê?

    Limpa o cú à lei pá, que tou-me a cagar prós gajos como a ti, meu granda bosta de vaselina sólida. Vai lamber cabecinhas zarolhas, pá, meu garnda badalhoco, vens pra aqui abardinar a conbersa culta do maralhal, ó cagão. Chamas-te Zazie, é?

  23. E tu ´tou-te a ler, meu, o meu mal é sono, é? Tás armada em bruxa, ó pá, mas ka porra é essa, minha? Olha que eu hoje ainda não me benzi, ando aqui que nem as baratas, vê lá se queres que te faça um raiki e tenxa a cama de formigas.

    Já te disse pra mudar o nome, porra. bê-se logo kés de lisboa terra dos abimbalhados.
    Eu dou-te a aspirina, já te disse que nenhuma me dá resultado, por causa do parapiçamole, pá, em linguagem fina diz-se paracetamol, tás a ber?

  24. Passo por aqui com alguma frequência e acho piada às brejeirices de alguns comentários. Eu, por norma, não uso linguagem excessiva, mas usá-la sem maldade como divertimento até que é engraçado. Para mim, a língua afiada com sotaque de alguns comentários é de nível profissional.
    Continuem com os mimos! S’il vous plait.

  25. Não percebo tanto ódio destilado a propósito de um texto tão belo, como alías são a generalidade dos textos de José do Carmo Francisco. Não conheço pessoalmente este autor, mas habituei-me a lê-lo com muito agrado, tanto poesia como crónicas, desde que saíram livros seus na colecção de poesia da Livraria Morais, ao lado de nomes como Sophia de Mello Breyner ou Joaquim Pessoa.
    José do Carmo Francisco é um poeta maior da nossa literatura contemporânea. Eu não tenho qualquer título académico, mas se for preciso, tenho já falado com amigos meus que são professores da Faculdade de Letras ou que têm grandes conhecimentos e sensibilidade nesta área que o afirmam sem qualquer espécie de dúvida.
    Mas é claro que vir atacar um autor só por atacar, debaixo de pseudónimos disparatados, é muito mais fácil do que ler um texto com a exigência que ele pede.

  26. Olha o «Zé Chico do Aspirina» vestido de Luísa Mariz! Ganda disfarce! Mas não convence: a linguagem da cagança é a dele, sem tirar nem pôr! «…sairam livros seus na colecção de poesia da Livraria Morais»; «…poeta maior da nossa literatura contemporânea.»; «…ao lado de nomes como Sophia de Mello Breyner ou Joaquim Pessoa.»; «…amigos meus que são professores da Faculdade de Letras (…) que o afirmam sem qualquer espécie de dúvida.».É preciso ter lata! Mas nem assim chegas lá. Ou pensas que por vires com esta léria apagas o que tens escrito por aqui? «Não percebo tanto ódio destilado a propósito de um texto tão belo, como aliás são a generalidade dos textos de José do Carmo Francisco»!!! Olha, filho, nem de saias deixas de mostrar aquilo que és: um pobre de espírito, mesquinho, arrogante e menor, no sentido literário. Aqui não há ódio a ninguém. Nem ao JCF. Há a verdade ditada pela saturação que nos causa a sua falta de modéstia, de educação e de qualidade enquanto autor. «Um texto dele lido com a exigência que se pede.»??? Qual, qual texto? Mostra lá um só ó Mariz! Quero dizer: ó «Zé Chico do Aspirina»!

    Ana: podes ficar descansada. «…continuar com os mimos»? É para já, filha!

  27. Eu não sou fã dos escritos do JCFrancisco, mas é óbvio que o retrato maldoso que Cláudia faz deste autor é, nada mais, nada menos, que o retrato de si própria, se atendermos à sua origem humilde, à emigração dos seus pais para França, à sua vontade de mudar de família, de mudar de vida através dos livros, do estudo.
    Mas a Cláudia já percebeu que não lhe basta ter um canudo em línguas/estudos franceses e portugueses. Ela sabe que é necessário muito mais. Daí a necessidade que sente em bater nos “ceguinhos” bem na vida que lhe aparecem pela frente. E fazer pela vida, mesmo aqui no aspirina.

  28. Ó PSi, Ó PSI,

    Ca fostes fazere pá? Ca fostes fazere pá? Táste a metere com a Cláudia pá? A mulher é doutora cum catano, fala francês, até fala verlain, ó pá ca fostes fazer?

    A mulher sabe o ka escrebe pá. A mulher manda cada boca, p´, eu no teu lugar, escondia-me atras da sanita, pá, ka ninguém gosta de ir procurar merda.
    Deixa a mulher acordar, deixa-a sacudir os pesadelos e bais a ber a resposta ka lebas.

    Beste um escafandro, pá, beste um escafandro, pá.

  29. O psi é idiota. Os meus pais é que me obrigaram a ir para a faculdade arranjar o canudinho. Por mim, nunca teria posto os pés na Faculdade de Letras. Essas ideias eram válidas para pessoas como o Chico Esperto, os que correm atrás de tudo para melhorar a posição toda ela lavada em merda.

  30. Ó tou-te a ber, com essa linguagem fazes-me rir tanto! :-D Já cá faltava alguém a arejar esta página aspirínica a cheirar a mofo.

  31. “NÃO HAJA DÚVIDA: a Luísa Mariz É o Zé Chico.”
    Mas também não haja dúvida que o Zé Chico é o psi. Depois de ter derrapado tropegamente no auto-elogio de imediato desmascarado, tentou um ataque enviesado a começar com um “Eu não sou fã dos escritos do JCFrancisco”, mas a acabar ainda mais trôpego do que na vez anterior.
    Agora vamos é gramar com mais 50 estórias seguidas a falar do CR quendo era pequenino ou dos frigoríficos do Travassos, para ver se ninguém repara. É muito triste ser assim.
    Eu cá tenho pena do cromo. E vocês?

  32. Pois, o “canudinho”, o jeitinho que te faz. Basta olhar para os anúncios de emprego que fazes na net…
    “essas ideias”, pelos vistos, também eram válidas para os teus pais.
    Humm… que cheiro a merda de ingratidão!

  33. Ó PSI pá, ganha juízo, meu, ganha juízo, cogno. Tu larga-me a Claúdia, pá, deixa-a lá fazer a publicidade ka kere. Cá pra mim a mulher é boa como o milho, tu tens uma pila curta e num sabes onde a meter cum medo da perder, porra.

    Biagra, pá, biagra, nem isso, pá, cum catano, se tu tomas essa merda, em vez de uma pilinha ficas cum hematoma. Num ta metas com a mulher pá, mas tu pensas que qualquer um faz um curso em Portugal, pá, tu sabes o ké ir à faculdade pá, tu pensas ké tudo cursos Ceac e Nobas Oportunidades pá, mas oube lá, pensas que kalquer um tem tomates para aprendere o ferdinand de Saussure, cum catano, pá.

    Ganha-me juízo, que ta ponho no bolhão.

    Respeita a Sinhora, pá, ca mulher caga-te em cima de alto e bai-se embora com uma boca daquelas – ó psi, se ta portas bem, da próxima levas de mariscada ou de mexilhaoi.

  34. Já padi bezes sem cunta que me pusessem na lista dos traumaturgos.

    Cumeço a xatear-me, esta merda tem audiência, purque eu benho aki, mais umas Kuantas.

    Mas tá tudo abananado ou kê?

    Esse tretas do Valeta num responde. Tomou aspirina com parapiçmole, de certeza. Agora num sai da cama. Septicémia, da sarteza.

  35. Logo de manhã tive de escrever umas coisas no computador. Mas mal olhei, ainda com sono, lembrei-me da noite divertida de ontem, aqui no aspirina, com todos vocês – e comecei a rir com gosto. Bem, ainda não parei! Abençoada gente, caramba! Não é berdade ó tou-te a ber? Já agora, porque não te candidatas a santo advogado do «Zé Chico»? Deve estar a precisar…Telefona para o Patriarcado, tripeiro. Pode ser que tenhas sorte…

  36. Se a gaja fosse “boa como o milho” até que eu lhe daria uma de botãozinho azul… Outros aqui já o fizeram. Nada mais fácil. Mas, para mim, à claudia falta-lhe sagesse!!! E o Verlaine todo em cima.

  37. Psi, pá, Psi, ganha tento na cornadura pá.

    Tu tás é com um hematoma pequenino, azulinho, descança que bai passar a roxo,e num sabes o que lhe fazere. Ó pá lixa essa merda com lixa de pau, fogo.Ilumina as células mortas, tira as prateleiras de cima, meu, ké cumo kem dize os paneus, pá.
    Tu keres é bicus, pá, ainda por cima duma doutora, toma juízo, meu. Bai o bulhãoi e procura alguém a ton niveau, d´accord, mon vieux pêdé. E digu-te já, se fosse à Claúdia punha-te um processo em cima. Se keres butoezinhos e biquinhos, bai cumpra-los na retrosaria, filhu.
    Ora a porra, granda pig.

    Ò tou-te aler,

    Já tabisei, pá, já tabisei, levas com peido bem puxado nessa trombil katé andas de roda. Mandas-me pró patriacado, mas k aporra é esta? Eu só me cunfesso a Deus, pá. Mas pensas que sô menino do coro, cogno? Sua farinheira mal enchida.

  38. Com comentários como os que vão por aqui, já o jcfrancisco se transformou num escritor elegante e virtuoso. Ao lado de vocês, o bardo catarinense é o Herman Hesse ou a Marguerite Duras.

  39. Se ninguém mais estiver a comentar ao mesmo tempo que eu, este é o comentário nº 49 deste post. E depois digam se o cromo não é um verdadeiro promotor cultural.

  40. Srª Mete Nojo,

    Importa referir que cerca de 60% dos comentários são monólogos da própria croma e da amiga…Concordo, no entanto, que, para um post do jcf é muito comentário.

  41. tou-te a ber e tou-te a ler, não acham que o jcf deveria ajoelhar-se perante nós e agradecer que nem um dog a fonte de criatividade promulgada por nós, seres com fibra vibradora perante espectáculos miseráveis como os fomentados pelo nosso amigo jcf?

  42. Sem nós, que seria desse miserável de corda vocal monótona e previsível? Que seria das pantufas mal cheirosas, com cheiro a parmesan, do nosso querido sexualgenário jcf? Que seria dos óculos penduricalhos a retorcerem-lhe as narinas em busca de pouso eterno? Que seria da luva de banho que lhe sofre os genitais dia sim, dia não? São questões fulcrais! Ora ninguém pensa nelas no Aspirina! Abram os olhos, escancarrem essas bocarras de espanto! Qual sera o destino deste ser sui generis afeito a questões banais e insossas? Será o céu, o inferno ou a corte da vaca da Ti’Jaquina? Pensemos nele! Não sejamos egoístas! Pensemos nos outros.

  43. Ó INE.

    pÁ, TENS CARA DE iNSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. oUBE LÁ, TÁS-ME ACHAMAR CROMO? MAS A COISA É DE TAL FORMA KATÉ TU CÁ BENS CUMENTARE, Ó MINHA.

  44. Claudia,

    Minha! pois keres que eu seja altruísta! Fogo, eu ká kero é desbundar nesta malta toda que moraliza o semelhante, minha, tás a ber. Os moralizadores escarretas da letra fácile, minha, tás aber, cagam como os outros e a merda é da mesma cor. Mas tá bem, já que o pedido vem de ti, não mimporto de continuar a doutrinar o espaço. Fogo, logo hoje, que cumi feijoada, nem kalculas, a sinfonia que bai ser na cama, é só batuke e dou nove de cada bez, tás a ber. Isto é ké força. Se o Sócrates se peidasse cumo eu, num perdia as eleições.

  45. A Cláudia continua a falar dela própria. Se não fosse o aspirina o que seria da Cláudia Monteiro Rodrigues? Quem é esta mulher que se diverte tanto com as babuseiras do tou-te a ber? É uma concierge com vontade de aprender línguas e calão à boa maneira do Porto. Uma mulher sem emprego digno desse nome. Uma mulher que atrás do monitor acha que consegue conquistar o mundo com as suas larachas e franciú de emigrante. Uma mulher que atrás do monitor se põe em bicos de pés para arranjar emprego e homem. Uma mulher que atrás do monitor vinga-se de quem a rejeitou. Uma mulher sem homem. Uma mulher de quem os homens fogem logo que a conhecem. Uma mulher a ficar fora de prazo. Uma mulher sem casa. Uma mulher sem cão e gato. Uma mulher sem família.
    Esta mulher está desesperada. Tenho pena dela.

  46. Vê lá se não queres que te vá ao focinho, paneleiro de Watson ou fufa da merda. Namoro com ela há 2 meses!

  47. Calma! Olha, cara Watson, eu conheço uma que anda sempre a bufar calores quando anda com a menstruação e os cheiros então nesta altura do ano… Por mais Alli que tome, a gordura e a celulite estão lá sempre presentes. Gorda, feia e enfeita-se como um pinheiro… :-D Acho que mais vale ser concierge gira do que ser uma gaiteira feia e gordurosa :-)

  48. E vou depenar o cagalhoto que deixaste:

    A Cláudia continua a falar dela própria. Se não fosse o aspirina o que seria da Cláudia Monteiro Rodrigues?

    Não é dar demasiado valor ao Aspirina? Dá vontade de rir…

    Quem é esta mulher que se diverte tanto com as babuseiras do tou-te a ber?

    Atenção, tou-te a ber não diz baboseiras (correcção) mas tem uma acuidade e uma perspicácia como ninguém. Incomoda, acredito, mas gosto do que diz e como diz.

    É uma concierge com vontade de aprender línguas e calão à boa maneira do Porto.

    Não preciso. Já sei o vernáculo todo. E viva o Porto!

    Uma mulher sem emprego digno desse nome.

    O meu emprego é digno. Agora se andas pelas esquinas, não tenho culpa disso…

    Uma mulher que atrás do monitor acha que consegue conquistar o mundo com as suas larachas e franciú de emigrante.

    Não sou emigrante. Emigrantes foram os meus pais. Sou francesa e portuguesa.

    Uma mulher que atrás do monitor se põe em bicos de pés para arranjar emprego e homem.

    Sei que sou baixinha mas daí a tanto esforço para arranjar homem, não vamos exagerar. Homem já tenho.

    Uma mulher que atrás do monitor vinga-se de quem a rejeitou.

    Ninguém me rejeitou. Eu rejeitei um cagão.

    Uma mulher sem homem. Uma mulher de quem os homens fogem logo que a conhecem.

    Não me parece. Os cagões é que fogem de mim e gosto muito de dar pontapés aos cobardes.

    Uma mulher a ficar fora de prazo.

    Graças a Deus, nunca estive tão bela. Aliás, nunca me senti tão feliz na vida.

    Uma mulher sem casa.

    Não sabia que para se ser feliz era necessário ter casa. O que as pessoas não inventam.

    Uma mulher sem cão e gato.

    Aqui, confesso que me dava jeito. Gosto muito de animais, mas tenho projectos para o futuro.

    Uma mulher sem família.

    Tenho pais e irmãos. Erraste no alvo.

    Esta mulher está desesperada. Tenho pena dela.

    Desesperada eu? De quê? Só se for quando vou à casa de banho. Aí sim, desespero completamente.

    Tenho pena dela.

    Fico comovida com tanta compaixão. Obrigada.

  49. WATSON,

    MEU GRANDA CORNO!

    TU MARECES UM ENXERTO DO CAMANDRO. TU NÃO TENS O DIREITO DE BIRES AKI FALARES DE UMA SINHORA, MEU FILHO DA MERDA. KE SAVES TU DELA, PÁ? QUERIAS ENTALAR A PIÇAMOLE E NUN CONSEGUISTE, OU ENTÃO PERDESTE-A. PEDISTE INDEMNIZAÇÃO E ELA MANDOU-TE AOS CÃES. OUBE LÁ, MEU CARVALHO SEM «V»
    TU ÉS UM PODRE DE MERDA, PORQUE A INFORMAÇÃO QUE TÁS A DAR POR ESTA FORMA, SÓ MOSTRA KA TENS UMA GRANDA DOR DE CORNO. FOGO, A TESTA BATE-TE NO CHÃO, CUM CARAÇAS, É SÓ CORNOS. Ó PÁ LIGA UMA ALGÁLIA AO OLHO DO CÚ E ALIMENTA-TE QUE O TEU MAL É FOME.

    SE TA BISSE AGORA IA-TE ÁS FUSSAS, SEU CU PORTUGUES DE MERDA E FACA SAVENDO, MEU GRANDA ORDINÁRIO, QUE SE NÃO FOR O DINHEIRO DOS EMIGRANTES, MORRES Á FOME, SEU CARA DE NANHA FORA DE PRAZO. DIZ LÁ KAL É A TUA ALDEIA, Ó VATSON DA MERDA? SEMPRE GUSTABA DA BER O ABORTO QUE TE LABA A PARAPIÇAMOLE, PORRA, GRANDA HEROINA, DA SEGUIDA BAI Á CASA DE BANHO E É SÓ MERDA AMARELA.

    COMPRA A BURRACHINA XINEZA, AQUELA MERDA PARECE QUE FAZ CRESCERE. SE FORES À TAILÂNDIA, AS LAMBEDORAS KUANDO TA BIREM DESATAM-SE RIR À GARGALHADA.

  50. Ó MEU GRANDA CORNO OU CORNUDA’

    TU TÁS COM UMA GARANDA RAIVA Á CLAUDIA, SUA MERDA RANHOSA. SE FOSSE A ELA, PUNHA-TE JÁ UM PROCESSO, Ó MERDAS. PORQUE TÁS AUTILIZAR O NOME DE UMA CIDADÃ E A INJURIÁ-LA Ó RANHO DE CU PODRE.
    NÃO TE ESKEÇAS DA ALGÁLIA, SEMPRE LIGADINHA O ACU PARA CONTINUARES A ALIMENTARES-TE DE MERDA.

    OUBE LÁ, VI UM ARECLMAÇÃO CONTRA TI NO LIBRO DE RECLAMAÇÕES. PARECE QUE TU NÃO CONSEGUES LEBANTAR A ESTACA, PÁ.

  51. WATSON.

    ÉS CAPAZ DE SER A GAJA QUE LEVOU CUM OS CORNOS. VAI SERRÁ-LOS PÁ, NÃO HÁ ESPAÇO PARA ELES AQUI.
    TU NÃO DÁS KEKAS PORQUE NÃO TENS MATERIAL PRÓ FUQUE-FUQUE.

  52. No post Salada de Polvo:

    # tou-te aber Jul 8th, 2010 at 20:20

    (…)

    Com que direito é que uma Senhora chama cobarde e cobarde puro à pessoa, ainda que virtual, enforma este nick «tou-te a ber»?

    Façamos julgamentos. Devemos fazê-los? Acho que não, que ninguém é perfeito, porém por isso, mesmo, quando alguém é provocado, e por não ser perfeito, é natural que responda e o faça da forma que o entender.

    Eu também não acredito que alguém que não conhece outrém se atreva a chamar-lhe cobarde, pelo simples e inocente facto desse alguém ter decidido sob um livre arbítrio que lhe é dado antes do nascimento físico, chamar-se «tou-te a ber». As regars da casa permitem-no, logo com que direito se aponta o dedo? Santos no céu, cá em baixo pecadores ou outros com missão. Não será?

    # 23 Cláudia Jul 8th, 2010 at 21:07

    tou-te a ber, eu também te tou a topar e sei que não és boa bisca. Nota-se pelos comentários, pelas actuações, tudo, não é, cow ard?

  53. No post Ninguém pára a Ibéria:

    Cláudia Jul 12th, 2010 at 1:17

    No Aspirina, ninguém fala em férias. É incrível. Ninguém quer partilhar destinos previstos? Eu já comprei bilhete de avião, reservei hotel e já tenho mapas e percursos. Vai ser fantástico!

  54. No post Caça aos Bruxos:

    # Cláudia Jul 5th, 2010 at 2:15

    Não lhe chamaria cobardia, diz o Luís Rainha, pois eu escrevo em boas letras que é pura cobardia. Pura cobardia um Valupi, um Nik, uma zazie, um tou-te a ber, entre outros. Anónimos! Seres não identificados. Extraterrestres.

    # 3 CLAUDIA Jul 5th, 2010 at 2:49

    POIS QUEM ME REFERE E ME CHAMA cOBARDE?

    tEREI ALCANÇADO BEM A COISA? HEIN?

    TOMA LÁ DE VOLTA- COBARDE ÉS TU QUE TE ACHAS MAIS QUE EU, SUA BIMBA DO CATANO. OLHA AGORA PASSO-ME A CHAMAR–ME CLAUDIA. TOMA LÁ UM FART NESSA BUCARRA PRA VER SE ENXERGAS E NÃO EXPELES.
    PLANTA URTIGAS NO RABO PARA FICARES OCUPADA, TÁS A BER, MINHA? OU COMPRA UM CHOURICO DAQUELES QUE TREME.

    E TU VALUPI,

    PRECISAS DE UMA LIÇÃO SOBRE NOME E IDENTIFICAÇÃO E O CARAÇAS.
    O CARLOS SANTOS DEVE ESTAR A CAGAR DE ALTO PARA TI SEU XUXA CHUPISTA BESTOCRATO. COMUNA.

  55. No post Caça aos Bruxos:

    Namorado da Cláudia (i.e. Cláudia)
    Jul 6th, 2010 at 0:20

    Não é por ser minha namorada, mas a Cláudia vale mil vezes mais que todos quantos vêm aqui comentar. Abro excepção para o Sr.Manuel Pacheco que me parece de boa índole e pessoa de exame inteligente.

  56. Olá, tou-te a ber! :-D Bons olhos te vejam!
    Tu não achas que há anormais nestas bandas que nem merecem a nossa atenção? Somos superiores a esses frustrados. Sorriemos da parvoíce alheia. É bela e patética!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.