"Nós não somos daqueles que se juntam aos extremos políticos só para sobreviver e governar", atirou, numa referência à "geringonça" formada por PS, PCP e Bloco de Esquerda, e concluindo que, com o Executivo socialista, as contas públicas "estão certas porque a opção (...) foi empobrecer a vida das pessoas".
O líder social-democrata falou ainda da taxa sobre lucros excessivos, que António Costa anunciou, esta semana, que deverá também ser cobrada às empresas distribuidoras. Luís Montenegro considera que Costa devia começar por cortar os "lucros excessivos" do próprio Governo.
"A empresa que, em Portugal, teve mais lucros extraordinários foi o Partido Socialista, o seu Governo e a administração central", declarou o presidente do PSD. "Aquela entidade que teve lucros extraordinários, exorbitantes, excedentários - para não dizer, como muitos têm dito, obscenos - foi o Estado socialista, o Estado que quis ganhar dinheiro à custa do efeito da inflação na economia."
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O sorridente autor de “A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor”, nos idos de 2014, desconhece que o seu partido se aliou nos Açores a proto-fascistas xenófobos e racistas só para poder governar. Aliás, ele nem está a par do que o actual líder do PSD anda a dizer em ordem a preparar o mesmo número caso tal seja possível nas próximas legislativas.
Como estava numa iniciativa organizada pela JSD, Montenegro quis provar que não há ninguém mais infantil do que ele no laranjal, e saiu-se com essa retórica neonatal do “Estado socialista” e dos lucros do PS, do Governo e da administração central. Na aparência, trata-se apenas de umas graçolas para a rapaziada mostrar as favolas e grunhir, ou então a consequência de o terem posto em palco logo depois do animado almoço. Mas, lá nos fundilhos, isto é código para os direitolas fanáticos e broncos (não necessariamente por esta ordem), prometendo-lhes que o seu ódio à social-democracia (e à democracia ela própria) pode contar com o actual PSD. Basta que tenham paciência, tal com se fez em 2011.