O nosso amigo Manuel Pacheco conta a sua história. De amor.
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Será do vinho?
Perigoso optimismo
You need to be optimistic in order to be creative. And confident. In fact, if you don’t have confidence that you can create solutions, you won’t create solutions. Being excited about the endless supply of challenges we need to address is the first step in bringing out your creativity.
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Sabes quem é o Tim Brown? Será mais um daqueles que são pagos para andar a enganar os papalvos com estas tangas do optimismo ser uma atitude que aumenta a inteligência e facilita a resolução de problemas? A resposta é sim, confirma-se que o senhor anda a ser muito bem pago para dizer estas coisas, e o perigo é bem real: os pessimistas que se cuidem, ou ainda acabam a atrofiar sozinhos.
Vício
Caça às metáforas
Parece que os membros do Governo não podem usar metáforas nas suas intervenções públicas. Porquê? Porque há um grupo de desempregados mentais, com muito espaço neuronal sem exercício regular, que protesta contra o esforço que uma metáfora lhe exige. As metáforas são tramadas porque obrigam a pensar. Pedem interpretação, entendimento dos contextos, ponderação dos significados, escolha do sentido.
É muita areia para as suas cachimónias, eles são mais é refrescos.
Quem tem medo da deontologia?
O Miguel fez o resumo do essencial do Parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas acerca da inventona de Belém, mas a leitura integral do texto oferece a melhor exposição, e análise, do caso até agora disponível. Um caso absolutamente incrível não tanto por ter acontecido, mas pelo silêncio das autoridades políticas e figuras sociais de referência. Pelos vistos, Cavaco Silva, José Manuel Fernandes e Belmiro de Azevedo podem continuar a produzir golpadas deste e doutros calibres que nem sequer a uma conferência de imprensa se sujeitam para dar explicações. Esta situação é lunática.
Que eu saiba, ranhosos e imbecis não tocaram no documento. Pudera.
Web 10.0
Hoje fui ao cafezito de bairro, igual a tantos outros na sua modéstia e banalidade, onde sempre lancho nos dias úteis. Minutos depois, entra uma jovem senhora, trabalhadora numa empresa da zona, e começa a conversar com a patroa. A conversa diz respeito às escutas ao Pinto da Costa. A patroa, enquanto aviava o resto da clientela, queixava-se de ainda não ter conseguido ver o material no seu iPhone, e repetia os toques no ecrã à procura do dragão, mas informava que quando chegasse a casa iria à Internet. Seguiram-se comentários genéricos acerca das conversas captadas e outras exaltantes temáticas de café.
Já éramos uns supercromos no à-vontade com terminais de Multibanco, telemóveis e computadores portáteis. Agora, temos iPhones nas bancadas dos tascos onde o povoléu vai engolir a bucha. É a Web 10.0, a fusão da Internet com o croquete e a bica pingada.
Obrigado, Sá Pinto
Tinha sido a sexta vitória consecutiva. No jogo anterior, depois de um mês parado e apenas com dois treinos a meio-gás, Liedson tinha resolvido e marcado dois soberbos golos. No próximo jogo, há uma ida a Braga que é decisiva para a consolidação da nova equipa, quiçá para a classificação final. No meio disto tudo, Rui Patrício, que tinha assinado mais uma das suas chinesices, era justamente apupado pelos adeptos (que têm sempre razão, escusado será dizer). Liedson também fazia um bonito, solidarizando-se com o Rui e manifestando o seu superior espírito de grupo.
Perante esta realidade, que ocorreu ao Sá Pinto? Isto: que a época estava a ficar fácil demais para o seu Sporting, e que algo teria de ser feito com urgência para repor os níveis de dificuldade adequados à grandeza do clube. Um clube raçudo, feroz, selvagem não alinha em situações onde as vitória se começam a suceder uma às outras, numa monotonia que vai domesticando os instintos. Não, nunca.
Sá Pinto, és bestial.
Tempo e espaço

Há factos acerca dos professores que só os próprios podem revelar. Por exemplo, o tempo que gastam a preparar as aulas. Se lhe der na telha, um professor pode dizer que nem dormiu para preparar a aula do dia seguinte ao 7º B. Ou que já a vinha a preparar há 6 meses. Vale tudo, e tudo foi utilizado para boicotar o modelo de avaliação desenvolvido por Maria de Lurdes Rodrigues. Esse modelo tentava medir objectivamente a produtividade escolar, por isso requeria que o professor desse mostras de um conjunto suficiente de competências que ultrapassassem a sua fortaleza inexpugnável: o sacrossanto mistério pedagógico que apenas acontecia dentro de uma sala de aula, sem a presença de estranhos à família.
Acontece que o professor médio não perde tempo a preparar as aulas, esta é uma descoberta que se faz no primeiro ano da profissão. Os desafios cognitivos necessários para estar a repetir informações básicas durante 40 minutos, ou menos, para uma audiência de menores são mínimos, quase nulos. E as mulheres, sempre mais organizadas do que a desmazelada rapaziada, têm enorme vantagem. Os dossiers são trocados entre as antigas e as recentes, há uma ajuda mútua para estabelecer os materiais e as actividades que se irão seguir mecanicamente venha lá a turma que vier. Afinal, só há um programa, certo?
Mário Nogueira – que eu aconselho a mudar de sindicato porque na Educação o servicinho já está feito e há muitas outras áreas da economia para cristalizar – veio clamar contra os horários aberrantes e fala de professores que entram às 8 e saem às 23. A Ministra parece dar-lhe razão, mas ela é altamente sofisticada na pose, dominando com mestria a psicologia do adversário, temos de esperar. Eis o que podia acontecer, no entretanto: localizarmos esses professores e passarmos uns dias a observar o que fazem na escola. Porque das duas uma, ou são geniais ou são taralhoucos. Mas, seja qual for o caso, o problema não está no tempo de trabalho. Está no espaço que ocupam.
Vício
Blogosfera – Posologia
Os blogues comuns, individuais ou colectivos, são espaços privados de expressão pessoal. O facto de serem também públicos, permitindo leitura e comentários, não anula o seu estatuto pessoal e, antes e acima de tudo, privado. Repetindo pela terceira vez: os blogues são privados e pessoais. Para possuir um blogue basta ter ligação à Internet, email e 5 minutos para gastar. Não é preciso pagar nem apresentar documentos. Pode ter-se tantos blogues quantos à loucura apetecer. É, tão-só, como estar à varanda a discursar para quem passa. Ninguém é obrigado a parar, muito menos a ficar. E qualquer um pode mandar bocas ao orador. Ou é como estar na tasca ou no grémio, falando com quem calhar.
A blogosfera não tem carência de oferta, nem nós temos pachorra para 99,99999% do que existe. Há de tudo para todos e ainda sobra. Mas ela não pode dar o que não existe fora dela. Talvez por isso haja tanta volatilidade, numa intensificação dos processos de ilusão e desilusão inerentes à vida social. Os gostos mudam, os conflitos nascem, as relações alteram-se, as ligações quebram-se. As pessoas cansam-se das outras, cansam-se de si próprias. E deixam de escrever, abandonam blogues colectivos, enterram blogues pessoais. Aliás, um dos grandes prazeres da blogosfera é a despedida, o funeral em vida. Ah, esse alívio de poder concluir alguma coisa, de poder acabar, desaparecer, e essa perda ser um ganho. É que os blogues não custam nada a criar, não custam nada a manter e podem deixar-se ao abandono, ou serem apagados, com a indiferença de quem larga o jornal de ontem na mesa do café.
Contudo, sem o acrescento de inteligência que resulta de ler, dialogar, debater, discutir, brincar e escrever na blogosfera, sem o convívio com a inteligência dos outros, da tua tão maior e melhor inteligência do que a minha por ser tua, ficaria privado de nutrientes essenciais para a liberdade que me rege.
Não temos de concordar uns com os outros. Basta que discordemos com inteligência.
O nosso Zé de laranja Lima
Quando Cavaco escrever as memórias do sua passagem por Belém, talvez relembre com gosto o que sentiu na manhã do dia 25 de Junho de 2009. Até lá, temos os factos vistos de fora: um Presidente da República lançou uma suspeição acerca de um negócio inexistente, deixando no ar a possibilidade de estar em curso uma conspiração governativa para levar uma empresa a comprar parte de outra com o único fim de limitar, ou anular, a liberdade de informação; em especial no que dissesse respeito aos casos danosos para a imagem do Primeiro-Ministro. O alarme social causado foi intencional, procurando diminuir a credibilidade do Governo já cercado por suspeições artificiais de enorme desgaste desde 2007. A possibilidade de manipulação da TVI, entretanto, era em si um absurdo que não teria qualquer possibilidade de acontecer, como se veio a demonstrar de imediato pelo Governo e PT. Ou seja, ao mesmo tempo que exigia ética e transparência, Cavaco agitava o espantalho do Freeport e chafurdava na campanha negra. Hoje, sabemos que tal acto não foi uma excepção, bem ao contrário: obedece a um padrão.
TOP 10 da Estupidez
Estamos em meados de Janeiro e já é possível antecipar uma das entradas do TOP 10 da Estupidez para 2010: as queixas de que a RTP quer calar Marcelo. Irra, que é preciso ser estúpido.
Primeiro, ninguém cala Marcelo. Ele fala onde quiser, quando quiser e como quiser – se não for na RTP, será na TVI ou na SIC, obviamente. Ou no Youtube. E ainda lhe pagam, muito. Depois, o último interesse da RTP é o de perder um sucesso de audiências que, ainda por cima, é já um clássico da TV em Portugal. Por fim, este caso nasce da decisão de saída de Vitorino, e respectivo contexto político-regulamentar para o duo.
Maria Filomena Mónica é a papisa deste grupo de estúpidos, ao ter explicado assim o processo em curso: Sócrates quer vingar-se de Marcelo, arranjou aliados no PSD, Vitorino é um vendilhão e a liberdade está ameaçada. Ou seja, para a Mónica, uma vingança à maneira passa pela elevação ao estatuto de mártir de um figadal inimigo, com o consequente aumento do seu valor, notoriedade e poder.
Incrível cabeça que ousa expressar tão brilhantes raciocínios? Incrível é a suspeita de que esta socióloga repete o que se diz no seu círculo de amizades e conhecimentos. Quando se trata de medir a estupidez em Portugal é preciso começar sempre pelo número de votos no PSD nas últimas legislativas. Só para começar.
Quem vê TV
Eduardo Pitta e Francisco José Viegas muito oportunos e pertinentes.
Aposto que tens boas ideias, excelentes conselhos
Não vale tudo contra o vale tudo
Votei Alegre. Por duas razões: porque parecia o melhor dos piores; porque seria justo castigar Soares. Tenho a vantagem de não fazer a menor ideia do que levou Soares a querer concorrer para um terceiro mandato, para mais sendo octogenário, muito menos imagino o que levou o PS a aceitar essa infausta candidatura, mas é provável que Alegre não suscitasse confiança a quem o conhecia de ginjeira. Ou que tivesse sido estouvado, escutando apenas as Musas, acabando por queimar apoios. Enfim, talvez a explicação seja chã e cínica: Soares pode ter tido mais força no aparelho, ou nas cúpulas, e impôs-se ao partido. Não sendo militante do PS, nem simpatizante, olhava para as eleições presidenciais de 2006 com indiferença, sequer receando a vitória de Cavaco. E, até ao Verão de 2008, Cavaco imitou muito bem um estadista.
4 anos depois, as próximas presidenciais terão uma importância decisiva para a qualidade – e até segurança – da nossa democracia. Cavaco Silva provou que a Presidência pode perverter a lógica do semipresidencialismo, não cumprindo a Constituição: não há regular funcionamento das instituições quando, a 1 mês das eleições legislativas, surge uma notícia com declarações oficiosas de Belém a acusarem o Governo de crimes escabrosos contra o Presidente da República – as quais ficaram sem serem desmentidas, muito menos explicadas, até à publicação do email pelo DN, uma semana antes das eleições, e as quais foram aproveitadas pela oposição para atacar Sócrates, Governo e PS com pulhices nunca antes vistas no combate político em Portugal. Impedir que Cavaco seja reeleito, pois, deve ser o desígnio nacional de qualquer cidadão. Só que não vale tudo.
O terramoto também atingiu o Twitter
Surgiram vários casos de boatos relacionados com o Haiti propagados pelo Twitter que levaram ao engano cidadãos e empresas nos EUA. De facto, há uma propensão para o retweet de qualquer informação que capte a simpatia, sem exigência de análise ou confirmação, mas o preço a pagar é a propagação viral de eventuais mentiras.
Sim, as tecnologias de comunicação podem ser cada vez mais potentes e sofisticadas, mas é preciso nunca esquecer que a natureza humana tem 150 a 200 mil anos de avanço.
Terei sido o único?
Teorias da conspiração
Esta não procurei, mas deve estar algures: que os americanos provocaram o terramoto no Haiti para invadirem militarmente o país a coberto da ajuda humanitária, como se prova pelo facto do sismo não ter causado qualquer dano na República Dominicana.
Já esta sabe-se onde está, e o silêncio da direita a seu respeito é tumular: que o Zé Manel, afinal, é mais um na lista de pagamentos do Rato.
A química do amor
Esta notícia diz que os homens conseguem cheirar a ovulação das mulheres, o que os leva a produzir testosterona e a ficarem atraídos, pelo que as mulheres andam a enganar os homens com odores artificiais que acabam por diminuir, ou anular, o poder químico da ovulação.
Sim? Não?
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(atenção: profissionais da indústria dos perfumes é favor identificaram-se antes de emitirem opinião)


