TOP 10 da Estupidez

Estamos em meados de Janeiro e já é possível antecipar uma das entradas do TOP 10 da Estupidez para 2010: as queixas de que a RTP quer calar Marcelo. Irra, que é preciso ser estúpido.

Primeiro, ninguém cala Marcelo. Ele fala onde quiser, quando quiser e como quiser – se não for na RTP, será na TVI ou na SIC, obviamente. Ou no Youtube. E ainda lhe pagam, muito. Depois, o último interesse da RTP é o de perder um sucesso de audiências que, ainda por cima, é já um clássico da TV em Portugal. Por fim, este caso nasce da decisão de saída de Vitorino, e respectivo contexto político-regulamentar para o duo.

Maria Filomena Mónica é a papisa deste grupo de estúpidos, ao ter explicado assim o processo em curso: Sócrates quer vingar-se de Marcelo, arranjou aliados no PSD, Vitorino é um vendilhão e a liberdade está ameaçada. Ou seja, para a Mónica, uma vingança à maneira passa pela elevação ao estatuto de mártir de um figadal inimigo, com o consequente aumento do seu valor, notoriedade e poder.

Incrível cabeça que ousa expressar tão brilhantes raciocínios? Incrível é a suspeita de que esta socióloga repete o que se diz no seu círculo de amizades e conhecimentos. Quando se trata de medir a estupidez em Portugal é preciso começar sempre pelo número de votos no PSD nas últimas legislativas. Só para começar.

15 thoughts on “TOP 10 da Estupidez”

  1. Ora bem, vamos lá ver… qual é a melhor maneira de calar o tipo, de fazer com que perca influência, tirar-lhe relevância, despromovê-lo, diminuir-lhe o alcance e a proliferação da sua voz?
    Vamos tirá-lo da TV pública e empurrá-lo para a privada com maior audiência do país, onde até pode ter um programa com mais tempo e menos regula. E quase de certeza que até lhe pagam mais.
    Perfeito. Ora toma!! Por esta é que tu não esperavas, ó Marcelo. Nós somos profissionais, quando censuramos e promovemos o apagamento de figuras mediáticas é com estilo e categoria. Trabalhinho limpo.

  2. A única estupidez que eu vejo é a da RTP!
    Porque motivo vão acabar com o programa? Motivos há-de havê-los, embora não os revelem!

  3. Não me parece que o assunto tenha a ver com «cachet» mas se for por diante é uma estupidez. Já se esqueceram que o Socrates foi «feito» em conversas com o Santana na TV???

  4. António P., afinal é o Marcelo que sai ou a RTP que acaba com o programa? Tenho “ouvido” que o programa acaba por vontade (ou estupidez) da RTP. Assim, o que tem o pagamento da TVI a ver com o caso?

  5. “Educada pela BBC”, certamente porque lá em casa não havia livros, Filó é uma macaquinha idiota e snob cujas prosas só leio, a muito custo e na diagonal, a pedido do Valupi. Mas arrependo-me sempre.

  6. Quando se trata de medir a estupidez em Portugal é preciso começar sempre pelo número de votos no PSD nas últimas legislativas. Só para começar. Ou por contabilizar o número de posts parvos aqui publicados…

  7. é pá, a mena não. tirou o doutoramento em oxford na horizontal (mónica dixit) e desde então permanece encerrada, em casa ou na universidade ou então numa sala de chá a comer biscoitos de manteiga.

  8. No mercado do entertainment isso acontece até aos melhores. Porque é que o Marcelo há-de ser excepção? Ultimamente ele metia muita politica no meio das piadas…já não era a mesma coisa…a ultima de jeito foi aquela de se candidatar ao psd.essa foi gira, mas apos isso, sempre a descer.

  9. Apelo à continuação. É uma personalidade angariadora de votos à direita, mas não em quantidade necessária para a deserção que provoca para o centro-esquerda…

  10. “o Director de Informação não identifica ninguém, pelo menos por agora, que possa ser convidado para assumir o lugar de substituto de Vitorino; ninguém que reúna as condições que, enquanto Director de Informação da RTP, considero essenciais: perfil, estatuto, disponibilidade, reconhecimento e capacidade comunicacional ”

    Entre outras coisas que diz em sua defesa o José Alberto Carvalho traça no seu entender o que deve ser um comentador, uma vaca sagrada ou uma figura de cera Madame Tussaud.
    Quem é que pode responder aquele perfil? Um dos mesmos que contribui para o cinzentismo politico e para a mediocridade do show comentarista nacional.

    Porque é que as pessoas gostaram de ver os gatos fedorentos a entrevistar os politicos? Porque por uma vez levaram a sério aquelas perguntas e algumas respostas. Isto é Portugal fonix, o que é serio diz-se a brincar e o que é light diz-se com um ar sério. Sim, o people sabe, deixem-se de historias ou julgam que alguem acredita?
    Mas está bem nós não dizemos nada para não ferir a vossa mediocridade.

  11. Os Alunos do Professor Marcelo, por João Lopes

    “Há qualquer coisa de culturalmente patético na agitação criada em torno da eventual saída de Marcelo Rebelo de Sousa da RTP. Vivemos numa cultura do alarmismo e, como um vírus, rapidamente se sentiu a insinuação de uma possível censura. Há mesmo um desavergonhado estilo jornalístico segundo o qual qualquer cidadão não passa de uma potencial vítima das instituições: qualquer resistência institucional é apresentada como uma ameaça de censura.
    Não que a maneira como a RTP tem gerido a situação seja um primor de subtileza. O certo é que o quadro da discussão (?) decorre de um banal axioma mediático: estaria em causa uma matriz universal e intocável de excelência televisiva. E é isso que vale a pena questionar. Sobretudo porque pode haver um ponto de vista diverso (que eu partilho), segundo o qual o modelo de abordagem da cena política tipificado por Marcelo Rebelo de Sousa se faz, no essencial, de sintomas mais ou menos perversos dessa cena política, elaborando uma visão novelesca dos combates políticos que, não por acaso, tende a desembocar em exercícios de avaliação “psicológica” dos interesses e métodos dos respectivos protagonistas.
    Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social, tem feito um esforço heróico e altamente respeitável para defender a mais básica pluralidade de opiniões no seio da RTP, naturalmente incluindo o direito inalienável à expressão de Marcelo Rebelo de Sousa (quer como cidadão autónomo, quer como emanação de uma determinada área ideológica). Em todo o caso, a questão de fundo ultrapassa (e muito!) estes jogos florais em que todos fingem estar a salvar a democracia: seria preciso algum dos protagonistas vir lembrar que, televisivamente e não só, discutir política não é percorrer uma agenda de folhetins fulanizados, mas ajudar a pensar os fundamentos (e as práticas) do nosso viver colectivo.
    Afinal de contas, vivemos num país convertido às catástrofes, a ponto de já não haver chuvas e neve, mas “alertas” de todas as cores. Num país assim, porque é que alguém haveria de sugerir que talvez seja possível escolher outros modos de pensar a política? Como é óbvio, o professor Marcelo formou muitos alunos.”

    João Lopes é o melhor “leitor” e descodificador da linguagem dominante do mundo em que nos movemos.Tambem aqui.

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