Perigoso optimismo

You need to be optimistic in order to be creative. And confident. In fact, if you don’t have confidence that you can create solutions, you won’t create solutions. Being excited about the endless supply of challenges we need to address is the first step in bringing out your creativity.

Tim Brown

*

Sabes quem é o Tim Brown? Será mais um daqueles que são pagos para andar a enganar os papalvos com estas tangas do optimismo ser uma atitude que aumenta a inteligência e facilita a resolução de problemas? A resposta é sim, confirma-se que o senhor anda a ser muito bem pago para dizer estas coisas, e o perigo é bem real: os pessimistas que se cuidem, ou ainda acabam a atrofiar sozinhos.

69 thoughts on “Perigoso optimismo”

  1. Concordo a 100% com o que o senhor diz. Só não percebo o que tem a ver descomplexadamente acreditar nas nossas próprias capacidades para resolver problemas ( se os outros são capazes , eu também , só tenho é de tentar sem medo ) e levar as coisas até onde queremos , muitas vezes pensando “fora da caixa “, com acreditar “optimisticamente / loucamente ” nas capacidades de outros que já deram provas que o desenvolvimento das suas capacidades parou algures nos corredores das jotas. Ou acreditar que o génio Hawking ainda vai ganhar a medalha olimpica numa corrida qualquer.
    Aliás , V , que é feito da tua crença optimista nas capacidades do PR ? Ou nas do PSD ou BE para governar o país? Optimismo selectivo ? È esse o correcto? Tens é de explicar os mecanismos de selecção para ver se eu percebo.

  2. Fora da realidade, ou olhando só para si, é como e vejo estas pessoas.

    Gostaria que alguém me explicasse, como é que outro alguém, numa qualquer parte do planeta, que vive abaixo do limiar da pobreza consegue ser optimista.

    Será por rezar muito ?

  3. È , Carmim. deve ser mesmo por rezar . e por uma crença “optimista” ancestralmente incutida . “sabe” que quando morrer à fome vai pró céu no meio dos anjos e vai poder tocar banjo.
    Vês agora como o V celebra missas? A dor é redenção!!! é boa!!! e quem não pensa assim é um parvo dum pessimista.
    ( ainda que eu pense que sofrimento , não daquele que falas , um assim mais ligth , emocional , digamos , é muito importante no crescimento como pessoa)

  4. Carmim,

    Não lhe vou explicar o como, só o onde. Pense no Brasil. Lá, até os mais pobres são optimistas. Não há lamúrias, apesar da extrema pobreza. Amam a pátria onde nasceram, nunca dizem: “este país …” e a esperança de um futuro melhor nunca os abandona.

  5. Carmin,
    e no seguimento do que diz a nanda :
    – em Portugal temos o Fado , no Brasil o Samba.
    E eu, por experiêncfia, diria que o optimismo nada tem a ver com o nivel de pobreza ou riqueza de cada indivíduo.
    Aqueles que conheci que pouco tinham geralmente são mais optimistas porque pelo menos lutam para ter mais.
    Bom fim de semana.

  6. Gostava de poder por aqui uma série de fotos de africanos , gostava. de barrigas inchadas , cheios de moscas e a beber urina de vaca. à espera da morte. Aquela famosa do abutre , por exemplo.
    E parece-me que tanto a Nanda como o António confundem o aceitar as circunstâncias da vida e tirar o melhor proveito delas , sendo feliz partilhando o pouco que há e sambando e curtindo os outros , com optimismo ambicioso . Esses , os optimistas ambiciosos , até andam por cá e pelo resto do mundo , largaram o samba e vieram cantar o fado. ou a marselhesa. ou outra canção qualquer europeia.
    E esqueceram também a carrada de optimistas brasileiros que se massacram aos tiros e que vivem na maior roubando e matando. alguns parece que até estão lá pelo parlamento brasileiro. suponho que estão a par das constantes escandaleiras brasileiras?

  7. Parece-me que o optimismo que o Tim defende se enquadra na linha do feasible…ou seja, aquilo que de facto existe como capacidade humana de poder realizar/concretizar outra coisa…sendo que essa outra coisa possível de existir será algo que não tinha ainda sido percebida como possível.

    “A necessidade aguça o engenho”…são os constraints que desafiam a criação do Novo!

    Claro que as situações de extrema dificuldade/sofrimento existem e falam desesperadamente por si…(fome, guerra, doenças graves, morte)…

    No entanto, a perspectiva optimista da vida (‘a metade do copo está cheia’) e o tal design thinking podem melhorar consideralvelmente e até transformar por inteiro uma certa zona de sofrimento ‘inútil’…e que sendo sincero, não é verdadeiro.

    Ou seja, muitas das coisas/situações que geram profundo sofrimento (ex: psicológico) poderão ser atenuadas e até resolvidas se olharmos para elas sob perspectivas mais amplas…se conseguirmos olhar para as várias cores/tons do quadro e não nos fixarmos atrofiadamente naquela mancha escura no canto inferior esquerdo…

    O optimismo é esse alargar inteligente do olhar e do gesto que permite criar…encontrar saídas onde antes só víamos paredes….respirar melhor…é a expansão do Ser…

    O próprio Universo é optimista!…

  8. Carmim,

    A palavra que aliei a optimismo foi esperança e não ambição. Quanto aos que estão no parlamento ligados aos escandalos ou no negócio da droga … não são propriamente pobres, mas bandidos. E não são a maioria.

    … e não me referi aos africanos que vivem em cenários de guerra e/ou catástrofes naturais. Esses são o retrato da nossa vergonha e impotência.

  9. Nao sei se estou a ver mal, mas a maioria dos comentadores deste blogue sao optimistas, ou nao? De coracao e alma, todos acreditamos sincera e ardentemente que um dia, num futuro optimisticamente nao muito distante, conseguiremos desmascarar os vendedores de banha da cobra como esse Brown.

    E por contagio optimista diria que presumo esteja ja planeado ou ate mesmo em fase de producao nos ateliers desse ‘ideogenio’ o telemovel do futuro que funcionara como vibrador – com adaptador anal regulavel (um acrescento inteligentissimo porque cada um tem o cu que merece)) para abranger uma maior percentagem do mercado!

    E se fosse falar dos derivados da mesma linha mas em cores diferentes, entao nao vos digo nada. O genio criativo e, de facto, ilimitado.

  10. o único senão é mesmo esse: o perigo da ilusão chamada futuro próximo ou distante

    (acreditar que a roupa seca rápido e que tudo se vai compôr, sabendo que a máquina de secar está avariada e que lá fora chove comócaraças).:-)

  11. Sinhã, perante o teu problema um optimista não desanima. Há algumas alternativas à máquina de secar que podem desenrascar enquanto o Sol não vem: o aquecedor, o ferro de engomar, a ventoinha, o secador de cabelo, e deve haver mais (nunca experimentei o micro-ondas). O pessimismo não, não consta que seque roupa. :)

  12. Não sei quanto é que o Medina recebe mas acho que o Tim recebe muito mais.Por isso ser optimista é um bom principio. O Tim é um grande coach, o Medina só engana taxistas.

  13. essas alternativas são fracas, guidinha: disseca-se o cheiro. e eu não quero, apenas, a roupa seca: quero-a seca e cheirosa: sou uma optimista. :-)

  14. Não, Sinhã, a tua resposta é que é fraca. Não tinhas dito que também se tinham acabado os amaciadores de roupa e os perfumes, lá em casa. E o que fizeste é o que fazem os pessimistas: quando têm um problema resolvido inventam logo outro. :)

  15. não me parece guidinha: o cheiro da roupa é um processo a jusante – e não a montante – da secagem

    (e isso a que chamas ser optimista eu chamo de ser sucateira). :-)

  16. Não percebi, os amaciadores usam-se antes da secagem e os perfumes depois, normalmente, quando a temos vestida. Falei nos dois. Além disso, o que deixa a roupa a cheirar mal é ficar molhada à espera que a chuva passe, não é secá-la no aquecedor, por exemplo. Se não me engano era a tua solução optimista: esperar.
    Seja como for, o problema inicial, e temporário, penso eu, era o da máquina de secar avariada e chuva diluviana, não envolvia cheiros, lembras-te? :)

  17. pois, enganas-te. :-)
    e não há problema algum: falava do perigo do optimismo, apenas, e até que ponto pensar que tudo se resolve não será um placebo do dia quando o dia não corre. :-)

  18. Foste tu que deste este exemplo, e pode perfeitamente acontecer. Ninguém te arranja a máquina em menos de duas semanas, e os meteorologistas garantem que a borrasca é para durar. Já agora, fiquei curiosa, o que farias? :)

  19. Ilusão? Mas foste tu que disseste que o cheirinho ainda ficava mais activo. :)

    E a certeza que a máquina um dia vai funcionar e a chuva passar é realismo. Optimismo é, perante o problema, acreditar que vamos encontrar soluções alternativas e que tudo se irá compor. :)

  20. Luis Rojas Marcos é um psiquiatra espanhol a tabalhar em em Nova Iorque. Relata este episódio,no seu livro “A Força do Optimismo” (Esfera dos Livros, 2006). Marcos visita alguém que ficou tetraplégico no decorrer de um acidente e pede-lhe uma avaliação do tratamento que recebe no hospital.

    “Quando ouviu o meu “bom-dia”, virou os olhos para mim, lançou-me um olhar penetrante e sorriu levemente. (…) Falando com dificuldade numa linguagem entrecortada, com tom grave e áspero, mas compreensível, disse-me que se chamava Robert, tinha 46 anos, era engenheiro de profissão e estava há mais de cinco anos internado por causa do grave acidente de trabalho que tinha sofrido quando inspeccionava uma obra.(…) Robert era casado e tinha um filho de dez anos e uma filha de oito. Quanto à sua avaliação do hospital, elogiou o tratamento que recebia e mostrou-se especialmente animado ao contar-me que nos últimos três meses tinha conseguido, com muito esforço, respirar por sua conta durante quase duas horas por dia.

    Robert comentou que estava consciente da grande probabilidade que tinha de permanecer paralisado durante o resto dos seus dias. No entanto, não hesitou em acrescentar que, no passado, tinha superado desafios duros, como a morte de seu pai, a quem estava emocionalmente muito unido, quando tinha apenas 15 anos, e as consequentes dificuldades económicas. Por outro lado, sentia-se muito animado porque tinha conseguido ir controlando pouco a pouco o seu programa quotidiano no hospital.Estas conquistas faziam-no pensar que talvez no futuro também venceria a sua invalidez, pelo menos até ao ponto de poder viver em casa com a sua família. Perguntei-lhe como era o seu dia-a-dia no hospital e respondeu-me que bastante melhor do que tinha previsto no princípio. Tinha-se tornado “viciado” – disse – em várias séries de televisão e esperava sempre com apetite a hora da comida; disfrutava das boas relaçoes de amizade que tinha estabelecido com algumas enfermeiras e fisioterapeutas do centro e, sobretudo, sentia-se feliz quando os seus filhos e a sua mulher o visitavam.
    Fascinado com a atitude positiva de Robert, num momento da conversa ocorreu-me pedir-lhe que calculasse o seu nível de satisfação com a vida em geral de 0 (muito infeliz) a 10 (muito feliz). Depois de uma breve reflexão, respondeu-me sorridente e com seguraça “um oito” A classificaçao surpreendeu-me. Perguntei-lhe a seguir que número teria dado antes do acidente. Quase sem vacilar respondeu: “Eu diria que poito e meio, mais ou menos.” ” Só meio ponto mais?”, exclamei num reflexo de incredulidade. Querido doutor – replicou-me Robert pusadamente, como que para tranquilizar-me -, embora lhe pareça mentira, considero-me um homem com sorte. Sobrevivi a um terrível percalço e mantenho intactas as minhas faculdades mentais. De facto, desde o acidente, a minha vida adquiriu um significado mais profundo. Creio que, de certa forma, me converti numa pessoa melhor. Sou mais compreensivo com os outros, aprecio muito mais as coisas pequenas que antes considerava triviais…Quem sabe, talvez um dia possa ajudar outras pessoas a superarem este problema, pessoas que, como eu, viram o seu destino modificar-se de repente”

    Se o Robert tivesse preferido a sua eutanásia, quem o poderia criticar?
    Mas o Robert é optimista. Quem o pode criticar?

  21. Ah, não, eu sou um optimista por excelência: – sei que um dia os americanos vão deixar de fazer terrorismo de estado por esse planeta fora, como o fizeram até agora para controlar tudo e todos, principalmente os países que contêm no seu subsolo as fontes de energia fundamentais de agora e os seus vizinhos sul-americanos; – sei que um dia o sapiens-sapiens vai deixar de ser embalado pelas mentiras tenebrosas das Igrejas todas; e – sei que um dia, por via disto e de outras coisas que acontecerão, alguns sapiens-sapiens, como hoje, não vão morrer à fome e de doenças curáveis no ocidente do planeta, que a justiça e a solidariedade social vão ser um dado adquirido… isto, se um dia, não acontecer um holocausto que faça desaparecer a espécie humana por via da sua actual ganância, ultra-liberalismo individualista e violência global generalizada. Sim sou um optimista, neste sentido, acredito que toda esta utopia se concretize um dia e que a letra desta canção se torne um dia realidade: http://www.youtube.com/watch?v=XLgYAHHkPFs
    Mas também sou, ao mesmo tempo, um pessimista do caraças… Vejo tudo cada vez mais negro, mas… um dia….

  22. mct,

    optimista não é quem espera com ironia ou sarcasmo, é quem age com convicção e esperança…como o John Lennon.

  23. Boa resposta edie, a minha ironia e/ou sarcasmo, não é mais do que a tomada de consciência da minha utopia, irrealizável, portanto, e portanto ainda, da minha impotência em a tornar realizável… Temos de facto de homenagear o Lennon que pagou com a vida as suas convicções tornadas públicas, como figura mais-do-que-pública, que era! mas não deixo de ser optimista em relação ou futuro, como o sou pessimista agora! Obrigado.

  24. portanto: um optimista prudente é aquele que tem esperança de deixar de ser pessimista?

    e o que será o sentido da vida?

    participar na evolução é a única coisa que me ocorre,

  25. e um optimista temerário será aquele que tem confiança em deixar de ser pessimista?

    e já agora no sentido da vida, além de participar na evolução, alcançar a iluminação também daria jeito. Não sei é se chegando aí se conclui que a evolução é uma ilusão. Xonex.

  26. Quem vive dia a pós dia com fome (fome de falta de alimentos, faço-me entender), não tem espaço para ser optimista. A única coisa que pensa é ter alimentos, ou água. O optimismo é coisa de quem tem a barriguinha cheia, nem que seja com uma piza, e no dia seguinte sonha em comer um bife.

    Quando aparecem aquelas reportagem de “crianças cheias de moscas” ao colo dadas mães cadavéricas, vocês olham para aquelas pessoas e conseguem vislumbrar optimismo???

    Bem, eu até parece que já os vejo mortos.

  27. Carmim, aqueles haitianos, ou seja, habitantes de um país muito pobre, muitos deles sem um presente e muito menos um futuro risonho à espera, que estiveram vários dias debaixo de escombros, não foi com pessimismo que se mantiveram vivos, aliás, deram-nos a todos uma lição de optimismo.

  28. mf, pois, instinto de sobrevivência todos temos, mas não reagimos todos da mesma forma a situações extremas. E estar enterrado vivo durante uma semana, dez dias (!), deve requerer muita ginástica mental. Posso estar enganada, mas penso que têm mais hipóteses de sobreviver os optimistas, os que não deixam de acreditar que têm uma hipótese, mesmo que remota, de sair dali.

  29. pode que tenhas razão , Guida.

    e encontrei pró & um optimista temerário : ìcaro. parece que o optimismo pode ser perigoso mesmo..
    também tenho um optimismo prudente , ou estratégico : Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier. é o meu preferido.

  30. O instinto de sobrevivência é uma prova de que somos naturalmente optimistas. Como diz a Aire, o Uiverso é optimista. Se não fosse, não estávamos aqui a falar sobre o assunto.

  31. Mf: boas tiradas! Até hoje o meu pai Jupiter tem-me safado in extremis, mas não sei como anda o meu crédito astral. No entanto vou achar que é natal.

    Pois o Ícaro. O n. Bartolomeu de Gusmão era o máximo, pena que não tenham feito confiança nele. E confiança, claro, sempre keyword. Tenho ali um livro sobre a trilha sagrada do guerreiro de Shamballa que diz que o dito vive para lá do medo e da esperança, vive na confiança.

  32. Acho que há aqui alguma confusão, perdoem-,me. O que é que tem a ver Instinto de sobrevivência com optimismo? Esse instinto, quando é posto em acção pelo organismo, como agora no Haiti, ou em muitas outras regiões do planeta em que situações de sobrevivência são praticamente endémicas e ignoradas pura e simplesmente pelos ditos civilizados, elimina automaticamente quaisquer laivos de pessimismo ou de optimismo de tipo civilizacional e completamente inúteis para os desgraçados – ” Os Condenados da Terra” ( Frantz Fanon). Estou contigo Carmim, como sabes!

  33. mf, mas onde leste que não acredito nas capacidades do PR, BE ou PSD para governar o País? Não sou é obrigado a concordar com as propostas que essas entidades têm feito, mas nada impede que concorde com outras que apareçam. De resto, todos os agentes políticos têm ideias válidas, só que a escolha de um governante resulta da soma de todas elas, assim como das hierarquias de valor, e ainda da credibilidade pessoal.
    __

    Carmim, quem vive abaixo do limiar da pobreza precisa ainda mais do optimismo. Só os abastados, os que vivem na maior segurança, é que se podem dar ao luxo de ser pessimistas.
    __

    &, o sentido da vida é a criatividade. É ela a fonte e fruto do amor.

  34. está bem.

    Olha , somos o que comemos , não é? acho que era um grego que dizia. Hoje descobri a causa do pessimismo português!!! O peixe. Lí na Pública : 59 kilos/ ano pessoa ; a média mundial é de 17 Kgs.. , os brasileiros perto de 7 Kgs. Só o japão e a islândia nos ganham , mas lá comem cru (ou fumado ), não é frito ou grelhado no carvão que deve alterar a química lá do peixe .
    bora lá mas é comer carne para dar um bocadinho de agressividade e aquecer o sangue.

  35. ( acho que cru ou cozido , dá igual : vi agora que japão e islândia têm das mais altas taxas de suícidio do mundo . não deixem de comer peixe , não! )

  36. Essa é boa, quem é que se pode dar ao luxo? Os abastados claro, de serem pessimistas e outras coisas mais, inclusive optimistas. Os que vivem abaixo do limiar da pobreza… A estes salvam-nos, se e quando, o instinto de sobrevivência e mais nada. Optimismo e pessimismo não passam de chavões/ estados de “espírito”, das sociedades ocidentais ditas “civilizadas”. Aos condenados da terra só lhes resta sobreviver, essas abstracções inúteis não lhes servem para nada! Sejamos um pouco mais universalistas e solidários para com os nossos irmãos que sofrem diariamente e lutam desesperadamente pela bucha diária, noutros pontos do planeta, claro!

  37. mct, se bem percebi, o instinto de sobrevivência é assim uma espécie de piloto automático, em que todos reagem da mesma forma independentemente do optimismo ou pessimismo de cada um. Isso não faz muito sentido.

  38. o amor fruto da criatividade? Não será antes ao contrário? Está aí uma boa alegoria dos tempos que correm no Nas Nuvens, a não perder.

  39. Portanto, devemos sentir-nos culpados por acreditarmos em nós, termos confiança na vida, fazermos por ela e falarmos sobre isso?

    Carmim, quando bebes um copo de vinho ou comes uma sobremesa, ou vais passear ou ao cinema, ou a um espectáculo, quando compras aquele extra do guarda-roupa, ou aquela extra dos cuidados de beleza ou higiene, devias, pela tua própria lógica, sentir-te culpada. Como podes tirar prazer da vida, quando há gente a morrer de fome noutro ponto do planeta?

    E como podes usar o sofrimento dessas pessoas para fundamentar essa teoria de que devíamos ser todos pessimistas?

  40. Sim, mf, a minha dúvida não é sobre a definição de humildade, mas sim sobre onde viste esse apelo nas considerações da Carmim…

  41. subentendi ( se calhar mal , já disse ) nas palavras da Carmim que estamos a falar de barriga cheia e que estas discussões são próprias de quem já está num patamar muito elevado da pirâmide de Maslow , e que nunca nos devemos esquecer de quem ainda vai na base.

  42. Compreendo, mf. Mas discordo. Seria muito hipócrita que não abordássemos estes assuntos porque outros não o podem fazer. Usufruirmos dessa possibilidade não é uma questão de mau gosto ou insensibilidade. Pela lógica que apontas e por uma questão de solidariedade, deveriamos a) não falar sobre estas questões ou b) falar sobre elas, mas de barriga vazia.

    Não é com esta má consciência ocidental que resolvemos os problemas, mf. Insinuar que quem vive e fala sobre a sua realidade é um ser insensível porque não pensa nos outros é uma atitude bastante soberba, nada humilde, parece-me…mas se calhar estou a ser pessimista :)

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