Não vale tudo contra o vale tudo

Votei Alegre. Por duas razões: porque parecia o melhor dos piores; porque seria justo castigar Soares. Tenho a vantagem de não fazer a menor ideia do que levou Soares a querer concorrer para um terceiro mandato, para mais sendo octogenário, muito menos imagino o que levou o PS a aceitar essa infausta candidatura, mas é provável que Alegre não suscitasse confiança a quem o conhecia de ginjeira. Ou que tivesse sido estouvado, escutando apenas as Musas, acabando por queimar apoios. Enfim, talvez a explicação seja chã e cínica: Soares pode ter tido mais força no aparelho, ou nas cúpulas, e impôs-se ao partido. Não sendo militante do PS, nem simpatizante, olhava para as eleições presidenciais de 2006 com indiferença, sequer receando a vitória de Cavaco. E, até ao Verão de 2008, Cavaco imitou muito bem um estadista.

4 anos depois, as próximas presidenciais terão uma importância decisiva para a qualidade – e até segurança – da nossa democracia. Cavaco Silva provou que a Presidência pode perverter a lógica do semipresidencialismo, não cumprindo a Constituição: não há regular funcionamento das instituições quando, a 1 mês das eleições legislativas, surge uma notícia com declarações oficiosas de Belém a acusarem o Governo de crimes escabrosos contra o Presidente da República – as quais ficaram sem serem desmentidas, muito menos explicadas, até à publicação do email pelo DN, uma semana antes das eleições, e as quais foram aproveitadas pela oposição para atacar Sócrates, Governo e PS com pulhices nunca antes vistas no combate político em Portugal. Impedir que Cavaco seja reeleito, pois, deve ser o desígnio nacional de qualquer cidadão. Só que não vale tudo.

Alegre foi um simpático histórico do PS até 2007, também vedeta da política pimba armada ao artístico, que nunca fez um caralho na governação, por isso nunca se queimou. Quando concorreu para Secretário-Geral, em 2004, congregou um conjunto de personalidades fortíssimo: Alberto Martins, Helena Roseta, João Cravinho, Medeiros Ferreira, Santos Silva, António Seguro, Jorge Lacão, Ana Benavente, Ferro Rodrigues, Vieira da Silva, José Magalhães, Vera Jardim, Maria de Belém, Ana Gomes, Paulo Pedroso, Osvaldo de Castro, Luiza Portugal, Helena Vilaça e Ana Catarina Mendes, por exemplo. A esquerda do PS, em peso, confiava em Alegre e não queria Sócrates. E hoje? Quantos deles repetiriam o apoio a Alegre? Quantos deles vieram a descobrir que Sócrates é muito melhor – e melhor para Portugal – do que eles esperavam?

Ver o PS apoiar a candidatura de Alegre significará que vale tudo. A política perderá racionalidade para quem se indignou com as suas posições. Porque ele poderia ter sido a voz crítica, a consciência de esquerda, o arauto dos valores republicanos e democráticos que simulou ser – só que tal não justifica a deslealdade. O efeito das suas intervenções não contribuiu para o bem comum, não aumentou a inteligência nem diminuiu a irracionalidade. As suas posições apenas serviram as agendas da oposição, especialmente do BE e de Louçã. Quando ameaçou sair do PS e fundar um partido, no delírio de transferir o milhão de votos para onde lhe desse na veneta, acabou a sua credibilidade como político; se é que ainda restava alguma. Ali estava mais um megalómano disposto a causar estragos ao País, só para provar a sua importância, ou a afundar-se no poço onde se contemplava obsessivamente, colosso de empáfia.

Visto de fora, o PS errou gravemente ao não ter escolhido Alegre como candidato presidencial para as eleições de 2006. Ele vinha de ter mostrado vitalidade e gosto pelo poder, ao ter concorrido nas eleições internas em 2004, pelo que seria mais um sinal de unidade socialista na diferença das esquerdas; e à volta de uma figura que, no mínimo, iria à 2ª volta. Em vez disso, surgiu Soares a dividir a esquerda inutilmente, o que permitiu a eleição de um Cavaco no pleno da sua força presidenciável (também por ser equilibrante do sistema face à existência de um Governo PS maioritário). Alegre eleito em 2006 pelo PS talvez acabasse por se reduzir ao tal rei-bardo que se sonha quando pesca, declama e ferra o dente nas comezainas típicas, mas seguramente que nos teria poupado à vergonha em que Belém se transformou actualmente.

Em 2010, a situação política, social e eleitoral é precisamente ao contrário. A melhor estratégia para o PS é a de dividir a esquerda para escapar ao garrote dos que sonham com a destruição do socialismo democrático, genuína social-democracia. PCP e BE pretendem a submissão do PS a um modelo de sociedade não democrático, vendo na eleição de Alegre uma ocasião de validação dos métodos usados na anterior legislatura para causar agitação social e parar o reformismo de Sócrates. Estes partidos não irão mudar sob pena de implodirem ideologicamente, pelo que o entusiasmo com Alegre dá bem conta do ganho que ambicionam.

Na direita, é bem possível que Cavaco não se recandidate, tal a desorientação e incapacidade de que dá mostras – cenário em que avançaria um Marcelo Rebelo de Sousa que já conheceu melhores dias, não tendo a vitória garantida em cenário algum. Mas mesmo que Cavaco se recandidate, a sua campanha arrisca-se a ser um purgatório que não se deseja ao pior inimigo. O Cavaco mitológico dos anos 80 e 90 desapareceu e não volta mais, ficou a mediocridade insidiosa, irresponsável, escândalo e asco para quem se preza como cidadão.

Alegre tem uma parte larga do PS com ele, tanto a nível de notáveis como de populares. Não se pode duvidar das boas intenções de tanta gente cheia dos mais variados méritos políticos, cívicos e pessoais. Se for ele o escolhido pelo PS, porém, a lição será a de que vale tudo, incluindo tirar olhos.

62 thoughts on “Não vale tudo contra o vale tudo”

  1. Não esquecer que Manuel Alegre foi governante em tempos e uma das coisas que ainda hoje lamenta é o facto de ter ajudado a fechar o jornal O SECULO. Porque não era só o jornal, eram as oficinas de artes gráficas, eram as revistas, a VIDA MUNDIAL, a MODAS E BORDADOS. No meu livro que está prestes a sair há uma entrevista com Eduardo Guerra Carneiro que pergunta «você sabe que houve gente que se matou?». Eu sabia… desde 1966 moro por aqui, Santa Catarina, Bairro Alto, comecei em 1978 no Diário Popular, publiquei o primerio livro em 1981 na Moraes que era na Rua do Século.

  2. Alegre só terá o meu voto em duas situações. No caso de ir sozinho contra Cavaco, ou numa segunda volta contra Cavaco.
    Numa primeira volta com mais opções votarei para forçar uma segunda volta na alternativa a estes dois, nem que seja no Garcia Pereira.
    Não votei Alegre em 2006, mas o grande erro do PS foi não ter lançado um candidato ainda antes do fim do tabu de Cavaco para abrir caminho para uma vitória de esquerda. Deixou alimentar o tal “Cavaco Mitológico”
    Como diz alguém que conheço, Alegre representa o fenómeno PRD, os descontentes do PS. São os mesmos vinte e tal por cento de votos e as mesmas características sociológicas do eleitorado.

  3. Se por um lado, Cavaco fez golpe ao governo, Alegre fez golpes ao PS, ambos provando que são capazes de mandar os compromissos e a estabilidade às urtigas para fazer vingar as suas causas pessoais de poder. Não estou a ver saída. Mas há que esperar para ver quais são as peças finais no tabuleiro.

  4. Como eleitor do PS, desde sempre, entristece-me que não se vislumbre uma alternativa aceitável.

    De qualquer das formas, Alegre nunca terá o meu voto.

    Os desvios de Cavaco têm atenuantes. Ele é e sempre foi um adversário do PS. Quem pensou o contrário é que andou iludido.
    De qualquer das formas não será Cavaco a trazer grandes males a Portugal.

    Alegre é outro tipo de bicho. Vaidoso, cego e, sabemo-lo agora, traidor. Ou seja, o pior tipo. O tipo perigoso.
    Ele não tem atenuantes e não pode ser perdoado.

    O pior que podemos esperar de Cavaco são umas manobras desastradas para levar o PSD ao colo. mesmo isto…depende de quem lá estiver.

    O Pior que podemos esperar de Alegre são acções sistemáticas de descredibilização e combate politico com poder para destruir o PS e levar o Louçã ao colo.

    De um laddo temos a possibilidade de um PSD levado ao colo, do outro temos a certeza de um PS destruido e um Louça triunfante.

    Eu engulo o sapo (tipo elefante..) e voto no Cavaco.

    Até doi escrever isto…

    miguel

  5. Que se lixe, contra Cavaco estou disposto a engolir qualquer sapo.

    Tudo porque nos dias loucos do governo Santana, porque valia tudo um sr de aspecto solene e grave e à bolina daquele efeito, papagueou as palavras liminarmente promocionais, mas ocultou o autor e o seu contexto, enganou mentiu, o que deveria ter dito é o que agora é óbvio; não sei para onde vou, não sei por onde vou, sei que não vou por aí. Mas para os incompetentes falar verdade, não dava e não dá votos, então o senhor não foi por aí como é público e notório. Estão lá porque querem, ninguém está nem estará, acima da crítica!

    bibl.; José Régio, Gresham, Sorman e Akerlof.

  6. ”Impedir que Cavaco seja reeleito, pois, deve ser o desígnio nacional de qualquer cidadão”.

    O meu guia de interpretacao rapida das frases altissonantes diz-me que essa ai em cima e um convite de tipo informal com a velocidade media dum espirro politico de propaganda bem destilada. Ate aqui, tudo bem, zero de zarolhos entre as vitimas. O pior e quando um ‘qualquer cidadao’ puxa duma lupa, le melhor e repara que nao passa duma prece de joelhos a toda a gente para votar num manel ‘bacoco’ qualquer nao nomeado. Mas as coisas ficam ainda mais suspeitas quando quem repara nisso acontece ser simpatizante ou militante do PSD, o tal partido composto de elementos com designios e responsabilidades como qulquer outro animal partidario. Azar dos azares e se o gajo for um daqueles que aqui ha dias leu isto aqui neste blogue: ‘Oh PSD, finge que vais cagar e desaparece’. Estou a citar de memoria.

    O problema nao e o Alegre nem o Cavaco, e a Democracia. Nos factos e na realidade. No papel e uma rosa.

  7. Eu farei tudo para tirar aquele galo cadavérico do poleiro, mas votar no Alegre? o homem que disse que queria ser presidente porque o outro (Mário Soares) já tinha sido duas vezes? Não sei, mas nunca gostei de golpistas.

  8. Compreendo perfeitamente a posição do Val. Também não sou fã da Alegre figura. No entanto, se não houver outra alternativa, lá terei de engolir o sapo. Val, recordo: “Delenda Cavaco”. Cavaco, nunca !

  9. Tanto quanto os factos próximos permitem concluir

    Alegre é, nos tempos recentes e nestes dias que correm, claramente o candidato do BE…

    Terá assim sentido o PS vir a apoiá-lo?

    Claro que se está num trilema lixado…

    Mas eu acho que se deve, se tem,

    que conseguir arranjar um candidato que, retirando uns 3-5% a CSilva, o impeça de ganhar á 1ª volta

    em simultaneo que vença tal candidato do BE…

    na segunda volta, estaremos todos juntos, digo eu…

    abraço

  10. E que tal uma candidatura “independente” de Freitas do Amaral?
    Para tramar Cavaco e Alegre ao mesmo tempo, não estou a ver melhor…

  11. Cavaco ganhou as eleições porque era (então!) o melhor candidato. Votei no Soares para ele não perder por muitos… Cavaco não ganhou por a esquerda estar “dividida”: em 1985 a esquerda teve quatro ou cinco candidatos e Soares ganhou na segunda volta como um leão.

    Se Alegre tem ganho as presidenciais de 2006, o conflito Belém-Sócrates tinha rebentado muito antes do que rebentou com Cavaco. Mas isto é uma hipótese maluca, porque Alegre nunca ganharia as eleições de 2006, como nunca ganhará as de 2011. Não se confia num gajo desses. E é o candidato do Bloco de Esquerda, como já toda a gente percebeu.

    Quanto ao Alegre e aos apoios que ele recebeu em 2004 no seio do PS. Imagina que ele tem ganho a Sócrates (mais uma hipótese maluca). Que teria ele feito com esses louros? Porra nenhuma. Teria miseravelmente perdido as eleições de 2005 contra Santana ou contra qualquer idiota chapado da laranja podre. Mas vamos imaginar (hipótese mais maluca de todas) que ele ganhava as eleições legislativas contra o Santana. Que faria o poeta alegre no governo? Que primeiro ministro sairia dali, quando nem uma porra de um secretário de Estado saiu quando por lá passou?

  12. Anigo Vega, Freitas do Amaral seria muitíssimo melhor candidato da esquerda democrática do que Alegre. Mesmo sendo ele de centro-direita.

  13. Alegre representa o pior que trinta e seis anos de democracia produziram, pior do que ele só o Jardim, que restaurou o salazarismo na Madeira. Alegre é um vaidoso, um verboso e um parlapatão, mas o conteúdo do que diz é um vazio abismal. Só sabe fazer oposição. Houve uma altura em que isso foi útil, há 50 anos. Agora faz oposição a quem é dez vezes melhor do que ele. Dali não sairá nunca nada de construtivo. Os eleitores entendem isso, mesmo os que só têm a quarta classe.

  14. Boa noite,
    Não votei Alegre em 2006.
    Não votarei Alegre em 2011.
    Já não tenho idade para engolir sapos.
    Até porque deverão ser indigestos…ainda se fossem umas coxas de rã.
    Cada um é livre de decidir do seu destino e posição, nomeadamente Manuel Alegre. Mas também cada um de nós tem esse poder e como diz o Val : “Não vale tudo contra o vale tudo”.
    E como não sou constitucionalista não me parece que a eleição para Presidente da República valha comer um sapo. E como diz o Miguel, ali mais acima, ” Cavaco sempre foi um adversário do PS”. Antes isso.
    Manuel Alegre não soube preservar o eventual capital político ganho em 2006. Durante toda a legislatura mais pareceu um pau mandado de Louçã e aproveitou todas as reivindicações corporativas e reaccionárias ( porfessores, magistraturas, na saúde, etc )para atacar as reformas do 1º governo Sócrates. Ou então vertia lágrimas de corcodilo.
    As Frentes Populares já foram chão que deu uvas. Pensar que , na Presidência, pode validar o reeaccionarismo do PC e do BE… não muito obrigado.
    Cumprimentos

  15. Além de que, contra Cavaco, Alegre nunca ganhará, como alguém disse acima. Basta fazer contas (com os eleitores PS partidos ao meio, é certo e sabido – e eu incluo-me na metade dos que nunca, mas nunca, votarão nele, nem com sapos nem sem sapos). Pelo que acho que o Alegre é mesmo o melhor adversário que o Cavaco poderia desejar (e, como de costume, a melhor prenda que o BE, especialista neste tipo de estratégia, lhe dá)

  16. O que conta e o que me interessa é o horizonte para lá de 2011. O que se vê?
    Com Cavaco, dissolução e forte hipotese governo PSD CDS. Ou seja o velho sonho sa-carneirista Uma maioria e um presidente. Fartar vilanagem com adiamento de investimentos estruturais e desregulação.
    Com Alegre, o governo tem todas as hipoteses de se aguentar até ao fim da legislatura porque precisa do PS para a reeleição.
    Depois é incomparavel o que Cavaco fez e o que fez Alegre.Cavaco pôs em causa o sistema democratico, Alegre pode ter sido “traidor” ao seu partido mas nunca o vi tentar subverter o sistema como Cavaco o fez. São duas pessoas com mundos totalmente diferentes, Cavaco é um pragmático apoiado pelos senhoritos de Norte a Sul que o seguem faça chuva ou sol e esperam que a sua agenda seja cumprida. Alegre é um idealista que nunca sujou as mãos e que se apoia numa rede de apoios de pessoas com pequena influência local e que não esqueceram as “conquistas de Abril”.
    Será este o candidato que mais favorece Socrates? Não! Mas um candidato por definição não se destina a favorecer um ou outro partido. Deverá o PS avançar com outra candidatura? Se for com um nome forte e para ganhar de caras, sim. Agora se for para fazer o favor a Cavaco é melhor estarem quietinhos, para isso, apesar de tudo mais vale apoiar Alegre, ganhe ou perca, politicamente Socrates ganha sempre.
    Caso Alegre perca com Cavaco e satisfizer velhos ódios gostarei de ver alguns a deliciarem-se com as maiorias da direita depois de dissolvida a assembleia da República.
    A continuar assim , Alegre apesar de tudo, até porque gosto de perninhas de rã.

  17. Percebo alguns comentadores que dizem votar Cavaco para castigar Alegre. Mas por favor, se essa hipótese se tornar real, antes de votar, pensem se estão disponíveis para continuar a viver num país, cuja presidência da republica é governada por gente com problemas mentais graves.

    Concordo com o Vega9000. O prof. Diogo Freitas do Amaral pode ser um bom presidente, e duma vez só, calavam-se todas as outras vozes. Para além de ser uma pessoa de grande prestigio internacional, o que diplomaticamente seria muito vantajoso para o país. O mesmo não acontece com o parolo que temos lá agora. De resto, acho que internacionalmente, via presidência da republica, o nosso país nunca esteve tão mal representado no exterior, numa ocasião em que as relações diplomáticas se deviam desenrolar ao mais alto nível. Por incrível que pareça, o Cavaco só está interessado em aparecer com a sua não menos serôdia Maria, nas páginas da Hola.

    Agora Vega, é preciso que prof.DFA tenha disponibilidade e saúde para isso.

    Veremos!

  18. K, não concordo nada contigo. Não é Sócrates que ganha sempre como dizes, é Louçã, aliás, já está a ganhar. Não há nada que Sócrates possa fazer para evitar a divisão que esta candidatura provoca entre os eleitores. Quem ganha com esta divisão? E também não concordo que em caso de uma vitória de Alegre haveria mais estabilidade para o Governo poder levar a legislatura até ao fim. Se Alegre ficou como ficou mesmo tendo perdido em 2006, se aproveitou o seu milhão de votos para fazer o que fez ao Governo, nem quero imaginar como ficaria caso vencesse em 2011. Aí é que Sócrates ia ver o que é ter oposição presidencial.

  19. Vamos deixar “assentar a poeira”. De facto esta moviemntação do Manuel Alegre não é ingénua, como não o foi a oportunística colagem do Louçã (mesmo sem ter perguntado ao partido se era este o candidato que queria…. O Alegre tentou “entalar” o Sócrates, porque o sabe um pouco “fragilizado” com toda a panóplia de desmandos pulhas com que tem sido “mimoseado”. Estou em crer que o PS não vai apoiar o Manuel Alegre, pois não faltaria quem o viesse a acusar de andar a reboque do Bloco. Só se depois de muitas negociações e compromissos sérios (embora com o Louçã de permeio tudo me pareça muito pouco viável…) é que o PS poderá dar orientação de voto. Não me parece que as feridas estejam curadas. Já aqui foram referidas algumas das “manobras” do Alegre contra o PS, mas há uma que eu não esqueço. Foi a perseguição que ele fez aos Ministros da Saúde e da Educação, levando a que o primeiro não aguentasse tamanha pressão e se tivesse de demitir, porque, foi um facto, a demagogia venceu a capacidade de trabalho e de acção tendente a reformar o SNS.
    Julgo, por isso, que por vezes mais vale uma derrota com dignidade, do que uma vitória da sabujice, independentemente de estar ansioso que o actual inquilino de Belém, possa arrumar as chanquinhas e rumar até à beira mar da sua casita de Boliquime…

  20. Comungo da “abjectância” por Alegre. Mas convém não esquecer que Sócrates existe apesar de Alegre e Cavaco.
    Eleger Alegre será, em minha opinião, uma vitória de Sócrates: porque Alegre nunca terá a credibilidade mínima para impor a sua agenda política. Porque a direita e o centro esquerda nunca ousarão apoiar visões utópicas e demagógicas sobre a condução da política económica do País. E porque Sócrates nunca se deixará condicionar, sob pena da sua total descredibilização, por visões extremistas. Ao PS não restará outra alternativa senão apoiar Alegre. A sobrevivência do PS, enquanto partido do poder, exigirá que, depois das Presidenciais, este se perfile em apoio ao seu líder.
    Urge desmistificar com celeridade o Cavaquismo. Um Estado de direito não pode conviver com figuras sinistras, agentes duplos, incompetência inimputável e com traições palacianas a mando de figuras com altas responsabilidades no Estado.
    A quem confiariam os Portugueses a reconstrução do País, se, por hipótese, uma catástrofe com a dimensão da que ocorreu no Haiti assolasse esta nossa terra: a Cavaco ou a Sócrates?..

  21. Guida com Alegre só podes ter, apesar do que ele fez, uma suposição. Com Cavaco tens uma certeza. Sócrates, quer Alegre ganhe ou perca, pode sempre estancar a saída de votos à esquerda, porque o seu apoio esvazia o apoio de Louçã. Caso Alegre ganhe deve-o maioritariamente a Socrates/PS e caso Alegre perca não aliena o apoio à esquerda tão necessário caso Cavaco queira dissolver a Assembleia.
    Mas isto não tem só a ver com Sócrates ou Alegre ou com pequenos ódios, tem a ver com a possibilidade de nos livrarmos de uma vez por todas da cultura do cavaquismo que abocanhou tudo desde a comunicação social, bancos e outras areas do país com a sua mediocridade e incompetência. Depois o país não acaba com Sócrates e este é porventura o seu ultimo mandato. E depois como será?

  22. A táctica em politica, é um assunto complexo.

    Contrariamente ao que tem sido dito, não vejo a candidatura do Alegre como uma inevitabilidade para o PS. De resto, julgo que o apoio explicito do Luçã, acantonará o Alegre, caso o PS apresente um candidato consensual para o próprio partido.

    Alguém tem de fazer ver a esta gente que a politica tem de deixar de ser uma “feira de vaidades”. Gente com valor intelectual precisa-se urgentemente.

  23. K, neste momento só há uma certeza: Alegre será candidato com o apoio de Louçã. Tudo o resto são suposições. Não temos a certeza se o PS vai apoiar Alegre ou se surge outro candidato, tal como não sabemos, nem vamos saber tão cedo, se Cavaco se recandidata. Vou adiantar-te outra suposição: o sonho de Louçã é que o alegrismo faça ao PS o mesmo que o cavaquismo fez ao PSD.

  24. Já decidi: nem um, nem outro! Se quiserem saber porquê, leiam-me aqui:

    http://revolutiolegis.blogspot.com .

    No caso de me ser servido esse terrível “cálice” (afasta-o de mim!), abstenho-me, ou então voto nulo (para quem estiver na minha mesa eleitoral, quando vir um boletim de voto com isto escrito a roxo «QUERO QUE OS DOIS SE FUNDAM!”, fica desde já a saber que fui eu).

    E também não votei Alegre há quatro anos. Não se vota num tenor desafinado para dirigir a Orquestra! Cavaco foi e é, para mim, um mau Presidente. Mas apenas tão mau quanto eu já esperava. Penso que Alegre teria sido pior. Eventualmente bem pior. Não quero um Presidente indiferente ao 25 de Abril, mas também não quero um Presidente embriagado com ele!

    Quero um Presidente democrata, mas com sentido de Estado. Com muita sensibilidade social e cultural, mas com firmeza e autoridade (reconhecida muito mais do que imposta). Quero alguém sério, como foi Ramalho Eanes no primeiro mandato. Alguém que mobilize e entusiasme a Nação, como fez Soares no segundo. Quero uma personalidade séria, mas um político competente, como João Cravinho, como António Vitorino, como Jaime Gama, como Freitas do Amaral, ou até alguém mais jovem, mas com sentido de responsabilidade, como António Costa!

    Mas, por favor, não me venham com mais do mesmo: basta de Cavacos, de Sampaios, de Guterres, de Durões e de Marcelos ou Santanas (credo, vade retro!)!

    Portugal tem de deixar de ser um caranguejo ambulante e virar a cabeça para o sentido de marcha: para a frente!

  25. Eu penso que Cavaco, possivelmente não se recanditará e aí Freitas do Amaral até poderia ser consensual, caso contrário,os dados estão já lançados e não há outra alternativa possível a Alegre que jogou oportunísticamente a sua cartada.
    Uma coisa é certa, Cavaco nunca, acho uma vergonha para qualquer um país apresentar um candidato destes, que até ao nível da sua área partidária já não reune grandes consensos.

  26. Carmen, o Alegre vale muito mais que o BE porque existe muita gente no PS e no PC que se revê nele. E um candidato PS não pode ser só um candidato consensual dentro do partido, tem que ter vida para alem dele.

    Guida, o Alegrismo não tem essa força dentro do PS, mas o que Louçã deseja é fazer um partido com a ala esquerda do PS, e isso não é suposição, é bem real.

  27. Diz o Vitorino no Público:
    “É possível que haja uma candidatura que derrote o prof. Cavaco Silva oriunda da esquerda. Mas essa candidatura não pode confinar-se a ser uma candidatura de esquerda. Porque, historicamente, ganha as eleições presidenciais quem ganha ao centro. Há sempre uma componente de votos do centro que são necessários para ganhar uma eleição presidencial.” Nisto e no resto que ele diz na entrevista, estou de acordo.
    Alegre seria uma derrota inglória…

  28. é! é isso mesmo. eu que tinha votado no cavaco, agora, entre cavaco e alegre, vou ficar por casa. alegre é um fanfarrão que nem de um tasco conseguiria dar conta; por outro lado em belém tem reinado a filha-da-putice.

  29. Vitorino tem razão: oxalá se esteja a preparar para avançar, no momento certo.

    Faça-se uma sondagem séria, que ponha em confronto Alegre e Cavaco numa hipotética segunda volta, e voltemos depois a este assunto.

  30. K, Alegre tem força suficiente para provocar divisões no partido e é isso mesmo que as várias reacções à sua candidatura estão a mostrar. Ele sabe-o bem e sabe quem beneficia com isso. Está-se borrifando para o PS tal como Cavaco se borrifou para o PSD. Umbiguismo, é do que padecem ambos.

  31. Guida, Cavaco no PSD faz o que quer, Alegre não.Alegre prescisa do PS e sem o apoio institucional vai ser dificil apesar do seu discurso ter saída nalgumas franjas da direita. A votação que alcançou não foram só votos de esquerda, se bem que agora o ambiente politica seja bem diferente. Já agora nas eleições anteriores quem dividiu o partido Alegre ou Soares?

    Edie, e quem é que o Vitorino quer em Belem? Se calhar Cavaco.
    O problema é que tambem há gente dentro do PS que acolhe bem a recandidatura de Cavaco e que mascara isso com a necessidade de uma outra candidatura.

  32. K,

    As franjas dão votos, mas não galvinizam o suficiente para ganhar eleições. Sem o apoio do PC e sem o apoio do PS, o Alegre não tem hipotese,em minha opinião, claro !

  33. K,

    Se me permites, vou comentar a resposta que dirigiste a Edie.

    Creio que nas eleições anteriores, de facto, existiram elementos do PS a apoiarem, implicitamente, Cavaco. Até me apetece ir mais longe e dizer que de forma geral, na surdina, o PS apoiou Cavaco. Penso que nas próximas eleições tal não acontecerá. Ficou claro o resultado desse apoio, de que resulta uma enviesada pluralidade do sistema democrático.

  34. K, Cavaco ganhou na 1ª volta, não devem ter sobrado muitos votos da direita para Alegre. Quanto à tua pergunta, penso que ambos dividiram o partido na altura, mas a coisa sarou, apesar de Alegre, inchado com o seu milhão, tudo ter feito para o manter dividido. Claro que agora já lhe dá jeito ter o PS bem unido e a votar nele. O Vitorino disse bem, se queria o apoio do PS devia ter-se demarcado do BE.
    Apesar de obviamente querer Cavaco bem longe de Belém, Alegre não me convence de maneira nenhuma, já não votei nele nas últimas e agora muito menos contribuo para que atinja também ele o topo da carreira…
    Ainda não é desta que vou incluir os batráquios na minha dieta. :)

  35. K,

    a Carmen já respondeu – e bem – por mim…

    Deve ser uma franjinha muuuuito pequenina a dos socialistas que apoiam Cavaco.

    De qualquer forma, já disse atrás e repito: estou à espera que as peças todas se disponham no tabuleiro.

  36. Para mim que militei no PS durante cerca de 10 anos na década de 70 que foram os piores anos vi sempre o Alegre encostado e sempre apoiante incondicional de Soares. Alegre o que queria era um lugar à mesa do orçamento e que não o chateassem com trabalho. O homem parece que tem aversão ao suor. Para mim é um pedante sem valor. Como poeta seria muito bom se fosse humilde, sério, mas não é nada disso. Deixei o PS por causa dessas figuras muito “respeitáveis” que ocupavam os lugares sem nada fazerem e sem o merecerem. Dou um exemplo. Fui vereador duma câmara a tempo parcial quando se recebia zero por esse trabalho extra. Trabalhava-se na empresa e na câmara (de borla) até altas horas. Cheguei a terminar sessões de câmara perto das 5 da manhã e entrar às 9 horas no serviço para o qual demorava em transportes cerca de 1,30 horas. Quando os vereadores a tempo parcial começaram a receber logo apareceram os chulos, os doutores, para ocuparem esses lugares. Não estou a dizer isto por terem corrido comigo. Não é dor de cotovelo porque antes disso já tinha saido do partido. Mas é para se ver os abutres que polulam nos partidos. Em todos sem excepção. Uma tristeza. Bom, mas quanto ao Alegre nem sequer para tirar o Cavaco. Dar-me-ia vómitos votar em tal personagem.

  37. João,

    Considero o teu testemunho importante. Pese embora ser essa a imagem que passa do Alegre, o testemunho na primeira pessoa é sempre muito importante. Estamos todos cansados de presidentes da republica que fazem de conta que são. Se pudermos dar um contributo para alterar essa espécie de destino…

  38. Edie e Carmen, não quero ser maldoso mas julgo que em termos de calculos politicos de médio prazo há muito quem assim pense.

    Guida, quem dividiu o ps foi a escolha de Soares, porque Socrates já tinha dado o ok a Alegre. Estas eleições são o segundo acto das eleições anteriores, só espero é que a escolha do partido não favoreça Cavaco novamente, nada mais.

    Tambem não gosto de Alegre mas é preciso acabar com o cavaquismo e suas metastases de vez. Votarei em quem o conseguir.

  39. Faz agora uns meses que levantei, aqui na Pharmácia, a questão das presidenciais e da mais que possível candidatura do BETO ALEGRE. Ela não foi, a outro nível, que não o nosso, devidamente tratada. A candidatura de Manuel Alegre, transformou-se numa patologia dermatológiga dificilmente tratável, agarrou-se à nossa pele. Como disse um frequentador,algures acima que gosta de perninhas de rã, teremos de o deglutir. Como eu não gosto de perninhas…de rã, lá terei de fazer o sacrifíco. Realmente, para expulsar o sr. Silva não deveria valer tudo.

  40. como militante do ps reservo-me o direito de votar num candidato do ps e não do be
    empolitica não vale tudo
    antes o cavaco com os votos da direita do eue um alegre ao serviço do BE para partir o ps ao meio….
    espero que haja a mesma liberdade que hove nas ultimas eleições onde nenhum militante do ps que apoiou o alegre foi chateado por isso

  41. Muito desta gente esquece que só por 24 mil votos não se realizou segunda volta nas presidenciais, Cavaco foi eleito com o apoio incondicional de Sócrates.
    O resto é falta de conhecimento politico.
    E mais quem pagou as campanhas eleitorais de Sócrates também pagou a de Cavaco.
    O resto é conversa da treta.

  42. Pegando nas palavras do Val : “Alegre tem uma parte larga do PS com ele, tanto a nível de notáveis como de populares”, essa parte larga se for bem trabalhada não esquece as patifarias que o Alegre tem ando a fazer ao PS, e são muitas, donde, sou de opinião que o Alegre, avançar com o anúncio de candidatura, em vésperas de discussão do OE, sabendo -se que Louça, seu inequívoco apoiante, está fora das negociações do OE, assume contornos de mais uma traição velada ao PS.

    Ora, se é certo que não existe outro politico em Portugal com competência para governar o país, que não Socrates, não me restam dúvidas que este anúncio constitui um satisfaz uma certa necessidade de protagonismo do bloco, e assim sendo, mais uma farpa no único partido estruturado em ordem a preocupações sociais, com capacidade para gorvernar o país.

    Por isso, Alegre, nunca !

  43. Jafonso,

    O que agarra à pele, também descola quando é preciso. É só o Socrates encontrar um candidato como deve ser, e vais ver se não descola logo.

  44. K,

    Não se trata de gostar ou não gostar de Alegre.

    O que temos de equacionar é se ele, tendo em conta o seu passado politico, dá ou não um bom e adequado presidente de republica para Portugal. Eu creio que não.

    E penso mais. O personagem em questão nunca foi bom politico, como nunca foi bom poeta. Insucesso politico e pessoal juntos, só pode resultar em mau presidente de republica.

    Mas existem outros portugueses à altura de desempenhar o cargo. Se for preciso avançar para fora dos circuitos políticos, porque não ?!…

  45. Não acredito no Manuel Alegre a concorrer contra o Caváco e a ganhar, pelo menos nesta altura do campeonato. O timing da sua apresentação foi precipitado, e touxe logo uma consequencia nefasta : a adesão entusiastica do Xico Anacleto, o que não augura nada de bom. O Papa do Bloco ( et pour cause ) provoca a eclosão de muitos anticorpos em muito boa gente , que votaria no candidato proposto pelo P.S., mas que não acredita em pessoas apoiadas pelo bloquistas. Vamos esperar e ver o que se vai passar ao longo dos dias que faltam .É só o que nos resta para fazer, se entretanto não aparecer alternativa .

  46. Em 1981, Mitterrand formou um Governo de União de Esquerda.
    Sabemos que PCP e BE dificilmente o faríam com o PS, mas a nível Presidêncial é um IMPERATIVO DE TODA A ESQUERDA UMA «UNIÃO DE ESQUERDA» para derrubar o presidente mais faccioso e CONSPIRADOR que já tivemos em Portugal. Ele desmerece o lugar que ocupa.
    Cavaco Silva nunca conseguiu despir a camisola, foi somente o presidente de toda a Direita.
    Foi sempre azedo e abespinhado contra a Esquerda, abafou e silenciou-se perante os dislates gravíssimos cometidos pelos “seus”. Fez juras por Dias Loureiro, nunca condenou os ladrões do BPN, BPP e BCP porque eram os “seus”. Nunca agiu como Presidente perante as monstruosidades e as ofensas de João Jardim. Entre tantas e tantas!
    Para cúmulo urdiu uma inventona conspirativa contra um Governo democratica e legitimamente eleito. E não teve a ombridade de resignar ao ser-lhe descoberta a careca. Apressou-se a espetar a faca no seu amigo de 20 anos, o Lima. Mas manteve-o na Sombra, Oculto. Uma vergonha. Apressou-se também a pedir ao Papa para vir a Portugal numa jogada parola e fradesca sem-vergonha, para limpar a imagem.
    Mas não lhe vai chegar, porque quem usa o nome de Deus em vão é castigado.
    E com “sensatez” da parte de Manuel Alegre, que sempre revelou independência em relação ao Governo 2005-2009, com sensatez do PS em não duplicar candidaturas, com sensatez do PCP que sabe que a Opção a Alegre é ver o Conservador outra vez a conspurcar a mais alta instância, a Opção é óbvia e ultrapassa partidos:
    É MESMO UNIÃO DE ESQUERDA CONTRA O presidente (com p pequeno) de toda a Direita.

    Em tempos Àlvaro Cunhal pediu aos “seus” para taparem com a mão o rosto de M.Soares mas porem lá a cruzinha porque a alternativa era dar a vitória ao candidato da direita. Parece-me que as palavras de Álvaro Cunhal estão de volta e serão certeiras para o caso. Também me desagradou o aproveitamento de Manuel Alegre na ultima legislatura.
    Certo que as eleições presidênciais não são partidárias compreendo que Alegre sentia ter mais condições que Soares nas últimas (e tería). Ficou ressentido por isso. Ficou ressentido por o partido não o ter apoiado oficialmente. É compreensível, mesmo não tendo votado nele. Mas desta vez acho que devemos “engolir o sapo” Alegremente. Todos os engolimos num qualquer momento nas nossas vidas, e não há quem não os engula. Se o Ps o apoiar, Alegre ganha e o Conspirador vai embora. Se o Ps duplicar candidaturas aí teremos que engulir um sapo muito maior do que Alegre, sem qualquer compração.
    A outra via é que Alegre mostrou-se “disponível para ser”. Não disse que era. Se o Ps apreciar outro nome tenha em conta que pode não contar com o BE e sem o “nim” do PCP (que na práctica são as palavras de Cunhal revisitadas). Daí lembrar Miterrand em 1981 e a UNIÃO DE ESQUERDA e que seja um mote para a luta presidêncial. Precisamente por Alegre não ter estado 100% colado ao Ps é que se torna a vantagem congregadora da Esquerda! E antes prefiro Alegre do que Cavaco, sem qualquer margem para dúvidas. Compreendo Alegre ter ficado chateado pelo Ps não o apoiado nas últimas. Votei Mário Soares mas já sabia que Reino dividido…
    As eleições são suprapartidárias, que seja agora então e honre com sensatez um cargo que Cavaco Silva desmereceu.

    -MAIS ESQUERDA-
    Vivemos dias conturbados em que o Mundo padece por culpa das políticas neoliberais capitalistas tão caras á Direita.
    E então precisamos
    de MAIS ESQUERDA OU MAIS DIREITA?
    De MAIS ESQUERDA OBVIAMENTE!
    Quem provocou esta crise foram os Ricos e os Ricos são na sua Maior Parte de Direita, não são de Esquerda.
    Ou vão-me dizer que os Ricos são na sua maior parte de Esquerda e os Pobres de Direita ?!
    PORTUGAL PRECISA DE MAIS POLÍTICAS DE ESQUERDA.
    -MAIS ESQUERDA-

  47. Caros,
    O K das 9.04 acima diz que Alegre pode ter sido um “traidor” ao partido mas nunca viu ele tentar subverter o sistema como Cavaco fez.
    Então o caro acha que um indivíduo que foi traidor ao seu próprio partido pode fazer o quê em Belém? Para ingenuidades já basta o Val ter votado em Alegre contra Soares. E porque este era velho: já repararam na capacidade intelectual e de visão política que o “vellho” mantem ao pé do convencido contabilista Cavaco e do cagão Alegre, poeta maior dos poetas menores?
    Meter Alegre em Belém é introduzir o cavalo de troia carregando a “Mesa” toda no seu bojo. E mais tarde, feito o serviço de destruir as muralhas da cidade, o manhoso pequeno ulisses Anacleto, declara-o servo do seu palácio para fazer o poema épico da sua vitória sobre a cidade de Sócrates.

  48. Adolfo, por favor leia o K todo e não só o das 9.04 talvez encontre a resposta, mas o Cava(c)lo de troia já lá está trata-se só de o remover. A proposito votei Soares nas ultimas eleições.

    Carmin, nunca foi bom politico nem bom poeta mas obteve o resultado que obteve nas ultimas eleições sem apoios partidarios. Para insucesso não está mal.

  49. faço votos de que se consiga remover o Cavaco de Belém, mesmo. As eleições são só em 2011 e muita água ainda pode correr e outra candidatura aparecer.

    Por mim achava muito bem a Maria de Belém que o Valupi avançou e acho que podia ser candidata ganhadora. Mas também eu já me enganei ao pensar que a candidatura da Elisa à câmara do Porto era uma boa aposta: deu flop. Acho um exagero chamar traidor ao Alegre: o PS é um partido pluralista que acolhe a diversidade. Chamar traidor ao Alegre pare tique leninista. No entanto também não me entusiasma a opção. Veremos.

  50. Não estou a falar de ti K, nós temos uma posição parecida pelo que vejo, mas há para aí uma data de gente que chama de forma expressa ou velada ‘traidor’ ao Alegre.

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